perspectivas

Quinta-feira, 17 Março 2011

João César das Neves: “Velho demais para trabalhar”

Filed under: cultura,economia,Tuitando e blogando — O. Braga @ 6:18 am
Tags: , ,

Quinta-feira, 10 Março 2011

As energias renováveis e o desemprego

Filed under: economia — O. Braga @ 4:37 am
Tags: , , ,



Um estudo sobre as energias renováveis na Escócia revelou que, por cada posto de trabalho criado no sector das energias alternativas, são perdidos quatro postos de trabalho no resto da economia.

==> For Every Green Job, Four Other are Lost (UK)

Terça-feira, 8 Março 2011

A economia torta precisa de uma política conservadora que a endireite

“Eu tenho uma licenciatura, sou qualificada, logo, quero trabalhar” — leio aqui.

1. Na Tunísia, 57% das pessoas que entram no mercado são licenciados em universidades. Cinquenta e sete porcento. Nesse país, a taxa de desemprego entre licenciados é de 45%, ou seja, três vezes mais do que a média nacional tunisina. Esta é a razão por que os jovens licenciados tunisinos têm tempo disponível para participar em Manifes e “arranham” a língua inglesa.

Em Portugal, os números não são muito diferentes: em 2007 a taxa de desemprego entre os licenciados era de 59,3%. Existem outras estatísticas que estão disponíveis na Internet.
(more…)

Terça-feira, 1 Fevereiro 2011

O cinismo da Alemanha

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:05 am
Tags: , , , ,

(more…)

Sábado, 19 Junho 2010

A economia não é uma ideologia de esquerda ou de direita: é uma ciência social

As pessoas não deveriam invocar uma eventual autoridade de direito para fazer valer os seus pontos de vista. Frases como você “está mal equipado economicamente para isso” revelam a intenção de um ataque pessoal e não a defesa de ideias. As pessoas deveriam cingir-se à autoridade de facto que é aquela que realmente nos interessa. Infelizmente, em Portugal puxa-se frequentemente pelos galões (a autoridade de direito) para se impôr a visão das coisas.


Vamos lá ver:

  • A lei do trabalho em Portugal, quando comparada com o resto da União Europeia, é rígida? A resposta é um rotundo NÃO. Quem diz que as leis laborais portuguesas são mais inflexíveis do que as existentes na esmagadora maioria dos países da União Europeia, mente.
  • Em tese, a flexibilização das leis laborais é positiva? Em tese, é. Porém, depende do contexto em que essa flexibilização ocorre. Por exemplo, flexibilizar ainda mais as leis laborais na China provavelmente conduzirá esse país a uma pré-escravatura.

(more…)

Quarta-feira, 18 Novembro 2009

Vejo o povo cabisbaixo

Filed under: A vida custa,economia,Portugal,Sociedade — O. Braga @ 8:32 am
Tags: , ,

Na área do Grande Porto, a taxa de desemprego oficial está nos 11%, mas a minha estimativa é de que tenha alcançado já os 15% porque muita gente nem se dá ao trabalho de se inscrever nos Centros de Emprego. Sente-se o ambiente tenso, rostos cerrados, insegurança nos olhares. Gente cabisbaixa, derrotada.

Pela manhã cedo, antes sequer de os cafés abrirem, são essencialmente as mulheres que procuram os transportes públicos; são elas que dão o exemplo de tenacidade. Um pouco mais tarde, são as crianças a caminho das escolas que nos lembram que este país tem um futuro que urge fazer cumprir.

« A minha indignação tem a ver com a dualidade deste País que parece conviver muito bem com a trapaça e a corrupção mas também com os idosos que não têm dinheiro para comer todos os dias e com as crianças quase sem futuro pela situação de pobreza absoluta das suas famílias »

Manuela Arcanjo, “Jornal de Negócios”, 16-11-2009

Sexta-feira, 5 Junho 2009

Portugal passa a país do terceiro mundo

Filed under: economia,Portugal,Sociedade — O. Braga @ 8:20 am
Tags: , , ,

Le Monde escreve sobre a “gangrena dos recibos verdes” em Portugal

Na edição especial dedicada às Eleições Europeias, o jornal francês Le Monde dedica um artigo a Portugal sobre os recibos verdes. O autor chama-lhe a “gangrena” dos recibos verdes, que afecta 1 milhão de portugueses.

“Criados em 1980 para os trabalhadores independentes e profissões liberais, os recibos verdes tornaram-se progressivamente o normal para um em cada cinco trabalhadores em Portugal”, escreve Jean-Jacques Bozonnet, no Le Monde.

