perspectivas

Domingo, 10 Julho 2016

Sobre Durão Barroso e a Goldman Sachs

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:14 am
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Já que toda a gente fala da ida de Durão Barroso para a Goldman Sachs, também tenho direito. Em primeiro lugar, “coincidiu” que ele fosse chamado ao Banco semanas depois do Brexit. Yo no creo en brujas; pero que las hay, ¡las hay!

Depois, o meu problema não é o de que um determinado político em fim de carreira seja convidado a exercer funções em um Banco; penso que não devemos transformar a carreira política em um estigma; estamos cansados de puritanos estalinistas ou trotskistas.

O meu problema é com o Durão Barroso enquanto pessoa, entendida em si mesma.

Ainda hoje não entendi como é possível um indivíduo ter sido maoísta enquanto estudante universitário, e hoje ser funcionário da Goldman Sachs. durao

É o próprio indivíduo — Durão Barroso — que me repugna. É a sua incoerência — vendida à utilidade que marca a sua congenialidade visível naquele beque aquilino — neste tempo da Europa em que as relações sociais estão mercantilizadas.

Durão Barroso não é o “cherne” que diziam dele: é um bagre; não tem escamas, e é o único parasita vertebrado que ataca o ser humano.

Terça-feira, 1 Julho 2014

Durão Barroso e a CIA

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 8:41 pm
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“La vérité sur ce personnage mérite quelques précisions. L’ambassadeur des États-Unis au Portugal à l’époque, Franck Carlucci, dépêché par Washington pour ramener le Portugal dans le droit chemin, n’est pas étranger à la reconversion de Barroso.

Agent de top niveau de la CIA, Carlucci manipulait et finançait le MRPP. Il découvrait dans le jeune José Manuel un talent d’avenir. Sur les conseils de son nouveau protecteur, Barroso adhérait au Parti social-démocrate (PSD) et gravissait tous les échelons de la hiérarchie. Jusqu’au poste de Premier ministre. L’Union européenne peut donc se satisfaire d’avoir eu à sa tête jusqu’à aujourd’hui un candidat choisi, formaté et propulsé par la CIA.”

Commission européenne : Barroso et Juncker, anciens maoïste et trotskiste repérés par la CIA

Segunda-feira, 17 Março 2014

O Estado de Direito é aquilo que o leviatão da União Europeia quiser que seja

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:07 am
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Para a União Europeia de Durão Barroso e de Viviane Reding, um Estado de Direito é um Estado que obedece aos ditames do leviatão de Bruxelas. Ponto final. Qualquer Estado que não cumpra as ordens de Bruxelas passa a ser classificado, pelos donos do leviatão europeu, como um “Estado de Não-Direito”, ou seja, um Estado pária.

european-unionImaginemos, por exemplo, que um partido nacionalista tinha uma votação, para o parlamento português, de 30% dos votos expressos — o que significaria que se transformaria provavelmente no segundo partido mais votado. Perante este cenário, Bruxelas declararia que Portugal não é um Estado de Direito, seguindo três etapas de condenação do Estado português:

A primeira etapa é chamada de “Aviso de Estado de Direito”. Trata-se de um aviso: “ou tás quetinho, ou levas no focinho”. Através do aviso, o leviatão europeu pretende um “diálogo” que convença os portugueses que o tal partido nacionalista terá que ser “convertido ao leviatão”; ou então, o povo português “leva no focinho”.

Se o problema não ficar resolvido com o “Aviso de Estado de Direito”, o leviatão da União Europeia entra na segunda fase de repressão política e emite uma “Recomendação de Estado de Direito”, tornada pública e que é uma espécie de ultimato: “Ou obedeces ao leviatão, ou, em alternativa, vê lá se obedeces ao leviatão! Põe-te fino, que lambão já és! Vê se te abispas, porque pareces um frade menor! Deixa de ser cão que não conhece o dono!”.

Se o ultimato não surte efeito, o leviatão entra na terceira fase de repressão política e opta pelo “toma lá!, que já almoçaste!”: aplica o artigo 7 do Tratado de Lisboa, que permite a suspensão de um Estado dos seus direitos de voto no Conselho Europeu devido a “risco de violação grave” do Estado de Direito.

