perspectivas

Domingo, 22 Abril 2012

O CNECV (Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida) é uma organização anética e politicamente correcta

“Cinco anos após a entrada em vigor da lei que descriminalizou a interrupção voluntária da gravidez, o aborto clandestino já é residual, mas o número de mulheres que recorrem ao hospital para abortar repetidas vezes tem vindo a aumentar.”

via Número de mulheres que repetem abortos tem aumentado – Sociedade – PUBLICO.PT.


Em primeiro lugar, a lei do aborto não é a “lei da interrupção voluntária da gravidez”: é a lei do aborto, sem rodriguinhos!
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Quinta-feira, 5 Abril 2012

Um recado para o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV)

A propósito dum postal de hoje, e oportuno que nem ginjas:

“Peut-on continuer à faire de la fécondation in vitro? La question se pose suite à l’étude qui vient d’être réalisée au CHUV. Elle démontre que les enfants, nés par ces méthodes, risquent d’être victimes d’infarctus à un âge très précoce. Leur système vasculaire et leur pression pulmonaire posent problème. Cette enquête exclusive sera suivie d’un débat avec l’auteur de la recherche, le professeur Urs Scherrer, et le professeur Marc Germond, médecin responsable du Centre de Procréation médicalement assistée de Lausanne.”

via Fécondation in vitro: menaces dans l’éprouvette – rts.ch – émissions – 36.9°.

Um estudo realizado na Suíça demonstrou que as crianças nascidas mediante a fertilização in vitro e métodos semelhantes, correm o risco de serem vítimas de enfarte do miocárdio numa idade precoce, para além de que o sistema vascular e a pressão pulmonar são problemáticos nessas crianças.

Portanto, é conveniente que o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) se informe, e saiba do que fala, antes de dar pareceres que agradam ao politicamente correcto e ao lóbi político gay.

Continua a pressão do lóbi político gay sobre as crianças

Aconselho veementemente a leitura deste artigo de Pedro Vaz Patto acerca do parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), sobre as propostas de alteração à lei da procriação medicamente assistida e barrigas-de-aluguer, que pode ser lido aqui [PDF].

O parecer do CNECV não é ético: é político. E politicamente correcto. O parecer do CNECV seria ético se tivesse como preocupação central a parte mais fraca da problemática da procriação medicamente assistida — ou seja, as crianças: mas acontece que o parecer do CNECV centra-se nos interesses dos adultos. Por isso, trata-se de um parecer político, e não propriamente de um parecer estritamente ético.


O principal argumento político invocado pelo CNECV para aconselhar a extensão da procriação medicamente assistida a pares de homossexuais, consiste no facto de existir a figura jurídica do “casamento” gay. Parece-me impossível que o CNECV não saiba perfeitamente que se trata de um argumento político, e não estritamente ético. O argumento é o seguinte: se dois homossexuais podem “casar”, por que não podem recorrer a uma barriga-de-aluguer? Ou se duas lésbicas podem “casar”, por que não pode uma delas recorrer à inseminação in vitro?

O CNECV sabe perfeitamente que dois homens “casados” não é a mesma coisa que o casamento natural, ou seja, entre uma mulher e um homem. Penso que os membros do CNECV não serão tão estúpidos a ponto de não perceberem a diferença.

O problema começou precisamente com a cedência política à reivindicação do lóbi político gay em relação ao “casamento” gay. A instituição do casamento foi, assim, utilizada como uma forma de reconhecimento [ou uma bênção social] da homossexualidade como equivalente, por falsa simetria, à heterossexualidade [o conceito de “heterossexualidade” é tautológico, como referi num postal anterior]. A reivindicação do “casamento” gay pretendia uma e só coisa: validar uma orientação sexual.

Diga-se que a expressão “casamento homossexual” é bizarra. Nunca eu tinha ouvido antes falar de “casamento heterossexual”, porque o casamento, em si mesmo, não é nem homossexual nem heterossexual: antes, é heterossexuado — envolve as pessoas e os géneros, mas não uma orientação enquanto tal.

A reivindicação do lóbi político gay em relação ao casamento [a procura da tal “bênção social”] exprime o desejo de ver [toda] a sociedade encarregar-se de um problema intrapsíquico próprio do homossexual — sendo que a função do casamento não é propriamente a de resolver problemas intrapsíquicos de uma determinada minoria social, comportamental e/ou cultural.

Portanto, este problema não tem solução; com adopção de crianças ou sem adopção de crianças; com procriação medicamente assistida ou sem ela — o problema intrapsíquico homossexual não fica resolvido, com a agravante de se estar a envolver as crianças em problemas que não têm nada a ver com elas.


Em suma: pelo que pude ler, parece-me que o Conselho Nacional de “Ética” para as Ciências da Vida é um órgão político ao serviço de uma determinada e conhecida agenda política correcta.

Sexta-feira, 7 Agosto 2009

A eliminação dos escolhos éticos à lei da eutanásia

“O despotismo impressiona pela estupidez do estilo” — Stendhal
O fascismo não é impedir-nos de dizer, é obrigar-nos a dizer” — Roland Barthes
“Onde há tirania, houve cobardia” — Guez de Balzac
“A tirania, na Idade Média, começou pela liberdade. Tudo começa por ela” — Jules Michelet

José Sócrates e a escumalha socialista controlada pelo “efeito Bloco de Esquerda” na nossa sociedade, não reconduziu João Lobo Antunes no Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV). As dificuldades em legalizar a eutanásia foi a gota de água que fez transbordar o copo socialista; agora, sem a influência de João Lobo Antunes, a legalização da eutanásia será mais fácil.

Cavaco “estupefacto” com a não-recondução de João Lobo Antunes ao Conselho Nacional de Ética

João Lobo Antunes não foi reconduzido pelo Governo ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV). Esta decisão foi tomada em desacordo com o compromisso assumido entre o primeiro-ministro José Sócrates e o Presidente Cavaco Silva, estando a causar “estupefacção” em Belém, avança o semanário “Sol”.

“A Casa Civil do Presidente da República está estupefacta. Não apenas pelo facto de o nome de João Lobo Antunes não figurar na lista das pessoas designadas pelo Governo para fazerem parte do Conselho, como também por, até ao momento, sobre o assunto não ter sido dada nenhuma explicação à Presidência”, reagiu ao semanário “Sol” fonte oficial de Belém.

João Lobo Antunes era, por nomeação do Governo, um dos membros do CNECV, um órgão consultivo ao qual o Presidente da República recorre e que recentemente rejeitou o projecto-lei socialista sobre o “testamento vital”. O parecer, redigido por Daniel Serrão e João Lobo Antunes, lançou muitas críticas ao diploma do PS.

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