perspectivas

Sábado, 11 Maio 2013

Quem tiver depósitos em Bancos espanhóis que retire de lá o dinheiro !

Filed under: Europa — O. Braga @ 10:23 am
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“Europe said that Greece was the first and last such restructuring, but then there was Cyprus. Spain is holding off further recapitalisation of its banks in anticipation of the arrival of Europe’s banking union, which it hopes will do the job instead. But if the Cypriot precedent is anything to go by, a heavy price will be demanded by way of recompense. Bank creditors will be widely bailed in. Confiscation of deposits looks all too possible.”

Spain is officially insolvent: get your money out while you still can

Quinta-feira, 9 Maio 2013

Chegamos a um ponto em que se torna legítima uma intervenção militar

O título deste verbete parece absurdo; por enquanto. Mas por alguma razão este governo anda preocupadíssimo com o controlo dos militares, e muito activo no desmantelamento da organização militar.
¿E por que razão o título do verbete não é tão absurdo quanto possa parecer à primeira vista? Porque temos um presidente da república senil e um governo déspota coordenado por psicopatas sociais. Portanto, a situação política nacional já está, por si mesma, fora de controlo, e uma intervenção militar apenas reporia alguma ordem no sistema.

Um exemplo de como funciona negativamente a conjunção de um presidente da república senil e um primeiro-ministro psicopata é a lei da mobilidade dos funcionários públicos, que vai despedir entre 50 mil e 100 mil funcionários públicos sem direito a subsídio de desemprego. Este é apenas um exemplo!, porque existem muitos mais.

Quarta-feira, 8 Maio 2013

O elefante no meio do salão da política portuguesa

Nós podemos conhecer de duas maneiras: ou através da (nossa) experiência, ou através da autoridade de outrem. E é na autoridade que começa o problema, porque é-me muito difícil conceder autoridade a um ser ontologicamente semelhante ou idêntico a mim próprio. Por isso, ou a autoridade se baseia numa intersubjectividade (por exemplo, as publicações da comunidade científica) que, por sua vez, se baseia, à falta de demonstração empírica, pelo menos em inferências acerca da verdade defendida por essa autoridade; ou a autoridade é dogmática e não merece grande crédito.

Um exemplo do que se quer dizer é a teoria do Big Bang. É impossível verificar e muito menos confirmar empiricamente a existência do fenómeno do Big Bang: teríamos que meter o universo inteiro (desde o seu início) dentro de um laboratório. Mas o Big Bang não é apenas postulado, mas antes é uma teoria elaborada por inferências: pelo menos duas inferências: a do efeito de Doppler constatado por Hubble, e através da verificação da radiação de base (Penzias e Wilson, década de 1960).

A política só é uma “ciência” na medida em que se aplica este mesmo princípio do conhecimento: ou constatamos factos por nossa própria experiência, ou teremos que acreditar numa autoridade escorada numa intersubjectividade que se baseia, ou na dedução, ou na inferência. O problema da nossa política — como acontece também com uma parte substancial da classe científica — é o de que a autoridade dominante é dogmática, porque se recusa a colocar em causa ou a questionar-se acerca de determinados princípios sobre os quais se construiu todo o edifício político actual.

À esquerda, ouço falar em “alternativa ao governo”. À direita, ouço dizer que “depois de nós, o caos”. Mas ninguém fala no Euro. O Euro é um enorme elefante no meio do salão da política portuguesa.

elefante na sala 500 web

Paul Krugman, o Euro, e a austeridade

Filed under: economia,Portugal — O. Braga @ 10:46 am
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“Two points: First, for euro area countries that must rely on internal devaluation, real depreciations on this scale would be inconceivable, requiring devastating deflation. Second, the whole advanced world is in a liquidity trap these days – and we can’t all massively devalue against each other.

