perspectivas

Sexta-feira, 13 Novembro 2015

O Rei não é um presidente da república

Filed under: Portugal — O. Braga @ 6:03 pm
Tags: ,

 

Quando o Príncipe do Liechtenstein — que é uma monarquia constitucional — se viu confrontado com uma lei do aborto proposta pelo parlamento, não só vetou a lei como também ameaçou abdicar do cargo se a lei não fosse revogada. E a lei do aborto acabou por ser revogada no Liechtenstein.

Este é apenas um exemplo que ilustra por que razão o João Távora está errado (e o D. Duarte Pio também).

djoao2O João Távora faz uma confusão quando diz que “o rei não pode entrar em conflito com os partidos do parlamento de que não gosta”; não é uma questão de “gostar” ou “deixar de gostar”: é uma questão de valores e de convicções. Se o João Távora e D. Duarte Pio não sabem o que são valores, então não se distinguem de um qualquer político que não age segundo aquilo que pensa, mas antes age segundo aquilo que lhe parece ser mais eficaz. Ora, o Rei não é um político qualquer (não faz parte da classe política).

Se existisse, por absurdo, um partido neonazi coligado com o Partido Social Democrata e o CDS/PP, o João Távora acharia certamente que o Rei deveria dar posse a um governo dessa coligação, embora “existissem riscos”. O problema é o de saber se um partido neonazi e/ou o partido estalinista devem fazer parte do espectro partidário legal e legítimo.


Parece-me que o João Távora não percebeu ainda o que é um Rei. Um Rei não é uma espécie de presidente da república — e parece-me que Cavaco Silva procura emular um verdadeiro Rei.

O fundamento da legitimidade do Rei é um fundamento metajurídico. Embora seja o garante da Constituição, o Rei (enquanto símbolo) está antes da Constituição. E é por isto que um Rei não é republicano.

Se fosse verdade, como diz o João Távora, que “o Rei só se deve pronunciar sobre questões que toquem a sua consciência ou naquelas em que pressentir choque com a cultura social predominante”, então Príncipe do Liechtenstein teria promulgado a lei do aborto no seu (dele) país proposta pela maioria do parlamento; mas não o fez — porque o símbolo do Rei ultrapassa os recursos da jurisprudência e precisa de ser analisado de forma não convencional.

Anúncios

Segunda-feira, 6 Julho 2015

A esperança esboroa-se perante tanta estupidez “monárquica”

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 6:44 am
Tags: ,

Os monárquicos portugueses fazem lembrar as palavras de Afonso de Albuquerque, Vice-rei da Índia, na hora da sua morte: “Mal com os homens por amor d’ El Rei, mal com El Rei por amor dos homens. O melhor é acabar…”

Vemos em baixo, na imagem, um membro da comunidade da “Monarquia Constitucional” no FaceBook a dar razão a um texto que provocaria apoteose nos membros da comunidade “Monarquia Tradicional” no mesmo FaceBook.

fora-com-dom-duarte

Mas, se seguirmos a lógica das coisas, Monarquia Constitucional e Monarquia Tradicional são incompatíveis — porque a Monarquia Tradicional segue as ideias de António Sardinha que foi republicano durante a monarquia e que passou a ser monárquico na república. A coerência e a consistência de António Sardinha diz tudo acerca do tipo de “Monarquia Tradicional” que se defende em Portugal — para além de o próprio D. Miguel, irmão de D. Pedro IV (D. Pedro I do Brasil), ter assinado, em 26 de Fevereiro de 1828 e sob palavra de honra, a Carta Constitucional, depois de já ter aceite a proposta do seu (dele) irmão para se casar com a filha de D. Pedro, D. Maria da Glória (para além da honra pútrida, o incesto permitido) e governar sob as leis liberais.

