perspectivas

Segunda-feira, 14 Dezembro 2009

Leo Strauss, o modernismo e a democracia directa

A “intrusão” da democracia directa na democracia representativa, através de um sistema misto que condicione esta última, tem o condão de restringir a discrecionariedade política dos governantes, responsabilizar os governados, e de criar uma aristocracia natural e não-hereditária.

Uma das características do chamado “neoconservadorismo” ― de onde deriva o termo “neocon” do conservadorismo pós-moderno que foi o esteio das políticas dos Bush pai e filho ―, é o de considerar que é possível combater a revolução jacobina e as suas réplicas contemporâneas com outro tipo de revolução, criando-se um “conservadorismo revolucionário”, o que, na minha opinião, é auto-contraditório. Em Leo Strauss podemos verificar essa tendência.

Neste postal no Mídia sem Máscara podemos ver a expressão do “conservadorismo revolucionário” de Strauss, e é sobre assunto que versa o meu comentário.
(more…)

Anúncios

Domingo, 13 Dezembro 2009

Até quando teremos uma Direita na Europa?

« At least eight Russo-German families in Salzkotten, Germany, have suffered heavy fines and now their fathers have been sentenced to prison, because they have refused to send their elementary school-age children to mandatory sexual education classes. »

Germany Jails Eight Christian Fathers for Removing Children from Sex-Ed Class

Para o governo alemão de Angela Merkel, que se diz de “direita”, as crianças são propriedade do Estado ― e agora imaginem o que não faria a esquerda alemã contemporânea cada vez mais radical. A “direita” de Angela Merkel parece-me “muito à esquerda” para meu gosto: ou a direita alemã e europeia evoluiu para a esquerda, ou eu sempre fui um radical de direita e nunca me tinha dado conta disso. Parece-me que foi a direita europeia que se esclerosou e perdeu as suas referências da democracia cristã do pós-guerra, e de tal forma que a diferença entre a esquerda e a direita consiste ― ou pode ser resumida ― em uma mera questão da colectivização (ou não) da economia.

A pergunta que eu faço é a seguinte: é possível a uma direita sustentar por muito tempo uma política económica específica [a que evoluiu do liberalismo clássico do século XIX] sem uma filosofia que sirva de suporte a essa política económica?
(more…)

Create a free website or blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: