perspectivas

Domingo, 20 Janeiro 2019

A Catarina Martins é a vingança do Anacleto Louçã

Filed under: Esquerda — O. Braga @ 8:46 pm
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Se perguntassem a Lenine (dentro da sua facção bolchevique do partido social-democrata russo) se alguma vez defenderia uma ditadura marxista do proletariado, a resposta seria negativa — aliás, era esta a posição oficial de Lenine em relação à facção menchevique do partido social-democrata russo: “nada de totalitarismos: só paz e amor!”.

E depois do golpe-de-estado de Outubro 1917, foi o que se viu.

« Catarina Martins veio a público toda ofendida (coitadita) porque considera insulto que lhe chamemos de extrema esquerda porque “Extrema-esquerda está associado a totalitarismos, a perseguição, a ódio – não encontram absolutamente nada disso no BE com certeza” – diz ela. »

PCP e BE são extrema-esquerda

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Quinta-feira, 15 Setembro 2016

A Catarina Martins e os Comandos

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 1:54 pm
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O problema da Catarina Martins e das esganiçadas do Bloco de Esquerda em relação aos Comandos, é o de que nunca se viu uma mulher-Comando. Os Comandos são “sexistas”. Quando puserem os Comandos a fazer aeróbica juntamente com as manas Mortágua, o Bloco de Esquerda perde o seu preconceito.

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Quarta-feira, 4 Maio 2016

O Bloco de Esquerda quer liderar a malandragem

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O Bloco de Esquerda diz que "é preciso uma resposta económica e política garanta um aumento sustentado dos rendimentos do trabalho, com criação de emprego e que seja capaz de aumentar a capacidade produtiva do país e atacar o endividamento externo". Como? Com base em três eixos: controlo do sistema financeiro e combate à corrupção, descarbonização da economia e coesão territorial e reposição de direitos laborais, combate à precariedade e maior redistribuição da riqueza. Isto, claro, sem esquecer a velha bandeira da renegociação da dívida.

Bloco exige "nova estratégia" para maioria de esquerda sobreviver

Controlo do sistema financeiro passa pela nacionalização da Banca; e os Bancos que não sejam nacionalizados terão um membro do Bloco de Esquerda no Conselho de Administração. Combate à corrupção significa combate aos salários altos dos administradores das empresas privadas e públicas — porque quem ganha muito dinheiro é necessariamente corrupto.

Descarbonização da economia significa a obrigatoriedade de andar de bicicleta. O imposto automóvel terá que aumentar (excepto para os membros do Bloco de Esquerda, que ficam isentos), o litro da gasolina passará para 5 Euros para que o Estado possa oferecer uma bicicleta a toda a gente.

Coesão territorial significa a garantia de que toda a gente que teima em viver no interior reaccionário possa emigrar para Lisboa, onde o Bloco de Esquerda é popular. Reposição dos direitos laborais é obrigar a economia privada a pagar os custos do Paraíso na Terra que o marxismo prometeu mas ainda não conseguiu cumprir. os-malandros-web

Segunda-feira, 25 Abril 2016

Portugal está a “cubanizar-se”, e António Costa é o responsável

 

“O marido de Maria José Morgado, o fiscalista Saldanha Sanches (outro ex-radical do MRPP) defendeu que as associações de bombeiros voluntários deveriam ser extintas, sendo — segundo ele — substituídas por bombeiros profissionais pagos e dependentes do Estado, o que ele defendeu foi a ideia de que o associativismo (que é o fundamento das comunidades da sociedade civil) deveria ser preterido — através de uma desculpa economicista que contradiz a essência da mundividência de esquerda — em favor do reforço do Poder do Estado.

Esta sanha contra as comunidades da sociedade civil vem directamente de Rousseau que influenciou Karl Marx”.

escrito neste blogue em 9 de Maio de 2010


Este domingo, durante um encontro sugestivamente intitulado “Inconformação 2016”, Catarina Martins proclamou que o trabalho voluntário “é uma treta”. Mais: acrescentou que “se é trabalho, tem que ter contrato”, pelo que só pode existir “quando houver pleno emprego”.

Um dia destes acordamos nas mãos do Bloco


Ontem ouvi a Catarina Martins a falar na rádio — acerca dos sem-abrigo do Porto — como se estivesse presente no governo do Partido Socialista de António Costa. o-monhe-das-cobras-web

Eu passei pela “transformação marxista” em Moçambique depois da independência deste país, ainda era eu um adolescente, e já vi esse filme. É um filme de terror; e fiquei vacinado para toda a vida. Só quem viveu o ambiente da revolução marxista pode ter a noção do terror que se entranha nos espíritos em geral: vivemos uma espécie de “sufocação social”, em um medo generalizado perante uma total prepotência e discricionariedade do Poder (que não se compara, nem de perto nem de longe, com a censura salazarista). É uma sensação inesquecível. O que o Bloco de Esquerda defende é uma nova e actualizada versão da revolução marxista, em que eles se sentam na cadeira do Poder.


“Não há partido mais infantil do que o BE. O BE tem tudo o que é típico de uma criança malcriada, mimada, irritante e preguiçosa. Estão a ver aqueles miúdos a quem dizemos "olá" e eles começam a gritar ou aos insultos? É assim o BE. No mundo dos adultos chama-se a isto irreverência; no das crianças, má–criação. Outra particularidade infantil do BE é o mimo. As criancinhas mimadas são sempre levadas a sério, mesmo que não tenham idade para apanhar um autocarro. Qualquer coisa que digam, por mais parva que seja, dá notícia. Ora, isto faz que não tenham necessidade de deixar de dizer coisas parvas – como insultar o voluntariado – tornando-se preguiçosas e viciadas em atenção.”

A criancinha malcriada

Porém, o grande responsável do que está a acontecer em Portugal não é a Catarina Martins, mas é o António Costa e o seu Partido Socialista que se radicalizou. É o Partido Socialista que terá que prestar contas ao país. os-malandros-web

Domingo, 20 Março 2016

A preponderância da mulher na política é prejudicial à sociedade

 

 

1/ O José Manuel Moreira escreveu o seguinte:

“Razões para a ascensão do BE há muitas. A começar pela afirmação de uma nova geração de jovens mulheres: Catarina, Mariana e Marisa. Uma ‘troika’ que soube usar os filhos da droga do sistema para alcançar o poder adoptando causas capazes de iludir gente confusa, apreensiva e perdida. Contando com a falta de defesas contra um racionalismo agressivo que – em nome de todo o género de igualdade e diversidade – acelerou a substituição do Ethos tradicional do povo pelo Ethos indiferente e niilista que justifica o Estado de Bem-estar. Movimento que evoluiu de um Estado Paternal para um Estado Maternal com oferta aos desfavorecidos de serviços sociais tendencialmente gratuitos: da saúde à educação”.

catarina-martins-neanderthal-webInfelizmente, o texto do José Manuel Moreira é de difícil entendimento para o cidadão comum. E é este um dos trunfos das mulheres na política: por um lado, trabalham sobre a uma certa ignorância do povo (a que Fernando Pessoa chamou de “instinto”), e por outro lado, somam, à ignorância do povo, o apelo sistemático à emoção.

O “racionalismo agressivo”, a que se refere o José Manuel Moreira, deve ser entendido no sentido de “’Razão’ como um meio de conhecimento seguro e independente da experiência sensível, por oposição ao empirismo”. Ou seja, o racionalismo agressivo é “ideologia política agressiva”. Quando nós vemos a Mariana Mortágua, por exemplo, a falar na televisão, trata-se de uma cassete — diferente da cassete do Cunhal, é certo, mas não deixa de ser uma cassete.

O Estado Maternal de Bem-estar, de que nos fala o José Manuel Moreira por oposição ao absolutismo do Estado Totalitário Paternalista (seja este o de Luís XIV, seja o de Mussolini), não é novo. Sobre o governo do Wohlfahrtsstaat do século XVIII, Kant escreveu:

“Um governo que fosse fundado sobre o princípio da benevolência para com o povo — tal o do pai para com os seus filhos, quer dizer, um governo paternal —, onde, por consequência, os sujeitos, tais filhos menores, incapazes de decidir acerca do que lhes é verdadeiramente útil ou nocivo, são obrigados a comportar-se de um modo unicamente passivo, a fim de esperar, apenas do juízo do chefe do Estado, a maneira como devem ser felizes, e unicamente da sua bondade que ele o queira igualmente — um tal governo, digo, é o maior despotismo que se pode conceber.”

O que a União Europeia tem vindo a implementar é uma nova estirpe do Wohlfahrtsstaat (o Estado Maternal de Bem-estar), desta vez com contributo do marxismo cultural. O Wohlfahrtsstaat alemão  do século XVIII não era uma ditadura, no sentido policial: era algo talvez pior, porque destituía o cidadão de qualquer noção universal de felicidade que não fosse a imposta pela elite política.

2/ O que é novo, no novo Wohlfahrtsstaat, é maniqueísmo ideológico imposto pelo contributo do marxismo cultural. O José Manuel Moreira escreve:

“Ao contrário do Estado totalitário paternalista, que utiliza directamente as polícias, o maternal Estado de Bem-estar prefere sociólogos, psicólogos e assistentes sociais. Em vez da força, usa a persuasão e a provocação, visando alterar costumes, usos, instituições e hábitos que configuram as formas de vida. Mudanças orientadas para a transformação, se for preciso, dos critérios da consciência procurando normalizar através de leis novos hábitos e suscitar outros costumes e outras formas de vida de modo a que o “normal” substitua progressivamente o natural”.

Ou seja, o novo Wohlfahrtsstaat usa e abusa do cientismo. Por isso é que, por exemplo, a Raquel Varela diz que as ciências sociais são tão exactas quanto as ciências da natureza ou as ciências formais. O primado do novo Wohlfahrtsstaat é o da manipulação política da ciência. Por outro lado, pretende-se substituir, na cultura antropológica, determinados tabus por outros novos tabus: por exemplo, pretende-se que o tabu do aborto, ou do infanticídio, ou da eutanásia sejam eliminados, e em seu lugar se estabeleçam novos tabus como por exemplo o tabu da tourada, o tabu da desigualdade, etc. — porque uma cultura sem tabus é um círculo quadrado.

O sistemático apelo à emoção, por um lado, e o racionalismo agressivo (que inclui o cientismo), por outro lado, tendem a afastar a política da racionalidade.

O maniqueísmo ideológico do novo Wohlfahrtsstaat é baseado no conceito marxista de “tolerância repressiva”. Uma vez que a realidade é reduzida a uma “construção social e cultural”, as leis podem ser literalmente aquilo que as novas elites políticas quiserem, através de um processo de “progresso da opinião pública” que se baseia em um tipo de “persuasão violenta e sistemática” que tem como estratégia a estimulação contraditória das massas e a subsequente dissonância cognitiva dos cidadãos mediante o controlo dos me®dia e imposição de uma espiral do silêncio. Ou seja, pretende-se que as normas (as leis) substituam a Natureza Humana — o que é o superlativo absoluto simples de “utopia”.

4/ Toda esta estrutura ideológica totalitária (do novo Wohlfahrtsstaat) assenta no apelo constante e sistemático à emoção.

Se ouvirmos a Catarina Martins a falar na televisão, dá-nos a sensação que ela está a soluçar; parece uma menina mimada a quem tiraram a boneca, com a voz embargada pela emoção. Esta estratégia da “menina mimada a quem tiraram a boneca” desarma a oposição masculina; os seus opositores masculinos não se atrevem a confrontá-la como fariam em relação a um homem, porque, sendo a mulher considerada o “sexo fraco” na cultura antropológica, qualquer confrontação ideológica séria de um homem em relação a uma mulher seria vista (no instinto do povo) como uma forma de violência.

O terreno político está minado, com a preponderância da mulher na política. O sistemático apelo à emoção, por um lado, e o racionalismo agressivo (que inclui o cientismo), por outro lado, tendem a afastar a política da racionalidade.

Domingo, 28 Fevereiro 2016

Os malandros e a ideologia

 

os-malandros-webSegundo Hannah Arendt, todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas) contêm três elementos de natureza totalitária:

1/ a pretensão de explicar tudo;

2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência;

3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.

Quinta-feira, 19 Novembro 2015

A Catarina Martins pretende ilegalizar a Arábia Saudita

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 11:09 am
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“A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, acusou a Europa de agir com “hipocrisia” em relação ao Estado Islâmico por continuar a fechar os olhos aos canais de financiamento do grupo extremista.”

Catarina Martins acusa Europa de ‘hipocrisia’ no combate a grupos terroristas

catarina-martins-neanderthal-webTalvez o maior “canal de financiamento” do wahabismo no mundo é a Arábia Saudita; este país torna legal o petróleo extraído ilegalmente pelo Estado Islâmico. De forma implícita, a Catarina Martins defende a ilegalização da Arábia Saudita.

O internacionalismo trotskista e globalista da Catarina Martins não consegue compreender o conceito de “Estado soberano”; este conceito é-lhe estranho.

A Arábia Saudita é um Estado soberano, seja ele uma democracia representativa ou não. É soberana uma entidade cujas decisões não dependem de uma instância superior; falamos de um “Estado soberano” quando sublinhamos a sua independência em relação aos outros Estados.

O conceito de “soberania política” vem dos teóricos da Razão de Estado (Jean Bodin, por exemplo) e dos revolucionários franceses (Rousseau, à cabeça). E por isso é bastante estranho que o conceito de “soberania” seja hoje alienado por uma certa Esquerda dita revolucionária.

Podemos criticar a Arábia Saudita por “branquear” o petróleo do Estado islâmico, mas não podemos deixar de lhe comprar o petróleo.

O que podemos fazer é restringir a entrada dos ditos “refugiados”, dando prioridade às famílias com crianças. Ora é isto que a Catarina Martins não aceita, em nome da aliança circunstancial entre Trotski e Maomé.

Quarta-feira, 24 Junho 2015

Syrízicos

 

sirizicos

Neologismo criado pela Helena Matos.

Domingo, 22 Fevereiro 2015

Resquícios do Neanderthal em Portugal

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 7:28 pm
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Sábado, 17 Novembro 2012

Um exemplo da radicalização e polarização ideológica actual em Portugal

Vamos ver a visão coelhista da greve dos trabalhadores portuários:

Em Portugal, o presidente da Associação Comercial de Lisboa, Bruno Nobone, disse, em 18-11-2012, em que há estivadores, os mais velhos, a «levar para casa mais de 5.000 euros por mês» (o que significa valor líquido de rendimento do trabalho), uma situação que foi confirmada pelo presidente da Associação dos Portos Portugueses, José Luís Cacho.

Era interessante que fossem divulgadas as folhas de pagamento do mês anterior à greve, para se ver quando recebem por mês (em salário e rendimentos adicionais) os estivadores de Lisboa e Setúbal, para se confirmar ou desmentir esses salários (e benefícios) chorudos – como indicava, em 8-11-2012, Manuel Castel-Branco, «o salário médio de um operador portuário é superior a 4000 € chegando em alguns casos – em estivadores mais antigos e por isso com mais direitos – aos 6000 € mensais».

Além de contarem, neste sector endogâmico, com o privilégio garantido no acordo colectivo de «quase 2000 horas de trabalho extraordinário anual, principescamente pago, ou seja mais de 40 horas por mês».

via Movimento para a Democracia Directa – DD: Há lodo no cais.

Vamos ouvir agora o que Catarina Martins afirmou no parlamento acerca da greve dos trabalhadores portuários (com uma mistura dos “Mes Aïeux”):

Estas duas visões são radicais. Portugal é hoje um país polarizado e radicalizado.

Por exemplo, um trabalhador portuário tem vida curta, porque se trata de uma profissão de desgaste rápido. Aos 45 anos, um trabalhador portuário é velho. E, no entanto, o escriba coelhista ignora totalmente este detalhe importantíssimo. Naturalmente que os salários praticados são desajustados e até escandalosos: mas terá que existir um qualquer mecanismo que proteja o trabalhador portuário quando a sua saúde ficar destruída por anos a fio de actividade.

Em contraponto ao coelhismo, temos o radicalismo de esquerda protagonizado aqui por Catarina Martins do Bloco de Esquerda. A ideia estúpida segundo a qual os trabalhadores em greve defendem a economia é a resposta adequada à estupidez de quem só vê os salários dos trabalhadores portuários independentemente dos condicionalismos dessa profissão.

Corolário: não basta reduzir a força do Bloco de Esquerda: há que reduzir também e drasticamente a força do Partido Social Democrata coelhista — aumentando a força política democrata-cristã do CDS/PP.

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