perspectivas

Quarta-feira, 2 Abril 2014

Quem provoca quem? Cuidado com os Neocons americanos!

Filed under: Política — O. Braga @ 8:25 pm
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«Ukraine’s parliament on Tuesday approved a series of joint military exercises with NATO countries that would put US troops in direct proximity to Russian forces in the annexed Crimea peninsula.

“This is a good opportunity to develop our armed forces,” acting defence minister Mykhailo Koval told Verkhovna Rada lawmakers ahead of the 235-0 vote.

The decision came as NATO foreign ministers gathered in Brussels for a two-day meeting dominated by concern over the recent buildup of Russian forces near Crimea that US officials estimate had at one point reached about 40,000 troops.»

–> Ukraine agrees to host NATO war games


«A Rússia tem tudo preparado para invadir a Ucrânia nos próximos cinco dias, avisa o comandante da NATO na Europa.

Philip Breedlove descreveu a situação na fronteira entre os dois países como sendo “incrivelmente preocupante”. O comandante afirma que ontem à noite a NATO detectou movimentações das tropas russas que considerou suspeitas.»

–> Rússia poderá invadir a Ucrânia ‘nos próximos 5 dias’

É tempo de Portugal sair da NATO/OTAN.

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Segunda-feira, 31 Março 2014

Os "católicos fervorosos" e a perseguição dos católicos na Crimeia

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 4:56 pm
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A Igreja Católica Grega da Ucrânia não é a mesma coisa que Igreja Católica Apostólica Romana.

A Igreja Católica Grega da Ucrânia é uma Igreja sui juris que está em comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana — assim como, por exemplo, a Igreja Copta do Egipto é uma Igreja sui juris  que está em comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana.

Afirmar que a Igreja Católica Grega da Ucrânia é a mesma coisa que a Igreja Católica Apostólica Romana, é falso — inclusivamente, os ritos são diferentes! A Igreja Católica Grega da Ucrânia é uma Igreja nacional, ao passo que a Igreja Católica Apostólica Romana é uma Igreja universal.

Sendo uma Igreja estritamente nacional e nacionalista, a Igreja Católica Grega da Ucrânia acaba por ter conexões políticas acentuadas em relação à esfera do nacionalismo político ucraniano. E é neste contexto nacionalista e político que caracteriza a Igreja Católica Grega da Ucrânia1 que se verificam as alegadas perseguições à Igreja Católica Grega da Ucrânia, na Crimeia.

Portanto, quando alguns católicos fervorosos vêm dizer que “os católicos estão a ser perseguidos na Crimeia”, estão a confundir a Igreja Católica Grega da Ucrânia, que é uma Igreja nacionalista ucraniana, por um lado, e a Igreja Católica Apostólica Romana, que é, por longa tradição, uma Igreja que existe acima ou para além das nacionalidades.

Qualquer perseguição religiosa é condenável — incluindo a perseguição religiosa encapotada, em relação à Igreja Católica Apostólica Romana, que acontece nos países europeus ditos “democráticos”, como por exemplo, a Inglaterra, a Bélgica e os países nórdicos. Por exemplo, a Igreja Católica Apostólica Romana teve recentemente que abandonar a actividade de infantários e de adopção de crianças em Inglaterra, porque recusou a adopção de crianças por pares de invertidos imposta por lei.

Impôr a uma religião, de uma forma coerciva e utilizando a força bruta do Estado, uma lei que contrarie os princípios dessa religião, também é uma forma de perseguição religiosa.

Nota
1. nacionalismo que a Igreja Católica Apostólica Romana não tem, porque existe o Estado do Vaticano que elimina as múltiplas “nacionalidades católicas”, e por isso é que este papa é criticável por não assumir o passaporte do Vaticano.

Domingo, 16 Março 2014

A União Europeia é naturalmente anti-democrática

Filed under: Democracia em perigo — O. Braga @ 8:20 pm
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80% dos habitantes da Crimeia (¿os “crimeios”?) foram a votos, e 93% dos votos defenderam a integração da Crimeia na Rússia.

A União Europeia não reconheceu este referendo — assim como também não reconheceu os referendos da Holanda e da Irlanda sobre o Tratado de Lisboa!