So invoking cases like these as if they have something to do with the fiscal policy debate is either ignorant, disingenuous, or both.” (Paul Krugman, Exchange Rates and Austerity )

Paul Krugman chama à atenção da direita Goldman Sachs para o facto de os países do Euro intervencionados pelas Troikas (e não só, porque a Eslovénia é o cliente que se segue, a Bélgica anda lá próxima, e um dia destes vamos ter a França com problemas também) não podem desvalorizar as moedas porque pertencem ao Euro, e o Euro é controlado pela Alemanha a quem não lhe interessa a desvalorização.

Krugman dá exemplos de dois países que tiveram crises financeiras: a Coreia do Sul, em finais da década de 1990, e a Islândia, depois de 2008. Na medida em que estes dois países puderam desvalorizar as suas respectivas moedas, saíram rapidamente da crise (a Islândia já tem a sua economia a crescer). No caso de Portugal, Espanha, Irlanda, Grécia, Chipre, e outros que virão, a solução que é imposta é uma deflação e a destruição da economia e de postos de trabalho.

Em suma: a austeridade em Portugal dentro do Euro forte e controlado pela Alemanha, destrói em vez de reconstruir. Não há como sair disto.

Sábado, 4 Maio 2013

Durão Barroso confunde unanimidade com unanimismo

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:50 pm
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Alguém deveria explicar a Durão Barroso qual a diferença entre unanimidade, por um lado, e unanimismo, por outro lado – porque, na União Europeia, a política é exactamente como um jogo de futebol de selecções nacionais: jogam onze contra onze, e no fim quem ganha é a Alemanha.


Jose-Manuel-Barroso 200 web png.pngO presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, defende numa entrevista a ser publicada no domingo a chanceler Angela Merkel face às críticas sobre a disciplina orçamental imposta pela Alemanha.

“O que acontece em França ou em Portugal não é culpa de Merkel ou da Alemanha”, afirmou Durão Barroso, numa entrevista a ser publicada no domingo no jornal alemão Welt am Sonntag, citada pela agência de notícias France Presse.

As decisões no seio do Eurogrupo são sempre tomadas por unanimidade . É totalmente injusto apresentar as medidas como se fossem impostas por um único país ou por uma só instituição”, disse Barroso, acrescentando que também é “vítima” dessas tentativas de atribuir as medidas a alguém em concreto.

Durão Barroso sai em defesa da chanceler Angela Merkel

Não tenham medo! Se Portugal sair do Euro não acaba a Internet

Filed under: Portugal — O. Braga @ 6:50 pm
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Nem acabam os telemóveis. Os automóveis também vão continuar a existir. Portugal não vai acabar. Não se preocupem, porque a economia irá então voltar a crescer.

“A minha sugestão é que as dívidas, nomeadamente as do crédito a habitação, mantenham o seu contra-valor em euros, mas que a diferença resultante da desvalorização seja assumida pelo Estado, que ele substitua o devedor nessa parte, financiando-se o Estado através de empréstimos do Banco de Portugal. “

João Ferreira do Amaral: “Só há duas hipóteses, sair do euro a bem ou a mal”

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Sexta-feira, 3 Maio 2013

O que eles dizem para não tocar no assunto da saída de Portugal do Euro !

“Proponho que o Estado imponha temporariamente um regime de despesa privada obrigatória. Nesse regime os titulares de depósitos bancários dispõem, no máximo, de seis meses para gastar uma fracção do saldo na compra de bens e serviços em território nacional. Findo esse prazo, do montante ainda por gastar é transferida para o Tesouro a parte que corresponde à taxa média actual de IVA e de impostos específicos. Na prática, não há qualquer transferência porque não haverá nenhum montante por gastar ao fim de seis meses. Esta é uma solução equilibrada, dado que quanto maior é o saldo, maior é a responsabilidade e a capacidade de relançar a economia. Cada um é livre de comprar o que quiser, desde que seja em território nacional e até ao prazo limite, mas deve saber que a compra de um bem ou serviço importado não aumenta o PIB.”

Regime de despesa privada obrigatória é a solução

strait-jacket-euro-sex webA saída de Portugal do Euro não é um bem, ou uma coisa boa: é uma necessidade. Eu não fico feliz e contente por defender aqui a saída de Portugal do Euro: apenas constato um “estado de necessidade” — Notrecht, na linguagem de Hegel, e para que um alemão perceba o que se quer dizer.