Se esta gente tivesse dois dedos de testa, nunca um adepto da Monarquia Constitucional subscreveria um texto que critica a Monarquia Constitucional; e nunca um adepto da Monarquia Tradicional pretenderia regredir ao Absolutismo Monárquico. Os “monárquicos” portugueses são revolucionários no pior sentido: no sentido histórico caracterizado pela pulverização política e ideológica iniciada pelo protestantismo no século XVI. Assim como a Esquerda se pulveriza em pequenos grupelhos, assim os “monárquicos” portugueses atomizam o movimento monárquico.

Depois de eu ter sido hostilizado e maltratado na comunidade “Monarquia Tradicional” no FaceBook, cliquei num botão e saí; e depois de verificar as incongruências da comunidade “Monarquia Constitucional” no mesmo FaceBook, voltei a clicar no botão. Perante tanta estupidez, há sempre um botão que nos ajuda.

¿Mas por quê tanta animosidade em relação a D. Duarte Pio?! Será por que ele vive no século XXI?

blog familia

Pior do que a utopia, é a ucronia: porque o utopista é um sonhador, a utopia é uma simples quimera ou a descrição concreta da organização de uma sociedade ideal — ao passo que a ucronia valida o contra-factual, o que é sinal de grave deficiência cognitiva.

Quarta-feira, 4 Fevereiro 2015

Os erros da “não-esquerda” continuam

 

O Bispo de Braga diz que os portugueses têm mais coisas importantes em que pensar em vez de estarem preocupados com a adopção de crianças por pares de invertidos. Ou seja, para o Bispo de Braga é uma questão de prioridade, e não de legitimidade, a discussão da adopção de crianças por pares de invertidos. Este erro já foi cometido  várias vezes pelos “conservadores” e a Esquerda radical ganhou sempre.

Não é uma questão de a adopção de crianças por pares de invertidos ser mais prioritária ou menos prioritária: a questão é que a adopção de crianças por pares de invertidos, para além de ir contra o interesse da criança, é um aberração cultural, mina os fundamentos culturais da família natural — e, por isso, mina o futuro da nossa sociedade —, serve apenas os interesses políticos dos adultos homossexuais, não é um direito natural gay mas antes é um privilégio, pretende tornar igual aquilo que não é nem nunca será igual, atenta contra o princípio de igualdade natural exarado na Constituição, e portanto nem sequer deve ser colocada a questão da adopção de crianças por pares de invertidos. Está fora de questão e ponto final. Por princípio não vamos discutir o absurdo.

Por outro  lado, D. Duarte Pio diz que o referendo sobre a adopção de crianças por pares de invertidos não deve existir e que o assunto deve ser entregue aos “técnicos”. Ora, D. Duarte Pio deve saber que os “técnicos” são maioritariamente da Esquerda radical — a começar pelo Júlio Machado Vaz. Ou seja, D. Duarte Pio parece concordar com a ideia de que se os “técnicos” decidirem — como decidirão certamente — que uma criança deve ser adoptada por dois gays, então a adopção é acertada. Não é preciso referendo.

A questão é a seguinte: ¿é absurdo referendar o absurdo?

Em princípio, é absurdo referendar o absurdo. Não faz sentido um referendo, por exemplo, em que o povo se pronuncie acerca dos direitos dos extraterrestres. Mas se houver uma elite política constituída maioritariamente por psicóticos que acredita que os extraterrestres têm direitos, então não devemos entregar aos “técnicos” controlados por essa elite a decisão sobre os putativos direitos dos extraterrestres. Neste caso impõe-se um referendo, como um mal menor — porque de outra forma, essa elite política psicótica imporia a toda a sociedade uma estimulação contraditória e o povo entraria paulatinamente em dissonância cognitiva.

Tanto o Bispo de Braga como D. Duarte Pio assumem posições politicamente correctas. É lamentável. É assim que o radicalismo psicótico de Esquerda vai ganhando terreno.

