perspectivas

Domingo, 14 Fevereiro 2016

O Henrique Raposo e as altas taxas de suicídio no Alentejo

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:16 pm
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Vemos aqui um texto notável do Henrique Raposo acerca da alta taxa de suicídio no Alentejo, que se baseia em factos. Obviamente que os factos criam imediatamente anticorpos ideológicos.

A principal razão que Henrique Raposo invoca para justificar a alta taxa relativa de suicídio no Alentejo, é a cultura. Mas ele descarta a genética, e bem. Mas não deveria descartar a epigenética que é uma área de estudo relativamente recente.

A cultura antropológica (o mimetismo cultural) e a epigenética  “andam de mãos dadas”.

A reacção do blogue Jugular ao texto do Henrique Raposo é a reacção normal de quem se recusa a identificar as altas de suicídio com o mimetismo na cultura antropológica e com a epigenética — por causa da recente proposta radical de legalização da eutanásia. Perante factos, a Esquerda responde invariavelmente com ideologia.

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Terça-feira, 5 Janeiro 2016

A epigenética e a adopção de crianças por pares de invertidos

Filed under: Política — O. Braga @ 12:07 pm
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Se adopção de crianças é hoje concebida em termos exclusivamente utilitaristas e behaviouristas — o que é verdade! —, então segue-se que a epigenética (a ciência) irá certamente aconselhar que não seja permitida a adopção por pares de homossexuais.

“Um dos primeiros cientistas a sugerir que os hábitos de vida e o ambiente social em que uma pessoa está inserida poderiam modular o funcionamento de seus genes foi Moshe Szyf, professor de Farmacologia e Terapêutica da Universidade McGill, no Canadá.

Szyf também foi pioneiro ao afirmar que essa programação do genoma – que ocorre por meio de processos bioquímicos baptizados de mecanismos epigenéticos – seria um processo fisiológico, uma espécie de resposta adaptativa ao ambiente que começa ainda na vida uterina”.

Pioneiro da epigenética fala sobre relação entre ambiente e genoma

Obviamente que a ciência não determina a ética; mas não pode deixar de ser tida em consideração pelos eticistas. Ignorar a ciência é loucura.

Domingo, 11 Outubro 2015

O enviesamento da Comunicação Social portuguesa acerca da homossexualidade

 

Os me®dia, em geral, não são fiáveis. Mas em Portugal a sua fiabilidade é mínima. Vejamos um artigo do SOL:

“Um grupo de investigadores norte-americanos afirma que conseguiu desenvolver um teste que prevê a orientação sexual dos homens, lê-se no site da FOX News.

O teste é feito com base nos marcadores moleculares que controla o ADN. No entanto, os investigadores alertam para o facto de este exame ter várias limitações e não revelar respostas “definitivas”, revela o mesmo site.

O exame é feito com base em 37 pares de homens gémeos, em que um é gay e o outro heterossexual, e 10 pares em que os dois homens são homossexuais. O estudo descobriu que a presença de uma marca epigenética específica em nove áreas do genoma humano pode ajudar a prever a preferência homossexual com 70% de certeza”.

¿O que é o SOL pretende fazer? Confundir genética, por um lado, com epigenética, por outro lado, de modo a que se possa afirmar, na opinião pública, que “a homossexualidade é geneticamente determinada”.


Vejamos o que diz, sobre o mesmo tema, um jornal inglês:

Homosexuality may be triggered by environmental factors during childhood after scientists found that genetic changes which happen after birth can determine whether a man is straight or gay.

The finding is highly controversial because it suggests that some men are not born gay, but are turned homosexual by their surroundings. It also raises privacy concerns that medical records could reveal sexuality.

Scientists studied 37 sets of identical male twins, who were born with the same genetic blueprint, to tease out which genes were associated with homosexuality. In each pair, one of the twins was gay.

Only 20 percent of identical twins are both gay leading researchers to believe that there must be causes which are not inherited”.

O que o jornal inglês “diz” é o seguinte:

1/ é possível que a homossexualidade seja espoletada por factores ambientais/culturais (os homossexuais sabem muito bem disto, embora não o digam publicamente);

gemeas-web2/ as máquinas moleculares “sentem” as modificações do meio-ambiente; e depois produzem as respostas adequadas a essas modificações; e passam essas respostas às gerações seguintes através da epigenética que não tem nada a ver com a sequência do ADN.

A epigenética consiste no conjunto de mudanças cromossómicas estáveis e transmissíveis ao longo das gerações que não implicam alterações na sequência do ADN.

