perspectivas

Terça-feira, 12 Novembro 2013

Adparent rari Nantes in gurgite vasto

 

Há dias uma professora levou uns murros de uma mãe de um aluno — quando sabemos que ninguém pode tocar num cabelo dos “meninos”. Mas não é caso único: professoras esmurradas pelos pais dos “meninos”, é o que está na moda. E são os que defendem que as professoras do ensino público devem levar nas trombas que diabolizam o ensino privado.

Em nome da “mobilidade social”, destruíram a autoridade do professor; e depois da destruição da autoridade do professor, pretendem agora destruir a autoridade dos pais, entregando a educação das crianças a uma espécie de república de Platão.

E para que o sistema igualitarista e nivelado por baixo — tutelado por uma plêiade de sábios sem escrutínio — possa continuar a alimentar a estatização da cultura, opõem-se a qualquer reforma do ensino em nome de uma putativa reforma que nunca o foi.

a evolução do ensino web

A escola não é um laboratório de ensaios com animais

 

Quando se fala em “escola pública”, o que parece que se quer dizer é “escola monopolizada pelo Estado”.

É isto que os defensores da “escola pública” querem dizer: “é a escola em que uma qualquer ideologia política, alcandorada a religião oficial do Estado, tem a possibilidade de impôr — de forma coerciva e até utilizando a força bruta do Estado — às famílias uma qualquer mundividência alheia aos seus interesses e à sua natureza ontológica”.

Ora, se a definição de "escola pública" é essa, sou contra ela. Nem Salazar viu a escola pública desta forma, porque autorizou o ensino em casa (Home Schooling). A ideia segundo a qual o ensino privado deve ser desprezado pelo Estado, faz com que o sistema de ensino salazarista pareça hoje benigno e até angelical. Perante as propostas totalitárias da Esquerda de ostracização do ensino privado por parte do Estado, até já sinto saudades de Salazar…

Portanto, para variar, estou de acordo com o Blasfémias. Se eu tivesse, hoje, filhos em idade escolar, e da forma como a Esquerda está a politizar a educação das nossas crianças — quando a escola deveria ser pré-política —, não hesitaria um segundo no apoio ao cheque-ensino.

A escola não é um laboratório para engenharias sociais que tem como cobaias as nossas crianças. O Estado não pode ter a veleidade de substituir a família. E se a escola pública é aquilo que a Esquerda diz que é, então, Bardamerda para a Escola Pública!

Sábado, 10 Agosto 2013

O cheque-ensino e o Ensino-em-casa

Filed under: educação,Política — O. Braga @ 4:07 am
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Se a lei do cheque-ensino abranger o Ensino-em-casa (também chamado “Ensino doméstico“, ou de “Home Schooling“), então o governo de Passos Coelho é coerente. Recorde-se que o Ensino-em-casa é legal em Portugal graças ao professor doutor António de Oliveira Salazar (Bem-haja e que Deus o tenha!).

Se uma família tiver as condições para ensinar os seus filhos em casa – porque, por exemplo, um dos cônjuges está desempregado mas tem as qualificações académicas necessárias para ensinar – e o governo não estender o cheque-ensino a essa família, então sou contra o cheque-ensino.

O ensino não é um negócio privado, por um lado, nem é um instrumento estatal de doutrinação política, porque “a educação das crianças é pré-politica” (Hannah Arendt), por outro lado. No centro da política de ensino está a educação das crianças e a família, e, por isso, o Ensino-em-casa não pode ser discriminado.

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