perspectivas

Terça-feira, 27 Agosto 2013

Os Estados Unidos estão a transformar-se numa vergonha

Filed under: Política,Tirem-me deste filme — O. Braga @ 3:27 am
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Desde que me conheço, sempre fui pró-americano, talvez porque fui educado dessa forma. Na década de 1960 e desde os meus 6 ou 7 anos de idade, não deixava de ler as Selecções do Reader’s Digest que o meu pai comprava todos os meses. Hollywood marcou a minha infância e a minha adolescência. Por exemplo, não me esqueço do dia da semana, da hora e do local exacto em que fui ver o filme “Jesus Christ Superstar”, na década de 1970.

Os Estados Unidos tornaram-se um mito para mim, e esse mito esboroou-se completamente com Obama. Os Estados Unidos são hoje uma desilusão. Vou mais longe: os Estados Unidos tornaram-se num país perigoso.

Já nem me refiro ao absurdo da política cultural americana e à decadência civilizacional acelerada em que esse país já caiu. Quem criticou o Bush filho pela invasão no Iraque bem pode agora limpar as mãos à parede, porque o que os Estados Unidos estão a fazer hoje no Próximo Oriente é ainda pior: o apoio político americano à Irmandade Muçulmana no Egipto, e aos rebeldes da Al Qaeda na Síria, só é compreensível à luz da negação dos valores éticos, políticos e civilizacionais que construíram a nação americana.

A ler:

Quinta-feira, 22 Agosto 2013

Obama e a União Europeia são responsáveis pelo que acontece no Egipto e na Síria

A União Europeia de Durão Barroso e a administração Obama são os responsáveis pelo que está acontecer hoje no Próximo Oriente, nomeadamente no Egipto e na Síria. A diferença é que Obama será julgado nas próximas eleições americanas, ao passo que os burocratas de Bruxelas não foram eleitos para os seus cargos e por isso estão fora da lei. A elite política da União Europeia é uma associação de malfeitores.

O conceito de “democracia” está a ser utilizado para criar o terror e para mudar as linhas de fronteiras no Próximo Oriente.

A crise política no Egipto foi gizada por Obama e pela União Europeia. A ideia é levar o Egipto a uma situação económica e política de tal forma caótica que se torne possível o desmembramento e partilha daquele país. Henri Boulad, um Padre jesuíta egípcio, escreve aqui o seguinte:

«Accords secrets de Morsi pour vendre l’Égypte à ses voisins, morceau par morceau : 40% du Sinaï au Hamas et aux Palestiniens, la Nubie à Omar el-Béchir, et la portion ouest du territoire à la Libye… Tout cela est pain béni pour l’Occident, puisque c’est son œuvre…»

Qualquer pessoa com um pouco de discernimento teria a intuição de que o fenómeno da Primavera Árabe “trazia água no bico” (ler o que eu escrevi sobre o assunto). Quando falamos aqui em “Ocidente”, devemos distinguir a opinião pública, por um lado, da elite política, por outro lado.

A elite política, apoiada pelos me®dia, conseguiu convencer a opinião pública ocidental que: 1/ o processo político egípcio decorrente das manifestações da praça Tahrir até às pseudo-eleições, foi um “processo democrático”; 2/ que a Irmandade Muçulmana – que instalou um regime de terror no Egipto – é a verdadeira vítima do “processo democrático” naquele país; 3/ que as manifestações da praça Tahrir significavam que o povo egípcio queria a democracia, quando de facto essas manifestações não eram a favor da democracia mas antes eram contra o regime corrupto de Mubarak.

Como escreveu Fernando Pessoa, e bem, o povo nunca se manifesta a favor de alguma coisa, mas invariavelmente contra alguma coisa. Dizer que as manifestações da praça Tahrir foram a favor da democracia, é abuso interpretativo dos me®dia manipulados pelas elites ocidentais.