O novo sistema de Durão Barroso e da Viviane Reding (a amicíssima da nossa ministra da justiça) permite contornar o espírito do artigo 7 do Tratado de Lisboa, condenando publicamente um Estado que apenas reconhece a legitimidade dos votos expressos nas urnas. Ou seja, o Estado de Direito é aquilo que o leviatão da União Europeia quiser que seja.

Quarta-feira, 6 Novembro 2013

O populismo negativo de Durão Barroso

 

durrao barroso e o TC

Existe uma certa lógica política que se baseia na seguinte ideia: se uma sondagem de opinião, provavelmente manipulada pelos me®dia, demonstrar que a maioria do povo é contra a Constituição, então segue-se que o Tribunal Constitucional deve fazer vista grossa em relação às medidas inconstitucionais do governo do Pernalonga, e anular de facto o texto constitucional.

É neste contexto ideológico que se interpreta a pressão política do burocrata europeísta Durão Barroso sobre o Tribunal Constitucional. Eu sou a favor dos referendos, mas o que Durão Barroso defende aqui não é um referendo: é, em vez disso, a manipulação da opinião pública.

Eu sou de opinião que se deveria referendar a Constituição; ou melhor: deveria fazer-se um plebiscito sobre uma eventual nova versão da Constituição. Mas não é isso que está implícito nas declarações do burocrata Durão Barroso: o que ele pretende é um golpe-de-estado constitucional a reboque de uma putativa tendência da opinião pública disciplinada através de uma argumentação ad Baculum. Estamos em presença de um populismo negativo.

Terça-feira, 5 Novembro 2013

A União Europeia é exactamente o contrário dos Estados Unidos

 

Na União Europeia, o poder burocrático de Bruxelas tende a impor-se despoticamente em áreas de jurisdição dos Estados — por exemplo, na Justiça ou na política dos costumes —, ao passo que na área da economia e finanças, a União Europeia deixa cada Estado entregue a si próprio.

Nos Estados Unidos, é o contrário: cada Estado tem autonomia alargada e liberdade nas áreas da Justiça e nos costumes, e, por outro lado, existe uma solidariedade do governo federal americano em relação às catástrofes económicas e financeiras que possam ocorrer em cada Estado.

Ainda hoje, nos Estados Unidos, e em relação a determinados crimes menores ou pagamento de multas, estes são aplicáveis num Estado e já não são aplicáveis noutro Estado, mesmo sendo vizinho. Existe uma certa autonomia estatal na área da Justiça e liberdade na área dos costumes: por exemplo, ainda há pouco tempo o Estado do Texas reduziu o prazo do aborto legal para as 20 semanas, o que não coincide com o prazo do aborto legal em outros Estados americanos. Em contraponto, quando, por exemplo, o Estado do Wisconsin (republicano) teve, há pouco tempo, uma crise financeira de endividamento excessivo, o governo federal de Obama apoiou financeiramente o Estado do Wisconsin com taxas de juro praticamente a zero.

Viviane Reding

Na União Europeia, é exactamente o contrário dos Estados Unidos. Enquanto os países com endividamento excessivo são abandonados à sua sorte, e a alegada “ajuda” da União Europeia é taxada com juros na casa dos 5%, duas bestas sagradas da burocracia do leviatão europeu — Durão Barroso e Viviane Reding — defendem o reforço do poder central de Bruxelas sobre os Estados, nas áreas da Justiça e dos costumes.

«To this end, Reding made three concrete proposals: (1) strengthen the role of the Commission and the CJEU within Article 7 TEU, (2) confer additional competences to the EU Fundamental Rights Agency (FRA), and (3) extend the scope of the EU Fundamental Rights Charter to all actions by individual Member States (currently it only applies to the EU itself).»

Commissioner Reding’s New Power Grab

Sábado, 17 Agosto 2013

Durão Barroso recusa qualquer imagem de Jesus Cristo nas moedas de Euro

A União Europeia de Durão Barroso censurou a pretensão do Principado de Andorra de cunhar moedas de 10, 20 e 50 cêntimos de Euro com a imagem do Cristo Pantocrator.

