perspectivas

Quarta-feira, 25 Junho 2014

A Catalunha proibiu as touradas; e a arena Monumental de Barcelona vai ser transformada em uma mesquita

A Catalunha proibiu as touradas; e a arena Monumental de Barcelona vai ser transformada em uma mesquita.

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O emir do Catar pretende investir 2,2 mil milhões de Euros para transformar a arena Monumental de Barcelona em uma mesquita, a maior da Europa, com uma capacidade para 40 mil maomedanos. Irá ser construído um minarete com 300 metros de altura (o terceiro mais alto do mundo, a seguir aos minaretes da mesquitas de Meca e de Medina). A nova mesquita terá também uma madraça e alojamentos para 300 pessoas (por exemplo, pode ser útil para alojar terroristas islâmicos).

A ironia é a de que a Esquerda acabou com as touradas na Catalunha, mas ao mesmo tempo contribuiu para o fortalecimento do Islão — não só na Europa, mas sobretudo na Catalunha. As touradas, que faziam parte do património cultural espanhol e catalão, são proibidas, e o Islamismo, que é uma religião alienígena na tradição europeia e com contornos ideológicos radicais, fortalece-se através das opções políticas da “Esquerda laica” e politicamente correcta.

Segunda-feira, 5 Agosto 2013

O fim anunciado da democracia espanhola

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:23 am
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Numa altura em que a Catalunha pondera um referendo nacional sobre a sua independência, o governo espanhol resolveu embirrar com a Inglaterra por causa do penedo de Gibraltar. Mas não só a Catalunha: o País Basco e a Galiza podem ser as nações que se seguem no pedido de independência.

O embaixador espanhol no Reino Unido já foi chamado a Madrid por causa de uns blocos de cimento que o Reino Unido colocou ao largo de Gibraltar, alegadamente em águas territoriais espanholas. E mais: o governo espanhol pretende cobrar 50 Euros por cada entrada e saída de pessoas do rochedo de Gibraltar – ou seja, uma visita a Gibraltar, caso o governo espanhol avance com esta ideia obtusa e medieval, irá custar 100 Euros!

Mas o governo espanhol já não está preocupado com o caso de Olivença. E vendo tudo isto, até penso que foi uma boa ideia o presidente da república ter estado recentemente nas Ilhas Selvagens, no arquipélago da Madeira, porque para Espanha um rochedo qualquer justifica um incidente diplomático grave, e Olivença continua a ser espanhola apesar de Espanha nunca ter cumprido o que assinou no Tratado de Viena ratificado pelas potências europeias em 1817: o governo espanhol comprometeu-se solenemente a entregar a praça de Olivença a Portugal, coisa que nunca fez.

Das duas uma: ou a democracia espanhola continua alegremente rumo à decomposição do Estado espanhol nas suas diversas nacionalidades; ou é preciso arranjar um novo Franco.

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Segunda-feira, 16 Julho 2012

O albergue espanhol do Corta-fitas

Como abri aqui uma categoria para o blogue Rerum Natura, vou abrir também uma categoria para o blogue Corta-fitas. Ambos têm merecimento semelhante.

Tenho uma amiga que agora vive em Espanha e que ainda está muito sensível à comparação das duas sociedades, portuguesa e espanhola. Num jantar, no meio de uma conversa entre amigas, disse uma coisas muito interessante: “Em Espanha não há esta obsessão com as diferenças sociais que há cá, porque Espanha é uma enorme classe média, onde toda a gente convive informalmente. Naquele contexto percebe-se perfeitamente porque o Príncipe Filipe casou com a Letízia”. Ao que eu respondi, é esse o caminho que Portugal vai percorrer nas próximas gerações, se Deus quiser.

Os espanhóis são simples e directos, por isso é que Espanha está onde está e pesa o que pesa no mundo e Portugal vive agarrado a preconceitos bacocos que apenas dão a ilusão de uma perpetuação do status quo, porque na realidade não há nenhuma permanência, mas sim um empobrecimento generalizado. Está tudo mais pobre, mas alguns continuam a pavonear-se com tudo o que têm para se auto-convencerem que ainda são o Grande Elias.

via Por onde vamos? – Corta-fitas.

Como diria Fernando Pessoa, alguns dos escribas do Novo Corta-fitas “são servos submissos da primeira mesquinharia francesa, súbditos reles da hipnose do de-lá-fora”.

Em primeiro lugar, não existe uma definição para “espanhol”.

