perspectivas

Sexta-feira, 29 Janeiro 2016

¿Por que é que a Isabel Moreira se preocupa tanto com o veto de Cavaco Silva?

 

isabel-moreira-bw-nomeSe os vetos de Cavaco Silva em relação à lei da adopção de crianças por pares de invertidos e à lei da promoção cultural do aborto, irão ser anulados brevemente na assembleia da república, Isabel Moreira deveria estar em paz e sossego e com a consciência tranquila. Mas não está. Isabel Moreira anda preocupada com Cavaco Silva.

A razão dessa preocupação é a seguinte: Cavaco Silva resistiu. O pensamento único e politicamente correcto não admite resistência.

Mas não só: Isabel Moreira sabe essas leis são passíveis de revogação, por parte da sociedade, em qualquer momento futuro. Ninguém conhece o futuro, e a Isabel Moreira também não (esta proposição é propositada).

A partir do momento em que a Isabel Moreira — e a Esquerda, em geral, mas não só a Esquerda — concebe a política apenas como um meio para atingir determinados fins, ela perdeu legitimidade política e abriga-se só na legalidade — porque a política é uma forma de associação que é um fim em si mesma, baseada na legitimidade.

Como escreveu Rousseau, “um direito digno desse nome não pode ser um direito que caduca quando a força bruta do Estado acaba”. É isto que preocupa a Isabel Moreira; e justifica-se a preocupação dela.

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Terça-feira, 26 Janeiro 2016

Cavaco Silva sai com dignidade

 

Cavaco Silva emendou a mão, vetando agora a lei da adopção de crianças por pares de invertidos e a lei da promoção cultural do aborto — depois de Cavaco Silva ter promulgado a lei do aborto em 2007 que surgiu de um referendo não vinculativo, segundo a Constituição.

As leis em causa voltarão ao parlamento e serão aprovadas pela maioria radical de Esquerda coordenada pelo jacobino António Costa.

os-malandros-web

marcelo-plastic-man-webEm Portugal faltam homens de fibra, capazes de fazer rupturas; por isso é que a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa é mais do mesmo. Nisso estou de acordo com Passos Coelho: Marcelo Rebelo de Sousa é um “cata-vento”.

Precisamos de homens com coragem na política, capazes de renunciar a um cargo político, se necessário, em nome de uma convicção racionalmente fundamentada.

Vem aí a lei da eutanásia proposta pela Esquerda jacobina, e Marcelo Rebelo de Sousa promulgará a lei em nome da “unidade nacional”, em nome do “compromisso” e da “acção política ao centro”.

Quanto mais a Esquerda radicaliza, mais o centro vira à esquerda, e mais o Marcelo Rebelo de Sousa se transformará na “direita da Esquerda”. O “centro político” é exactamente isso: a “direita da Esquerda”, ou seja, o grupo dos “idiotas úteis” de Lenine.

Sexta-feira, 11 Outubro 2013

Ó Escavacado!, vai trabalhar!

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 6:04 pm
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«O homem detido em Elvas, na véspera do 10 de Junho, por injúrias ao Presidente da República, enviou uma carta a Cavaco Silva a solicitar que desista da queixa, alegando que se sente "injustiçado".»

Sexta-feira, 12 Julho 2013

Radicalização da política portuguesa está aí

Era inevitável, e há muitos meses que eu previa que a política do Vítor Louçã Rabaça Gaspar daria nisto. Em 18 de Outubro de 2012 escrevi aqui o seguinte:

O governo de Passos Coelho esgotou o seu propósito

Passos Coelho foi, desde o princípio, um primeiro-ministro de um governo destinado a cumprir um programa . Um programa é uma sequência de acções predeterminadas que funciona em certas circunstâncias que permitem o seu cumprimento. E se as circunstâncias externas ou internas não são favoráveis, o programa fracassa – que é exactamente o que aconteceu com o programa do governo de Passos Coelho.

Um programa cumpre-se mediante mecanismos automáticos; quem executa um programa não tem muito que pensar – e por isso é que nós assistimos a esta crueza e insensibilidade da parte de Passos Coelho e do seu ministro das finanças. Ambos estão a cumprir um programa que é por definição predeterminado, e não têm que pensar em estratégia.