« La Principauté d’Andorre prépare de nouvelles frappes monétaires pour les pièces de 10, 20 et 50 centimes d’euros, qui seront diffusées à partir du 1er janvier 2014. Sur la face de ces pièces laissée à l’initiative des pays qui ont adopté l’euro, le ministère des Finances de la principauté avait choisi une double illustration : à droite, le campanile de l’église Santa Coloma (sainte Colombe), ajouté à cette église préromane au XIIe siècle ; à gauche, le visage du Christ “Pantocrator” tiré de la fresque qui orne l’église Sant Marti (saint Martin) de la Cortinada, qui date de la fin du XIIe siècle.

L’Union Européenne a refusé que l’image du Christ figure sur une pièce de monnaie circulant sur son “territoire” et elle a suggéré au ministère des Finances andorran “de reconsidérer le projet pour ne pas rompre le principe de neutralité en matière de croyance religieuse ” ! »

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Moeda eslovena de 1 Euro recusada por Durão Barroso

Sábado, 4 Maio 2013

Durão Barroso confunde unanimidade com unanimismo

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:50 pm
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Alguém deveria explicar a Durão Barroso qual a diferença entre unanimidade, por um lado, e unanimismo, por outro lado – porque, na União Europeia, a política é exactamente como um jogo de futebol de selecções nacionais: jogam onze contra onze, e no fim quem ganha é a Alemanha.


Jose-Manuel-Barroso 200 web png.pngO presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, defende numa entrevista a ser publicada no domingo a chanceler Angela Merkel face às críticas sobre a disciplina orçamental imposta pela Alemanha.

“O que acontece em França ou em Portugal não é culpa de Merkel ou da Alemanha”, afirmou Durão Barroso, numa entrevista a ser publicada no domingo no jornal alemão Welt am Sonntag, citada pela agência de notícias France Presse.

As decisões no seio do Eurogrupo são sempre tomadas por unanimidade . É totalmente injusto apresentar as medidas como se fossem impostas por um único país ou por uma só instituição”, disse Barroso, acrescentando que também é “vítima” dessas tentativas de atribuir as medidas a alguém em concreto.

Durão Barroso sai em defesa da chanceler Angela Merkel

Segunda-feira, 22 Abril 2013

Arbeit macht Frei, Herr Durão Barroso!

Filed under: Europa,IV Reich — O. Braga @ 7:40 pm
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“Segundo Durão Barroso, há a tendência, em alguns Estados-membros, em “simplificar”, com os países da periferia, por um lado, a considerarem que “os problemas que têm não foram criados por si, mas por alguém, regra geral Berlim ou as instituições europeias ou o Fundo Monetário Internacional”, o que, disse, não corresponde à verdade.”

Barroso critica “preconceitos” e garante que portugueses são “extremamente trabalhadores”

 

O discurso de Durão Barroso enoja. Se há alguma coisa que portugueses, espanhóis e irlandeses (os gregos e cipriotas são um caso à parte) sempre aceitaram foi a responsabilidade da governança nacional pretérita na geração da crise económica e financeira. A ideia segundo a qual “o problema é de Berlim”, surgiu mais tarde, após um ano de governo de Passos Coelho, decorrente da falência evidente das políticas da Troika. Dizer que os portugueses, à partida, culparam Berlim da crise portuguesa, é uma mentira redonda: só quem não conhece a história recente de Portugal ou esteja de má-fé pode afirmar uma coisa dessas.

A culpabilização de Berlim surgiu mais tarde, já na segunda metade de 2012, depois de Passos Coelho ter tentado impor a alteração da TSU. É de recordar que eu defendi aqui, neste blogue, a intervenção do FMI em Outubro de 2010! Porém, quando nós verificamos que o programa da Troika, imposto sem negociação a Portugal, contém erros clamorosos — incluindo erros de Excel! — e que se transformou em um acto gratuito da Alemanha, é inaceitável que Durão Barroso venha com este discurso de branqueamento das políticas oficiais alemãs.

