perspectivas

Segunda-feira, 1 Fevereiro 2016

Criacionismo e evolucionismo

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:00 pm
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Tenho sido instado (no Twitter) a apoiar o criacionismo.

Se o criacionismo é a ideia segundo a qual o universo teve um princípio e é um efeito de uma Causa Primeira a que chamamos Deus, então sou criacionista. Mas se o criacionismo inclui nele, por exemplo, a ideia de que os dinossauros viveram há cinco mil anos, então peço licença para não ser criacionista.

De modo semelhante, se “evolução” é um processo através do qual o insondável (Deus) se apresenta no espaço-tempo, e por isso, se “evolução” subentende que o espírito, a alma e a razão são produtos de uma evolução, então o termo “evolução” não representa qualquer problema.

Mas se o termo “evolução” for entendido em termos meramente materialistas (conforme a síntese moderna do darwinismo), então, o facto da verificação da autoconsciência e a possibilidade de acesso à dimensão das verdades perenes, destrói este quadro e esta mundividência evolucionários — e, neste último caso, não sou evolucionista.

“A teoria evolucionista/darwinista é um mito — assim como o criacionismo bíblico é um mito — porque é impossível explicar a mutação das formas.” – Eric Voegelin

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Quinta-feira, 10 Julho 2008

Thomas Huxley estava errado (1)

“Não devia depender da nossa escolha quais as quantidades que são observáveis, mas essas quantidades deveriam ser dadas, deveriam ser-nos indicadas pela teoria.”

― Albert Einstein

O Novo Ateísmo naturalista, que nos afiança que nada mais existe do que a matéria atómica e que o nosso pensamento é fruto dos átomos que constituem as propriedades neuro-fisiológicas (a estrutura dos neurónios e o “Epifenomenalismo” de Thomas Huxley e Darwin) é a maior fraude consentida pela ciência, e que se reforçou a partir do momento em que o darwinismo (segundo Dawkins) foi admitido ― com todos os seus elos perdidos e metodologias falhadas ― como fazendo parte do sentido da formação primordial do Universo. Qualquer físico quântico e/ou um matemático contemporâneo sabem que Richard Dawkins é um charlatão que tem vendido muitos livros, ao mesmo tempo que atestam que as religiões em geral são sínteses de formas primitivas de antever o que se perscruta como sendo a realidade científica, filosófica e religiosa.
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Quarta-feira, 12 Março 2008

Todos ganharam

Luís Fernando Veríssimo incorre num erro grave: o darwinismo é, essencialmente, uma teoria (do grego “theoria”, contemplação) que logrou colmatar algumas das lacunas endógenas mas que continua com um eterno “missing-link”. Naturalmente que, como teoria, é aplicável – embora com muitas reservas aqui e ali – à evolução das espécies, mas daí a transformar-se o darwinismo numa teoria que explica a origem do universo (segundo Dawkins), é um absurdo. Desde logo, a própria teoria do Big Bang contradiz o princípio darwinista de evolução universal, porque o Big Bang (segundo Hawking) não tem uma causalidade cognoscível.
Note-se que a crítica à santidade do darwinismo não legitima o apoio ao criacionismo bíblico, quanto mais não seja para que não se incorra no erro de Veríssimo. A crítica ao solipsismo criacionista não pode justificar a criação de um solipsismo darwinista. Ademais, o criacionismo bíblico nem merece crítica porque se trata de simbologia pura; só podemos criticar (no sentido analítico) o que é racional, e na medida em que o darwinismo se arroga acima de qualquer crítica, irracionaliza-se.
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Quarta-feira, 24 Outubro 2007

Zeitgeist

O caro amigo “Matrix”, visita deste meu humilde tugúrio, chamou-me à atenção do Zeitgeist, um documentário anti-religioso. Devo dizer que não vi o documentário todo – nem metade; deixei de ver quando quiseram atribuir a origem das religiões modernas à adoração do homem primitivo ao Sol. Já não tenho pachorra para argumentos falaciosos repetidos Ad Eternum (ver este post sobre o Politicamente Correcto).

Daquilo que eu vi, e do que adivinhei no restante, o filme é muito básico nos seus argumentos, e não constitui nada de novo desde o tempo de Nietzsche.
Na série de posts que escrevi sobre a “Fé Racional”, chamei à atenção para a necessidade de reformularmos a nossa postura perante a religião, de maneira retirarmos determinado tipo de argumentos a essa gentalha.

Vamos começar pelo título do filme: Zeitgeist. Não vejo conexão entre o conteúdo do filme e o seu título. Zeitgeist é uma palavra alemã composta: Zeit + Geist, que significa “tempo” e “espírito”. Traduzindo, seria “o espírito do tempo”. Dá a sensação que o título foi escolhido para criar impacto, e sem conexão necessária com o conteúdo. Mas como eu não vi a maior parte do filme, não posso ter a certeza de que não exista uma coerência entre o título e o filme. Parece-me, contudo, que o título tanto poderia ser Zeitgeist, como Opel Astra, Coca-cola, ou Adidas.

Impõem-se, desde já, duas perguntas:
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