perspectivas

Segunda-feira, 1 Dezembro 2014

A Finlândia acaba com a iniciação à caligrafia das crianças

Filed under: cultura,educação,Europa — O. Braga @ 7:27 pm
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Van_Mieu_han_tuEu estou a escrever estas linhas teclando no computador; mas tive iniciação à caligrafia na minha escola primária. Em princípio, não me parece incompatível a utilização do computador e a caligrafia; trata-se de uma dicotomia falsa.

Não temos a experiência do que seria um adulto, daqui a vinte anos, que não tivesse tido aulas de caligrafia mas que lidasse, na escola, com um computador a partir dos cinco anos. Mas temos a experiência, no passado próximo, de crianças que não tiveram aulas de caligrafia, embora sem acesso a computadores: são hoje analfabetos, totais ou funcionais.

Ou seja, a Finlândia confia na tecnologia para evitar o surgimento de analfabetos funcionais no futuro. A caligrafia, para além dos valores estéticos que incute na criança, é uma forma de disciplina mental: a repetição é a melhor forma de se contribuir para organização mental e pessoal da criança.

Nós, portugueses, temos que nos convencer definitivamente que desta União Europeia não vem nada de bom, excepto o dinheiro dos fundos europeus; mas esse dinheiro vai acabar. Portanto, temos que estar preparados para “lhes dar com os pés” na altura própria, ou a qualquer momento.

Quarta-feira, 12 Março 2014

Aquilo que se ensina nas escolas a crianças de 11 anos

 

Antes de mais nada, convém dizer que votar no Partido Social Democrata ou no CDS/PP, por um lado, ou votar no Partido Socialista ou no Bloco de Esquerda, por outro lado, é exactamente a mesma coisa, porque o que distingue estes partidos é apenas a economia. De resto, são todos iguais.

Na primeira imagem (imediatamente abaixo, clique para ampliar), fala por si: “a vida humana reduz-se à sexualidade”, diz-se no livro escolar. Trata-se de uma tentativa de branquear e legitimar moralmente o acto homossexual, porque uma das características da tara homossexual é o de que transforma a sua “orientação sexual” (o seu desejo sexual subjectivo) na sua própria identidade — ao contrário do que acontece com uma pessoa normal e sadia.

sexualidade escolar web

Na segunda imagem, podemos verificar a lavagem cerebral cientificista que se está a dar às nossas crianças: “o único sistema do corpo humano que é diferente nas raparigas e nos rapazes é o sistema reprodutor”. Ora, a ciência verificou e demonstrou, por exemplo, que os cérebros da mulher e do homem são diferentes: não é verdade que “o único sistema do corpo humano que é diferente nas raparigas e nos rapazes é o sistema reprodutor”!

sexualidade excolar 2

Portanto, estamos perante uma falsidade e face a uma lobotomia das nossas crianças, em nome da ideologia de género que, sem que os pais das crianças se apercebam, entra de mansinho pelas nossas casas adentro.

Terça-feira, 12 Novembro 2013

Adparent rari Nantes in gurgite vasto

 

Há dias uma professora levou uns murros de uma mãe de um aluno — quando sabemos que ninguém pode tocar num cabelo dos “meninos”. Mas não é caso único: professoras esmurradas pelos pais dos “meninos”, é o que está na moda. E são os que defendem que as professoras do ensino público devem levar nas trombas que diabolizam o ensino privado.

Em nome da “mobilidade social”, destruíram a autoridade do professor; e depois da destruição da autoridade do professor, pretendem agora destruir a autoridade dos pais, entregando a educação das crianças a uma espécie de república de Platão.

E para que o sistema igualitarista e nivelado por baixo — tutelado por uma plêiade de sábios sem escrutínio — possa continuar a alimentar a estatização da cultura, opõem-se a qualquer reforma do ensino em nome de uma putativa reforma que nunca o foi.

a evolução do ensino web

Quinta-feira, 12 Setembro 2013

Para o português, ser de direita ou de esquerda depende exclusivamente da visão da economia

Filed under: cultura,educação — O. Braga @ 11:31 am
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Angela Merkel decretou recentemente que nenhuma empresa alemã (privada ou pública) pode exigir a um funcionário que trabalhe mais do que 40 horas por semana (ler a notícia aqui). Será que esse facto coloca Angela Merkel no centro-esquerda? Parece-me que não.

O problema do português é que separa a ética, por um lado, da economia, por outro lado. E depois dessa separação, transforma a economia no único critério de análise e de categorização política. Por esta ordem de ideias, G. K. Chesterton, por exemplo, seria um perigoso esquerdista porque defendeu o Distributismo.