Durão Barroso esquece-se de uma coisa: os judeus também eram considerados “muito bons trabalhadores” pelos alemães, durante a II Guerra Mundial. Diziam os alemães que “o trabalho liberta”; e, vai daí, trataram de “libertar” cinco milhões de judeus.

merkel arbeit web

Domingo, 14 Abril 2013

A perseguição da União Europeia à Hungria continua

Le président de la Commission européenne, José Manuel Barroso, a écrit hier au premier ministre hongrois, Viktor Orban, pour se plaindre une fois de plus des dernières modifications de la Constitution du pays. Une étude des services de la Commission confirme que celle-ci a « de graves inquiétudes quant à la compatibilité de la quatrième modification de la loi fondamentale hongroise avec les règles de l’Union européenne et avec le principe de l’Etat de droit ». (via)

Quinta-feira, 17 Janeiro 2013

¿ Faz algum sentido obrigar as empresas a ter 40% de mulheres nos conselhos de administração ?

BRUSSELS – Most national parliaments in EU countries say the European Commission should go ahead with a law on female quotas on corporate boards. But six disagree.

via EUobserver.com / Justice & Home Affairs / Parliaments back EU-level gender quota law.

A União Europeia, através da comissária feminista e abortista Viviane Reading, pretende impor a todos as empresas da União Europeia uma quota mínima de 40% de mulheres nos respectivos conselhos de administração.

A respectiva lei / directiva já foi aprovada, com a oposição da República Checa, Dinamarca, Reino Unido, Polónia, Suécia e Holanda. Mas a oposição destes países não adianta nada porque já perderam a sua soberania, e vão ser obrigados a aplicar esta lei lunática.

¿ Será que as mulheres são uma espécie de deficientes mentais que precisam de quotas ?

ceo females

Esta lei tem uma vantagem para os homens dos conselhos de administração: as mulheres ficam a fazer croché, e os homens em reunião. Nos intervalos da reuniões, as mulheres interrompem o croché e sempre “dão uma mãozinha”.


Deixando agora a ironia: esta lei é ideologicamente contraditória, tendo em conta a radicalização do princípio da autonomia do indivíduo que prevalece na União Europeia. Se a autonomia do indivíduo é, nesta União Europeia, levada a um extremo tal que justifica o aborto, a eutanásia, o “casamento” gay, etc., então não faz sentido que se imponha aos gestores e donos das empresas o tipo de pessoa com que tenham que trabalhar todos os dias. Essa imposição é a negação do princípio de autonomia aplicado a esses indivíduos.

durao palhaço web

Os burocratas de Bruxelas não fazem a mínima ideia do que é uma empresa — por exemplo, Durão Barroso nunca trabalhou numa empresa. Aliás, deve-se dizer que Durão Barroso foi o pior presidente da comissão europeia: e até para Portugal, a sua presença na União Europeia tem sido prejudicial, porque nos coarcta a acção política de reivindicação a nível europeu. Durão Barroso tem sido o catalisador da mordaça política a que Portugal tem sido sujeito neste tempo de crise.

Adenda: o que faria sentido seria a criação de linhas de crédito bancárias especiais para mulheres organizarem o seu próprio negócio. Isso é que seria inteligente! Lá diz o velho ditado chinês: “se vires alguém com fome, ensina-a a pescar”.

Terça-feira, 20 Novembro 2012

União Europeia proíbe moeda de 2 Euro da Eslováquia

Na ocasião da comemoração dos 1150 anos de São Cirilo e São Metódio, a Eslováquia emitiu uma moeda de 2 Euro conforme imagem abaixo.

A União Europeia mandou recolher a tiragem de moedas alegando que existe uma cruz na efígie da moeda o que, segundo a comissão europeia de Durão Barroso, é proibido.

Adenda: recordo que o povo eslovaco lutou durante décadas a favor da liberdade religiosa, e muitos cidadãos eslovacos foram assassinados pelos comunistas pela sua persistência nessa luta.

Fontes várias:

Segunda-feira, 22 Outubro 2012

¿Quem Manda?

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:37 pm
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La canciller alemana, Angela Merkel, ha prometido a Irlanda un trato “especial” sobre la recapitalización directa de la banca a cargo del fondo de rescate de la UE.

Merkel habló este domingo con el primer ministro irlandés, Enda Kenny, tras asegurar la semana pasada que España no se beneficiará de este instrumento con carácter retroactivo.

via Merkel sí confía en Irlanda y abre la puerta al rescate directo de su banca – Libre Mercado.

‘Quem parte e reparte, e não fica com a melhor parte, ou é burro ou não tem arte’

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