perspectivas

Quinta-feira, 20 Outubro 2011

O País Basco tem direito à independência

Filed under: Política — O. Braga @ 7:58 pm
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Surge a notícia de que a ETA basca terminou a sua luta armada pela independência do País Basco. Naturalmente que é treta. O que a ETA vai fazer é ressurgir com outro nome, abandonando a ideologia marxista e passando a representar, assim, um espectro muito mais alargado da população basca.

O problema basco é insolúvel porque os bascos têm razão e o centralismo castelhano não reconhece nem pode reconhecer essa razão. O povo basco tem uma cultura e uma língua totalmente diferentes dos castelhanos. Eu nunca escondi aqui que sou a favor da independência do País Basco, nem nenhuma pessoa minimamente sensível e racional pode defender outra coisa.

O conflito basco é antigo e remonta ao tempo da reconquista cristã aos mouros — séculos XI e XII. Nessa altura, a actual Espanha estava dividida em dois reinos (ver mapa); reino de Leão e o reino de Navarra que incluía o território do País Basco. Podemos também ver na imagem três condados súbditos dos referidos reinos: o condado de Castela (sujeito ao reino de Navarra, e que se transformaria, mais tarde, no reino de Castela), o condado de Aragão (que se tornará, mais tarde, o reino de Aragão que englobará o condado de Barcelona). Falta no mapa a referência ao condado Portucalense que já existia naquela altura (sujeito ao reino de Leão). O território a verde era território mouro.

Depois vemos o mapa já em 1400, e verificamos que o reino de Navarra coincide com o País Basco; e que existe também o reino de Aragão que coincide com o território de língua catalã (de Barcelona a Valência); e falta ali no mapa o reino da Galiza que existiu até princípios do século XIX. Paulatinamente, o reino de Castela foi aglutinando e fazendo desaparecer todos os outros reinos da península ibérica, e inclusivamente tentou fazer o mesmo com o reino de Portugal de 1580 a 1640.

O que o centralismo de Madrid tem feito, ao longo dos séculos, é um contínuo e sistemático etnocídio das nacionalidades peninsulares — sejam estas a galega, a catalã, ou a basca.

Quinta-feira, 18 Fevereiro 2010

Portugal de cócoras

Filed under: Justiça,Política,Portugal — O. Braga @ 7:27 pm
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« O Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) decidiu delegar nas autoridades espanholas competências que permitem o julgamento em Espanha de dois alegados etarras detidos em Janeiro em Portugal, disse o advogado que os defende, acrescentando que vai recorrer desta decisão. »

Espanha pode vir a julgar etarras por crime em Portugal

É Portugal, e a nossa Justiça, de cócoras. Pior do que isto só no tempo dos Filipes.

Sexta-feira, 5 Fevereiro 2010

Base da ETA em Portugal

Filed under: Portugal — O. Braga @ 8:57 pm
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Com o tratado de Schengen, era inevitável sermos apanhados na teia dos problemas insolúveis que estão no código genético de Espanha. Se a ETA é uma organização terrorista, o Estado espanhol, etnocida, centrípeto e centralista, nunca foi outra coisa.

Vivenda de Óbidos é “claramente uma base” da ETA, diz presidente do OSCOT

Quarta-feira, 13 Janeiro 2010

“Esta me®dia é toda nossa” ― que o Tuga é burro!

Sobre o caso dos dois etarras presos em Portugal [de que falei aqui], os me®dia portugueses não se referiram, de uma forma clara e entendível pelo povo português, ao facto de a polícia espanhola ter perseguido, em território português, os dois alegados membros da ETA, isto é, os dois presumíveis membros da ETA entraram pelo território português adentro, e a polícia espanhola galgou as nossas fronteiras e veio até Torre de Moncorvo atrás deles, como se Portugal fosse uma coutada ou um albergue espanhol.

É bom que os portugueses se comecem a habituar às “penetrações” da polícia espanhola [regular e secreta] pela nossa casa adentro. O Tratado de Lisboa prevê mesmo que as forças armadas [exército, força aérea, etc.] espanholas possam entrar em Portugal e cercar Lisboa em caso de “instabilidade” social ou política, ou de um golpe-de-estado que não agrade a Espanha ou a Bruxelas.

Adenda: o que me chateia (adicionalmente) é que o Estado espanhol não se tenha ainda esquecido da Inquisição.

Quinta-feira, 1 Outubro 2009

O mistério português

Esta forma típica espanhola — e displicentemente paternalista — de ver Portugal tem duas causas: a primeira é a que decorre dos vários tipos de iberismo que existem por cá e por lá, felizmente por cá minoritário e enquilosado em pequenas subculturas elitistas e académicas e nos negócios, como aconteceu durante o filipismo. A segunda advém do anti-portuguesismo primário e atávico espanhol que sempre se assumiu como uma instituição cultural multi-secular.
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