perspectivas

Quarta-feira, 4 Dezembro 2013

Um exemplo da falácia do espantalho

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:36 am
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Passos Coelho: “ A Troika pretende cortar nas despesas do Estado em 5 mil milhões de euros”.

Paulo Portas: “E o que é que vamos fazer?!”

Passos Coelho: “Eu acho que devemos cortar nas despesas com a saúde e a educação”.

Portas: “Mas poderíamos cortar nas despesas com as PPP (Parcerias Público-privadas), nos monopólios da energia, no aborto grátis, e nas despesas de funcionamento do governo…”

Passos Coelho: “Meu caro Paulo Portas!: não percebo por que razão queres levar este país à falência!”

(ver falácia do espantalho)

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Domingo, 1 Dezembro 2013

Um Estado que não comemora a sua independência, é um Estado bastardo!

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 5:30 pm
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estado bastardo

Quinta-feira, 8 Agosto 2013

Isto é de loucos!

« O governo está a ponderar não substituir o secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, que ontem se demitiu do cargo na sequência da polémica em torno dos swaps. Ao que o i apurou, em cima da mesa está a possibilidade de Maria Luís Albuquerque reassumir, agora como ministra, a pasta do Tesouro – que tem a seu cargo a importante tarefa de preparar o regresso de Portugal aos mercados financeiros no pós-troika. »

Se não há necessidade de um secretário-de-estado do Tesouro, ¿ por que razão foi nomeado o Pais Jorge que se demitiu? Resposta: porque Pais Jorge continuará a ser secretário-de-estado do Tesouro mesmo sem o ser oficialmente.

O importante, para Maria Luís Albuquerque e Passos Coelho, é abafar o escândalo dos SWAPS; e para isso, ela conta com ela própria e com alguns telefonemas que pode fazer a alguns “conselheiros”, incluindo Pais Jorge que continuará a ser o secretário-de-estado do Tesouro fora do governo.

Passos Coelho tem um problema: disfarça mal ou é descarado. A isso, o povo diz que é burrice.

Terça-feira, 18 Junho 2013

Em política, não há santos e pecadores

O maniqueísmo político, que divide a sociedade em grupos bons e outros maus, é uma herança do marxismo que é utilizada inconscientemente mesmo por aqueles que dizem combater o marxismo , como é o caso de uma certa Direita actual.

Ainda no século XIX, antes de Karl Marx recolocar o maniqueísmo gnóstico da Antiguidade Tardia na agenda política e apesar do radicalismo jacobino da revolução francesa, nas discussões políticas era normal não haver nem santos nem pecadores, e tão somente pontos de vista diferentes. Não existiam negações ontológicas dos adversários políticos, nem se pensava que por causa da diferença de opinião o adversário deveria deixar de existir.

Hoje, os nossos adversários políticos são sempre “sujinhos sujinhos”, seja à esquerda ou à direita. Nós somos sempre os bons e os outros são sempre os maus e independentemente do valor das ideias em discussão: Marcuse chamou a isso “tolerância repressiva” e o seu conceito já tomou conta de uma certa direita.

Eu não sei quem está a “usar os alunos como reféns”: se os professores fazendo greve aos exames, se o governo anunciando despedimentos de professores em vésperas de exames. Se esta greve dos professores é “sujinha, sujinha”, este governo é “porquinho, porquinho”. Os sindicatos estão à altura moral deste governo imoral.

Quarta-feira, 5 Junho 2013

O olho vesgo do liberalismo bovinotécnico

Filed under: Passos Coelho,Pernalonga,Política,Portugal — O. Braga @ 4:37 pm
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http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Q2u1ERFediM

  1. Por que razão a polícia autorizou que um manifestante, que foi depois detido, tivesse tido acesso ao interior do edifício, onde mostrou o cartaz “demissão já!” à ministra? Isto porque se o local onde se encontrava o manifestante com o cartaz não era um sítio próprio e autorizado para manifestações de protesto, então a polícia não deveria ter permitido a entrada a ninguém estranho aos serviços da instituição visitada pela ministra.
  2. Por que razão, estando uma pessoa em um local público e não vedado pela polícia, não pode mostrar à ministra um cartaz com as palavras “demissão já!”? Será que o manifestante se infiltrou, clandestina e ilicitamente, em local previamente vedado pela polícia? Se assim foi, ele deveria ter sido imediatamente detido por entrada em local vedado ao público, e não por outra razão qualquer.
  3. Por que razão um cidadão não pode reagir a uma agressão discricionária e arbitrária da polícia? Se um polícia me agredir sem qualquer razão plausível e justificável por lei, será que eu não tenho o direito de reagir agredindo-o também? Aliás, basta ler a Constituição para se ter a resposta…

Um polícia não é a autoridade: antes, é um representante da autoridade.