Naturalmente que a saída de Portugal do Euro é assunto tabu para os economistas e para a classe política, em geral. E porquê?

Porque a permanência desastrosa de Portugal no Euro é muito boa para as elites: a classe política sai beneficiada do Euro com as prebendas e sinecuras da União Europeia, por um lado, e por outro lado, uma classe de sibaritas composta por “grandes empresários” e banqueiros agravam, a cada dia que passa, as desigualdades sociais consolidadas pelo eurofascismo que justifica uma putativa “interrupção voluntária da democracia” (IVD).

Se é verdade que com o Euro não temos inflação, temos todavia com ele algo pior: um despotismo político eurofascista que impõe uma canga insuportável de impostos que elimina a classe média e que agudiza as diferenças sociais, e que atira o exercício da democracia para as calendas gregas ou para o tempo do “nunca mais”.

Se o povo está condenado a retroceder à idade da pedra e a ser pobre, então que seja pobre com dignidade, e que mande esta classe política e os vendilhões da Pátria subservientes ao IV Reich para a dimensão escatológica adequada. Mal por mal, que venha o Escudo e a liberdade.

Quinta-feira, 2 Maio 2013

A bem ou a mal, Vítor Gaspar vai ter que ir embora

“A economia portuguesa vai continuar a destruir empregos até ao final de 2014, ano em que deverão existir menos de 4,43 milhões de trabalhadores no país, contra os 4,63 milhões existentes no final do ano passado. O desemprego só começará assim a recuperar em 2015 – uns meros 0,4% ou 17 mil novos empregos –, com o total de remunerações pagas em Portugal a reflectir isso mesmo:os valores pagos vão cair 950 milhões de euros entre o final de 2012 e o final de 2014, passam de 79,2 mil milhões para 78,3 mil milhões.

(…)

A luz que o governo promete Já tantas vezes prometida, a recuperação económica que o governo antecipava para meados deste ano, está agora prometida para 2014. É nesse ano que Vítor Gaspar agora promete algum crescimento (0,6% do PIB), prometendo de seguida três anos seguidos de crescimentos a rondar os 2% – em 2015, 2016 e 2017, economia vai expandir 1,5%, 1,8% e 2,2% nas contas de Vítor Gaspar. Crescimentos baseados nas exportações e retoma do consumo privado, que entre 2015 e 2017 subirá 1% ao ano.”

Via : Operação Rigor Mortis. Gaspar destrói mais de 208 mil empregos até ao próximo ano

Depois de ter falhado previsões atrás de previsões, Vítor Gaspar vai ter que sair do governo. O problema é o de saber se ele sai depois de uma forte repressão policial que pode roçar o despotismo político sancionado por Cavaco Silva, ou se sai a bem. Mas vai ter que sair.

Repare bem o leitor: o problema já não é o de saber, agora, se Vítor Gaspar tem ou não razão nas previsões que faz. Se calha, tem razão. O problema real é o de que ele já não tem qualquer credibilidade para promover qualquer política financeira neste país. E o problema da sua falta de credibilidade acentua-se quando o povo já sabe qual é a sua fidelidade política, ou seja, a sua submissão canina às políticas do Eurogrupo e da Alemanha de Angela Merkel. Portugal precisa de um ministro das finanças, realmente e de facto, português.

Quarta-feira, 1 Maio 2013

Nigel Farage e a religião maçónica europeísta

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:17 am
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Aqui.

Terça-feira, 30 Abril 2013

A esclerose múltipla da União Europeia

Podemos conceber a União Europeia como um corpo, e a cultura intelectual predominante no sistema político do leviatão europeu como o seu sistema imunitário — e na medida em que a cultura intelectual exerce grande influência sobre a cultura antropológica dos diversos povos da Europa.

O problema do sistema imunitário na União Europeia — a cultura intelectual e as elites políticas — é o de que perdeu a noção de auto-tolerância e passou a gerar anticorpos auto-dirigidos que atacam os isolamentos dos nervos (a atomização da sociedade), causando a esclerose múltipla da cultura antropológica e conduzindo-a a uma paralisação.

Porque a cultura intelectual e as elites políticas têm um papel fundamental na defesa da sociedade contra a degradação do corpo social e na garantia sua continuidade e do seu futuro, um sistema imunitário que produza anticorpos auto-dirigidos conduz à morte do corpo. E o pior é que a morte anunciada do corpo político da União Europeia vai arrastar com ela uma série de países, principalmente os mais pequenos.

Segunda-feira, 29 Abril 2013

Os régulos da administração colonial não podem resolver o problema da economia portuguesa

“Apesar de terem tido uma evolução positiva nos últimos anos, os rácios da solvabilidade dos bancos portugueses não deixam dormir em paz quem lá tenha dinheiro depositado. Pois António José Seguro, substituindo-se às competências próprias do Banco de Portugal, propõe injectar dinheiro na economia diminuindo-os ainda mais, ou seja, deixando os seus cofres praticamente vazios. É este o homem que nos pede uma maioria absoluta para governar o país. Todo o cuidado é pouco. Preparem-se.”

Eu sou insuspeito porque classifico António José Seguro ao nível de Passos Coelho. Pertencem os dois às juventudes partidárias. Posto isto, vamos àquilo.

1/ António José Seguro poderia injectar mais dinheiro na economia gastando mais em alguma despesa pública. Mas para isso terá que cortar noutra despesa pública, para não correr o risco de aumentar o défice público.

2/ injectar mais dinheiro na economia não significa necessariamente menor liquidez dos depósitos bancários. Basta que a taxa de juro directriz do Banco emissor aumente um pouco, e que se reinstalem os Certificados de Aforro que José Sócrates eliminou, para que se restabeleça um equilíbrio entre os depósitos bancários, por um lado, e por outro lado o aumento de liquidez em um determinado sector da economia, em relação ao qual o quantitative easing pretende beneficiar. O problema é que nós não podemos mexer na taxa de juro por estarmos no Euro (essa prerrogativa pertence ao BCE [Banco Central Europeu]) e aos alemães.

3/ portanto, enquanto estivermos no Euro, qualquer política de injecção de liquidez na nossa economia terá que ser previamente sancionada pela potência colonial, isto é, pela Alemanha, que por sua vez dará as suas ordens e instruções compensatórias ao BCE [Banco Central Europeu] nesse sentido. Portugal, na sua condição de colónia, não pode, com Passos Coelho ou com António José Seguro, alterar a situação, porque ambos são régulos coloniais ao serviço da potência colonial alemã.

Sexta-feira, 26 Abril 2013

Estou de acordo com Zeinal Bava

Filed under: economia,Europa,Política,Portugal — O. Braga @ 6:58 pm
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“O presidente da Portugal Telecom (PT), Zeinal Bava, disse hoje que Portugal não se deve equiparar só aos parceiros europeus, devendo olhar para a forma como Israel e Singapura ultrapassaram as suas dificuldades no contexto mundial.

Não podemos comparar-nos só com a Europa. Por que não nos comparamos com a Coreia, o Japão ou os Estados Unidos [da América (EUA)]?”, questionou o gestor, apontando para os exemplos de Israel e Singapura, que, apesar da sua dimensão à escala regional, têm as contas públicas controladas.

Segundo Zeinal Bava, o sucesso destes países no mundo globalizado, cada qual com as suas especializações, deve-se ao valor acrescentado que conseguem dar aos produtos graças à inovação, bem como o facto de se terem libertado da força dos países que os rodeiam: o mundo árabe, no caso de Israel, e a China e a Malásia, no que toca a Singapura.”

“Libertação da força dos países que nos rodeiam”. Isto é tão óbvio que até um ceguinho vê — excepto os “ceguinhos” que estão bem instalados nas sinecuras da política e que não querem ver. E o povo e o país “que se lixem”!

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