Ao contrário do programa, a estratégia resulta da reflexão, tem em conta o imprevisto, eventuais situações adversas, e valoriza sempre a Informação que pode alterar o curso dos acontecimentos. Mas, para haver estratégia numa organização, esta não pode ser concebida ab initio para obedecer a um programa ou programação. Ou seja, por exemplo, quando se forma um grupo de trabalho para executar um determinado programa, seria uma estupidez que se exigisse desse grupo de trabalho a elaboração de qualquer estratégia.

Restaria a Passos Coelho adoptar uma estratégia; mas não o pode fazer, porque a noção de programa opõe-se à noção de estratégia. É praticamente impossível que um mero cumpridor de um programa, como é Passos Coelho, passe a ser um estratega, porque isso seria contraditório em termos.

Se nós já verificamos que o programa que Passos Coelho está a cumprir tem uma enorme probabilidade de não só não atingir os seus objectivos, mas também de fazer retroceder a nossa economia à idade da pedra, então teremos que concluir que o projecto do programa de Passos Coelho fracassou e tornou-se redundante e anacrónico. Passos Coelho deve ser demitido.

Em vez de um governo que apenas cumpre um programa, devemos ter um governo com estratégia.

Agora “é tarde e Inês é morta”, o mal está feito e Cavaco Silva faz parte do problema. Eleições, neste momento, significam uma nova versão light do PREC [Processo Revolucionário em Curso].

Quarta-feira, 10 Julho 2013

Para Cavaco Silva, nem é carne, nem é peixe (“antes” pelo contrário)

Ele há três possibilidades – e só três – de governança do país: 1/ tomada de posse do novo governo com Maria Luís Albuquerque como ministro das Finanças e com Paulo Portas como Vice primeiro-ministro; 2/ convocação de eleições antecipadas para Setembro de 2013; 3/ governo de iniciativa presidencial (de tipo Mário Monti, em Itália).

Cavaco Silva não optou por nenhuma destas três possibilidades: optou por uma utopia que consiste em formar um partido único em Portugal, um partido que é uma espécie de partido da União Nacional do Estado Novo. Cavaco Silva critica os partidos políticos mas entra no mesmo e exacto jogo político dos partidos políticos – ou seja, Cavaco Silva faz parte da mesma lógica política que ele próprio critica nos partidos.

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Quarta-feira, 3 Julho 2013

Se cá nevasse fazia-se cá ski

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 10:00 pm
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Se tivéssemos um presidente da república que não fosse um palhaço fora do circo, teríamos um governo de iniciativa presidencial — que é o que eu tenho defendido desde Setembro de 2012 depois do fiasco da TSU a favor dos patrões.

Esta palhaçada toda a que assistimos todos e cujo protagonista principal foi o palhaço presidente da república, apenas nos demonstra a necessidade do fim do regime e da restauração da monarquia em Portugal.

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A família real portuguesa

Quinta-feira, 13 Junho 2013

Queixava-se de estar a ser roubado, e Cavaco Silva roubou-o ainda mais!

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 4:29 pm
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«Residente em Campo Maior, o homem conta que tinha ido a Elvas com a família ver a exposição de material militar que foi montada na Mata do Emigrante por ocasião das comemorações do Dia de Portugal quando viu acercar-se a comitiva com Cavaco. Os impropérios motivados pela indignação com o estado a que chegou o país saíram-lhe ligeiros: “Vai mas é trabalhar! Sinto-me roubado todos os dias”, recorda ter disparado em direcção ao Presidente.

Nesta quarta-feira foi condenado a 200 dias de multa, a uma razão de seis euros e meio por dia, o que perfaz 1300 euros – quantia superior ao ordenado que aufere mensalmente.»

Multado em 1300 euros por mandar Cavaco trabalhar


Não há aqui uma proporcionalidade desejável na pena aplicada. O homem que se dizia roubado vai pagar uma multa superior ao seu salário mensal! – só porque se queixou de estar a ser roubado com impostos obscenos. Cavaco Silva roubou o desgraçado pai de família que se queixava de estar já a ser roubado.

Neste país, quem se queixa de estar a ser roubado acaba por ser mais roubado. O melhor é ser roubado e estar caladinho (se não, leva no focinho).

