perspectivas

Quarta-feira, 21 Dezembro 2016

Assunção Cristas visita a mesquita de Lisboa

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 12:46 pm
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Assunção Cristas vestiu o véu islâmico durante a sua (dela) visita à mesquita de Lisboa, e aceitou o preceito islâmico da segregação entre sexos. Podem ver o vídeo aqui.

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Entretanto, só falta que a Assunção Cristas aceite a dinâmica doméstica receitada no Alcorão, conforme vídeo abaixo. Assunção Cristas não resistiria a 5 minutos de discussão comigo acerca do Islão.

 

Porrada todos os dias faz bem à saúde da mulher, diz o profeta.

Não contem comigo para votar no CDS/PP de Assunção Cristas. Também não vou com o Partido Social Democrata de Passos Coelho das "barrigas de aluguer". Provavelmente vou ter que me virar para outros movimentos políticos.

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Domingo, 20 Março 2016

A nova geração do CDS

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A nova geração de progressistas direitosos e campeões dos direitos de braguilha. Prefiro a bala marxista a uma palmadinha direitóide.

Domingo, 28 Fevereiro 2016

Assunção Cristas é uma emulação da Catarina Martins, mas sem “pica”

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 11:02 am
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«Rejeitamos a lógica permanente da luta, dos ganhadores e dos perdedores» (Assunção Cristas)

Assunção-Cristas-webAssunção Cristas é a líder ideal do CDS/PP para que este não pareça ser “faxista” (Cruzes! Credo!). Será um CDS/PP sem o PP e bonzinho, apoiado pelo Anselmo Borges, e Assunção Cristas até poderá vir a ser Ministra de um governo socialista — tal como aconteceu com Freitas do Amaral.

O CDS sem o PP será um partido esquizofrénico: por exemplo, por um lado lado votará contra a lei da eutanásia apoiada pelo Partido Socialista; e, por outro lado, formará uma coligação de governo com esse mesmo Partido Socialista.

Assunção Cristas estará contra o Partido Socialista às Segundas, Quintas e Sábados, e a favor do Partido Socialista às Terças, Quartas e Sextas; ao Domingo estará de folga para ir à missa do Padre Milícias acolitada por Frei Bento Domingues.

Seja como for, abre-se à Direita um novo espaço político.

Segunda-feira, 18 Janeiro 2016

O problema do Estado

 

Da palestra de Paul Gottfried podemos retirar as seguintes e principais conclusões:

  • O domínio da Esquerda no ocidente só vai parar quando as populações imigrantes (muçulmanas, na maioria) assumirem um papel preponderante nos países ocidentais.

A partir do momento em que a população islâmica na Europa, por exemplo, atingir uma determinada percentagem — a singularidade islâmica  —, todas as “vitórias” sociais e culturais da Esquerda serão revertidas e abolidas.

  • A única forma de derrotar a Esquerda (sem a contribuição islâmica) consiste no combate contra o Estado.

A Esquerda serve-se do Estado para prosseguir uma política de engenharias sociais e culturais; os partidos políticos legalizados existentes são extensões do Estado, sem excepção; a cultura antropológica é modelada pelo Estado e pela Administração Pública centralizada. O multiculturalismo, a burocracia e a Administração Pública centralizada são instrumentos políticos da Esquerda.

Neste contexto, por exemplo, a União Europeia é um instrumento político de Esquerda. Os partidos ditos de Direita que existem na maioria dos países da União Europeia são apenas instrumentos do maniqueísmo político da Esquerda, que se serve deles (dos partidos da dita Direita) para implementar uma política de “progresso da opinião pública”, em que a dita Direita é demonizada por forma a justificar a radicalização crescente do aprofundamento da intervenção do Estado na sociedade, e o aumento do Poder burocrático sem rosto.