O autor do artigo “Em Portugal os recibos verdes encarnam o extremo da precariedade laboral” dá o exemplo de duas portuguesas: Myriam Zaluar , jornalista, 39 anos, e Cristina Andrade, psicóloga e funcionária do Ministério do Trabalho. Desde que se despediu do seu trabalho, em 1998, Myriam está a recibos verdes, e Cristina assinou este ano o primeiro contrato de trabalho (por três anos) depois de cinco anos a recibos verdes.

Cristina Andrade é também fundadora do movimento FERVE (Fartos Destes Recibos Verdes), responsável pelo lançamento do debate para a opinião pública, divulgação de casos e luta contra a precariedade laboral.

O artigo explica como em Portugal é possível tantos portugueses estarem nesta situação: “Mesmo que se apresentem todos os dias na oficina ou no escritório, com horários fixos e colegas de trabalho, durantes meses ou anos, o patrão permanece um simples cliente a quem eles prestam um serviço e que pode interromper a colaboração de hoje para amanhã”.

A obrigatoriedade de pagamento de Segurança Social para os trabalhadores a recibo verde, assim como o facto de não terem direito a subsídio de desemprego, são outras das questões abordadas.

O Secretário Geral da CGTP, Carvalho da Silva, também é citado, dizendo que a situação de desemprego e precariedade em Portugal só vai piorar.

A culpa será de Bruxelas? O politólogo Villaverde Cabral responde:”Maastricht, a conversão para o euro, foram sem dúvidas demais para nós. Mas se os portugueses vêem que estamos mal com o euro, também sabem que estaríamos bem pior sem ele”.

Nota sobre o raciocínio de Villaverde Cabral: Se a minha avó tivesse rodas, era um autocarro. Como nunca saberemos como estaria Portugal hoje e sem o Euro, o Cabral assume que a minha avó tinha rodas.

Sexta-feira, 15 Maio 2009

A taxa de desemprego não é aquela que o Estado-PS anuncia

Filed under: economia,Portugal — O. Braga @ 2:16 pm
Tags: , , , ,

Soube-se hoje de que desde o princípio do ano (2009) fecharam em Portugal mais de 20.000 empresas. É certo que muitas destas empresas são micro ou pequenas empresas, mas temos que considerar este número no universo de uma população activa de cerca de 5,5 milhões, dos quais 800 mil são funcionários públicos, o que dá uma população activa ligada à economia privada de cerca de 4,7 milhões de cidadãos.
(more…)

Terça-feira, 1 Julho 2008

A que ponto isto chegou…

Filed under: Portugal — O. Braga @ 9:41 am
Tags: , , , , ,

A inflação de licenciados leva empresas ao desprezo pela licenciatura. Não se trata de um acto de gestão: nenhum acto de boa gestão aconselharia a selecção de pessoal baseada no eventual excesso de habilitações académicas. Tão pouco se trata procurar pagar o menos possível, porque sabemos de licenciados a trabalhar em caixas de supermercados. Estamos em presença de um preconceito negativo, de algo que não tem uma explicação lógica e racional.

Este anúncio não difere muito dos preconceitos negativos habituais dos empregadores saloios que temos; revela a mentalidade de merda dos nossos empresários, e como este país não muda com os patrões que temos, por mais que se alterem as leis laborais.

A selecção de pessoal é sempre baseada num pré-determinado perfil, mas esse perfil é definido em termos mínimos, e não colocando tectos máximos de performance do trabalhador. É absolutamente ridículo que se defenda que um trabalhador é “demasiado capaz” para uma determinada tarefa; isto só é possível no mundo da estupidez saloia do patronato português.

Terça-feira, 19 Fevereiro 2008

A entrevista com o PM

Filed under: josé sócrates — O. Braga @ 5:45 pm
Tags: , , ,

Os dois jornalistas que entrevistaram ontem o sr. engenhêro tudo fizeram para não zangar o manganão. Pudera! Sabem o que é ter que aturar uma bicha louca?


Desemprego na Europa:

Dinamarca, Holanda: 3,3%
Chipre: 3,9%
Lituânia: 4,1%
Áustria: 4,3%
Irlanda: 4,7%
Reino Unido : 5,2%
Rep. Checa : 5,3%
Itália: 5,9%
Alemanha: 6,3%
Portugal: 8,3%

Pior que Portugal está a França da imigração magrebina (8,6%) e a Polónia.

Fonte: Eurostat/Out 2007

%d bloggers like this: