perspectivas

Quinta-feira, 12 Setembro 2013

Foi só garganta

Filed under: economia — O. Braga @ 10:32 am
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«Há cerca de dois anos, no final de Novembro, a empresa que assessorava a comunicação da CTG prometeu “instalar [uma] fábrica de turbinas eólicas em Portugal até ao Verão de 2013” que, relembra hoje o Jornal de Negócios, teria um volume anual de exportações superior a 500 milhões de euros, produzindo 800 turbinas por ano.

Acontece que o Verão de 2013 está quase a terminar e, segundo soube o Jornal de Negócios, a promessa caiu por terra devido ao excesso de capacidade de fabrico de turbinas eólicas, e isto apesar de ser uma das contrapartidas que a CTG incluiu na proposta escrita de compra de 21,35% da EDP.»

Empresas Fábrica prometida pela China Three Gorges cai por terra

Temos em Portugal um monopólio privado na área da produção de energia e da sua distribuição, já que o mercado ibérico de energia só funciona (e mal) para as grandes empresas. E sejamos claros: entre um monopólio privado e um monopólio do Estado, prefiro o último.

Quarta-feira, 15 Agosto 2012

Da regulação à cartelização dos “Tios”

Filed under: A vida custa,Passos Coelho,Pernalonga,Política,Portugal — O. Braga @ 9:17 am
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«Como pode haver livre concorrência se todos os que me vendem a electricidade ou o gás o compram no mesmo fornecedor?»

via Da regulação à cartelização – Henrique Sousa.

Sábado, 28 Abril 2012

Perguntas infantis

Filed under: A vida custa,economia,Esta gente vota,Passos Coelho,Pernalonga — O. Braga @ 7:48 am
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Quando eu era um infante de 5 ou 6 anos, fazia aquelas perguntas infantis típicas: “Ó mãe, o que são as estrelas? E o que é o Sol? Por que é que à noite há luar?”; etc.. A Maria Teixeira Alves [MTA *] também parece estar na “idade dos porquês”.

Um dos problemas da nossa cultura é o presentismo — o corte epistemológico com o passado. Este fenómeno cultural é transversal à sociedade e àquilo a que se convencionou chamar de Esquerda e Direita. E um outro problema da cultura nacional é aquilo a que Fernando Pessoa chamou de “nacionalismo cosmopolita ou sintético”, que no fundo se traduz na negação da nacionalidade — a nacionalidade é considerada um direito negativo.
(more…)

Quinta-feira, 22 Dezembro 2011

Desta vez, Passos Coelho acertou

Filed under: economia — O. Braga @ 8:17 pm
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Entre vender a participação do Estado português na EDP à empresa estatal alemã E.ON, ou aos chineses das Três Gargantas, venha o diabo e escolha. O ideal seria não vender a nenhuma empresa de um Estado estrangeiro.

Porém, pelo menos a venda aos chineses tem uma vantagem [para além das do próprio negócio em si] em relação à venda aos alemães: introduz “sangue novo” na nossa economia, uma “diversidade genética” nas finanças. A promiscuidade económica e financeira com os alemães já provou estar na causa de nascimento de monstros.

Quarta-feira, 14 Dezembro 2011

O liberalismo de Passos Coelho

Filed under: Europa,Passos Coelho,Pernalonga,Portugal — O. Braga @ 9:48 am
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“Apesar da Three Gorges ter a melhor proposta financeira, o Governo inclina-se para escolher a E.ON.”

via E.ON reúne consenso político para comprar a eléctrica | Económico.

A E.ON é uma empresa alemã controlada pelo Estado alemão que vai comprar a participação do Estado português na EDP — segundo Passos Coelho [mais conhecido por Pernalonga], em nome de uma putativa liberalização e privatização da economia portuguesa. Não sei se estão a ver a “coisa”… !

Terça-feira, 8 Julho 2008

A “liberalização” do mercado da energia em Portugal

Filed under: economia — O. Braga @ 6:46 pm
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Deste texto (link), podemos inferir o seguinte:

  1. A evolução do Euro face ao dólar não justifica os aumentos inusitados e exagerados dos preços dos combustíveis em Portugal.
  2. A privatização da GALP e da EDP, realizadas durante o governo do lacaio Durão Barroso por imposição absolutista do Directório da União Europeia, fez com que o capital das duas empresas portuguesas estejam hoje nas mãos de estrangeiros que se estão borrifando para os problemas do Tuga;
  3. De 2002 a 2004 ― e depois da privatização e durante o governo do lacaio Durão Barroso ― os lucros da EDP e da GALP aumentaram em 72%;
  4. De 2004 a 2006 ― durante o governo do lacaio José Sócrates ― os lucros da EDP e da GALP aumentaram 120%.
  5. O lacaio europeísta José Sócrates prepara-se para dar de mão beijada aos estrangeiros do Directório uma outra empresa portuguesa, a REN, que é uma empresa estatal rentável, que entre 2003 e 2006 deu um lucro de 500 milhões de Euros, num aumento de lucros na ordem dos 430% e que beneficiaria o Estado português que nos diz que não tem dinheiro para a Saúde, para a Justiça e para Educação.
  6. Portugal transformou-se no El Dorado da exploração energética estrangeira desenfreada, sem medida ética, à custa de um dos povos mais pobres da Europa a 27 e o mais pobre da Europa a 15.
  7. De 2002 a 2008, Portugal foi o único país da OCDE e da UE que sofreu uma baixa de remuneração salarial média per capita.
  8. Sendo os mais pobres da UE a 15, os portugueses pagam mais 18% do que a média dos preços da electricidade vigente na União Europeia e mais 9% da média dos preços do gás na UE a 15.
    É um “fartar, vilanagem!”
  9. Em 1999, antes da liberalização do mercado energético e da submissão canina portuguesa às regras do Euro, os preços dos combustíveis em Portugal eram mais baixos do que os da média europeia; em 2008, acontece o contrário.

Conclusão: estamos tramados.

Domingo, 22 Junho 2008

Já chega de abuso de poder de posição no mercado

Filed under: economia — O. Braga @ 6:40 pm
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Quem tenha um módico de conhecimento do funcionamento duma empresa sabe que a facturas de bens vendidos ou serviços prestados não pagas pelos clientes, depois dum período de hibernação sob a forma de provisões, serão finalmente abatidas aos proveitos e, consequentemente, aos lucros. Em qualquer empresa que tenha os consumidores finais como clientes haverá um rácio médio de incobráveis que inevitavelmente terá que será considerado com um componente do custo a incluir no preço final do produto ou serviço pago pelo cliente.

Caro “impertinente“:

  1. Os custos dos incobráveis só são automaticamente indexados aos preços dos produtos ou serviços prestados se não existir concorrência, isto é, em situação de monopólio.
  2. Quando existe um mercado a funcionar, uma empresa normal não pode aumentar preços sem ter em conta os preços de mercado.
  3. A boa gestão de uma empresa, para além de incluir no budget a possibilidade de incobráveis, acautela o crédito concedido, seja por depósito antecipado (pronto pagamento ou pagamento antecipado), seja recorrendo aos tribunais.
  4. O facto de os tribunais não funcionarem não significa que seja eticamente legítimo que a EDP abuse da sua posição no mercado.

Admitiria mais depressa que a EDP criasse um depósito-caução antecipado — indexável à inflação ou à média do juro bancário decorrente do tempo do contrato em vigor –, pago pelo novo cliente e reembolsável logo que o cliente decidisse acabar com o contrato, do que fazer “distribuir o mal pelas aldeias”. Eu não tenho culpa de que o meu vizinho seja caloteiro.

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