perspectivas

Terça-feira, 4 Dezembro 2012

¿E agora, Aníbal?

diabo anibal web 400
Podemos esperar sentados. Entretanto, já se organizou no FaceBook um “peditório” para um Congresso Extraordinário do PSD.

Domingo, 25 Novembro 2012

Num país decente, Passos Coelho já teria sido demitido pelo presidente da república

“São estes os protegidos de Gaspar que, além de abocanharem os recursos públicos, são poupados a esta fúria fiscal. O património imobiliário dos especuladores está titulado em fundos isentos de IMI e IMT, as fundações fantasma dos milionários estão dispensadas de pagar o IMI, IRC, imposto automóvel e de circulação. E até os rendimentos de capital são tributados a níveis bem inferiores aos do trabalho.”

via Obviamente, contra – Paulo Morais – Correio da Manhã.

Por muito menos, o presidente Jorge Sampaio demitiu Santana Lopes no Outono de 2004. A verdade é que o Partido Social Democrata de Passos Coelho ganhou as eleições com um programa que não tem nada, absolutamente, a ver com o programa de governo que está a aplicar: chama-se a isto “subversão da democracia”.

Quem votou em Cavaco Silva tem hoje amargos de boca (eu não voto para a presidência da república), porque o que o orienta e determina é o ideário do partido político a que pertence, e não o interesse nacional.

Passos Coelho disse uma coisa na campanha eleitoral, e fez outra coisa muito diferente depois de eleito e como primeiro-ministro. E das duas uma: ou há novas eleições, ou terá que haver um governo de iniciativa presidencial. As duas hipóteses estão fora de questão porque temos um presidente da república com as características idiossincráticas de Cavaco Silva.

Domingo, 4 Novembro 2012

Uma carta fora do baralho

Filed under: Política — O. Braga @ 2:35 am
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Domingo, 8 Abril 2012

Será que Nicolau Santos também é uma espécie de ‘eurófobo nazi’ de extrema-direita ?

DEMITA-SE, SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO !

(Coluna de opinião do Semanário Expresso) Nicolau Santos
Terça-feira, 6 de Março de 2012


Senhor Primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor Primeiro-ministro. Só me apetece rugir!…
O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País!

Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o défice é do Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse argumento.
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Quarta-feira, 25 Janeiro 2012

José Régio, a Bem da Nação

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 9:45 am
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Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno “sacrifício”
De trinta contos – só! – por seu ofício
Receber, a bem dele… e da nação.

— José Régio

Quinta-feira, 20 Outubro 2011

Cavaco Silva e a crítica ao radicalismo ideológico de Passos Coelho

Eu sou um crítico de Cavaco Silva e não votei nele. Aliás, não votei em nenhum candidato à presidência da república: em termos de república, sou um relapso. Mas quando Cavaco Silva vem criticar a política deste governo, isso não significa que ele seja de Esquerda (no sentido europeu e marxista): surpreende-me que hajam pessoas com capacidade para pensar e que assumam acriticamente uma qualquer ideologia política.

Naturalmente que se Cavaco Silva vivesse nos Estados Unidos, seria considerado de Esquerda; basta que ele seja keynesiano para que levasse logo com o rótulo de “liberal”, tal como Obama é considerado de Esquerda; mas em termos europeus, Cavaco Silva não é da Esquerda, e em termos culturais e dos costumes até é conservador.

« As ideologias foram inventadas para que aqueles que não pensam possam ter opinião. »

— Nicolas Gomez Dávila

Com excepção dos governos do PREC, este governo de Passos Coelho é o mais ideológico desde o 25 de Abril de 1974. A partir do momento em que a ideologia hayekiana tomou conta do governo, este deixou de ter contacto com a realidade política e social do país — tal como acontece com os governos marxistas.

A ideia segundo a qual os funcionários públicos ganham mais do que os funcionários do sector privado, é falsa e demagógica; e essa demagogia teve origem na própria pessoa de Passos Coelho. Quando fazemos comparações, devemos comparar aquilo que é comparável, isto é, devemos comparar engenheiros com engenheiros, professores com professores, etc.. Se José Sócrates era um demagogo, Passos Coelho não lhe fica atrás.

Numa altura em que seria essencial unir todos os portugueses em torno de um desiderato comum, Passos Coelho adopta uma estratégia política de divisão do país, tentando colocar a sociedade contra a função pública.

É óbvio que existem funcionários públicos a mais, mas o que Passos Coelho está a fazer é a confundir propositada e demagogicamente dois problemas distintos: o problema do excesso de funcionários públicos, por um lado, com o problema “fantasma”, e que não existe, dos salários superiores da função pública, por outro lado.

A crítica a uma ideologia política não pode ser considerada “de direita” se essa ideologia radical é marxista, e “de esquerda” se essa ideologia radical é utilitarista. A crítica a uma ideologia política é sempre um acto de inteligência, que não é de esquerda nem de direita.

Quarta-feira, 12 Outubro 2011

Zangam-se as comadres, dizem-se as verdades!

«Numa primeira crítica ao eixo franco-alemão, Cavaco atribui-lhes (e ao Conselho) especial responsabilidade na “quebra de credibilidade do Pacto de Estabilidade e Crescimento”, quando tudo fizeram “para que passasse incólume a violação dos limites do défice orçamental por parte da Alemanha e da França, nos primeiros anos deste século”.»

via “Bruxelas não fez o que devia para corrigir défices excessivos” – Dinheiro Vivo.


O que Cavaco Silva não disse foi que ao directório da União Europeia (leia-se, eixo Alemanha e a nova França de Vichy) não interessava a supervisão dos défices excessivos por parte das instituições europeias, porque o endividamento excessivo dos países da periferia europeia fazia parte integrante do plano do directório; a prova disto foram as taxas de juro negativas praticadas pelo BCE durante uma década de Euro, e a mando da Alemanha.