Deposto Mubarak, o Egipto transformou-se num caos, em nome da “democracia”. O novo presidente “eleito”, Morsi, negociou com o Ocidente o desmembramento de partes do país com o fito de as vender aos países vizinhos, o que fazia parte de um plano ocidental de engenharia política de reestruturação geográfica do Próximo Oriente – o que aliás têm sido feito também na União Europeia através da alienação da soberania dos países pequenos a favor dos grandes países.

O conceito de “democracia” está a ser utilizado para criar o terror e para mudar as linhas de fronteiras no Próximo Oriente.

Quarta-feira, 26 Dezembro 2012

¿Vocês ainda se lembram da “Primavera árabe”, obamista e progressista?

O Egipto acaba de consagrar uma Constituição integralista islâmica, em um referendo em que participaram apenas 32% dos votantes inscritos. “Constituição islâmica” significa: lei da Sharia, excisão feminina, Burka, descriminalização dos assassinatos de honra em relação às mulheres, etc..

Se no Egipto de Mubarak existia um regime secularista, os progressistas da União Europeia, aliados a Obama e Hillary Clinton, conseguiram construir nesse país uma teocracia islâmica radical.

¿Já ouviram algum reparo acerca disto nos me®dia ? Silêncio total!

Arab-Spring-women-Egypt web

Terça-feira, 25 Setembro 2012

O resultado da Primavera Árabe

Com a Primavera Árabe, tão querida pela Esquerda, pelos liberais e pelos “progressistas” — incluindo as feministas, os gueis, etc. — os chamados “crimes de honra” islâmicos, perpetrados em público, tornaram-se legais no Egipto, resultado da validação da lei islâmica (Sharia). Neste vídeo vemos o assassinato público de uma mulher por esfaqueamento.

¡ Tudo legal ! A Esquerda e os liberais devem estar muito orgulhosos.

http://youtu.be/1s8sLYB9KP8

Domingo, 19 Agosto 2012

No Egipto de Muhammad Morsi, já se crucificam cristãos em praça pública

Filed under: Esta gente vota,Islamismo,Islamofascismo — O. Braga @ 7:57 pm
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It was reported just today, by Raymond Ibrahim, that the Muslim Brotherhood has crucified people, accused of being against Muhammad Morsi, naked and on trees in front of the presidential palace

via Crucifixion and Mob Rule In Egypt – Politically Incorrect – English Version.

Sexta-feira, 13 Julho 2012

Acontece hoje na Tunísia “libertada” pelo Ocidente

Filed under: Esta gente vota,Islamismo,Islamofascismo,Maçonaria — O. Braga @ 7:59 am
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Video footage of a convert from Islam to Christianity being murdered by Muslims has been shown on Egyptian TV, according to the Barnabas Fund.

The graphic incident, which is reported to have taken place in Tunisia, was aired on a program called Egypt Today.

via Convert from Islam to Christianity beheaded, video shown on Egyptian TV | Godreports.

A “libertação”, levada a cabo pelo Ocidente, de territórios como a Tunísia e Egipto, e agora a tentativa de “libertação” da Síria, obedece ao princípio maçónico, até hoje frustrado, de controlar os países islâmicos.

Quando deparado com um obstáculo cultural e/ou político formidável — como é o caso do Islamismo que é, em si mesmo, um princípio de ordem, para além de uma religião —, a maçonaria internacional opta por uma política de terra queimada, na esperança de que, por sobre os escombros de uma sociedade hostil, mas destruída, surja um ordenamento de forças a seu favor.

Por exemplo, “a revolução russa teve como esteio as organizações secretas e maçónicas judaicas” [Fernando Pessoa, “O Interregno…”] que constituíam, elas próprias, a principal influência da maçonaria russa organizada e activa do princípio do século XX. O assassínio da família imperial russa foi coordenado e levado a cabo pela maçonaria russa — assim como o assassínio do nosso rei D. Carlos foi inequivocamente obra da maçonaria portuguesa. O problema da maçonaria foi o de que o golpe-de-estado comunista de 1917 teve como consequência, na URSS que se seguiu, a hostilização da maçonaria russa e dos judeus. E da implantação da república maçónica portuguesa, surgiu a anarquia até Salazar, e a desnacionalização do nosso país que continua até hoje.

Na Tunísia “libertada” pelo Ocidente, chega-nos um vídeo que foi passado na televisão egípcia — ver imagem — da degolação de um cidadão tunisino que se converteu do Islamismo para o Cristianismo. O que o Ocidente “libertador” e maçónico fez, na Tunísia e no Egipto, foi quebrar os equilíbrios políticos precários que protegiam as minorias religiosas, dando carta branca a fundamentalistas islâmicos, como é o caso da Irmandade Muçulmana, para a prossecução da barbárie.

Segunda-feira, 28 Maio 2012

Sobre o massacre de al-Houla

Filed under: Política — O. Braga @ 12:51 pm
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O que está a acontecer na Síria é uma guerra civil entre duas facções: os sunitas, ligados à Al-Qaeda e às potências petrolíferas sunitas do golfo arábico, por um lado; e, por outro lado, os xiitas alauitas da elite política e económica do país e do governo de Bashar al-Assad.

Neste contexto de guerra civil, tentar saber qual das duas facções é a real, verdadeira e única responsável pelo massacre de al-Houla, é um exercício de hipocrisia e cinismo. Aliás, a publicidade do massacre de al-Houla nos me®dia serve exclusivamente os interesses políticos da facção sunita ligada à Al-Qaeda.

A estratégia sunita na Síria é semelhante à utilizada pelo Hamas em relação a Israel: 1) provoca Israel lançando mísseis sobre as cidades israelitas; 2) Israel riposta e existem vítimas civis; 3) e depois o Hamas publica as fotos das vítimas e vem dizer que não tem nada a ver com o assunto.

A guerra civil na Síria está a ser alimentada não só pelos países sunitas do golfo, mas também pelos Estados Unidos de Obama — e por alguns republicanos americanos, como por exemplo o hermafrodita político John McCain — e pela Inglaterra de Cameron.

É de lamentar as vítimas civis, mas os que apoiam a facção sunita na Síria, contra o alauita Bashar al-Assad, não podem afirmar ter as suas mãos limpas. E entre ter Bashar al-Assad no poder, ou o caos que vemos hoje no Egipto, prefiro que o alauita fique por lá.

Quinta-feira, 26 Janeiro 2012

A democracia egípcia [ou será “egícia”?!!!] já tem barbas

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,Islamismo — O. Braga @ 8:58 am
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“Lange Bärte und Gewänder bestimmen im neuen ägyptischen Parlament das Bild: Die Mehrheit der Abgeordneten zählt zu den Islamisten.”

via Ägypten: Parlament der Bärte – jetzt regieren die Islamisten – Nachrichten Politik – Ausland – WELT ONLINE.

De tantas barbas ter a democracia “egícia”, os seus representantes já se dão ao luxo de dormitar de vez em quando, seguindo o exemplo dos nossos deputados no parlamento. Dois terços dos democratas “egícios” já têm barbas; em contraponto, cada vez mais os nossos representantes na assembleia da república preferem usar “cuecão de couro”.

Domingo, 22 Janeiro 2012

A “Primavera Árabe” e as eleições no Egipto

“Los islamistas arrasaron en las elecciones legislativas de Egipto y lograron tres cuartos del total de escaños de la Cámara Baja.”

via Los islamistas arrasan en las elecciones egipcias – Libertad Digital.

Quando em princípios de 2011, eu coloquei muitas reservas em relação à denominada “Primavera Árabe” — e como muitas vezes acontece com as ideias expressas neste blogue — fui chamado de “reaccionário”. Quando escrevi este texto criticando a posição de Jane Burgermeister de apoio à “Primavera Árabe”, eu tinha razão e Jane Burgermeister estava errada!

Três quartos dos votos dos egípcios [ou será “egícios”, segundo o Acordo Ortográfico ? Já nem sei como escrever… ] foram para partidos islamistas radicais e defensores da Sharia [a lei islâmica que substitui o Estado de Direito].

