perspectivas

Quinta-feira, 17 Abril 2014

Quero dar os parabéns à Câmara Municipal de Vila Franca

Filed under: cultura — orlando braga @ 4:11 pm
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A Câmara Municipal de Vila Franca apoia a realização de touradas na praça da cidade. Quero daqui felicitar a Câmara Municipal de Vila Franca por apoiar a arte, a cultura, o turismo e o desenvolvimento económico naquela cidade.

picasso e touros2

Quinta-feira, 21 Novembro 2013

Mário Soares tem alguma razão

 

Mário Soares tem alguma razão quando fala do recrudescimento da violência a partir de 2014 e com este Orçamento de Estado. Não se trata de uma violência generalizada, mas de uma “violência dirigida”. Se eu fizesse parte deste governo, isolava-me em uma torre de marfim.

Mário Soares tem muitos defeitos mas tem uma qualidade: sempre viu um pouco mais ao longe do que o normal. Quem não vê ao longe é o burro João César das Neves, que ainda há pouco tempo afirmou que amaioria dos reformados finge que é pobre” — o grande burro poderia falar em “alguns”, mas a grande besta preferiu falar na “maioria”.

A ameaça de aumento da violência, de que Mário Soares fala, é real. Posso estar enganado, mas este governo vai ter mau fim: o consulado de Passos Coelho pode resultar numa tragédia.

Sem postos de trabalho e com um desemprego que vai aumentar em 2014; sem apoios do Estado para quem já não tem subsídio de desemprego; com os preços a subir devido a uma inflação induzida das economias mais fortes da União Europeia e do quantitative easing do BCE [Banco Central Europeu]; com os cortes nas pensões dos reformados e nos salários dos trabalhadores que eram, até agora, o único amparo de muita gente desempregada — com tudo isto, Passos Coelho que se cuide, porque arrisca-se a muita coisa.

Quarta-feira, 30 Outubro 2013

O Euro só é bom para a classe política e para as grandes empresas

Filed under: A vida custa,Portugal — orlando braga @ 10:51 am
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As grandes empresas (que incluem os Bancos) que operam em Portugal, ou são multinacionais oriundas da União Europeia da zona Euro, ou sendo portuguesas, são muito poucas. Portanto, cada vez mais, não se compreende que haja uma política macro-económica que sirva apenas para meia dúzia de gatos pingados.

Ontem vi e ouvi um senhor que dá pelo nome de Alexandre Patrício Gouveia (ver quem ele é!) dizer num canal de televisão que se Portugal sair do Euro haverá uma inflação de 90%! ¿Quem paga a esse senhor para criar o pânico na população? Quem está “por detrás” do Patrício Gouveia?

O que o Gouveia não disse é que desde que Passos Coelho entrou para o poleiro, já houve uma desvalorização da moeda (ou a "inflação" do Gouveia) de cerca de 20% por via do aumentos dos impostos e dos cortes nos salários. E não fica por aqui: quando Passos Coelho sair do poleiro, Portugal terá tido uma “desvalorização da moeda” (por via dos impostos e dos cortes) de pelo menos 30%, em relação ao que existia em 2011. É esta a realidade que se pretende esconder quando se lançam atoardas de níveis de inflação de 90% se Portugal sair do Euro.

O Euro também é bom para os sibaritas e “cidadãos do mundo” que constituem a classe política.

Aposto que quando Passos Coelho acabar de destruir Portugal, tem já um lugar ao sol (vulgo “tacho”) assegurado em um qualquer areópago europeísta. O Euro criou uma elite política totalmente alheada da realidade do cidadão português. E esta realidade portuguesa é composta maioritariamente por pequenas e médias empresas que, maioritariamente, já se encontram fora do “sistema”. Uma pequena empresa portuguesa é hoje invisível, a nível económico; o Estado só se lembra dela para cobrar impostos.

O Euro teve o efeito perverso e contraproducente de reforçar o peso do Estado na economia. E este efeito perverso vai continuar, embora de maneira diferente do que até agora: o Estado português dentro do Euro vai, por um lado, ser a razão principal pela qual os crescimentos da economia continuarão a ser indigentes; e, por outro lado, neste contexto de indigência do crescimento da economia, o Estado português vai ser o cobrador de impostos necessário para pagar aos credores internacionais.

Ou seja, dentro do Euro, vamos continuar ter crescimentos de merda e impostos altos nas próximas décadas. E como a única forma de se poder pagar a dívida, com alguma dignidade, é fazendo crescer a economia — e como o crescimento da economia portuguesa é uma impossibilidade objectiva dentro do Euro —, o “Estado dentro do Euro” é, de facto, o grande inimigo de Portugal. E esse “Estado dentro do Euro” é composto pela classe política e pelas grandes empresas.

Terça-feira, 15 Outubro 2013

A Croácia entrou para a União Europeia e… F***U!