Esta análise do “progresso” do ensino público em Portugal padece da maleita ideológica que o próprio artigo começa por criticar. Diz, por exemplo:

«O caminho para reformar o ensino em Portugal não é definitivamente este. É outro, e já estava a ser seguido em algumas escolas públicas: mais autonomia, associações de pais, cooperativas ou não, apoiadas ou não em instituições locais (privadas, de solidariedade, municipais ou outras quaisquer) assumem a gestão não científica da escola e escolhem representantes para a gestão da área cientifica.»

Quanto mais entidades metem o bedelho na escola, mais inoperante esta se torna. Chegamos ao absurdo de as associações de pais mandarem praticamente na escola pública e darem ordens aos professores. Conheço casos de professores que têm medo das associações de pais. A escola pública (falo da escola primária, de que tenho recebido bastas informações) transformou-se numa coutada em que ninguém sabe muito bem quem manda. Ora, na escola pública (ou privada) tem que se saber muito bem quem manda. “Autonomia” só pode significar “saber quem manda”, porque, de outra forma, é a anarquia.

“Autonomia” é um chavão politicamente correcto, porque ninguém sabe ao certo o que significa. “Autonomia” em relação a quê ou a quem? Autonomia na gestão da escola? Se for isso, estamos conversados (basta ver as contas astronómicas de electricidade das escolas públicas). Autonomia pedagógica? Era só o que faltava! — financiar com o meu dinheiro dos impostos as engenharias sociais do politicamente correcto que pulula na assembleia da república.

E continua o texto:

«É claro que quem optar por ter os filhos num colégio particular deve continuar a ter toda a liberdade para o fazer. E, deve ter benefícios fiscais se o fizer, porque não é justo pagar duas vezes pela mesma coisa. A liberdade é isso mesmo, mas não à custa de cheques do Estado.»

Pergunto eu: por que razão uma família pobre não pode ter acesso ao ensino privado?

Será que o escriba defende que apenas os ricos têm direito ao ensino privado? Isto porque os “benefícios fiscais”, de que ele fala, implicam um investimento inicial que uma família pobre não pode fazer… Ora, o cheque-ensino tem praticamente o mesmo efeito do retorno do IRS ao fim do ano em função dos tais “benefícios fiscais”. Ou seja: cheque-ensino ~ benefícios fiscais; conceder benefícios fiscais é equivalente ao cheque-ensino, com a diferença de os benefícios fiscais serem concedidos a quem tem dinheiro para investir antes de obter, ao fim do ano fiscal, o retorno do valor gasto na educação dos seus filhos, através do IRS.

A única forma de evitar o cheque-ensino é baixando os impostos, mas neste caso também a escola pública sofreria uma degradação na sua qualidade, porque Portugal (graças ao Euro) tem hoje um problema endémico de défice público.

Neste contexto, a única forma de manter a escola pública “em sentido” é criando alternativas para as famílias — sejam estas ricas ou pobres. Isto nada tem a ver com o ser liberal ou não: tem a ver com racionalidade; tem a ver com imparcialidade na análise deste problema; e tem a ver com a capacidade de prever algumas tendências do futuro deste Portugal submetido a uma cultura política imposta coercivamente pela União Europeia.

Não devemos reduzir a realidade à economia. E não devemos separar o Estado, por um lado, da sociedade em geral, por outro lado.

Domingo, 8 Setembro 2013

A escola pública versus escola privada

Esta imagem (em baixo) tem circulado pelo FaceBook.

escola-publica-500-web.jpg

O problema é que a escola pública transformou-se em um laboratório de engenharias sociais radicais. Os meus filhos frequentaram sempre a escola pública, mas se fosse hoje, eu pensaria duas vezes antes de os enviar para lá. Os professores da escola pública também são responsáveis, porque têm ficado calados – e a maioria deles até concorda! – em relação a essas engenharias sociais.

Como escreveu Hannah Arendt (“A Crise da Cultura“) – e eu estou, neste particular, absoluta e totalmente de acordo com ela! – a escola é pré-política, e a educação deve ser conservadora, autoritária e protectora. Ao contrário do que defendeu Hannah Arendt, a escola pública portuguesa é hoje não-directiva, liberal e mesmo permissiva.

Se continuarmos com a Esquerda radical a controlar a escola pública, ainda vamos ver programas de educação sexual que ensinam às crianças que a pedofilia é normal. E se juntarmos, à Esquerda radical, a Esquerda maçónica (o Partido Socialista), temos aqui um caldo de cultura política que assusta qualquer mente bem informada e enformada.

Neste contexto cultural, não posso apoiar a escola pública. Mas o contexto pode mudar, caso a educação na escola pública seja conservadora, autoritária e protectora – como defendeu Hannah Arendt, que, aliás, de “conservadora” não tinha nada: ela limitou-se a reconhecer (honestamente) um facto.