A União Europeia não reconhece a legitimidade de qualquer referendo, seja qual for. A União Europeia tem uma alergia endémica e natural aos referendos. Faz parte do ADN da União Europeia odiar referendos. Em toda a história da União Europeia depois do Tratado de Maastricht, nunca o leviatão de Bruxelas reconheceu qualquer referendo excepto o do Kosovo.

Tem mais legitimidade o referendo na Crimeia, com 80% de adesão, do que qualquer eleição presidencial nos Estados Unidos desde 1900.

Há por aí uns “conservadores cristãos” que concordam com o conceito de “democracia” da União Europeia.

Quinta-feira, 13 Março 2014

A CIA americana colabora com neonazis na Ucrânia

Filed under: Política — O. Braga @ 8:50 am
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Quarta-feira, 12 Março 2014

Entre os euro-asianos e os neocons, que venha o diabo e escolha

Filed under: Política — O. Braga @ 9:33 pm
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Na polémica em torno de Aleksandr Dugin, devemos optar por uma análise crítica, em vez de ceder a qualquer ideologia. Ambas as partes — os chamados “euro-asianos” russos, por um lado, e os neocons americanos, por outro lado — utilizam o argumento da “legitimidade” na sua propaganda política. Isto leva-nos a uma situação de double blind.

A narrativa de ambas as partes escora-se em um jogo de sombras e de alegados “factos” que não estão comprovados. ¿O que se passou, realmente e em detalhe, na praça Maidan, em Kiev? A verdade é que não sabemos ao certo; e se os factos estão a ser manipulados, de um lado e do outro, não devemos ter opinião baseada em terias da conspiração (de ambos os lados).

Sabemos o seguinte (isto são factos):

as metralhadoras1/ o regime de Kiev derrubado era altamente corrupto e era apoiado politicamente pela Rússia.

2/ o regime de Kiev foi derrubado com o apoio da CIA e dos neocons americanos.

3/ os Estados Unidos pretendem que a Ucrânia passe a integrar a NATO (ou OTAN), à revelia dos tratados entre os Estados Unidos e a Rússia acerca da Ucrânia. Ou seja, os Estados Unidos dão, agora, o dito pelo não dito.

4/ a extrema-direita ucraniana (neonazi) apoiou o golpe-de-estado ucraniano apoiado pelos Estados Unidos.

5/ a ideologia de Aleksandr Dugin é anti-judaica (ou anti-semita, se preferirem).

6/ o Cristianismo de Aleksandr Dugin é instrumental: é um meio de acção política e ideológica, e não um fim em si mesmo. O pensamento de Dugin é determinista e gnóstico, o que está em profunda contradição com o Cristianismo propriamente dito.

7/ tal como os nazis alemães pensavam a raça alemã como sendo uma raça superior, o euro-asianismo de Aleksandr Dugin pensa a raça eslava como sendo uma raça superior.

8/ os neocons americanos e a CIA têm cometido erros sucessivos com as intervenções em vários países do mundo: Kosovo, Iraque, Líbia, Síria, e agora na Ucrânia. Isto é um facto. A exportação da “democracia” é vista pelos neocons americanos como uma forma de controlo político de outros países. Ou seja, para os neocons, a democracia não é um fim em si mesma, mas antes um meio de controlo político, cultural, económico e social de outros países.

E, por outro lado, os Estados Unidos — que têm, por exemplo, a pena de morte — utilizam sistematicamente o argumento dos “direitos humanos” para poderem intervir em outros países (por exemplo, no Panamá, em 1989). Ou seja: para os Estados Unidos não são os direitos humanos, considerados em si mesmos, que contam: o que conta é aquilo que se pode controlar económica e politicamente utilizando o argumento dos “direitos humanos”.

9/ de um lado e doutro, não são “flores que se cheirem”. Qualquer pessoa que tome partido nesta contenda, está comprometida ideologicamente (ideologia política) com uma das duas agendas políticas. Isto também é um facto.

Segunda-feira, 10 Março 2014

Esta gente está a fazer de você um estúpido!

 

Você considera-se estúpido? Não?! Não adianta o que você pensa de si mesmo: você é estúpido!, quer queira, quer não queira.

angela-merkel-ue-webDepois do que os Estados Unidos, a União Europeia e a NATO fizeram no Kosovo, Angela Merkel diz agora a Putin que um referendo na Crimeia é ilegal. Ou seja, o referendo no Kosovo foi legal, mas o da Crimeia já não é.

Percebeu? Não?!!!!! Então você é estúpido!

Repare-se numa coisa: eu não sou a favor da Rússia. O que eu recuso é ser classificado de estúpido.

Chateia-me ser estúpido! Mesmo os estúpidos não gostam de ser estúpidos. É um direito que nos assiste, a recusa a ser catalogado de estúpido. Um verdadeiro estúpido, porém, é aquele que aceita que o referendo no Kosovo tenha sido legal, mas que o referendo na Crimeia seja agora ilegal. É esse o verdadeiro estúpido!

Mas Angela Merkel não fica por aqui: depois de ter destruído as economias dos países mais pobres da Europa e de ter perdido o debate político, Angela Merkel e os federalistas europeístas pretendem agora a lobotomia das nossas crianças através de lavagens cerebrais nas escolas, e a instalação de um pensamento único na Europa.

Quarta-feira, 5 Março 2014

A propaganda hipócrita dos Estados Unidos acerca da Ucrânia e da Rússia

Filed under: Política — O. Braga @ 3:04 am
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Os Estados Unidos utilizam uma “política dos direitos humanos” para justificar intervenções militares em outros países — por exemplo e recentemente, na Líbia, a mando de Obama — provocando muito mais mortes de pessoas inocentes do que se os americanos estivessem quietos. Ou seja, os “direitos humanos” estão a ser utilizados pelos Estados Unidos para negar o fundamento dos próprios direitos humanos que é o de, em primeiro lugar, poupar e salvar vidas humanas.

Quando os Estados Unidos intervieram militarmente no Panamá em 1989, não havia mandato da ONU que justificasse essa intervenção militar americana. E já nem falo na intervenção militar dos Estados Unidos no Iraque! Aborrece-me que os Estados Unidos possam pensar que podem intervir em qualquer país do mundo sem qualquer mandato da ONU, e simultaneamente pretendam ter uma autoridade moral para censurar qualquer outro país que o faça.

A chamada Primavera Árabe, promovida e apoiada pelos Estados Unidos, já matou mais gente inocente e civil em apenas três anos do que todas as vítimas civis das guerras israelo-árabes juntas desde 1948.

Os Estados Unidos não têm autoridade moral para policiar o mundo. É preciso que os povos da Europa em geral ganhem massa crítica e deixem de confiar na propaganda dos Estados Unidos que controla os me®dia através da pseudo-informação e da sub-informação.

Terça-feira, 4 Março 2014

A Rússia não é a URSS (times they are a changin’)

Filed under: Política — O. Braga @ 1:29 pm
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Uma das características de qualquer ideologia para-totalitária é a necessidade premente de diabolização de um inimigo externo.

Por exemplo, na URSS (ou na actual Coreia do Norte), qualquer deficiência do regime político, qualquer crítica ao sistema soviético era imediatamente denunciada como conspiração anti-comunista que se reforça à medida que o inimigo se vai enfraquecendo (?!); mas, por outro lado, esse inimigo nunca se enfraqueceria se se reforçasse…!

Hoje, os Estados Unidos de Obama necessitam de um inimigo externo, e passaram a diabolizar a Rússia (sondagens recentes revelam que 60% dos americanos não estão satisfeitos com Obama).

A lógica da política externa dos Estados Unidos é, na sua essência, maniqueísta (à semelhança do que aconteceu com o Estalinismo): criação de um inimigo externo, diabolização do inimigo, e a ideia de que a Rússia se reforça porque está já no seu estertor — falando português: segundo os Estados Unidos, a Rússia, alegadamente, está a dar o “peido-mestre”, e por isso é que está mais forte (a mesmo padrão estalinista de “inimigo externo”).

Segundo este raciocínio e discurso de Obama, “a Rússia está do lado errado da História”, ou seja, vemos aqui uma concepção simplista e unilateral de “progresso”, uma visão exclusivista e ocidentalizada da História (à boa maneira do idealismo alemão que descambou no materialismo dialéctico de Karl Marx).

