perspectivas

Sábado, 18 Junho 2011

Um exemplo do paradoxo do ambientalismo moderno

Quero, desde já, fazer aqui uma declaração: eu gosto de cães.

Soube aqui que na cidade de Berlim são recolhidas das suas ruas, todos os dias, 55 toneladas de excrementos de cão; e que, segundo contas feitas, essas 55 toneladas equivalem ao volume ocupado por 46 automóveis da marca Ford Focus — e isto, diariamente.

Não seria de admirar que a esmagadora maioria dos donos dos cães berlinenses fosse ecologista e a favor da redução dos gases antropogénicos que alegadamente causam o “aquecimento global”. De certa forma, hoje e em termos de juízo universal, ter um cão animal em casa pretende substituir uma criança.

Segunda-feira, 22 Março 2010

Paulo Rangel diz que no seu “entendimento jurídico, os animais não têm direitos”

Paulo Rangel diz que no seu “entendimento jurídico, os animais não têm direitos.”

O entendimento jurídico de Paulo Rangel é irrelevante porque o direito positivo consagra uma coisa hoje e amanhã pode consagrar outra coisa mesmo totalmente diferente; o direito positivo moderno passou a ser a causa de si próprio, de uma forma cada vez mais arbitrária e reduzindo muitas vezes a norma ao facto (naquilo a que se chama o “acomodar” todas as situações ― mesmo as mais abstrusas ― ao direito). A lei do “casamento” gay ― que Paulo Rangel defende tal como está ― é um exemplo de como o direito positivo reduz a norma ao facto. Ora a filosofia já há muito tempo que segue a evidência de G. E. Moore de acordo com a qual não é possível deduzir valores e normas dos factos. Quem faz isso ocorre num “sofisma naturalista”.
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