perspectivas

Segunda-feira, 18 Abril 2016

O discurso da Raquel Varela: “ou eles ou nós” é o princípio do terceiro excluído

Filed under: Política — O. Braga @ 1:02 pm
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A Raquel Varela coloca aqui o problema da oposição em relação à Esquerda: ou eles ou nós: e eles têm que desaparecer. Ela aplica à política o princípio lógico do Terceiro Excluído: Uma coisa é ou não é, P V~P; não há uma terceira possibilidade.

A corrupção generalizada no Brasil, que o P.T não só não mitigou como até fomentou, não é problema para a Raquel Varela. Para ela, o que importa é a oposição em relação à Esquerda; a superioridade moral da Esquerda está acima de questiúnculas menores relacionados com a corrupção: a Esquerda tem toda a legitimidade moral para ser corrupta.

O discurso da Raquel Varela é delirante: por exemplo, por um lado, defende o Estado Social; mas, por outro lado, critica o Estado Assistencial — como se a lógica de ambos fosse diferenciada. Não há um fio condutor no raciocínio da criatura, misturando alhos com bugalhos em uma logomaquia indizível. O conceito de Raquel Varela de “família nova, de afectos”, é extraordinário!, como se existisse uma família velha, sem afectos que é “a dos pobres que não querem ter uma família diferente”.

Que horrível cheiro a povo!, Raquel Varela!

Perante essa posição de Raquel Varela do eles ou nós, não temos outra alternativa senão alinhar com ela: ficamos à espera do dia do ajuste de contas, em que gente como Raquel Varela é erradicada como se fazem às ervas daninhas.

Sábado, 9 Abril 2016

Fiquei fã da Joana de Vasconcelos

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:19 am
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Eu não tinha a noção da existência da Joana Vasconcelos, mas fiquei fã dela. Não sei se ela é de esquerda ou de direita; para o caso não interessa.

« Questionada sobre o que levaria se fosse forçada a fugir de casa [se fosse “refugiada”], a artista plástica Joana Vasconcelos enumera: “O meu caderno, para fazer desenhos; o meu iPad, para ter toda a informação e as fotografias; levava os meus fones, para ouvir música; os meus lápis, para fazer os desenhos; os meus óculos de sol; todas as minhas jóias portuguesas; levava as lãs e a agulha, para qualquer eventualidade; e o meu iPhone, para comunicar com o mundo”.

O vídeo inscreve-se na iniciativa "E se fosse eu?", em que várias personalidades são desafiadas a por-se na pele dos refugiados e a dizer o que levariam consigo que coubesse numa mochila, caso se vissem obrigadas a abandonar o lar. Figuras como Marcelo Rebelo de Sousa, Sérgio Godinho, Catarina Furtado ou Nuno Markl também já contribuíram para a campanha de sensibilização com o seu testemunho. »

Eu vou mais longe: também levava o Porsche Carrera, o meu drone com uma máquina de vídeo GoPro para filmagem aérea das filas de refugiados, e o televisor LED HD 49 polegadas para reproduzir as imagens. O Porsche seria para levar as refugiadas (com  Niqab ou Burka) a “dar umas voltas”.

Quarta-feira, 30 Dezembro 2015

O Rendimento Básico Incondicional; e o Paraíso na Terra

 

Nos países europeus com salário mínimo, o desemprego é (em média) duas vezes superior ao dos países que não têm salário mínimo. E mais: nos países que não têm salário mínimo, ganha-se em média mais 1.000 Euros do que nos países que têm salário mínimo. Contra factos não há argumentos.

Portanto, os factos falam por si. E por isso é que o Ludwig Krippahl, para não correr o risco de ser considerado idiota, chegou à conclusão de que o salário mínimo piora o nível de desemprego.

paraiso-na-terra-webPerante os factos, ¿qual é a alternativa proposta pelo Ludwig Krippahl? O Rendimento Básico Incondicional, diz ele. Antes quebrar do que torcer. Perante o fracasso objectivo e verificado da ideologia marxista, reinventa-se a narrativa: muda-se o disco mas toca-se o mesmo.

O Rendimento Básico Incondicional pretende ser um subsídio chorudo pago pelo Estado a cada indivíduo, independentemente de este trabalhar muito ou pouco, ou mesmo nada. É isto o que o Ludwig Krippahl propõe. Para não ser idiota, prefere ser lunático.

O problema da Esquerda é o de que, depois do fracasso do marxismo, deixou de existir uma ideologia clara que a oriente. A Esquerda anda às apalpadelas; e o mesmo se passa com o capitalismo, depois de se ter desligado das suas origens (com o Marginalismo), ou seja, depois de ser ter desligado da ética cristã protestante (Max Weber). Nos países onde a ética cristã protestante ainda se mantém, o capitalismo vai de vento em popa. Por isso é que, para a Esquerda, sempre foi muito importante reprimir o Cristianismo na cultura antropológica (de Karl Marx a Gramsci).