Filed under: Europa — orlando braga @ 8:20 am
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A Croácia entrou para a União Europeia há dois meses. E apenas nesses dois meses, as exportações daquele país caíram em 11%! Agora imaginem o descalabro da economia croata se algum dia entrar no Euro…!

Uma quebra de 11% nas exportações, e em dois meses, é obra! Um fenómeno destes só acontece em situação de ameaça de guerra. A verdade é que entrar para a União Europeia é a mesma coisa que entrar numa situação de guerra contra a soberania nacional.

A União Europeia do Tratado de Lisboa servem para duas coisas: enriquecer desalmadamente uma pequeníssima elite nacional, e servir os interesses económicos e vitais da potência imperial (Alemanha). Sempre foram estes os princípios de construção de qualquer império.

Quinta-feira, 10 Outubro 2013

A estratégia dos políticos portugueses: "O sapo na panela"

Filed under: Portugal — orlando braga @ 12:06 am
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o sapo na panela do euro

Diziam os europeístas que, se Portugal saísse do Euro, os portugueses perderiam 30% dos seus salários de uma assentada. Já lá vão 20% de perda de salários, em morte lenta, devagarinho — mas dentro do Euro!

A estratégia dos nossos políticos é a do “sapo na panela”:

1/ Coloca-se um sapo numa panela com água quente, e o sapo salta logo fora porque a água está quente.

2/ Mas se colocarmos um sapo numa panela com água fria e formos aquecendo muito lentamente a água, o sapo não nota o aquecimento da água, e acaba por morrer.

Vamos morrer como o sapo, mas orgulhosos de estamos no Euro! Viva o Euro!

Quarta-feira, 9 Outubro 2013

O “Ai aguenta, aguenta!” defende um superavit do Estado em plena crise

Para que Portugal tivesse que ter um superavit, neste momento e como defende o “Ai aguenta, aguenta!”, teria que cortar pelo menos 10 mil milhões de Euros nas despesas do Estado. Já não estamos só a falar nos 4,5 mil milhões que o PSD do Pernalonga defende: estamos a falar em pelo menos em 6% do PIB per Annum. Pelo menos! (more…)

Segunda-feira, 7 Outubro 2013

João César das Neves e “o admirável ajustamento português”

 

No tempo do caudilho galego Franco, em Espanha existia um estribilho que dizia assim: “Yo no tengo una Peseta, pero tengo un Franco!”. João César das Neves diz agora assim, em relação ao Zé Povo: “Eu não tenho um caracol, mas estou no Euro!”.

(more…)

Segunda-feira, 30 Setembro 2013

Passos Coelho corta nas pensões, e Rajoy aumenta-as

Filed under: Política — orlando braga @ 9:12 pm
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“Los pensionistas españoles verán incrementadas sus prestaciones un 0,25% el próximo año, el mínimo previsto por la última reforma del Gobierno, según los Presupuestos Generales del Estado para 2014 presentados el lunes en el Congreso de los Diputados.”

El Gobierno subirá las pensiones un 0,25% en 2014

O problema é que o nível de pensões em Espanha, já antes da crise, era muitíssimo mais elevado do que em Portugal. E mesmo assim, Passos Coelho abana a cauda (dele) à Troika. Ninguém pede que Passos Coelho aumente as pensões, mas ao menos que não faça asneiras (e que peça ao presidente da república para sair).

Naturalmente que o neoliberal Passos Coelho dirá que o conservador Rajoy é “populista”…

Ai aguentam, aguentam!

Sexta-feira, 27 Setembro 2013

O novo igualitarismo: o da “convergência”!

 

Hoje comprei o Jornal de Negócios e li o editorial de Pedro Santos Guerreiro, com o título “Os Inadaptados”. O artigo ataca implicitamente o Tribunal Constitucional sem dar explicitamente razão a Passos Coelho: é aquilo a que podemos chamar de “ataque implicitamente explícito”.

O que deixa baralhado é a novilíngua politicamente correcta neoliberal: termos como “ajustamento”, “imparidades”, “alavancagem”, etc., têm um estatuto quase esotérico. Mas o termo “convergência” é o mais cínico de todos. Escreve o Pedro Santos Guerreiro:

«Estes chumbos do [Tribunal] Constitucional agravam o clima político às portas do Orçamento [de Estado], quando os olhos estavam nos diplomas do horário da função pública para as 40 horas semanais e no corte das pensões [de reformas] do Estado (convergência entre público e privado).»

Na novilíngua neoliberal, “convergência” significa “nivelar por baixo”, eliminando a classe média.

Segundo os neoliberais, precisamos de um “ajustamento” que reduza as “imparidades” e que permita uma “alavancagem” em direcção à “convergência”… para a merda!