A mim parece-me que a Esquerda, neste caso, tem razão – porque 1/ o manifestante foi autorizado pelas forças de segurança a entrar num edifício onde estava previsto que a ministra passaria; 2/ porque, neste país, o protesto (ainda) é livre desde que não ofenda pessoalmente o detentor de cargo político em relação ao qual se protesta; 3/ porque, e em função dos pontos anteriores, o cidadão reagiu a uma agressão inusitada, discricionária e arbitrária da polícia. Em tribunal, qualquer advogado acabado de sair da faculdade “safa” aquele homem.

Em Portugal, hoje, os liberais são aqueles que negam o direito à liberdade de expressão .

(*) A bovinotecnia é a arte de tratar do “gado” de uma forma tal que se consiga fazer crer aos “bovinos” que serão livres se abandonarem o seu estatuto de bovinidade.

O veneno mental do coelhismo

“Uma nação que habitualmente pense mal de si mesma acabará por merecer o conceito de si que anteformou. Envenena-se mentalmente.

O primeiro passo para a regeneração, económica ou outra, de Portugal é criarmos um estado de espírito de confiança – mais, de certeza, nessa regeneração. Não se diga que os factos provam o contrário. Os factos provam o que quer o raciocinador.” – Fernando Pessoa, Teoria e Prática do Comércio

Uma das características do coelhismo é a preponderância do “veneno mental” no discurso político, porque se trata de uma tendência política euro-federalista.

O federalismo europeu exige esse “veneno mental” inoculado no espírito do povo português, uma vez que a recuperação do “espírito de confiança”, segundo o coelhismo, passa sempre pelo estrangeiro (União Europeia) e não pela regeneração portuguesa propriamente dita. Para isso, os coelhistas não fazem outra coisa senão apresentar “factos” que alegadamente justifiquem a racionalidade do “veneno mental” com que derrotam Portugal.

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Sábado, 1 Junho 2013

As soluções bovinotécnicas para a crise

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 5:45 pm
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1/ Não mexer nas PPP (Parcerias Público-privadas) (ver 6)

2/ Pagar a dívida do Estado sem qualquer negociação de prazos ou haircuts (ver 7 e 8)

3/ Manter Portugal no Euro a qualquer custo (ver 9)

4/ Aumentar a austeridade e os impostos (ver 7)

5/ Sacrificar os rendimentos da classe média (ver 7 e 8)

6/ Diminuir peso do Estado na economia (ver 1 e 2)

7/ Baixar os impostos (ver 4 e 5)

8/ Aumentar a receita fiscal (ver 5 e 7)

9/ Aumentar a competitividade (ver 3)

10/ Diminuir o consumo interno e aumentar as exportações (ver 8)

Estas são as soluções politicamente correctas para a crise.

Sexta-feira, 31 Maio 2013

O manifesto ‘Tó-Zero’, por José Pacheco Pereira

1/ José Pacheco Pereira dirige-se a Mário Soares com o qualificativo de “presidente”, o que é uma característica da monarquia cuja tradição os Estados Unidos seguiram. Na monarquia, um rei que tenha abdicado em favor de outro rei (seja filho, sobrinho, ou de outro ramo familiar, mesmo afastado ou mesmo sem ligação familiar) não deixa de ser “alteza real”. Esta gente criou, com a república, uma paródia da monarquia. Fernando Pessoa constata isso mesmo:

“É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da república? Não melhoramos em administração financeira, não melhoramos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na monarquia era possível insultar por escrito e impresso o rei; na república não era possível, porque era perigoso, insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa.”
(…)
“O regime [republicano] está, na verdade, expresso naquele ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados morais, nos serve de bandeira nacional — trapo contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicano português — o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que, por direito mental, devem alimentar-se.”
(…)
“Este regime [republicano] é uma conspurcação espiritual. A monarquia, ainda que má, tem ao menos de seu ser decorativa. Será pouco socialmente, será nada nacionalmente. Mas é alguma coisa em comparação com o nada absoluto em que a república veio a ser.”

[citações de Fernando Pessoa: “Balanço Crítico”, textos em prosa].

2/ o manifesto Tó-Zero, de José Pacheco Pereira, critica com razão a linha ideológica de Passos Coelho. Mas em vez de solicitar uma mudança de rumo dentro do próprio governo, diaboliza-o associando-se a Mário Soares, e abre as portas a um novo governo dos “Khmers Rosa” coordenado pelo GOL (Grande Oriente Lusitano). Entre o neoliberalismo e o jacobinismo, José Pacheco Pereira escolhe o segundo. É o próprio José Pacheco Pereira que nos coloca em uma situação de double blind — ou neoliberalismo, ou jacobinismo, com terceiro excluído —, e, como dizia Fernando Pessoa (outra vez), as situações de double blind reflectem um estado de tirania: “a tirania consiste na escolha forçada entre um mal e outro mal”.

3/ a III república de Mário Soares et al, transformou-se em um estado de tirania. Com José Pacheco Pereira ou sem ele. Aliás, penso que José Pacheco Pereira faz parte do problema, e não da solução. Perante o double blind tirânico da III república, o povo tem que encontrar uma terceira alternativa que o faça respirar a liberdade.

Sábado, 18 Maio 2013

Esta ‘direita’ está controlada pela esquerda.

Sobre este verbete no Insurgente:

1/ Já se começa a perceber que o argumento ad Novitatem aplicado à cultura antropológica, constantemente utilizado pela esquerda, coincide com a construção do Homem Novo que mais não é do que uma tentativa de metanóia colectiva e revolucionária, que não é só defendida pelo marxismo cultural, mas também pela maçonaria jacobina.

Por exemplo, o argumento da “geração grisalha” esgrimido por Passos Coelho e pelo seu Partido Social Democrata vai totalmente ao encontro da validação do argumento ad Novitatem defendido pela esquerda — e por isso (e por outras razões) é que eu considero Passos Coelho o líder do Partido Social Democrata mais limitado intelectualmente (mais burro!) da história desse partido.

Muita gente ainda não ganhou consciência do prejuízo que Passos Coelho provocou ao Partido Social Democrata, por simples estupidez. Quando olhamos para a estrutura intelectual de Carlos Moedas, de Vítor Gaspar ou de Álvaro Santos Pereira, entre muitos outros, percebemos o enorme problema do Partido Social Democrata de Passos Coelho.

Um partido liberal (no sentido de “liberalismo económico”) e simultaneamente revolucionário, como é o Partido Social Democrata de Passos Coelho, é uma contradição em termos. Um partido precisa de técnicos, mas precisa sobretudo de capacidade crítica que orienta a política. Os técnicos aplicam a política, mas não são eles que a definem. E este Partido Social Democrata de Passos Coelho não tem capacidade crítica.

2/ O caso do CDS/PP é diferente. O problema está em Paulo Portas, não porque ele seja burro, que não é, e pelo contrário tem aquilo que Fernando Pessoa chamava da “degeneração moral dos génios políticos”, mas antes pela truculência que utiliza em função da sua própria condição ontológica. Em questões culturais e de costumes, é impossível a um homossexual não ser homossexual. E por muito que Paulo Portas diga que é contra a adopção de crianças por pares de invertidos, a sua acção prática dentro do CDS/PP revela que Paulo Portas não se lhe opõe. “Em política, o que parece, é!” — dizia o velho António. E parece que Paulo Portas não é contra a adopção de crianças por pares de fanchonos; e, portanto, como parece, ele não é de facto contra a adopção de crianças por pares de fanchonos. Ponto final.

3/ Esta “direita” está controlada pela esquerda. Através do “progresso da opinião pública”, esta direita dissolve-se (desaparece) na cultura antropológica, e com o passar do tempo. Só não vê quem não quer ver.

4/ a política económica é indissociável da cultura antropológica. Isto é dos livros. Por exemplo, quando eu vejo “liberais” defender a ideia segundo a qual o Estado deve pagar abortos em hospitais públicos, concluo que a esquerda radical já ganhou a batalha política. Mas existe outra armadilha em que os liberais caem: a insensibilidade social. A burrice de Passos Coelho é de tal calibre que a ideologia hayekiana assume nele as mesmas proporções que o marxismo assume nos neurónios de Jerónimo de Sousa.

Não é possível transformar a sociedade portuguesa e liberalizar a economia em dois ou três anos. Passos Coelho pensa que sim; é um revolucionário hayekiano. É um político que não tem a virtude da Fronèsis (a prudência) que Sólon alardeou. Na Alemanha comunista de leste (ex-RDA) a liberalização da economia durou mais de dez anos e com muito investimento do Estado alemão.

5/ as pessoas devem começar a circunscrever Hayek a uma determinada realidade ideológica. A obra e das ideias de Hayek não são uma espécie de Bíblia ou Livro Vermelho de Mao Tsé Tung. Mas para a maioria dos liberais, Hayek é autor de uma cartilha ideológica.

 

Adenda: um exemplo do que a direita deve fazer:

“A reforma da Educação aprovada pelo Governo espanhol do Partido Popular (direita) prevê que a nota na disciplina de Religião no ensino secundário volte a contar para a média.”

Naturalmente que, em Portugal, viríamos o Fernando Rosas a chorar baba e ranho nas pantalhas, a berrar que “Deus é injusto”, a clamar pela matança de inocentes em uma nova revolução francesa — mas a direita é isto mesmo: agir e não ter medo da acção.

Terça-feira, 14 Maio 2013

Passos Coelho e o mundo virado ao contrário

Filed under: A vida custa,Coelhismo,Passos Coelho,Pernalonga — O. Braga @ 4:13 pm
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passos e o mundo virado ao contrario web

 

Passos Coelho deveria dizer assim:

« Precisamos de mais crianças, temos muitos professores. »

Percebem agora por que a diferença entre Francisco Louçã e Passos Coelho é apenas formal?

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