É neste sentido que eu digo que Paulo Portas (com a ajuda de Adolfo Mesquita Nunes) “fechou a Esquerda à direita”. E Assunção Cristas vai continuar a mesma política de Paulo Portas de fechamento da Esquerda à direita (o CDS/PP transformado em um partido tampão que tenta impedir a formação de partidos políticos paleo-conservadores fora deste sistema político controlado pela Esquerda). Neste sentido podemos dizer que o CDS/PP é um partido político de Esquerda.

  • O combate contra o Estado consiste na redução drástica do seu Poder.

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A receita foi dada por Tocqueville em finais do século XIX: o Estado tem que ser apenas mais uma instituição da sociedade civil. Não se trata apenas de uma descentralização do Poder do Estado: é também a transformação do Estado em um mero parceiro da sociedade civil, dando liberdade às comunidades locais e instituições da sociedade civil de se organizarem autonomamente.

Dado o Poder actual e crescente concentrado no Estado que serve a Esquerda, esta mudança não se fará sem violência — porque é todo o sistema político actual que está em causa. A actual “democracia” não é democrática: serve apenas uma elite de iluminados esquerdistas.

Quarta-feira, 13 Janeiro 2016

A agressividade política é exclusiva da Esquerda

Filed under: Política — O. Braga @ 6:01 pm
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Quem nomeia os líderes partidários são os me®dia, como podemos verificar em quase toda a opinião me®diática acerca do novo líder do CDS/PP. Temos aqui um exemplo:

“Nuno Melo e Assunção Cristas têm maneiras diferentes de estar na política: enquanto ele tem um discurso muito agressivo, ela é calma, embora firme”.

Entre Melo e Cristas, prefiro a segunda

Quando se trata da Esquerda, a agressividade política não só não é importante, como até é bem-vinda; e também não conta, na Esquerda, o percurso académico.

Temos, por exemplo, as esganiçadas do Bloco de Esquerda: a Catarina Martins que é uma vulgar licenciada e uma actriz de teatro, agressiva quanto baste, e não consta que tenha um qualquer doutoramento universitário; ou a Marisa Matias que é de Alcouce e socióloga com um doutoramento feito “à pressão” — o que interessa não é a inteligência: em vez disso, o que interessa é um alvará de inteligência.

Ou o Jerónimo de Sousa do Partido Comunista, que mal sabe ler e escrever, e que, a julgar pela opinião do jornaleiro do semanário Sol, de agressivo tem quase nada (calmo todos os dias!). 

Mas, segundo os me®dia e o jornaleiro Eduardo Ferreira, quando se trata da Direita os líderes têm que ser calmos. Não convém que à Direita haja agressividade; convém uma Direita calminha, domesticada, obediente à Esquerda e ao politicamente correcto. Por isso é que “a Assunção Cristas é melhor do que o Nuno Melo”.

Sábado, 2 Janeiro 2016

A direita de esquerda

Filed under: A vida custa,Política — O. Braga @ 10:31 am
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“A resposta é Cristas, Assunção. O CDS não pode deixar de acompanhar a sua própria fasquia eleitoral e Catarina Martins há-de ser traduzida à direita: sem o que a envolve de mitos urbanos, antes no contexto pessoal, familiar – axiológico – que nós, os pós-pós-modernos, livremente, despreconceituadamente, muito prezamos. Assim como quem não sente necessidade de esconder que é da Província…”

Cristas para cima

Se o líder do Bloco de Esquerda usasse uma argola no nariz e uma chaminé no ombro, o futuro líder do CDS/PP teria que ser uma mistura de um boi e de uma casa de campo. É assim que “pensa” a “direita”.

Atenção que eu não tenho nada contra a Assunção Cristas. O problema é que o CDS/PP não tem que escolher um líder para o partido por ser mulher ou homem, e muito menos para emular as escolhas do Bloco de Esquerda.

A “direita” está de tal forma condicionada pela esquerda que já não consegue raciocinar. Ou então há outra razão: parece-me evidente que a Paulo Portas interessa Cristas na liderança do CDS/PP, porque a saída de Paulo Portas da liderança é “irrevogável”.

