perspectivas

Quarta-feira, 20 Abril 2016

¿Tadeu? Tá dado!

 

Um frade dominicano entrou no campo da universidade de Indiana, e alguns alunos ficaram indignados pelo facto de um membro do Ku Klux Klan andar livre no campo. Ou seja, os alunos perderam a noção do que é um frade católico, a ponto de o confundirem com um militante do Ku Klux Klan; mas não perderam a noção do que é um membro do Ku Klux Klan.

Quero dizer o seguinte: com o “progresso”, há muita coisa — na cultura intelectual e/ou antropológica — que se perde. Perde-se, por exemplo, o sentido da alegoria e da metáfora, perde-se a noção de símbolo, e perde-se até o sentido de humor. Se não, vejamos um texto acerca de Pedro Arroja que nos deu um tal Tadeu:

  • Dizer que “as dirigentes do Bloco de Esquerda são esganiçadas” é “machismo homofóbico” (parte-se do princípio de que existe um machismo que não é homofóbico);
  • O uso da metáfora e/ou da alegoria no discurso (sobre a função natural dos homens ou mulheres, ou sobre as diferenças entre sexos) é “parvoíce”.

O Tadeu não tem culpa; perdeu a noção de alegoria ou metáfora, reduz os símbolos a simples sinais de trânsito ou coisa que o valha. E — pasme-se! — critica os que deram atenção a Pedro Arroja escrevendo um arrazoado acerca de Pedro Arroja.

A verdade é que temos uma pseudo-elite política (a ruling class) que controla Lisboa e para quem os factos incomodam. Vivemos em uma cultura política psicótica, em que a realidade é negada; e o Tadeu é um exemplo dessa cultura. Lisboa vive em mundo à parte, divorciado do resto do país; mas o problema é que vem de lá o Poder. O exemplo disto é o facto de o Tadeu considerar o Porto Canal “um canal de televisão mais ou menos secreto”; ou seja, tudo o que não seja de Lisboa é considerado invisível. O sistema político esquerdista que temos já perdeu a vergonha.

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Sexta-feira, 1 Abril 2016

Momento Fernanda Câncio: há que proteger as mulheres dos flatos sexistas

 

Uma mulher sueca, residente na cidade de Laholm no sul do seu país, convidou um homem para sua casa “para ter coito”. Quando chegaram a casa, ela mudou de ideias e disse-lhe que já não queria ser coitada. Vai daí, o homem virou-lhe as costas, largou um estridente peido, e saiu de casa.

¿E então faxisto!, Fernanda?!!!

fcancio

Determinada a lutar contra o machismo e contra o sexismo, a dita mulher sueca foi fazer queixa à polícia, queixando-se do cheiro do flato sexista do porco machista:

"It smelled awful," she wrote in her police complaint, asking for a harassment charge to be pressed against the man, which would carry a fine or prison sentence of up to one year.

A polícia sueca, contudo, arquivou o caso por falta de provas: “é impossível provar que o homem se peidou de forma propositada”, diz a polícia. Ou seja, a polícia sueca não duvida da palavra da mulher: o que a polícia duvida é que o porco machista e sexista se tenha “largado” intencionalmente. peido-sexista

É preciso que as esganiçadas do Bloco de Esquerda chamem à atenção da CIG para casos de peidos sexistas em Portugal.

Terça-feira, 29 Março 2016

Segundo a “direita nacionalista”, o Pedro Arroja não tem razão porque é um “beato”

 

Leio esta pérola no blogue “O Gládio”:

“A observação de P. Arroja foi cretina e a raiar o insulto, sobejamente foleira, num tom misógino mas sem texto formalmente misógino, mas caso a contenda dê nas vistas, ainda se vem a divulgar mui mediaticamente como o fulano é beato e depois junta-se essa imagem ao escandalozito do cartaz bloquista dos dois pais de JC (que, por ironia das coisas, até é uma ideia de um grupo cristão, dos EUA) e mais heróico-mártir parecerá Arroja aos olhos dos mais ingénuos, facilmente haverá pelas esquinas quem diga o Arroja teve arrojo em dizer e repetir «verdades»…”

Fiquei a saber que os cabeças rapadas não são “misóginos”; os misóginos são os “beatos” que têm mulher, filhos e netos. É esta a “direita nacionalista” que temos — PNR (Partido Nacional Renovador); e também por isso é que Portugal não sai da cepa torta.

Domingo, 27 Março 2016

Uma mensagem para as feministas

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:11 am
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Para as esganiçadas do Bloco de Esquerda, e para as feministas e feministos que escrevem no Jugular.

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