perspectivas

Segunda-feira, 30 Setembro 2013

Passos Coelho foi derrotado nas eleições autárquicas de ontem

Filed under: Passos Coelho,Pernalonga,Política,Portugal — O. Braga @ 10:41 am
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A derrota de ontem não é do Partido Social Democrata, enquanto tal: é de Passos Coelho e de uma certa forma de fazer política que mantém o país em golpe-de-estado permanente, que reduz Portugal a um estado-de-sítio. Esta forma de fazer política não é inevitável, e corresponde a uma idiossincrasia ideológica de Passos Coelho e da entourage que actualmente controla o Partido Social Democrata.

Uma coisa é hostilizar a Troika (como têm feito o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda); outra coisa é pactuar com a Troika (como tem feito Passos Coelho); e outra coisa é negociar com a Troika (como tem feito, por exemplo, Paulo Portas). O pacto de Passos Coelho com a Troika tem origem ideológica, e esta ideologia mantém cativo o Partido Social Democrata, por um lado, e mantém Portugal em um estado-de-sítio político, por outro lado.

A derrota de ontem é pessoal e tem um nome: Passos Coelho. E foi o único que não a assumiu.

Quarta-feira, 25 Setembro 2013

Manual de instruções das eleições autárquicas

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 3:48 pm
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1/ votar sempre em um candidato independente dos partidos políticos, se os houver;

2/ se não existir um candidato independente, nunca votar no candidato oficial do Partido Social Democrata, mesmo que este partido esteja coligado com outro partido qualquer;

3/ se o candidato do CDS/PP concorrer sem o apoio do Partido Social Democrata, será uma hipótese a considerar.

Segunda-feira, 24 Janeiro 2011

Pois é…

Cavaco Silva queixou-se ontem da lógica político-eleitoral que permitiu a sua reeleição; criticou e condenou o sistema que o escolheu.

A ideia de que é possível a eleição de um presidente da república sem a manipulação da ignomínia, é um contra-senso. Uma eleição unipessoal contra outros candidatos unipessoais, é sempre uma demonstração do pior que existe na sociedade; nunca uniu uma nação nem nunca o fará.

O que une uma nação — para além da história, da cultura e da língua — são os símbolos; e o presidente da república, qualquer que seja, não é nem nunca será um símbolo da nação. O presidente da república é um Ersatz do Rei, um fac-símile do monarca, uma falsificação de um símbolo da nação.

O presidente da república é um partisan. Por mais que a demagogia nos dite a ideia de que o presidente da república, depois de eleito, “é de todos”, os portugueses sabem bem que ele não o é. O que é de todos os portugueses, é o significado — o símbolo — que o presidente da república não é, e não o epifenómeno que o presidente da república é.

Um efeito nunca pode ser uma causa axiomática. As pessoas sabem isso de forma intuitiva. Os símbolos são axiomáticos; ligam-se a significados que transcendem os epifenómenos e os meros efeitos políticos. As pessoas sabem intuitivamente que não é possível ser um epifenómeno (um efeito) e, simultaneamente, um símbolo axiomático da nação.

Houve um tempo em que acreditei que votar num candidato à presidência da república era uma forma de contribuir para a consolidação da democracia saída de um processo radical revolucionário em curso (PREC, 1975). Hoje, estou convencido de que a eleição do presidente da república é uma forma de o PREC se fazer prolongar no tempo de uma forma suave, à espera do momento certo e ideal em que o estertor do radicalismo desnacionalizado e totalitário reemergirá com maior alento.

«Não deram resultado todas as esperanças que eu tinha posto no dia de hoje; amanhã de manhã, bem cedinho, se Deus quiser, todas as esperanças voltarão à procura da minha vez.»José Sobral de Almada Negreiros (monárquico).

Quarta-feira, 19 Janeiro 2011

O submarino

Filed under: Política — O. Braga @ 5:19 pm
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Nunca votaria em Manuel Alegre por muitas razões, mas sou obrigado pela razão a admitir que ele é frontal tanto quanto um político pode ser; confesso que me custa admitir isso, mas seria estúpido se não o fizesse.

