perspectivas

Domingo, 8 Maio 2016

Quando os liberais se transformam em burocratas de Esquerda

 

Se as organizações conservadoras (ou liberais) imitam a Esquerda na procura e na recepção do dinheiro dos contribuintes, tornar-se-ão como a Esquerda também noutros modos: orientar-se-ão para servir interesses e valores dos políticos e dos burocratas, e não os valores e interesses dos liberalismos político e económico.

Tenho assistido ao espectáculo de liberais defendendo o financiamento do Estado às escolas privadas. Por exemplo, o João Távora escreveu o seguinte: “O monopólio do ensino público pelo Estado tem como objectivo último o controlo da república sobre a educação dos portugueses”.

Mas não é verdade! Por exemplo, Portugal é o único país da Europa que permite o Ensino Doméstico (Home Schooling). Temos um enquadramento legal muito liberal no que diz respeito ao Ensino. O que se passa, na realidade, é que a carga de impostos é de tal forma pesada que os portugueses têm que se sujeitar à mediocridade do Ensino público que têm.

Portanto, o que liberais e conservadores têm que fazer é lutar contra a carga de impostos que asfixia os portugueses e que só serve os interesses políticos da Esquerda. É essa a guerra — e não pedir financiamentos ao Estado para sustentar instituições privadas.

Terça-feira, 12 Novembro 2013

A escola não é um laboratório de ensaios com animais

 

Quando se fala em “escola pública”, o que parece que se quer dizer é “escola monopolizada pelo Estado”.

É isto que os defensores da “escola pública” querem dizer: “é a escola em que uma qualquer ideologia política, alcandorada a religião oficial do Estado, tem a possibilidade de impôr — de forma coerciva e até utilizando a força bruta do Estado — às famílias uma qualquer mundividência alheia aos seus interesses e à sua natureza ontológica”.

Ora, se a definição de "escola pública" é essa, sou contra ela. Nem Salazar viu a escola pública desta forma, porque autorizou o ensino em casa (Home Schooling). A ideia segundo a qual o ensino privado deve ser desprezado pelo Estado, faz com que o sistema de ensino salazarista pareça hoje benigno e até angelical. Perante as propostas totalitárias da Esquerda de ostracização do ensino privado por parte do Estado, até já sinto saudades de Salazar…

Portanto, para variar, estou de acordo com o Blasfémias. Se eu tivesse, hoje, filhos em idade escolar, e da forma como a Esquerda está a politizar a educação das nossas crianças — quando a escola deveria ser pré-política —, não hesitaria um segundo no apoio ao cheque-ensino.

A escola não é um laboratório para engenharias sociais que tem como cobaias as nossas crianças. O Estado não pode ter a veleidade de substituir a família. E se a escola pública é aquilo que a Esquerda diz que é, então, Bardamerda para a Escola Pública!

Sábado, 10 Agosto 2013

O cheque-ensino e o Ensino-em-casa

Filed under: educação,Política — O. Braga @ 4:07 am
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Se a lei do cheque-ensino abranger o Ensino-em-casa (também chamado “Ensino doméstico“, ou de “Home Schooling“), então o governo de Passos Coelho é coerente. Recorde-se que o Ensino-em-casa é legal em Portugal graças ao professor doutor António de Oliveira Salazar (Bem-haja e que Deus o tenha!).

Se uma família tiver as condições para ensinar os seus filhos em casa – porque, por exemplo, um dos cônjuges está desempregado mas tem as qualificações académicas necessárias para ensinar – e o governo não estender o cheque-ensino a essa família, então sou contra o cheque-ensino.

O ensino não é um negócio privado, por um lado, nem é um instrumento estatal de doutrinação política, porque “a educação das crianças é pré-politica” (Hannah Arendt), por outro lado. No centro da política de ensino está a educação das crianças e a família, e, por isso, o Ensino-em-casa não pode ser discriminado.

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Quinta-feira, 13 Dezembro 2012

Suécia, um país totalitário

Dominic webO caso de Annie Johansson e do seu filho Dominic constitui apenas uma das múltiplas facetas do novo tipo de totalitarismo de que a Suécia é o principal intérprete europeu. No dia 12 de Dezembro p.p., dia internacional dos direitos humanos, um tribunal superior da Suécia retirou a custódia de Annie Johansson sobre o seu filho, o pequeno Dominic, alegando que a criança tinha “cavidades nos dentes”.

O que se passa na realidade com o Dominic é que a sua mãe, Annie Johansson, é acusada de ensinar o seu filho em casa. Na Suécia, o ensino em casa é proibido por lei — e o mesmo se passa na Alemanha depois de uma lei de Hitler de 1933. O caso de Dominic pode ser acompanhado neste blogue.

Em Portugal, o ensino em casa é permitido por lei. Qualquer país realmente livre permite o ensino em casa, embora controlado pelas autoridades educativas.

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