Ou Paulo Portas sai, ou não sai. Que decida. Mas que não venha outra vez com o “irrevogável”.

Domingo, 29 Novembro 2015

Francisco Mendes da Silva, Ana Rita Bessa e Teresa Caeiro

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 8:40 am
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“Os deputados do CDS-PP Francisco Mendes da Silva, Ana Rita Bessa e Teresa Caeiro defenderam que os casais homossexuais têm a mesma capacidade para adoptar crianças, questionando, contudo, se existe na sociedade um ambiente favorável.”

Estes deputados do CDS defendem adopção por “casais” gay

Em nenhuma sociedade existe um “ambiente favorável” à adopção de crianças por pares de invertidos, a não ser através da imposição da força bruta do Estado, como acontece, por exemplo, nos países nórdicos. Ora, um direito imposto à custa da força bruta do Estado não é um direito propriamente dito.

Nos países nórdicos não existe um “ambiente favorável” à adopção de crianças por pares de invertidos; o que existe é um medo difuso na sociedade de se pronunciar contra ela, e um silêncio generalizado em relação a qualquer juízo de valor sobre o assunto. A ideia segundo a qual “nos países nórdicos existe um ambiente favorável à adopção de crianças por pares de invertidos” é um mito que só cabe na cabeça de mentecaptos. Dantes tínhamos a URSS como “o sol do mundo”; hoje temos os países nórdicos.


“O deputado centrista [Francisco Mendes da Silva], que foi um dos parlamentares que deixaram na sexta-feira a Assembleia da República devido ao regresso dos antigos membros do governo ao hemiciclo, sublinha, contudo, que o “interesse central é o superior interesse da criança” e “é este que deve ser, sempre, o guia supremo do legislador”, e a partir desse guia persistem “dúvidas profundas” que não conseguiu ainda ultrapassar e que se prendem sobretudo com a maturidade da sociedade”.

Existe aqui uma ideia (que é incompreensível em um deputado do CDS/PP) segundo a qual uma “sociedade madura” tem a característica de se negar a si própria — a não ser que o deputado raciocine na mesma linha de Jean-Edern Hallier: “As civilizações apenas são mortais porque se tornam clarividentes. Logo que se põem a reflectir sobre si próprias, estoiram…”

A “maturidade da sociedade” é um conceito abstracto ou subjectivo, a não ser que seja sinónimo de “decadência”.

Se “maturidade da sociedade” não se identifica com “racionalidade” (que é diferente de “racionalismo”), entramos no campo do surreal ou do puro subjectivismo ético, político e jurídico que é característica de uma certa Esquerda psicótica.


“Existe ou não na sociedade portuguesa, já, um sentimento geral que a aproxima dos princípios dos projectos em discussão? Devem os riscos de um hipotético ambiente geral desfavorável sobrepor-se aos benefícios eventualmente decorrentes da mudança na lei?”, são algumas das questões colocadas por Francisco Mendes da Silva.

O “sentimento geral que a aproxima dos princípios dos projectos” significa o “progresso da opinião pública”, sendo que o “progresso da sociedade” é considerado uma lei da natureza. E esse “progresso da sociedade” passa pela dessensibilização ou anestesia ética e cultural da sociedade em nome de um império da emoção (o sentimento) sobre a razão. A ética passa a ser resultado de puro sentimento, subjectivo como é óbvio.

foi cesarianaA ideia é a de que, por intermédio do sentimento (emoção), podemos (o povo) aceitar as ideias e os comportamentos mais abstrusos: é a ideia do “sentimento” como chave da fundamentação da ética.