Não simpatizo minimamente com as ideias políticas, com o passado político, e com a mundividência de Manuel Alegre, mas não posso deixar de reconhecer que o homem é directo e sem rodriguinhos — e isto é uma qualidade. Ou seja: Manuel Alegre é o que é, e não engana ninguém.

O que mais me repugna em alguns políticos — ou naqueles que estando na política se dizem “não-políticos” — são as duas caras. São os submarinos da política que falam para um auditório a pensar noutro, e apresentam-se com uma sapiente candura que só uma pretensa autoridade de direito permite. Porém, trata-se da autoridade de direito dos sofistas, uma autoridade heurística exercida sobre todas as coisas possíveis em nome de uma reputação.

Não posso conceber que um candidato à presidência da república tenha vestido a pele da ideologia do Bloco de Esquerda nas últimas eleições para o parlamento europeu, e hoje faça apelos ao voto do centro-direita. Para além de ser uma depreciação insuportável da memória do cidadão, não há heurística que aguente.

Segunda-feira, 17 Janeiro 2011

O meu boletim de voto

Filed under: Política — O. Braga @ 1:03 pm
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Domingo, 27 Setembro 2009

Venceu o Estado maçónico

Filed under: Portugal — O. Braga @ 8:25 pm
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Ganhou o partido do Estado maçónico e da máfia do tráfico de influências que mobilizou o Portugal da subsídio-dependência. Impôs-se uma lógica da atrofia da liberdade e do síndroma de Estocolmo que mantém cativos os portugueses.

Porém, a maioria maçónica de 2005 foi eliminada; a influência da “tríade de Macau” na política portuguesa passa agora a estar condicionada na sua actividade mafiosa. Nesse sentido, o resultado destas eleições é uma vitória da transparência política em Portugal.

Quinta-feira, 24 Setembro 2009

A estratégia de Cavaco

Com Ferreira Leite com primeira-ministra, dificilmente Cavaco Silva seria reeleito como presidente da república, porque prevalece nos meios políticos lisboetas o mito de que o PR deve ser sempre de cor política diferente do PM. A única razão para que, a partir de Belém, se tivesse criado todo este imbróglio em torno das escutas telefónicas que redundou na demissão do seu assessor, Fernando Lima, a uma escassa semana das eleições, e sempre com Cavaco silencioso, é porque convém a Cavaco Silva que José Sócrates ganhe as eleições para que ele próprio seja reeleito. Com um governo do PSD em S. Bento, dificilmente Cavaco Silva seria reeleito presidente.

Quando me criticam por defender um rei como chefe-de-estado em vez de um presidente da república, vejam se afinal eu não tenho razão.
(more…)

O silêncio funesto da conferência episcopal portuguesa

Filed under: Geral — O. Braga @ 12:09 pm
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Tomei devida nota. Depois, que não venham os bispos verter lágrimas de crocodilo para os me®dia, e chorar baba e ranho quando os maçons lhe estiverem a apertar os calos.

As sondagens são uma forma de manipulação política

Filed under: Portugal — O. Braga @ 8:33 am
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Não sei como é possível que uma sondagem da Marktest dê ao Bloco de Esquerda 16,x % há pouco mais de uma semana, e a mesma empresa de sondagens dê agora (ouvi hoje na TSF) ao BE 9,y %.

Outra coisa que me causa alguma confusão são as décimas nas sondagens: 9,25%, 31,728%, etc.

Uma discrepância de intenção de voto no BE, por parte da mesma empresa de sondagens, em 7% apenas em poucos dias, revela uma intenção manifesta de confundir o eleitorado, e essa tentativa de confundir é intencional no sentido de “baralhar e tornar a dar”. Por detrás das sondagens existe uma evidente tentativa de manipulação política.

A grande discrepância nos números em apenas um intervalo de alguns dias vêm dar razão a quem considera o exercício da sondagem como uma forma de manipulação, e seria obrigação dos políticos sérios não só desvalorizá-las, mas recusarem-se sequer a comentá-las. A melhor forma de os políticos responsáveis combaterem a manipulação política exercida através das sondagens é pura simplesmente ignorá-las e recusarem-se a comentá-las publicamente.

Em minha opinião, deveria ser proibida a publicação de sondagens nos me®dia portugueses na semana que antecede o dia de eleições, mesmo que existissem sondagens clandestinas ou publicadas no estrangeiro.

A ler: Sondagens ou trapaça?

Quarta-feira, 23 Setembro 2009

Votar CDS/PP (Paulo Portas) é viabilizar um governo de Sócrates

O CDS de Paulo Portas, de há dois ou três dias para cá, alterou o curso ideológico da sua campanha ― se é que podemos definir um curso ideológico no actual CDS/PP. A actual estratégia do CDS/PP é o de tentar fazer passar a ideia de que não existe uma “asfixia democrática” por parte do PS socratino, mas que a “asfixia” é apenas económica. Isto significa que o CDS/PP retira a cultura das lides eleitorais para concentrar a atenção exclusiva na economia. E significa também duas coisas, que justificarei adiante: 1) o CDS/PP não pode ser considerado um partido conservador, mas neoliberal; 2) e que o CDS/PP viabilizaria um governo de José Sócrates no parlamento, caso tivesse oportunidade para isso.

Esta minha ideia escora-se em detalhes tão primários que só os estrategas do CDS/PP parecem não entender: para se defender uma verdadeira política de direita são necessários, à partida, algumas condições sine qua non, a ver:

  1. não é possível defender a livre iniciativa e o empreendedorismo na sociedade sem advogar os valores da solidariedade a nível individual ― que advêm da cultura e da tradição portuguesas e europeias ― que são expressáveis e materializáveis através das comunidades da sociedade civil; a livre iniciativa e o empreendedorismo, se não estiverem escoradas na herança cultural dos valores da solidariedade social através da iniciativa individual, desembocam no neoliberalismo selvagem a que assistimos nos últimos anos;
  2. não é possível defender a livre iniciativa e o empreendedorismo na sociedade sem colocar, em primeiro lugar, a inegociabilidade da liberdade das instituições privadas e das comunidades da sociedade civil, em relação ao Estado; defender a liberdade na economia sem afirmar, em primeiro lugar, a total liberdade e independência das comunidades da sociedade civil, das corporações e das instituições em relação ao Estado, é querer reforçar as políticas neoliberais do “capitalismo sem coração” que se têm seguido nos últimos anos.

Isto significa que a “asfixia económica” de que fala o CDS/PP tem origem na “asfixia democrática” de que fala o PSD, mas o CDS/PP propositadamente ignora esse facto, eventualmente porque existem alguns pontos da agenda socratina que lhe convém que “passem” sem que o CDS se comprometa politicamente na sua “passagem”. O CDS pretende sacrificar o princípio absoluto da liberdade individual e dos nossos valores culturais tradicionais, em benefício de um projecto político pessoal de Paulo Portas ― o que passa por sujeitar o partido a uma orientação ideológica personalizada em termos políticos, económicos e culturais.

Em suma: não existe uma ideologia no CDS senão a de Paulo Portas. O CDS/PP de Paulo Portas não é um partido da direita conservadora, mas antes um partido com uma agenda pessoal.

Quinta-feira, 17 Setembro 2009

Pedro Passos Coelho novamente em acção

Sai a notícia de que foram comprados votos no PSD / Lisboa por 30 Euros; e como se não lembraram de 30 cêntimos, constitui um mistério.
Dizem que por 30 Euros alguém se dá ao trabalho de preencher um formulário de adesão ao PSD, deslocar-se às instalações para oficializar a adesão e acima de tudo alistar-se num partido contra a sua vontade política, e tudo isto por 30 Euros…

Ou muito me engano, ou vamos ver brevemente Pedro Passos Coelho no partido socialista, porque ele se encaixa na forma e no estilo de fazer política do PS. E se ele não sair pelo seu próprio pé, pode ser que alguém lhe dê a força para vencer a inércia… e já agora: independentes como o Moita Carrasco de Santarém, que aproveitam a gamela ao mesmo tempo que cospem na sopa, podem muito bem ― e devem ― juntar-se a Pedro Passos Coelho.

Terça-feira, 15 Setembro 2009

Ronda televisiva dos partidos não representados no parlamento

Confesso que não ouvi ontem até ao fim o debate entre os partidos políticos que ainda não têm representação no parlamento, porque normalmente durmo com as galinhas e acordo com o galo (salvo seja). Porém, da primeira parte gostaria de destacar o seguinte:
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