3/ Os comportamentos de um indivíduo podem ser transmitidos, através da epigenética, à sua prole — não só à geração seguinte, mas também às gerações que se seguem; mas esses comportamentos não são determinados geneticamente, ou seja, o “herdeiro epigenético” mantém a liberdade de não adoptar esses comportamentos.

Por exemplo, o neto de um alcoólico — por influência da epigenética — pode ter a tendência para ser alcoólico, o que não significa que esteja destinado, por uma espécie de determinismo genético, a ser alcoólico: ele mantém a liberdade de não optar pelo alcoolismo.

Ao contrário do que acontece com a sequência de ADN de uma pessoa, que mantém um determinismo natural, a epigenética não determina comportamentos de forma infalível ou necessária.

Quarta-feira, 1 Outubro 2014

Ainda iremos voltar ao casamento com mulheres virgens

Filed under: Ciência — O. Braga @ 5:34 pm
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virgem casamentoA telegonia foi uma hipótese colocada pela primeira vez por Aristóteles e é hoje considerada “superstição” pela genética; mas uma experiência científica realizada com moscas da fruta demonstra que a genética não é tudo: existe também a epigenética.

Durante a experiência verificou-se que as fêmeas imaturas (que ainda não podiam procriar) que tinham sido “cobertas” por um determinado macho X, não tiveram prole porque ainda eram imaturas. Mas depois de ficarem maduras para a procriação, as fêmeas foram “cobertas” pelo macho Y, e verificou-se que a prole do macho Y tinha algumas características físicas evidentes do macho X que foi o primeiro a “cobrir” as fêmeas.

A experiência vai ser agora realizada com ratas (mamíferos). E se se verificar o mesmo fenómeno, vai passar a estar na moda o casamento com mulheres virgens.

no lovers

Sábado, 8 Junho 2013

A epigenética e a adopção de crianças por pares de invertidos

Como escreveu Karl Popper pouco tempo antes de nos deixar, “vivemos num tempo em que o irracionalismo voltou a estar na moda”.

Mas o que Karl Popper não poderia prever é que, no dealbar do século XXI, o irracionalismo passou a ser científico. A comunidade científica vive hoje um raro momento de esquizofrenia em que, por um lado, assume que procura a verdade por intermédio da ciência, mas, por outro lado, apoia a manipulação e corrupção da verdade através da política.

A epigenética consiste no conjunto de mudanças cromossómicas estáveis e transmissíveis ao longo das gerações que não implicam alterações na sequência do ADN.

Na maior parte dos casos, essas mudanças cromossómicas – ou mudanças epigenéticas – são determinadas pelo meio-ambiente onde o ser humano viveu e foi criado; e essas mudanças epigenéticas são transmissíveis às gerações seguintes: podem não aparecer na geração imediatamente seguinte, mas podem ressurgir numa terceira ou quarta geração.

Por exemplo, os maus-tratos na infância de uma pessoa criam marcas epigenéticas que perduram ao longo da sua vida inteira, e essas marcas epigenéticas podem ser transmitidas a gerações descendentes dessa pessoa. As experiências tidas por uma criança – por exemplo, o ser adoptada por um par de invertidos – criam marcas epigenéticas que perdurarão nela e na sua descendência.

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Quinta-feira, 27 Setembro 2012

Epifenómeno e Protofenómeno

Filed under: Ciência,Darwinismo,filosofia,Quântica,Ut Edita — O. Braga @ 3:47 pm
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Os cientistas descobriram que as abelhas têm a capacidade de alterar o seu comportamento através de uma auto-alteração de marcadores genéticos. Assim, as abelhas começam por desempenhar a função de “enfermeiras” que cuidam dos ovos da abelha-rainha mas, após algumas semanas, “auto-mudam” os seus marcadores genéticos e assumem o papel de colectoras de pólen. E esta alteração dos marcadores genéticos é reversível!

Esta descoberta é importante porque é extensível à realidade humana — por exemplo, no que diz respeito ao fenómeno epigenético da denominada “orientação sexual”. Mas não cabe aqui e agora abordar este assunto.
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Terça-feira, 24 Julho 2012

Psicopatia, sociopatia e epigenética

Quando somos confrontados com uma teoria oriunda das ciências sociais ou humanas que, em parte ou na sua totalidade, contradiga uma verificação das ciências biológicas, bioquímicas ou físicas, devemos optar por “acreditar” nas ciências da natureza — por razões que são óbvias: o estudo do ser humano, entendido como objecto exclusivo de estudo científico, é muitíssimo falível.

Reparemos na seguinte proposição.

“Segundo a psicologia / psiquiatria modernas, a sociedade não é capaz, por si só, de gerar um indivíduo perverso.”

Agora vamos definir “epigenética”.
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