perspectivas

Segunda-feira, 26 Maio 2014

A construção do leviatão europeu foi mais uma vez rejeitada nestas eleições europeias

Filed under: Europa — O. Braga @ 9:07 am
Tags: ,

 

Quando os franceses votaram (há cerca de dois anos) no Partido Socialista de François Hollande, a maioria não fazia a ideia do que isso iria representar para a governação de França. Naturalmente que sabiam, por exemplo, que os socialistas não são de direita; mas não sabiam que o socialismo francês (e europeu, já agora) voltaria a adoptar os tiques jacobinos e maçónicos da Revolução Francesa depois da subida ao Poder.

O que se está a passar na União Europeia, com a radicalização à esquerda mas sobretudo à direita, é culpa, em primeiro lugar, dos partidos socialistas em geral que estão cada vez mais sob o jugo da maçonaria jacobina. Por exemplo, o Partido Socialista francês está absolutamente subjugado pelo Grande Oriente de França: quem manda, literalmente, no Partido Socialista francês é a maçonaria jacobina.

Em segundo lugar, a culpa é de uma direita europeia que abandonou os valores e vendeu-se ao dinheiro. Os partidos democrata-cristãos desapareceram da Europa: hoje temos apenas partidos neoliberais que não hesitam em vender a dignidade do ser humano por um prato de lentilhas.

Marine d'arc-564

O resultado disto foi o de que, em França, os católicos votaram em massa na Front Nationale de Marine Le Pen — o que parece ser uma contradição, porque a Front Nationale é um partido tanto ou mais laicista do que o Partido Socialista francês. Mas não é propriamente uma contradição porque a Front Nationale é contra as engenheiras sociais jacobinas (“casamento” gay, adopção de crianças por pares de invertidos, procriação medicamente assistida para toda gente, “barriga de aluguer”, etc.), por um lado, e por outro lado a Front Nationale representa uma direita dos valores que inclui os valores da Nação.

Foi esta, também, uma das razões por que o Partido Comunista português teve um aumento da sua votação: trata-se de um partido que sublinha o valor da soberania nacional. Ou seja, para além do PNR (que perdeu credibilidade com determinados actos gratuitos de rua), o Partido Comunista é o único partido soberanista português.

O que estas eleições europeias revelaram é que os povos da Europa, em geral, pretendem que os valores (éticos e metafísicos) voltem a fazer parte da política; e pretendem que o processo de integração europeia, a existir, tenha que ser democrático e transparente; ou seja, o actual método político não-democrático de integração europeia foi claramente rejeitado pelos povos da Europa.

Isto significa também que, ou os partidos rotativistas do centrão político (europeísta e “federalista à força”) alteram os seus ideários e práticas, ou tendem a ver diminuir a sua influência na cena política.

Ou então, esse centrão político deverá transformar-se no esteio da construção de um leviatão europeu através de golpes-de-estado constitucionais nos vários países da União Europeia, no sentido de colocar a força bruta do Estado ao serviço de uma sistema anti-democrático de federalização da União Europeia — o que seria o fim da democracia na Europa.

Segunda-feira, 8 Junho 2009

José Sócrates, R.I.P.

Filed under: josé sócrates — O. Braga @ 12:57 am
Tags: , ,

tombstone-jose-socrates
(more…)

Sexta-feira, 5 Junho 2009

‘Eu sou o avô cantigas…’

Vital Moreira

Vital Moreira

Vital com zero votos para o Conselho Científico da Faculdade de Direito


Clique p/ aumentar

Clique p/ aumentar

Adenda: O “Avô Cantigas” já desmentiu a primeira notícia. Falta saber da segunda.

Quarta-feira, 3 Junho 2009

Os partidos políticos de tipo “submarino”

Filed under: Europa — O. Braga @ 9:33 pm
Tags: , , ,

Leio aqui:

No MEP como no PS ou no PSD ou em outros partidos, não há propriamente pensamento único quanto a muitas questões fracturantes, há inclusive liberdade total de expressão e de voto sobre questões como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a eutanásia, a despenalização do aborto, a educação sexual, a procriação medicamente assistida, mas há menos dúvidas quanto ao que é o fundamento de uma família e qual a sua importância na organização social.

Então não há uma posição oficial do partido em questões culturais?

O MEP está um pouquinho como o PSD: se tirarem de lá a Prof. Manuela Ferreira Leite e colocarem, por exemplo, o Pedro Passos Coelho no seu lugar, votar neste seria a mesma coisa que votar em Sócrates. Parece que o mesmo acontece com o MEP: tirem de lá a Laurinda Alves e temos um “submarino político” à tona da água.

Essa coisa da “tolerância” partidária em questões de princípios tem muito que se lhe diga:

“Uma convicção que começa por admitir a legitimidade de outra convicção adversa, condena-se à ineficácia.” (Roger Martin du Gard)

(more…)

O silêncio dos culpados

O silêncio dos culpados

O silêncio dos culpados

“Temo os vossos silêncios, não as vossas injúrias.”

― Racine

Se a oposição a G W Bush era saudável, hoje existe um consenso político em torno de Obama que é doentio. Vivemos um tempo de “silêncio dos culpados”, que sabendo da monstruosidade global que se está a criar, se calam por forma a dirimir os erros das convicções pretéritas ― tudo em nome de uma coerência que não existe senão como uma manifestação de uma desonestidade política. Embora a História não se repita, vivemos um tempo de silêncio dos culpados similar ao que ocorreu com a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha dos anos 30 do século passado. Um silêncio ensurdecedor e acomodadiço; um baixar de braços perante um novo projecto de totalitarismo, desta feita, a nível global. Como se poderá fazer oposição a um totalitarismo global?
(more…)

%d bloggers like this: