perspectivas

Segunda-feira, 11 Janeiro 2016

A produtividade dos países da União Europeia

 

produtividade na ue


Uma analogia:

Os luxemburgueses produzem 1 kg de ouro por hora, e os portugueses produzem 1 kg de alheiras por hora.

O esforço do trabalho por hora é idêntico nos dois casos, porque os luxemburgueses não são super-homens. A diferença é que os luxemburgueses têm os meios necessários para produzir ouro, e os portugueses não têm esses meios. A diferença de “produtividade” está aí.

Ora, é possível dotar Portugal de meios para produzir 1 kg de ouro por hora, em vez de alheiras. Mas isso iria baixar o preço do ouro no mercado — se toda a gente procurar produzir ouro, o preço do ouro baixa no mercado, e a produtividade baixa também. Por isso, quem produz ouro não quer que os outros o produzam, e fazem tudo para que os meios de produção de ouro não sejam transmissíveis a outrem.

A União Europeia é um mercado em que uns produzem ouro, e outros produzem alheiras; pelo meio, há uns que produzem prata ou cobre. E qualquer tentativa de alterar a situação dos produtores de alheiras é considerada um “atentado às instituições europeias”.

Para quem produz ouro, a competitividade não é problema, porque existem poucos com os meios necessários para produzir ouro. A produção de ouro é uma espécie de monopólio de um grupo pequeno. A competitividade só se coloca a nível dos produtores de alheiras, em que os meios de produção estão ao alcance de muitos países.

Portanto, a competitividade é proporcional à produtividade. Quanto menos produtiva é uma sociedade (ou país), menos competitiva ela é (a não ser que restrinja as importações, como faz a China, valorizando a produtividade no mercado interno). 

Para que Portugal possa dar um salto qualitativo e passar a produzir cobre ou prata (e já nem falo em produzir ouro!) tem que fazer um “corte epistemológico” em relação ao status quo.

E esse “corte epistemológico” passa por alianças bilaterais com países com interesses semelhantes aos de Portugal, e principalmente fora da Europa. Ou seja, a atitude de Portugal em relação à União Europeia tem que ser revolucionária, no sentido de colocar em causa a “lógica” de mercado que condena a que uns produzam alheiras toda a vida, enquanto os outros se pavoneiam com a sua “produtividade” produzindo ouro.

(fonte do gráfico)

Quinta-feira, 12 Janeiro 2012

Economistas dizem que a Irlanda não é suficientemente competitiva

Filed under: economia — O. Braga @ 7:29 pm
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IRELAND needs to become more competitive as uncertainty faces the world economy.

“While some improvements and actions on recommendations of the National Competitive Council have been introduced – the property tax and water charges – there are still changes to be made, particularly in business costs”


Entretanto, Hong Kong é das regiões mais competitivas do mundo !

“Hong Kong, one of the world’s richest cities, is abuzz with a luxury property boom that has seen homes exchanged for record sums.

But the wealth of the city has a darker side, with tens of thousands priced out of housing altogether and forced to live in the most degrading conditions.

These pictures by British photographer Brian Cassey capture the misery of people – some estimates put the figure as high as 100,000 – who are forced to live in cages measuring just 6ft by 2 1/2ft.”

via Hong Kong’s cage homes: Tens of thousands living in 6ft by 2ft rabbit hutches | Mail Online.

Domingo, 30 Outubro 2011

O problema da produtividade no trabalho

“O tempo de trabalho a mais que o governo quer implementar no nosso mundo de trabalho pouco resolve o nosso maior problema nacional: a baixa produtividade do trabalho. Não que trabalhar mais horas prejudique o trabalho nas empresas no curto prazo. Parece evidente que isso é benéfico. Mas não é a solução do problema da falta de produtividade (quantidade de trabalho produzido por unidade de tempo). Temos é que produzir o mesmo trabalhando menos horas. Essa é a uma das principais formas de a sociedade libertar recursos para poder produzir mais.”

“Quantidade de trabalho produzido por unidade de tempo”. Eis o problema.
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