Quem ganhou com a Primavera Árabe, para além dos próprios radicais islâmicos? Resposta: a Aliança Karl Marx / Maomé.

Segunda-feira, 14 Novembro 2011

O que é que tem a exibição de uma mulher nua com os putativos e eventuais ‘direitos das mulheres’?

Uma bloguista egípcia, aliás Aliaa Elmahdy, pôs-se nua no seu blogue, alegadamente para “protestar contra a sociedade de violência, racismo, sexismo, acosso sexual e hipocrisia”. Assim de repente, fica-me a ideia de que se existem, de facto, todas essas razões de protesto, mais vale que essas razões não deixem de existir, na esperança de que todas as mulheres egípcias se ponham nuas…

Naturalmente,e como não poderia deixar de ser, a dita bloguista diz-se “secular, liberal, individualista, vegetariana, feminista, ateísta” e… pró-Israel!!!! ou seja: está tudo na moda e “nos conformes”, à excepção do sionismo…

Ora bem: o que é que tem a ver, por um lado, a minha eventual condição de secular, liberal, individualisto, vegetariano, machisto, ateísto, e por outro lado, com o facto de eu mostrar o pénis num blogue?

Terá a ver com uma espécie de operação bushiana de “shock and awe”? Será que a bloguista, com tal estratégia de acção política, pensa que irá convencer a sociedade de que todos têm o dever de serem “liberais, individualistos, vegetarianos, feministos e ateístos?

Naturalmente que existe um argumento aparentemente a favor da bloguista. O argumento é o seguinte: “a verdade é que você, Orlando Braga, foi ver a foto dela…!”

Bom, a minha resposta é a seguinte: confesso que normalmente não frequento o sítio da Playboy, e isto porque gosto mais de ver “ao vivo e a mexer”. O que me interessou na notícia da bloguista egípcia nua — ou “egícia”, segundo o Aborto Ortográfico?! — (mas que se diga, em nome da verdade, que é uma mulher vulgaríssima de Lineu; as portuguesas são bem melhores!) é a constatação do facto de a estupidez ocidental ser altamente contagiante.

Actualização: La bloguera que se desnudó, entre los 80 latigazos y la pena de muerte

Quinta-feira, 24 Fevereiro 2011

Os me®dia e Obama

Filed under: me®dia,Política — O. Braga @ 8:47 am
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Os me®dia portugueses vêm hoje com parangonas acerca da atitude heróica, dignificante e respeitadora dos direitos humanos por parte de Obama. Porém, vamos aos factos:

  • Quando começaram os tumultos no Egipto, Obama veio imediatamente a terreiro, ou seja, aos me®dia, dizer que o regime de Mubarak não tinha o direito de se virar contra o povo egípcio.
  • Quando, sensivelmente há duas semanas atrás, aconteceram protestos no Irão que foram reprimidos com violência por parte do regime do presidente Mad Jad, Obama resistiu 10 dias à pressão política para condenar a violência do regime de Teerão sobre os manifestantes.
  • Obama veio ontem falar contra a violência na Líbia, mas no seu discurso não se referiu uma só vez ao nome do coronel Gadhafi, e fez esse discurso nove dias depois do início da violência naquele país.

Só um estúpido não vê aqui um claro padrão político de comportamento. A política de Obama parece ser a de hostilizar os aliados dos Estados Unidos no Médio Oriente, e de apaziguar os inimigos — ou mesmo pactuar com estes. E, como dizia o velho António, “em política, o que parece, é!”.

Sábado, 12 Fevereiro 2011

Os cristãos do Egipto estão entregues à bicharada islâmica

Filed under: Islamismo — O. Braga @ 12:36 pm
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Para a esmagadora maioria da população islâmica egípcia, os cristãos coptas que vivem no Egipto são Dhimmi. Segundo a lei islâmica (a Sharia), um Dhimmi é um cidadão de segunda classe, e não tem os mesmos direitos de um cidadão muçulmano.
(more…)

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