A sociedade “converge” quase toda para a pobreza, e à semelhança do que acontecia nos países comunistas da Europa de Leste, a sociedade fica dividida entre uma pequena elite de sibaritas que tem direito a Datchas e a outras sinecuras, por um lado, e por outro lado a massa enorme e inerme dos novos pobres, todos iguais na pobreza. É este o novo igualitarismo que Passos Coelho defende, aquilo a que eu chamei de sinificação da sociedade: um capitalismo que destrói a classe média é uma forma de fascismo.

Chegará o momento em que os neoliberais defenderão a “convergência” entre Portugal e o Burkina Fasso, em nome da “descida dos custos de trabalho por unidade produzida”.

E Pedro Santos Guerreiro continua:

«O FMI quer ainda mais flexibilização, despedimento ainda mais fácil, descida do salário mínimo, subsidio de desemprego mais curto, empregos transitórios e baratos para jovens. Não é masoquismo (1) , é o entendimento de que o desemprego só se ataca pela quantidade (mais desempregados) ou pelo preço (menos salários). E que portanto é preferível mais gente ganhar menos do que haver mais desempregados

Esta retórica parte do princípio (ilusório e falacioso) segundo o qual se os salários baixarem, o desemprego diminui automaticamente. Se isto fosse verdade, o Burkina Fasso não teria desempregados. Esta é a retórica enganosa de Passos Coelho. Ou seja, segundo os neoliberais, precisamos de um “ajustamento” que reduza as “imparidades” e que permita uma “alavancagem” em direcção à “convergência”… para a merda!

Paradoxalmente, é hoje o neoliberal Passos Coelho que defende uma nova forma “sovietizada” ou “chinezada” de igualitarismo: a esmagadora maioria do povo “converge” para a merda. Em vez de “classe média”, vamos ter uma “classe merda”.

(1) Pois não é masoquismo, não! O que poderia ser era sadismo!

Domingo, 15 Setembro 2013

Quem vive fora de Portugal não compreende a necessidade de sair do Euro

Filed under: A vida custa,Portugal — orlando braga @ 10:34 am
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Não é só uma moeda forte — o Euro — que conta: é sobretudo o nível de preços e a capacidade de crescimento da economia que gera postos de trabalho.

Quinta-feira, 12 Setembro 2013

Foi só garganta

Filed under: economia — orlando braga @ 10:32 am
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«Há cerca de dois anos, no final de Novembro, a empresa que assessorava a comunicação da CTG prometeu “instalar [uma] fábrica de turbinas eólicas em Portugal até ao Verão de 2013” que, relembra hoje o Jornal de Negócios, teria um volume anual de exportações superior a 500 milhões de euros, produzindo 800 turbinas por ano.

Acontece que o Verão de 2013 está quase a terminar e, segundo soube o Jornal de Negócios, a promessa caiu por terra devido ao excesso de capacidade de fabrico de turbinas eólicas, e isto apesar de ser uma das contrapartidas que a CTG incluiu na proposta escrita de compra de 21,35% da EDP.»

Empresas Fábrica prometida pela China Three Gorges cai por terra

Temos em Portugal um monopólio privado na área da produção de energia e da sua distribuição, já que o mercado ibérico de energia só funciona (e mal) para as grandes empresas. E sejamos claros: entre um monopólio privado e um monopólio do Estado, prefiro o último.

Quinta-feira, 5 Setembro 2013

A Banca anda a brincar com assuntos sérios

Filed under: economia,Portugal — orlando braga @ 9:01 am
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Leio a notícia de que as taxas de juro para o financiamento das PME (pequenas e médias empresas) aumentaram em Portugal durante o Verão, ao passo que as taxas de juro cobradas pelos Bancos em Espanha e Itália, às PME desses países, baixaram.

A justificação da Banca portuguesa – que funciona em cartel – é a de que “em Portugal houve crise política em Julho”, o que quer significar que em Espanha e em Itália não houve crise política.

Ora, em Espanha, a crise política é contínua com a ameaça independentista permanente das nacionalidades; e mais, as autonomias nacionais de Espanha – Catalunha, Galiza, País Basco, Andaluzia, etc. – não só não cortam nas despesas públicas, como no caso da Catalunha ainda as aumentaram. O défice público espanhol está longe de estar controlado e é muito maior (em % do PIB) do que o português.

Em Itália, a ameaça de crise política é uma tradição. O actual governo italiano está preso por um fio, ao contrário do que se passa em Portugal, onde existe uma maioria parlamentar muito confortável.

Portanto, a desculpa da “crise política” para os Bancos aumentarem as taxas de juro às PME portuguesas, não faz sentido. Em Portugal, a Banca cospe no prato que há-de comer; ou então, já consideram um país inteiro como massa falida – e neste caso, o Estado português terá a palavra final sobre a existência de alguns Bancos no nosso país.

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