Perante o fim das ideologias do século XX, só resta o reforço infinito do Estado. O Estado, entendido em si mesmo, passou a ser a ideologia.

Para o novo capitalismo (neoliberalismo) desligado das suas raízes culturais cristãs, o Estado é o garante da legalidade, embora a sua legitimidade se tenha perdido com a perda da ética cristã. Para a nova Esquerda, o Estado é a substituição da ideologia marxista que fracassou.

Quarta-feira, 29 Julho 2009

Dizem que a blogosfera apoia José Sócrates

Filed under: Blogosfera,josé sócrates — O. Braga @ 7:16 am
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Nas duas últimas semanas tenho andado longe da blogosfera entre outras razões porque me afastei do meu habitat natural. Surpreendeu-me a notícia de que um grupo de bloggers, “da esquerda à direita”, se reuniu com José Sócrates, numa acção vergonhosa de compadrio e cumplicidade política organizada pelo conhecido sem-vergonha Paulo Querido. Segundo pude saber, da dita reunião não transpareceu praticamente nada, nem na blogosfera nem nos me®dia.

Imaginem que uma reunião análoga, organizada por outros bloggers, acontecia com Manuela Ferreira Leite: não só o sem-vergonha Paulo Querido desatava aos berros no seu blogue, como tínhamos os me®dia em peso a desancar na blogosfera em geral.

Porém, o mais vergonhoso foi a tentativa de branqueamento político de José Sócrates levada a cabo pelo sem-vergonha Paulo Querido: este senhor, que se apresentou nos me®dia como “especialista da blogosfera”, não me representa a mim nem a esmagadora maioria dos bloggers. A ideia que o dito “especialista da blogosfera” pretendeu fazer passar para a opinião pública, segundo a qual a blogosfera apoia ― ou no mínimo, não hostiliza ― José Sócrates (agora que o amigalhote de Paulo Querido, o activista político gay Vale de Almeida, entrou nas listas do partido socialista para o Parlamento), revela uma nojenta tentativa de manipulação, não só da própria blogosfera, como da opinião pública em geral. Mas como ele se diz “de esquerda”, tudo lhe fica bem.


Email me (espectivas@nullgmail.com)

Terça-feira, 11 Dezembro 2007

A Utopia Negativa

Politicamente correcto

Politicamente correcto

Tentei definir aqui o Politicamente Correcto de uma forma que a maioria entenda, mas a verdade é que o politicamente correcto é muito mais complexo e varia de acordo com os tempos e com a cultura das elites.

No tempo de Salazar não deixou de existir o politicamente correcto, porque subjacente ao politicamente correcto, existe sempre uma utopia. No caso do Estado Novo, existia a utopia da Portugalidade e do Quinto Império. Tratava-se de uma utopia positiva, consentânea com a “utopia clássica” de Platão, Tomás Moro, Campanella, Fourier, etc., etc.

O marxismo cultural (ou politicamente correcto actual) trata-se de uma utopia negativa, porque se concentra na crítica dissolvente da nossa sociedade real. A Teoria Crítica da sociedade por parte do politicamente correcto é negativa porque não possui conceitos capazes de superar a distância entre o presente e o futuro, mas “pretende conservar-se fiel àqueles que deram e dão a sua vida pela Grande Recusa” (“O Homem Unidimensional”, de Herbert Marcuse). Quaisquer que sejam as possibilidades reais que a nossa sociedade actual apresenta de um futuro melhor, o marxismo cultural não nos revela quais são, limitando-se a negar totalmente o sistema em que se baseia a nossa sociedade, e na sua totalidade. Exemplos do marxismo cultural são as “picaretas falantes” do Bloco de Esquerda: destrói, destrói, critica e critica, bota-abaixo, mas ficamos sem saber muito bem quais são as alternativas que propõem para a nossa sociedade. Vejam o discurso do Francisco Louçã e reparem se não é verdade.

Por exemplo, a utopia que preside ao blogue “Arrastão” é parte da utopia negativa marxista cultural que procura sistematicamente a dissolução da nossa sociedade, e tem na procura dessa dissolução o seu único objectivo. Quando o Daniel Oliveira (e outros que tais) defende as posições das minorias a ponto de lhes dar privilégios que a maioria não tem, não o faz por piedade ou sede de justiça: fá-lo por pura ideologia socialmente destrutiva, que é seguida de uma forma irracional através de uma cartilha de lobotomia política definida.
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