O movimento feminista esganiçado ― por exemplo na voz de Germaine Greer ou da “filósofa” Herlinde Pauer-Studer ― defende a posição segundo a qual a fundamentação da ética tem sido, ao longo da História, demasiado racional. Segundo essas feministas desconstrutivistas e esganiçadas, a ética tem sido unilateralmente analisada, e essa unilateralidade teria surgido devido à exclusão da experiência feminina. Elas defendem a ideia da inclusão das virtudes características da mulher esganiçada na análise da ética, como a intuição, a compaixão, do cuidado ou do sentimental. Schopenhauer e Levinas inserem-se no mesmo espírito da fundamentação ética (e jurídica) no sentimento, e não na razão.

Em suma, as feministas esganiçadas e desconstrutivistas, Schopenhauer e Levinas (entre outros), e os idiotas úteis como o Francisco Mendes da Silva, renunciam a uma fundamentação racional da ética. Para elas e eles, os valores surgem espontaneamente da profundidade dos sentimentos e da empatia funcional.

O problema que se coloca nesta concepção “sentimental” da ética é que ela é permeável à total arbitrariedade, porque os seres humanos não têm todos os mesmos sentimentos. Existem criaturas humanas que nem sequer são capazes de sentimentos empáticos, e contudo, a ética e a lei terão que existir para eles também.


Cabe ao Estado assegurar o superior interesse da criança. ”

Há aqui um erro crasso de análise do Chico; talvez um erro propositado. Não cabe ao Estado assegurar o superior interesse da criança: cabe à sociedade essa função. O Estado é apenas um instrumento da prossecução dos fins da sociedade, e não é a sociedade (a nação) que é um instrumento da prossecução dos fins do Estado.

O Estado é um meio, e não um fim em si mesmo. Quando o Estado é visto como um fim em si mesmo — como aconteceu na URSS e acontece hoje nos países nórdicos que é o actual “sol do mundo socialista” — entramos em um ambiente social que foi caracterizado pelo romance “O Rinoceronte”, de Ionesco: enquanto vários rinocerontes circulam livremente pela cidade, um representante da ideologia política oficial e politicamente correcta vem responder às angústias dos cidadãos através de palavras-mestras e slogans.

É evidente que Francisco Mendes da Silva, Ana Rita Bessa, Teresa Caeiro, Adolfo Mesquita Nunes, e até eventualmente Paulo Portas, deveriam sair do CDS/PP. Ou então retirem o conceito de “democracia-cristã” dos estatutos do partido; enquanto este conceito lá estiver, não podem haver divergências em assuntos tão fundamentais como o da adopção de crianças por pares de invertidos. Neste aspecto o Partido Social Democrata é mais coerente, e por isso é que não voto nele.

Quarta-feira, 23 Setembro 2015

O tráfico de crianças, a adopção de crianças por pares de invertidos e o “progresso da opinião pública”

 

O Partido Social Democrata e o CDS/PP são de esquerda; ou melhor dizendo: o Partido Social Democrata e o CDS/PP obedecem à Esquerda em matéria de costumes e de cultura antropológica . Isto significa que ou não existe Direita, ou a Direita está condenada à extinção.

O Partido Social Democrata e o CDS/PP aprovaram uma lei da adopção de crianças por pares de invertidos “leve”:

Ser filho de duas mães ou de dois pais é legalmente impossível em Portugal, mas a partir do próximo mês esta interdição será aligeirada. Os casais homossexuais vão ter o direito de partilhar as responsabilidades parentais, podendo qualquer um dos elementos do casal tomar decisões importantes sobre a vida da criança. Juristas afirmam que a lei é uma experimentação social do legislador, a quem faltou coragem para permitir a co-adopção.

Escrito a partir das propostas dos socialistas e da coligação PSD-CDS, o novo diploma, publicado no dia 7, permite que casais do mesmo sexo assumam as responsabilidades parentais quando a criança só tem uma filiação. Por outras palavras, quando foi adoptada por um progenitor (pai ou mãe), quando só tem mãe porque nasceu por procriação medicamente assistida com recurso a banco de esperma – realizada no estrangeiro porque em Portugal esta técnica é exclusiva a uniões heterossexuais – ou quando um homem recorre a uma barriga de aluguer no estrangeiro, prática proibida em Portugal”.

foi cesarianaRepare-se na narrativa dos me®dia: “ser filho de duas mães ou de dois pais é legalmente impossível em Portugal” — como se fosse possível realmente ser filho de dois pais ou de duas mães, legalmente ou não. Estamos no domínio da linguagem orwelliana; e o Partido Social Democrata e o CDS/PP aprovam. Estou seriamente a ponderar votar no PNR.

Um par de gays vai à Tailândia, por exemplo, e aluga a barriga de uma mulher. E o Partido Social Democrata e o CDS/PP aprovam o tráfico de crianças, porque depois de a criança nascida concedem um prémio ao par de gays: a “co-adopção suave”. O Partido Social Democrata e o CDS/PP não legalizam as “barrigas de aluguer”, mas aceitam que o alugueres das barrigas sejam feitos no estrangeiro. Isto é uma hipocrisia que pede meças ao Bloco de Esquerda.

Naturalmente que para conceder a “co-adopção suave” por pares de invertidos, o Partido Social Democrata e o CDS/PP tinham que afastar a influência dos avós (biológicos, obviamente) em relação à criança. A estratégia subjacente ao Partido Social Democrata e ao CDS/PP é a do sapo em água morna:

“Vários estudos biológicos demonstram que um sapo colocado num recipiente com a mesma água de sua lagoa, fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água, mesmo que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento de temperatura (mudanças de ambiente) e morre quando a água ferve. Inchado e feliz”.

Domingo, 2 Agosto 2015

O submarino do CDS/PP, Adolfo Mesquita Nunes, volta a atacar

 

Eu não leio o Expresso (ou Espesso?), mas acredito no que está escrito aqui em relação à reforma da lei do aborto:

« Adolfo Mesquita Nunes no Expresso de hoje sobre as alterações à lei 16/2007: “Há uma redução do espaço de liberdade da mulher. Isso seria suficiente para eu votar contra.” e “a alteração não vem colmatar nenhuma falha na aplicação da lei.”. »

Adolfo Mesquita Nunes está a mais no CDS/PP, e só se tem mantido lá por influência de Paulo Portas. Talvez seja chegado o momento de ambos saírem do partido — como aliás defende, subliminar- e nomeadamente, José Ribeiro e Castro.

Dizer que “a alteração não vem colmatar nenhuma falha na aplicação da lei”, quando, por exemplo, na anterior versão da lei, o aborto dava direito automático a férias pagas — é próprio de alguém que se identifica com minorias exóticas mais próprias do Partido Socialista.

Adolfo Mesquita Nunes deve ser convidado a sair do CDS/PP. Se não for a bem, vai a mal.

Sexta-feira, 17 Abril 2015

A “direita” já perdeu as próximas eleições

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 9:10 am
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O anúncio da intenção de cortar — ainda mais! — nas reformas dos cidadãos foi a machadada final: a “direita” já perdeu as próximas eleições.

Deixar a política de comunicação do CDS/PP a cargo de neófitas como Cecília Meireles é “a morte do artista”. Neste aspecto o Partido Social Democrata anda melhor: o porta-voz do partido é o Marco António Costa, que apresenta uma credibilidade e uma maturidade que a Cecília Meireles não tem.

Dizer que se pretende cortar 600 milhões de Euros em reformas implica necessariamente dizer claramente os termos concretos e os detalhes desse corte. Defender esse corte de uma forma abstracta, como fez a “direita”, é uma política de comunicação desastrosa que anuncia já uma derrota eleitoral estrondosa.

Infelizmente é a “direita” que temos. “Quem se deita com crianças acorda mijado”.

Sexta-feira, 19 Dezembro 2014

A actual Direita portuguesa, no Poder, é revolucionária

 

o KapoUma característica da Esquerda é a de que não só respeita os mais velhos do seu grupo político, mas também aprende com a experiência deles. Por exemplo, vimos esse facto com o silêncio respeitoso da Esquerda em geral em relação às palavras escabrosas proferidas por Mário Soares quando foi visitar o seu (dele) amigo José Sócrates à prisão.

Já a Direita não segue o mesmo critério: a opinião dos mais velhos conta pouco.

Isto significa que é a actual Direita que é revolucionária, e que a Esquerda é conservadora — porque uma das características do conservadorismo é o respeito pela opinião, em princípio, mais experiente dos mais velhos.

Passos Coelho veio introduzir na política um espírito revolucionário que se opõe ao conservadorismo — a tal ponto que os prosélitos deste Partido Social Democrata de Passos Coelho (ou da ala de Paulo Portas do CDS/PP, o que vai dar no mesmo) tratam os seus compagnons de route mais velhos como “relapsos da revolução cultural”.

A actual Direita portuguesa, no Poder, é revolucionária.

passos-coelho-wrong-way-webA greve na TAP não tem justificação. Mas a teimosia do governo de Passos Coelho em não querer dialogar com os sindicatos também não tem justificação. Há três hipóteses em relação à privatização da TAP, a ver:

1/ uma questão puramente ideológica, da parte de Passos Coelho. Ele vê o mundo de certa forma, e essa mundividência é transformada em dogma: coloca uns antolhos e segue sempre em frente.

2/ a TAP não tem qualquer possibilidade de sobrevivência se não for privatizada a 100%. Esta hipótese já provou ser falsa, e por isso não passa de retórica de baixo coturno vinda do governo de Passos Coelho.

3/ há interesses obscuros, não só da parte do Passos Coelho, mas também de outros píncaros da actual coligação, que consiste em participação em negócio, tráfico de influências, corrupção e possível branqueamento de capitais.

Eu inclino-me mais para a terceira hipótese. Depois da TAP privatizada com dolo para os interesses de Portugal, vamos ver o Passos Coelho — e outros da actual elite política da Direita — na prisão de Évora a fazer companhia a José Sócrates.

E a democracia é isto.

Terça-feira, 3 Junho 2014

O Putsch Coelhista contra as instituições democráticas

 

“O porta-voz do PSD acusou hoje a maioria dos juízes do Tribunal Constitucional (TC) de “invadir o campo do legislador”, “para não dizer que atropelou competências da Assembleia da República, a propósito do mais recente “chumbo” do Palácio Ratton.”

PSD acusa TC de ‘invadir campo do legislador’


¿O que é que esta gentalha deste Partido Social Democrata pretende? O que é que eles querem?!

Vamos lá ver: ¿faz sentido existir o Tribunal Constitucional, ou não? A Alemanha, que essa gentalha tanto admira, tem um Tribunal Constitucional. ¿E por que razão Portugal não poderá ter um Tribunal Constitucional?!

¿Será que os critérios de deliberação do Tribunal Constitucional estão errados ou incorrectos? Bom, se estão errados, há que denunciar esses critérios errados — e não colocar em causa (implicitamente) a existência do Tribunal Constitucional que os alemães (que essa gentalha admira) também têm.

Se os critérios de deliberação do Tribunal Constitucional português correspondem ao que está estipulado no próprio espírito da Constituição, das duas, uma: ou se extingue o Tribunal Constitucional, ou se faz uma revisão da Constituição. O que essa gentalha do Partido Social Democrata de Passos Coelho não pode estar a fazer é a minar as instituições que sustentam a democracia. Estamos em presença de revolucionários radicais de direita — o que é a mesma merda dos revolucionários radicais de esquerda.

Naturalmente que há outros meios para resolver o problema do “buraco” orçamental dos 500 milhões de Euros criado pela aplicação da Constituição. Mas esses meios não podem ser anunciados sem que causem uma ainda maior histeria entre a gentalha do Partido Social Democrata de Passos Coelho e nos palhaços do CDS/PP de Paulo Portas. Há soluções que não passam por um aumento de impostos, embora essas soluções não agradem a essa gentalha.

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