perspectivas

Segunda-feira, 12 Agosto 2013

Júlio Machado Vaz, Urbano Tavares Rodrigues, e a “desmistificação” da vida humana

Quando um psiquiatra se mete na filosofia, sai disto . Naturalmente que Júlio Machado Vaz cita Urbano Tavares Rodrigues; mas vai dar no mesmo. O textículo também serve para demonstrar a indigência intelectual de Urbano Tavares Rodrigues (o rei vai nu!).

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Sexta-feira, 11 Novembro 2011

Grupo ‘teleguiado’ pelo governo do Pernalonga propõe reduzir informação na RTP

Filed under: cultura,Esta gente vota,Passos Coelho,Pernalonga — orlando braga @ 9:53 am
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“Três dos dez elementos que integravam o grupo de trabalho que o Governo nomeou para a definição do conceito de serviço público de comunicação social demitiram-se e já não assinam o documento que deverá ser entregue ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, na próxima segunda-feira (e não amanhã). Nesse documento, propõe-se a redução do peso da informação na televisão pública, o que provocou o último afastamento.”

via Grupo propõe reduzir informação na RTP – Media – PUBLICO.PT.

Custa-me dar razão a Horkheimer, porque o considero um dos pensadores mais cínicos (no sentido pejorativo do termo) do século XX. Porém, a verdade é que a política deste governo em relação à RTP parece seguir os cânones clássicos da “indústria cultural” destinada a assegurar uma mais ampla satisfação das massas (segundo Horkheimer), dentro da necessidade de um espírito de ascetismo burguês e de uma “ética de abnegação” que subordina o indivíduo às exigências e à disciplina da sociedade mercantil (leia-se, sociedade neoliberal).

Trocando por miúdos: este governo quer substituir a informação nos me®dia por programas de merda, tipo “Casa dos Segredos” e/ou outros reality shows. Ao governo do PSD do Pernalonga não interessa que as pessoas pensem. E não me admirava absolutamente nada que o Pernalonga passasse a censurar os blogues.

Adenda: Em nome da verdade:

“O grupo de trabalho para a definição do serviço público defende uma RTP sem publicidade, com pouca informação e sem um canal de notícias no cabo (a RTP Informação) e sem uma das três estações de rádio actuais. O relatório ontem entregue ao Governo por aquele grupo contradiz o Plano de Sustentabilidade Económica e Financeira da RTP, apresentado em Outubro, mas o PÚBLICO sabe que o Governo não está disposto a abrir mão da RTP Informação, embora refira, em comunicado, que as recomendações do grupo “servirão de base à definição, pelo Governo, de um conceito de serviço público”.

via Governo segura RTP Informação – Media – PUBLICO.PT.

Quarta-feira, 7 Julho 2010

O Neopuritanismo ou o Purificacionismo (2)

Hannah Arendt definiu como característica fundamental da mente revolucionária, gnóstica e totalitária, a capacidade do gnóstico moderno em definir a realidade como se estivesse na posse da verdade límpida e absoluta, em que os contornos da realidade são imbuídos de uma clareza inquestionável que desafia a própria ciência e até a substitui através do cientismo. O gnóstico e revolucionário não tem dúvidas absolutamente nenhumas acerca da sua visão da realidade, nunca se questiona nem admite que se coloquem questões sobre a sua mundividência. O gnóstico é o próprio Deus na Terra.

O Quénia, é um país com problemas graves de alimentação, de habitação, saúde pública e educação; um país com uma frágil democracia onde ainda há pouco tempo aconteceram fenómenos de violência étnica; um país em que existem problemas de desemprego endémico e muito fracas condições de trabalho. Muito recentemente (a 4 de Julho de 2010), Hillary Clinton referiu num discurso que a máxima prioridade da política externa americana para África é a implementação dos “direitos” dos gays e do “casamento” gay, e o Vice-presidente americano Joe Biden foi recentemente expressamente enviado por Obama ao Quénia no sentido de pressionar o governo queniano a ceder à prioridade máxima do governo americano em relação a África.

A expressão desta prioridade máxima obamista é cultural, na linha da “abolição da cultura” e dos valores definidos por Georg Lukacs quando fundou a Escola de Frankfurt. Porém, os gnósticos modernos vão mais longe: pretendem agora estender a acção das engenharias sociais, que pretendem alterar a natureza da estrutura fundamental da realidade, a países e povos que não têm uma cultura cristã e ocidental genuína e de raiz, como é o caso dos países africanos.
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