Segunda-feira, 2 Dezembro 2013

Mensagem de S.A.R. D. Duarte Pio de Bragança

Filed under: Geral — O. Braga @ 8:24 am
Tags: ,

 

Segunda-feira, 18 Fevereiro 2013

O Rei é um símbolo da Nação, e não um mero signo da política

Filed under: cultura,Portugal,Ut Edita — O. Braga @ 6:49 am
Tags: ,

Um símbolo tem um representado; tem uma representação. Um símbolo não é um sinal ou um signo. O signo ou sinal é mais ou menos arbitrário: pode ser mudado sem que se altere o seu significado; um símbolo não pode ser mudado sem que se extinga aquilo que ele representa (e vice-versa). Para além do significado cultural que os signos ou sinais também podem ter, os símbolos têm um significado espiritual que é intersubjectivo e universal. Essa é a diferença entre a hermenêutica e a semiótica: a primeira estuda os símbolos e a segunda os signos ou sinais.
(more…)

Sexta-feira, 1 Fevereiro 2013

O Rei morreu. Viva o Rei!

Filed under: Maçonaria,Portugal — O. Braga @ 9:31 am
Tags: ,

Em 1 de Fevereiro de 1908, os assassinos da maçonaria, através da sua subsidiária Carbonária, mataram o Rei D. Carlos I, instituindo um regime jacobino radical em Portugal que, para desgraça dos portugueses, dura até hoje.

Se o Rei morreu, que Viva o Rei!

D. Duarte Pio de Bragança

D. Duarte Pio de Bragança

Quinta-feira, 6 Setembro 2012

Precisamos do Rei

Filed under: Portugal — O. Braga @ 7:42 pm
Tags: ,

http://youtu.be/keu-JVkotOE

Sexta-feira, 25 Setembro 2009

D. Duarte Pio: “Caso das escutas não seria possível em monarquia”

Filed under: Portugal — O. Braga @ 3:22 pm
Tags: , , , ,

O Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, diz que se nota “instabilidade e falta de confiança” nas instituições que existem actualmente em Portugal.

A um ano do centenário da implantação da República em Portugal, D. Duarte sustenta: “Se observarmos as monarquias actuais, não encontro casos deste género. De um modo geral os governos nas monarquias têm o máximo cuidado em evitar fragilizar a própria chefia de Estado. Há uma grande cumplicidade” entre ambos, nota.

Segundo o pretendente ao trono português, “a grande preocupação dos governos é não fragilizar a instituição Real que simboliza o país e tem de ser preservada a todo o custo”. É por isso que “os assuntos acabam por não ter consequência para a estabilidade do país”, referiu o Duque de Bragança em entrevista à Agência Lusa.

O “caso das escutas”, assinala o Duque, cria “instabilidade e falta de confiança” dos portugueses nas instituições, o que constitui um “perigoso inconveniente” para a coesão do país.

No que refere ao papel de Cavaco Silva no alegado “caso das escutas”, Dom Duarte Pio defende que os portugueses devem confiar no papel do Presidente da República e “acreditar” que Cavaco Silva “está de toda a boa fé” a tentar que o assunto “não cause problemas políticos” no período pré-eleitoral.

Ler o resto…

Domingo, 11 Maio 2008

Os monárquicos do passado

Filed under: Portugal — O. Braga @ 2:45 pm
Tags: , , ,

Existe um site que ataca ferozmente D. Duarte Pio, basicamente com os seguintes argumentos:

  1. D. Miguel, embora filho de D. Carlota Joaquina (filho da mãe, toda a gente é; do pai, sempre pode ser ou não), rainha de Portugal, não era filho de D. João VI; por isso, D. Duarte Pio, bisneto de D. Miguel, não teria direito aos títulos de Duque de Bragança e de Rei.
  2. Assim, a verdadeira herdeira ao trono seria D. Maria Pia, presumivelmente filha ilegítima de D. Manuel II (filho da mãe, toda a gente é; do pai, sempre pode ser ou não); mas como D. Maria Pia já morreu e não deixou filhos, o herdeiro ao trono português seria (na opinião do site) o viúvo de D. Maria Pia, um italiano de nascimento e de nacionalidade.

(more…)

Segunda-feira, 10 Março 2008

O complexo de inferioridade brasileiro

Filed under: Portugal — O. Braga @ 7:20 pm
Tags: , , ,

Bem patente aqui.

Site no WordPress.com.