Por outro lado, Cavaco Silva acusa o directório da União Europeia de moral hazard, ou seja, de terem sido os primeiros a violar o pacto de estabilidade e crescimento (PEC) — isto é, o máximo de défice público de 3% e de dívida pública de 60% do PIB. Porém, há aqui um problema: em nenhum lado dos Tratados assinados por Portugal com a União Europeia se diz que “os países são todos iguais”, o que significa que há países que são mais iguais do que outros.

Em suma, Cavaco Silva reconheceu publicamente que Portugal foi encavado e escavacado. Valha-nos, ao menos, isso (o reconhecimento).

Sexta-feira, 26 Agosto 2011

Afinal, os espanhóis deram razão a Cavaco Silva

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 7:42 am
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“Con este consenso, el techo de déficit y deuda se saca fuera de la reforma de la Carta Magna, que, según la redacción pactada, no recoge ninguna cifra a este respecto, tal y como pretendía el candidato socialista a la Presidencia del Gobierno, Alfredo Pérez Rubalcaba.”

via Pacto de PSOE y PP para dejar sin contenido la reforma de la Constitución – Libertad Digital.

Quarta-feira, 16 Março 2011

O problema de Portugal é uma febre estercorária

No meio de uma crise ética-moral, o mais desonesto, o mais hipócrita e o mais truculento impõe a sua perícia e fica sempre a ganhar. É o que está a acontecer em Portugal com José Sócrates.

A crise moral instalou-se na classe política em geral, a partir do momento em que a gestão da crise económica do país se submeteu aos interesses de gestão privada de carreiras políticas: Cavaco Silva precisava de ser reeleito, e Passos Coelho precisava de afirmar a sua posição política dentro e fora do Partido Social Democrata. A partir daí instalou-se a crise moral, e José Sócrates é especialista de topo na arte de sobrevivência em ambiente de estercadura.

O problema de Portugal é o de que chegou a um ponto tal em que maturum stercus est importabile pondus. Chegou o momento de Portugal “arrear a jiga” e fazer evacuar os intestinos da política.

Portugal vive um problema grave de obstipação política, ou seja, a merda não quer sair: o país bem puxa e faz força, mas todas as forças político-biológicas parecem conjurar para que o ciclo do carbono não se realize. Portugal definha a olhos vistos, porque está a ser impedido de aliviar a tripa. A crise moral da nossa política atinge agora o seu auge.

Quinta-feira, 10 Março 2011

Escavacatus Singelus

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:36 am
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Segunda-feira, 24 Janeiro 2011

Um pequeno sinal do colapso cultural do neomarxismo em Portugal

Uma coisa de que gostei no discurso de Cavaco Silva, foi o seu princípio : “Portugueses, quero agradecer a todos… (…)”.

Naturalmente que Cavaco Silva, como qualquer pessoa de senso-comum, entende o conceito de “portugueses” e “todos” como extensível a ambos os sexos, porque há palavras que, quando inseridas na coerência de um discurso, são semântica e convencionalmente neutras. No discurso de Cavaco Silva, está implícita a neutralidade, em termos de sexo, dos termos “portugueses” e “todos”, e o senso-comum apreende imediatamente essa neutralidade; ele há conceitos que se subsumem de uma forma “automática”.

Se fosse Manuel Alegre a dizer o mesmo discurso, começaria : “Portuguesas e portugueses, independentemente do género e etnia, quero agradecer a todos e a todas …(..)”. O discurso de Cavaco Silva, se proferido por Manuel Alegre, demoraria, pelo menos, mais 30% do tempo.

Pois é…

Cavaco Silva queixou-se ontem da lógica político-eleitoral que permitiu a sua reeleição; criticou e condenou o sistema que o escolheu.

A ideia de que é possível a eleição de um presidente da república sem a manipulação da ignomínia, é um contra-senso. Uma eleição unipessoal contra outros candidatos unipessoais, é sempre uma demonstração do pior que existe na sociedade; nunca uniu uma nação nem nunca o fará.

O que une uma nação — para além da história, da cultura e da língua — são os símbolos; e o presidente da república, qualquer que seja, não é nem nunca será um símbolo da nação. O presidente da república é um Ersatz do Rei, um fac-símile do monarca, uma falsificação de um símbolo da nação.

O presidente da república é um partisan. Por mais que a demagogia nos dite a ideia de que o presidente da república, depois de eleito, “é de todos”, os portugueses sabem bem que ele não o é. O que é de todos os portugueses, é o significado — o símbolo — que o presidente da república não é, e não o epifenómeno que o presidente da república é.

Um efeito nunca pode ser uma causa axiomática. As pessoas sabem isso de forma intuitiva. Os símbolos são axiomáticos; ligam-se a significados que transcendem os epifenómenos e os meros efeitos políticos. As pessoas sabem intuitivamente que não é possível ser um epifenómeno (um efeito) e, simultaneamente, um símbolo axiomático da nação.

Houve um tempo em que acreditei que votar num candidato à presidência da república era uma forma de contribuir para a consolidação da democracia saída de um processo radical revolucionário em curso (PREC, 1975). Hoje, estou convencido de que a eleição do presidente da república é uma forma de o PREC se fazer prolongar no tempo de uma forma suave, à espera do momento certo e ideal em que o estertor do radicalismo desnacionalizado e totalitário reemergirá com maior alento.

«Não deram resultado todas as esperanças que eu tinha posto no dia de hoje; amanhã de manhã, bem cedinho, se Deus quiser, todas as esperanças voltarão à procura da minha vez.»José Sobral de Almada Negreiros (monárquico).

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