perspectivas

Quinta-feira, 20 Fevereiro 2014

A hipocrisia do CDS/PP na questão da adopção de crianças por pares de invertidos

 

“O CDS-PP disse hoje respeitar a decisão do Tribunal Constitucional, que ‘chumbou’ a proposta de referendo sobre adopção e co-adopção por casais do mesmo sexo, e reiterou que “no actual contexto do país” não considera esta matéria prioritária.

“O CDS, como sempre, respeita as decisões do Tribunal Constitucional e mantém que no actual contexto de dificuldade do país a co-adopção não é uma prioridade“, referiu, numa declaração escrita enviada à Lusa, o porta-voz do CDS, Filipe Lobo d’ Ávila.

foi-cesarianaUma coisa que, alegadamente, não é prioritária, não significa necessariamente que não seja legítima. A prioridade de uma acção não condiciona necessariamente a sua putativa legitimidade. Ou seja, parece que, para o CDS/PP, a adopção de crianças por pares de invertidos não é prioritária, mas nada indica que não seja legítima. Para o CDS/PP, a adopção de crianças por pares de invertidos é uma questão de prioridade, e nada mais do que isso.

Eu sempre pensei que pelo facto de Paulo Portas ser homossexual, isso não influenciaria a linha política tradicional do CDS/PP. Enganei-me. Estamos sempre a aprender.

Até Bagão Félix alinhou pelo diapasão sodomita deste CDS/PP de Paulo Portas: segundo ele, “o Presidente da República fez muito bem” em pedir a fiscalização preventiva do documento, e agiu “como manda a Constituição”. Até porque, continuou, “não era uma questão de prioridade” visto que o referendo “tinha sido aprovado apenas por um partido”.

Porém, a vergonha deste CDS/PP é exposta pelo constitucionalista Jorge Miranda, que dá o exemplo daquilo que este CDS/PP invertido deveria dizer:

O constitucionalista Jorge Miranda disse esta quarta-feira não ver inconstitucionalidade na proposta de referendo sobre a Co-adopção e adopção de crianças por casais homossexuais, que aguarda decisão do Tribunal Constitucional. “Inconstitucional não é. A Constituição diz quais são as matérias que não podem ser objecto de referendo e essa matéria não está excluída”, disse Jorge Miranda em declarações à agência Lusa.

O professor reconhece que as perguntas que constam da proposta de consulta popular “são um pouco diferentes”, mas mesmo assim considera que é sempre “possível responder ‘sim’ a uma e ‘não’ a outra”. Sobre o facto de uma das perguntas propostas (sobre a adopção plena) não ter qualquer iniciativa legislativa associada, questão que várias vozes defendem poder suscitar dúvidas de constitucionalidade, Jorge Miranda sustentou que “não é necessário que tenha”.

Ressalvando que “tem acompanhado pouco a questão”, o professor da Faculdade de Direito de Lisboa, adiantou que resta aguardar pela decisão do Tribunal Constitucional. A proposta de referendo sobre esta matéria foi enviada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, ao Tribunal Constitucional, que se encontra a avaliar a constitucionalidade das duas perguntas contidas na proposta, uma sobre a Co-adopção e outra sobre a adopção plena de crianças por parte de casais do mesmo sexo. A proposta de referendo, apresentada pelo PSD, foi aprovada no Parlamento, com a abstenção do CDS-PP e os votos contra de PS, PCP, BE e PEV, há três semanas.”

Ainda hei-de ver este CDS/PP reduzido ao “partido da bicicleta”. Enganou meio mundo mas não engana o mundo inteiro.

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Terça-feira, 28 Janeiro 2014

Olavo de Carvalho e a ditadura da União Europeia

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:11 am
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Terça-feira, 19 Novembro 2013

A “ideologia de género”, os socialistas, e a educação das crianças

 

“O papel desempenhado pela educação em todas as utopias políticas, desde a Antiguidade até aos nossos dias, mostra bem como pode parecer natural querer começar um mundo novo com aqueles que são novos por nascimento e por natureza. No que diz respeito à política há aqui, obviamente, uma grave incompreensão: em vez de um indivíduo se juntar aos seus semelhantes assumindo o esforço de os persuadir e correndo riscos de falhar, opta por uma intervenção ditatorial, baseada na superioridade do adulto, procurando produzir o novo como um “fait accompli”, quer dizer, como se o novo já existisse.

É por esta razão que, na Europa, a crença de que é necessário começar pelas crianças se se pretendem produzir novas condições, tem sido monopólio principalmente dos movimentos revolucionários com tendências tirânicas, movimentos esses que, quando chegam ao Poder, retiram os filhos aos pais e, muito simplesmente, tratam de os doutrinar.

Ora, a educação não pode desempenhar nenhum papel na política porque na política se lida sempre com pessoas já educadas. Aqueles que se propõem educar adultos, o que realmente pretendem é agir como seus guardiões e afastá-los da actividade política. Como não é possível educar adultos, a palavra “educação” tem uma ressonância perversa em política — há uma pretensão de educação quando, afinal, o propósito real é a coerção sem uso da força.

Quem quiser seriamente criar uma nova ordem política através da educação, quer dizer, sem usar nem a força ou o constrangimento nem a persuasão, tem de aderir à terrível conclusão platónica: banir todos os velhos do novo Estado a fundar. Mesmo no caso em que se pretendem educar crianças para virem a ser cidadãos de um amanhã utópico, o que efectivamente se passa é que se lhes está a negar o seu papel futuro no corpo político, pois que, do ponto de vista dos novos, por mais novidades que o mundo adulto lhes possa propôr, elas serão sempre mais velhas do que eles próprios. Faz parte da natureza da condição humana que cada nova geração cresça no interior de um mundo velho, de tal forma que, preparar uma nova geração para um mundo novo, só pode significar que se deseja recusar àqueles que chegam de novo a sua própria possibilidade de inovar.”

Hannah Arendt, Entre o Passado e o Futuro, 2006, páginas 186 e 187

(…)

“Porque a criança tem necessidade de ser protegida contra o mundo, o seu lugar tradicional é no seio da família.” (ibidem, pág. 196)

(…)

“A própria responsabilidade alargada pelo mundo que a educação assume, implica, como é óbvio, uma atitude conservadora.” (ibidem, pág. 202)

Terça-feira, 12 Novembro 2013

Adparent rari Nantes in gurgite vasto

 

Há dias uma professora levou uns murros de uma mãe de um aluno — quando sabemos que ninguém pode tocar num cabelo dos “meninos”. Mas não é caso único: professoras esmurradas pelos pais dos “meninos”, é o que está na moda. E são os que defendem que as professoras do ensino público devem levar nas trombas que diabolizam o ensino privado.

Em nome da “mobilidade social”, destruíram a autoridade do professor; e depois da destruição da autoridade do professor, pretendem agora destruir a autoridade dos pais, entregando a educação das crianças a uma espécie de república de Platão.

E para que o sistema igualitarista e nivelado por baixo — tutelado por uma plêiade de sábios sem escrutínio — possa continuar a alimentar a estatização da cultura, opõem-se a qualquer reforma do ensino em nome de uma putativa reforma que nunca o foi.

a evolução do ensino web

A escola não é um laboratório de ensaios com animais

 

Quando se fala em “escola pública”, o que parece que se quer dizer é “escola monopolizada pelo Estado”.

É isto que os defensores da “escola pública” querem dizer: “é a escola em que uma qualquer ideologia política, alcandorada a religião oficial do Estado, tem a possibilidade de impôr — de forma coerciva e até utilizando a força bruta do Estado — às famílias uma qualquer mundividência alheia aos seus interesses e à sua natureza ontológica”.

Ora, se a definição de "escola pública" é essa, sou contra ela. Nem Salazar viu a escola pública desta forma, porque autorizou o ensino em casa (Home Schooling). A ideia segundo a qual o ensino privado deve ser desprezado pelo Estado, faz com que o sistema de ensino salazarista pareça hoje benigno e até angelical. Perante as propostas totalitárias da Esquerda de ostracização do ensino privado por parte do Estado, até já sinto saudades de Salazar…

Portanto, para variar, estou de acordo com o Blasfémias. Se eu tivesse, hoje, filhos em idade escolar, e da forma como a Esquerda está a politizar a educação das nossas crianças — quando a escola deveria ser pré-política —, não hesitaria um segundo no apoio ao cheque-ensino.

A escola não é um laboratório para engenharias sociais que tem como cobaias as nossas crianças. O Estado não pode ter a veleidade de substituir a família. E se a escola pública é aquilo que a Esquerda diz que é, então, Bardamerda para a Escola Pública!

Sexta-feira, 8 Novembro 2013

Novo estudo revela que crianças educadas por lésbicas são susceptíveis de maior insucesso escolar

 

Um novo estudo (estatístico) revela que as raparigas criadas por duas lésbicas tem um insucesso escolar maior do que as que são criadas por um casal natural, composto por um homem e uma mulher.

julio machado vaz« November 6, 2013 (Heritage) – Children living with married opposite-sex parents were more likely to graduate from high school than peers living with cohabiting, single, or same-sex parents, according to a new study in the Review of the Economics of Households

« This finding is consistent with the decades of research on children’s educational outcomes and family structure. However, this study is relatively unique because it uses data (a 20 percent sample of the 2006 Canadian census) that offers a sufficiently large nationally representative sample of children (ages 17–22) in same-sex-parent homes. So far, only four studies analyzing three U.S. datasets offer such or similar data (two on the 2000 U.S. Census, one on the Early Childhood Longitudinal Study, and another on the New Family Structure Study).»

Domingo, 27 Outubro 2013

O Partido Social Democrata é um partido revolucionário

 

«A cena política da semana foi a do referendo sobre a adopção homossexual, último coelho tirado da cartola (agora pela JSD) para, uma vez mais, evitar decidir o assunto. Que a adopção homossexual fosse instituída em Portugal, na modalidade da co-adopção, e ainda por cima num quadro parlamentar em que PSD e CDS dispõem de uma folgada maioria de 34 votos sobre o conjunto da esquerda, é coisa que ninguém entenderia.

O PSD tem que deixar-se de curvas e contracurvas e assumir claramente as suas responsabilidades políticas. Não pode continuar a arrastar esta coisa, alternando com uma conhecida ala do PS o protagonismo do disparate no teatro das diversões. Em Julho, quando a questão podia e devia ter ficado decidida, empurrou um primeiro adiamento. E, agora, inventou a hipótese de um referendo, que a todos nos cobriria de ridículo e de embaraço. Se, nesta altura de Orçamento, troika e dificuldades, decidíssemos convocar um referendo sobre adopção homossexual e não aparecessem multidões a apedrejar São Bento, é porque seremos, na verdade, um país de brandos costumes.»

José Ribeiro e Castro:  "Vaudeville" parlamentar: ora agora adopto eu, ora agora adoptas tu…

Terça-feira, 1 Outubro 2013

Foi você que pediu a adopção de crianças por pares de invertidos?


“AMSTERDAM – We all know that families today are no longer only made up of Mom and Dad and the kids. This has led the Netherlands to work on legislation that would make it possible to have more than two people as parents. Take Susanne Supheert, 25 – she has four parents.”

Meet My Mom And Three Dads – Dutch Bill Would Allow More Than Two Parents

familia promiscua web 500
A partir do momento em que a maternidade e a paternidade deixam de ser baseadas nas relações biológicas e naturais, deixa de haver qualquer limite: uma criança poderá, num futuro próximo, por exemplo, ter uma mãe e três pais, como é o caso da nova lei holandesa a que faz referência a notícia.

Quem defende a adopção de crianças por pares de invertidos não tem a mínima noção das consequências.

Sábado, 28 Setembro 2013

A justiça de Salomão não funciona com os invertidos

Filed under: homocepticismo,Homofascismo,Homofobismo — O. Braga @ 4:18 am
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Lembram-se da justiça de Salomão? Não funciona com gueis.

“En Californie, un présentateur de télévision et son mari ont eu recours à une insémination artificielle et à une mère porteuse pour procréer. Mais le couple a annoncé son divorce avant que les bébés ne naissent… et a décidé de se partager les jumeaux. A l’un la petite fille, à l’autre le petit garçon.”

USA : un couple gay divorce… ils se partagent les jumeaux

Já imaginaram um casal — um pai e uma mãe —, em uma situação de divórcio, dividirem os seus filhos gémeos, como se fossem “coisas”? Ou mesmo que não fossem gémeos: já viram um casal com filhos, que se divorcia, separar os irmãos?

Na Califórnia, dois gueis recorreram à inseminação artificial — vulgo "barriga de aluguer" — para procriação. Mas antes mesmo dos bebés nascerem, o par de gueis anunciou a sua separação e decidiram dividir as duas crianças gémeas (uma menina e um menino).

Esta atitude dos dois fanchonos não é uma excepção, e diz uma muita coisa acerca da forma como eles vêem as crianças. Só se deixa enganar quem quer ser enganado.

Sexta-feira, 27 Setembro 2013

Ai! São tão girossss! Fui às compras e trouxe logo dois…!


barrigas de aluguer«MEN
Having Babies, an organization that helps its “gay clientele” rent wombs and buy babies, is having its Ninth Annual Men Having Babies Surrogacy Conference in ten days. As Pope Francis says, enter into the “moral darkness” around you. But don’t become obsessed with it. There are more important things to think about. Check it out. This is a pedophile’s dream come true. All of this is perfectly legal in good ol’ America, where anything can be bought and anything can be sold.»

The Thinking Housewife › The Happy, Snappy World of Baby Buying

adopc3a7ao-moderna1

Sábado, 10 Agosto 2013

O cheque-ensino e o Ensino-em-casa

Filed under: educação,Política — O. Braga @ 4:07 am
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Se a lei do cheque-ensino abranger o Ensino-em-casa (também chamado “Ensino doméstico“, ou de “Home Schooling“), então o governo de Passos Coelho é coerente. Recorde-se que o Ensino-em-casa é legal em Portugal graças ao professor doutor António de Oliveira Salazar (Bem-haja e que Deus o tenha!).

Se uma família tiver as condições para ensinar os seus filhos em casa – porque, por exemplo, um dos cônjuges está desempregado mas tem as qualificações académicas necessárias para ensinar – e o governo não estender o cheque-ensino a essa família, então sou contra o cheque-ensino.

O ensino não é um negócio privado, por um lado, nem é um instrumento estatal de doutrinação política, porque “a educação das crianças é pré-politica” (Hannah Arendt), por outro lado. No centro da política de ensino está a educação das crianças e a família, e, por isso, o Ensino-em-casa não pode ser discriminado.

ensino-em-casa-500-web.jpg

Sexta-feira, 26 Julho 2013

Gattaca, e a negação dos limites ontológicos e éticos da natureza humana

Um leitor escreveu um comentário neste verbete , como segue:

“Caro Orlando Braga, estou curioso quando fala que essa gente vive em situação de carência, será que poderia explicar melhor que tipo de carência é e em que circunstâncias se manifesta e como leva essa gente a ter comportamentos clinicamente destrutivos, poderia escrever um texto detalhado sobre esse assunto(ou indicar-me um), por favor? Cumprimentos.”

A dita “orientação homossexual” tem limites, como é óbvio. Por exemplo, a alteridade sexual necessária para a procriação é um dos limites da “orientação homossexual”.

Mas quando esses “limites da homossexualidade” são negados, aquilo que é realmente óbvio deixa de o ser.

gattaca-300-web.jpg

E é assim que os activistas políticos homossexualistas – nem todos são homossexuais e instrumentalizam a ideologia gayzista para outros fins, e muitos homossexuais não são activistas políticos gayzistas – fazem da exigência de respeito em relação aos homossexuais um instrumento de acção política no sentido da negação dos limites da “orientação homossexual”.

O “respeito pelos homossexuais” passa, então, a ser sinónimo de “negação dos limites da homossexualidade”. Ou seja, só respeita os homossexuais quem nega também esses limites da homossexualidade – o que é autocontraditório!. Pelo contrário, a verdade é que quem nega esses limites da homossexualidade é, de facto, quem não respeita a condição do comportamento sexual homossexual (seja esse comportamento determinado ou arbitrário). Existe aqui um paralelismo com o feminismo radical que parece defender os “direitos da mulher”, quando na realidade reduz a mulher a uma espécie de “homem”.

A negação dos “limites da homossexualidade” resulta de uma situação de carência ontológica que, por sua vez, decorre da negação da alteridade sexual. Essa situação de carência não desaparecerá jamais com o “casamento” gay, com a adopção de crianças por pares de invertidos, com a procriação medicamente assistida para todas as lésbicas, com a “barriga de aluguer” para todos os gays, etc., etc., – em suma, essa situação de carência não desaparecerá sequer com a hipostasia do filme “Gattaca”.

Este problema da negação dos limites da homossexualidade não tem solução, a não ser através da imposição coerciva, por intermédio da força bruta do Estado, da negação desses limites da homossexualidade a toda a sociedade, provocando uma ruptura ética e ontológica fundamental que nega a natureza humana, por um lado, e por outro lado transforma o filme “Gattaca” em realidade.

Este problema não tem solução porque a exigência do reconhecimento, por parte de toda a sociedade, da negação dos limites da homossexualidade exprime o desejo de ver a sociedade encarregar-se da solução prática de um problema intra-psíquico dos homossexuais que negam esses limites. E a imposição coerciva, através da força bruta do Estado, da negação cultural desses limites da homossexualidade revela a natureza totalitária da ideologia gayzista.

Adenda: a ler: « Pai e mãe e a “co-adopção” homossexual », por José Ribeiro e Castro

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