Os “ventos da História” não são aqueles que criam um incêndio que a Rússia não ateou.

O único país do mundo que tem o direito de invadir outro país sem qualquer mandato da ONU, é os Estados Unidos.

A propaganda dos Estados Unidos é a de que “a Rússia de hoje é a mesma coisa que a URSS”. E os me®dia compram alegremente esta tese americana que faz com que o conservadorismo ocidental se torne obamista. No entanto, foram os Estados Unidos que entraram no Iraque sem mandato da ONU. Ou seja, o único país do mundo que tem o direito de invadir outro país sem qualquer mandato da ONU, é os Estados Unidos. E se a Rússia pretende proteger os seus interesses seculares na península da Crimeia, os Estados Unidos vêm a terreiro diabolizar a Rússia, dizendo que esta está do lado errado da História, que não tem o direito de invadir a península (mesmo que não exista ainda propriamente uma invasão!) porque esse direito de invasão de outros países, alegadamente, está reservado aos Estados Unidos.

O que é espantoso é este simplismo, patrocinado pela propaganda americana obamista: a ideia segundo a qual a defesa dos interesses da Rússia tem origem nas teorias de Aleksandr Dugin!, quando, por exemplo, é a extrema-direita ucraniana que defende uma política de animosidade e de conflito em relação à Rússia. Ou seja, o mundo é visto ao contrário em nome de um pan-americanismo. Vemos aqui os fundamentos ideológicos da necessidade do inimigo externo para fazer esquecer a política americana de ataque aos valores da civilização cristã — a promoção cultural do aborto, o “casamento” gay, a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida indiscriminada, as “barriga de aluguer” como negócio e o tráfico de crianças, o eugenismo, etc.., ou seja, tudo aquilo que a actual Rússia combate através de uma aliança com a Igreja Ortodoxa Russa.

Em suma, quando a coerência política dos Estados Unidos está em causa (ou quando a ambiguidade dos Estados Unidos é exposta), o conservadorismo manda a ética às malvas e segue caninamente Obama! Se é certo que a ambiguidade existe em política, qualquer análise política que não recuse essa ambiguidade, e que não afirme um princípio desambiguizante, não pode ser levada a sério.

Este tipo de propaganda americana, fede.

As primaveras árabes, financiadas e apoiadas pelos Estados Unidos, resultaram em regimes fundamentalistas islâmicos e até no reforço da Al Qaeda nesses novos regimes. Não há aqui nenhum Direito Internacional nem há ética política. Desta vez, os Estados Unidos transformaram a Ucrânia em um país compósito e em um equilíbrio precário; e os “conservadores obamistas” batem palmas.

Domingo, 2 Março 2014

Para os Estados Unidos, a Crimeia é diferente das Ilhas Malvinas

Filed under: Política — O. Braga @ 1:44 pm
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Quando a Inglaterra de Thatcher enviou as suas Forças Armadas para resgatar umas ilhas minúsculas no Atlântico Sul ao largo da Argentina, não ouvi os Estados Unidos reclamar da protecção do Reino Unido em relação à população inglesa das Malvinas. Mas quando Putin pretende proteger a população russa da Crimeia, os Estados Unidos já fazem de conta que essa população russa não existe. Os Estados Unidos têm dois pesos e duas medidas, o que lhes retira qualquer autoridade moral.

A Crimeia só recentemente foi agregada à Ucrânia. A sua população é maioritariamente russa. Mas aquilo que não era um escândalo em relação às Malvinas (o envio de tropas inglesas), passou a ser um escândalo em relação à Crimeia.

Se a política for vista de uma forma maniqueísta, então não existe qualquer possibilidade de verdade em política. Parece que apenas e só os Estados Unidos têm o direito de intervir militarmente em outros países, e fora de um mandato da ONU: por exemplo, na Moldávia e na Ossétia, os Estados Unidos cagaram (falemos português!) para a ONU e intervieram sem mandato. Mas quando a Rússia alega pretender defender a população russa na Crimeia, os Estados Unidos ameaçam a Rússia com uma cagança inédita. Os Estados Unidos nem sequer colocam a possibilidade de um referendo na Crimeia, porque a democracia, para os Estados Unidos, depende dos seus interesses circunstanciais.

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