É a primeira vez que vejo alguém chateado porque o mandam trabalhar. Normalmente, o trabalho enobrece a condição humana. Mas parece que Cavaco Silva entende o trabalho como o tripalium dos escravos romanos, ou seja como um insulto. Não há muito mais a esperar de quem não fez os liceus.

Sexta-feira, 26 Abril 2013

Cavaco Silva passou um cheque em branco a Passos Coelho

Filed under: acordo ortográfico,Política — O. Braga @ 8:17 pm
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Cavaco Silva não é pior presidente da república do que os seus antecessores; mas o que nunca compreendi foi a áurea que lhe colocaram. Otelo tem razão mas esqueceu-se de mencionar que os outros presidentes, na minha opinião, ainda foram piores do que Cavaco Silva.

Cavaco Silva, no seu discurso de 28 de Abril, deu carta-branca ao governo de Passos Coelho — e Otelo deveria estar calado porque ele também assinou mandatos de captura em branco no tempo do PREC. No fundo, é uma coisa parecida: Cavaco Silva assinou por baixo as asneiras que Passos Coelho possa vir a cometer no futuro. Passos Coelho pode agora voltar à ideia de aumentar a T.S.U. dos trabalhadores sem medo de qualquer confronto com o presidente da república.

Cavaco Silva foi o principal responsável por este Acordo Ortográfico, porque foi um governo dele que o assinou. Para quem não fez o Liceu e mal sabe escrever correctamente, não poderíamos esperar outra coisa. Provavelmente, um governo de Mário Soares ou de Sampaio também teria assinado o dito: mas destes já esperamos tudo em nome da utopia. Em contraponto, seria de esperar de Cavaco Silva, não sendo da esquerda, um pouco mais de prudência em relação às utopias.

Tudo isto deixa-me preocupado, porque não foi apenas Cavaco Silva que endoidou: está tudo doido!

Domingo, 23 Dezembro 2012

Entrevista de Artur Baptista da Silva à TSF

Uma equipa de sete economistas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento passou o último ano a analisar as economias dos países do Sul da Europa e, no caso português, recomendam que o Governo inicie, de imediato, negociações para rever o memorando de entendimento com a “troika”, e renegociar uma fatia de 41% da dívida do país.

via Nações Unidas: Portugal deve renegociar já parte da dívida – TSF.

Eu moro num condomínio fechado de classe média, ou seja, não é um condomínio de luxo, embora também não seja um edifício vulgar de apartamentos. Em Setembro deste ano foi despejada uma família por dívida ao Banco; ontem, vi outra família em mudanças, pela mesma razão. Ou seja, a classe média já começa a ficar pobre. Não se trata de especulação teórica ou política: eu constato esse facto pela minha própria experiência.
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Quarta-feira, 19 Dezembro 2012

A república dos bananas

Filed under: A vida custa,Portugal — O. Braga @ 10:45 pm
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Sábado, 15 Dezembro 2012

O cinismo de Cavaco Silva e a promulgação do Orçamento de Estado para 2013

Imaginemos, por absurdo que seja, que Passos Coelho e a sua maioria paralamentar aprovavam uma lei que instituía a pena de morte em Portugal.
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Quarta-feira, 5 Dezembro 2012

¿Porco?! ¿Que porco?!!!

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,Tirem-me deste filme — O. Braga @ 9:08 pm
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O humorista brasileiro José de Vasconcellos contava uma história mais ou menos assim:

«Um sujeito assaltou uma residência para roubar um porco. Quando estava já de saída com o porco às costas, apareceu o dono da residência que lhe gritou: “ – Pára aí! Você está roubando o meu porco!”. Ao que o assaltante retorquiu: “ – ¿Porco?! ¿Que porco?! Mas… ¿o que é isto que eu tenho nas minhas costas?!!!” »

Cavaco Silva faz lembrar o assaltante do porco: também faz de conta que não sabe o que transporta às costas.

“Portugal está numa situação muito diferente da Grécia. (…) Deus nos livre de algum dia nos aproximarmos da situação da Grécia. Penso que a maioria dos portugueses não tem bem a noção da situação em se encontra esse país”, começou por responder às questões dos jornalistas.

via Cavaco quer Governo a defender melhores condições para o país – PÚBLICO.

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