Quinta-feira, 30 Dezembro 2010

Para quem ainda tinha dúvidas : o movimento ateísta português é radical marxista

De vez em quando, os ateístas portugueses não conseguem esconder o velho e gasto marxismo radical.

É lógico que se eu pago impostos para ter os meus filhos no ensino do Estado, e se não me agradar este ensino para os meus filhos, tenho o direito de os transferir para o ensino privado ou, se possível, colocá-los no Ensino-em-casa.

Porém, o comuna-ateu de serviço acha que se eu mudar os meus filhos da escola do Estado para uma escola privada, terei que continuar a pagar ao Estado exactamente os mesmos impostos que pagava antes. Ou seja: passo a pagar impostos como se tivesse os meus filhos na escola do Estado, embora não usufrua (voluntariamente, é certo) desse direito.

É evidente que o Estado deve reembolsar, pelo menos em parte, o dinheiro que as famílias gastam com a educação dos seus filhos em escolas privadas — seja através de reembolso directo às famílias, seja através do apoio do Estado às escolas privadas e de forma a que as propinas pagas pelos pais sejam relativamente baixas. No caso do Ensino-em-casa, o reembolso deve ser directo e total.

Os comunas-ateus não gostam do ensino privado porque este coloca em risco a lobotomia ideológica marxista radical extensível a toda a sociedade.

A única forma de termos um ensino público decente é eliminando a predominância da ideologia marxista cultural nas escolas, e garantir de facto a pluralidade e diversidade ideológica — mas, aos comunas-ateus, isso não interessa. O ensino privado está na moda exactamente porque o marxismo cultural radical tomou conta do Ensino em Portugal.

Segunda-feira, 13 Dezembro 2010

É preciso alterar o sistema de educação

Filed under: educação — O. Braga @ 6:35 am
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A recente tendência “reformista” no Ensino do Estado assume uma carga política preocupante. A escola é, por definição, um local pré-político. Assistimos ao assalto da esquerda radical ao sistema de ensino do Estado, manipulando-o política e ideologicamente, e com o beneplácito do Partido Socialista de José Sócrates — e não tenho a certeza do que pensa, sobre essa tendência “reformista” radical, o Partido Social Democrata de Passos Coelho. (more…)

Terça-feira, 14 Setembro 2010

Vergonha Nacional

« Não reconheço a nenhum professor o direito de perguntar a um aluno seu quais as partes do corpo que lhe dão prazer sexual quando tocadas ou aquilo que o excita sexualmente. Muito menos a crianças de seis anos à luz de um “currículo pedagógico” obrigatório. Se um jovem adulto liceal ou universitário admite que um professor se intrometa assim na sua privacidade, terá algum problema de carácter e só permitirá a ofensa se o quiser, quando até sabe que está a pagar ao professor para este lhe transmitir coisas sérias e úteis e não para ser ensinado a tocar-se. »

Vergonha Nacional (ler o resto)

Domingo, 13 Junho 2010

A política animalesca de José Sócrates

Jornal de Notícias de hoje

Em um tempo em que volta a estar na moda, nas classes sociais mais abastadas, o ensino em casa (home schooling), o socialista José Sócrates resolve fechar mais de mil de escolas, com menos de 21 alunos, no interior do país, sob pretexto de que “o fecho das escolas é melhor para as crianças”.

Naturalmente que quem tem dinheiro suficiente para contratar uma professora privada para ensinar os seus filhos em casa, ou mesmo sacrificar a vida profissional da mãe para educar os seus filhos — e segundo a opinião de José Sócrates — deve ser estúpido. Inteligente é o Sócrates.

O cinismo e a hipocrisia da criatura não têm limites. Sacrifica a parte mais fraca e despovoada do país para não ter que mexer nos privilégios da cidade prostituta que lhe dá os votos necessários para se manter no poleiro. Entre retirar um pouco a quem tem alguma coisa, ou reduzir à indigência quem já tem pouco, a criatura não hesita: o que interessa são os votos da clientela política da capital do império que já não existe.

Não estamos a lidar com um “animal político”, como dizia Aristóteles: estamos a lidar com um “político animal”. Porém, chamar de “animal” a Sócrates é um insulto não só para os animais em geral, como para os humanos em particular. Não há nome que descreva e classifique José Sócrates.

Quinta-feira, 27 Maio 2010

Avança a morte silenciosa da nossa sociedade

Enquanto os me®dia nos entretêm com com sub-informação e pseudo-informação, Cavaco Silva dá de barato a lei do “casamento” gay, a direita política anda obcecada com a economia e a direita dos idiotas úteis dá palmadinhas nas costas à esquerda, a agenda política de alienação cultural segue de vento em popa.

O semanário “O Diabo” traz esta semana um relatório completo sobre a agenda política de sexualização da criança por via da politização da escola :

  • A escola passa a ensinar o aborto a crianças de 14 anos;
  • O governo obriga meninos e meninas de seis anos a ouvir 360 minutos de lições sobre sexo
  • A ética e o afecto vão ocupar apenas uma hora e meia em 18 anos de ensino;
  • Em Portugal, há cada vez mais mães sozinhas;
  • 36,8% das crianças nascem fora do casamento;
  • Psicólogos revoltados exigem mais valores e moral na escola.

Esta agenda política tem o dedo da maçonaria; não é por acaso que a actual ministra da educação pertence à “irmandade”. Mas é também fruto do encontro de vontades entre o marxismo cultural — que vê na família tradicional o princípio do capitalismo —, a direita hayekiana e neoliberal — que vê no casamento, que define a família tradicional, uma restrição da liberdade individual —, e a maçonaria — que vê em tudo que é da tradição europeia cristã um obstáculo ideológico à proliferação cultural da “irmandade”.

Por outro lado, a sexualização das crianças convém aos defensores da legalização da pederastia e da pedofilia. Sabemos que algumas lojas maçónicas, pelo menos em um passado recente, praticavam rituais de iniciação com sexo com menores de idade.

Em suma, existe um sincretismo ideológico nesta agenda política e cultural decadente. Perante a força desse “encontro de vontades”, a única oposição possível a esta agenda política decadente é a da acção necessária que a castre e a erradique. Não vejo outra solução para o problema;em matéria cultural, a voz da maioria da população já nada vale.

Sexta-feira, 19 Março 2010

A tentativa de politizar a educação das nossas crianças

Hoje ouvi na TSF o Sr. Albino Almeida, da Associação Nacional de Pais (ANP), em bicos-de-pés a defender o seu tacho que depende da confusão que ele próprio faz ― e fomenta na opinião pública ― entre a educação, que é essencialmente pré-política, e a política propriamente dita (a política como sendo a esfera dos assuntos humanos na pólis dos adultos). Os pais e educadores portugueses já não aturam mais as tentativas do Sr. Albino Almeida em politizar a educação das nossas crianças à custa de interesses privados e de privilégios que essa actividade política inadequada significa para o sistema de educação.

A intervenção do Sr. Albino Almeida na TSF veio a a propósito da revisão do estatuto do aluno que a ministra da educação (muito bem!) decidiu implementar tendo em vista o controlo (e não a eliminação, porque é impossível eliminar totalmente o fenómeno) do bullying. O Sr. Almeida veio com o papão do “tribunal de menores” como uma ameaça aos pais que não participam activamente na ANP, reforçando assim o poder político do Sr. Albino Almeida e os seus privilégios e prebendas decorrentes politização da educação quando esta é pré-política.
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Segunda-feira, 8 Março 2010

O fenómeno do bullying nas escolas : uma perspectiva conservadora

« Em circunstâncias normais, no seu habitat normal, os animais selvagens não se auto-mutilam, não se masturbam, não atacam a sua prole, não desenvolvem úlceras no estômago, não se tornam fetichistas, não sofrem de obesidade, não formam laços de parceria homossexual, ou não cometem assassínios. Entre os humanos citadinos é escusado dizer que todas estas coisas ocorrem.

(…)

O animal do zoológico numa jaula exibe todas estas anormalidades que nós conhecemos tão bem nas nossas companhias humanas. Claramente, a cidade não é uma selva de cimento mas é um jardim zoológico humano. »

Desmond Morris, zoólogo.

O fenómeno do bullying juvenil sempre existiu mesmo antes de existir um ensino estatal oficial e obrigatório. O problema é que aquilo que era uma manifestação da competição entre os jovens, controlada dentro de certos limites, passou para uma violência muitas vezes extrema. Portanto, o problema não é o bullying que sempre existiu e nunca deixará de existir senão através de uma repressão que terá, por sua vez, as suas consequências imprevisíveis no comportamento dos jovens.

Prefiro o bullying benigno e competitivo que sempre existiu ao superlativo do bullying actual — que resulta da sua repressão e recalque — que consiste nos assassínios em massa com armas de fogo perpetrados por jovens nas escolas dos Estados Unidos e da Finlândia. Os países “desenvolvidos” reprimem o bullying mais benigno e aparecem fenómenos muitíssimo mais negativos e devastadores nas escolas.

Resumindo: a) não é possível alterar a essência do ser humano senão por via da repressão que terá sempre consequências imprevisíveis; b) é necessário controlar ― e não reprimir com violência ― o bullying nas escolas.
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