A primeira característica de uma nação é a língua, e uma língua franca não define uma nação nem uma nacionalidade. Existem catalães que falam o catalão; a propósito convém dizer que o catalão está etimologicamente mais longe do castelhano do que este último do português. Existem galegos que falam um português mais antigo. E existem os Bascos cuja língua não tem absolutamente nada a ver com qualquer das línguas referidas. Por isso, ser “espanhol” é uma abstracção, é uma metáfora; e quando alguém não compreende isto, ou nunca foi a Espanha ou é um espírito bacoco.
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Sábado, 20 Novembro 2010

O absurdo dos mercados

Filed under: economia — O. Braga @ 11:43 am
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A emissão de títulos da dívida irlandesa é classificada pela Moody´s como Aa2. A emissão de títulos da dívida da Catalunha é classificada como A2, o que significa que a Irlanda está três escalões acima da Catalunha.

Porém, a Catalunha vende os seus títulos sem problema, e a Irlanda recebe a visita do FMI. Cuidado com a irracionalidade dos mercados… !

Quinta-feira, 24 Setembro 2009

O nacionalismo português incomoda Espanha?

Em vários postais ― que estão discriminados em rodapé ― referi-me a Espanha nos seguintes termos (resumidamente):

  • Argumento cultural: A Espanha de Zapatero é uma anedota em muitos países civilizados ― por exemplo, em França, Itália, Estados Unidos e Alemanha. E por isso, e dada a proximidade geográfica com Portugal , a Espanha de Zapatero é um termo de comparação que a esquerda portuguesa utiliza para importar uma agenda política de tipo gramsciana para Portugal, validando-a junto do povo português como sendo “moderna”.
  • Argumento político : os recentes acontecimentos da reacção espanhola ― incluindo a reacção do presidente da região espanhola da Extremadura, e outras ameaças ― em relação à intenção de Manuela Ferreira Leite em adiar a construção do TGV, e a interferência clara da PRISA SA (ligada ao PSOE) espanhola na TVI em tempo de eleições em Portugal, provam que para além do argumento cultural, existem já hoje claras e ilegítimas interferências do poder político espanhol na política portuguesa.

Isto são factos conhecidos por toda a gente.

Se considerarmos o facto de o Tratado de Lisboa permitir que as forças de segurança espanholas — que podem incluir polícias fardados ou forças militares — possam penetrar no território nacional, com um simples aviso ao governo português, desde que aleguem eventuais motivos de segurança interna, a actual atitude espanhola (não-oficial, mas oficiosa) preocupa-me, como deve preocupar qualquer português com bom-senso. O futuro encarregar-se-á de demonstrar que eu tenho razão.

Por outro lado, e para além do ministro socialista Mário Lino que se afirmou “iberista confesso”, o ministro socialista dos negócios estrangeiros Luís Amado defendeu publicamente uma “união política” com Espanha. Já não é só um ministro: já temos dois ministros da república a defender aberta e publicamente a alienação da soberania portuguesa a favor de uma federação com capital em Madrid.

Em função de todos estes factos, como português, indignei-me contra aquilo que eu considero ser uma vergonhosa interferência espanhola na vida política interna portuguesa, com a colaboração da maçonaria de ambos os países. E nesse sentido, escrevi os postais em rodapé.


Acontece que a minha defesa da independência de Portugal não agradou a dois blogues espanhóis, a ver:

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Sábado, 7 Fevereiro 2009

Voltando ao Iberismo (e a Fernando Pessoa)

Filed under: Portugal — O. Braga @ 3:35 pm
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Volto ao tema do Iberismo porque li este postal de um cidadão espanhol que cita o catalão Pasqual Maragall: “Se os portugueses abrem a porta a uma união com Espanha, como espero, o iberismo dos nossos avós se fará realidade. Realizar-lo-ão os nossos netos”.
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Segunda-feira, 19 Maio 2008

A porra da “União Ibérica” das nacionalidades

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 7:24 pm
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Fonte: Publico: «O vice-presidente do Governo Autónomo da Catalunha, Josep-Lluís Carod Rovira, disse hoje em Barcelona que Espanha ainda não assumiu que Portugal é um Estado independente. Carod Rovira considera que Madrid pretende manter uma “tutela paternalista” e uma atitude de “imperialismo doméstico” sobre o Estado Português, onde, acrescentou, “historicamente, sempre houve um certo complexo por parte de alguns sectores dirigentes em relação a Espanha”.

O número dois do executivo catalão e responsável pelas relações externas da região com 7,5 milhões de habitantes, afirma que pretende conseguir o apoio de Portugal para o projecto de independência que defende para a Região Autónoma, cujo referendo propõe que se realize em 2014.»

Sabem que mais? Puta-que-os-pariu! Essa não é a nossa guerra nem nos temos que meter com a merda que os outros depositaram no seu quintal!

Sexta-feira, 2 Novembro 2007

Barcelona e o turismo sexual

Temos a ideia de que o turismo sexual pedófilo é um fenómeno exclusivo de alguns países do Extremo-oriente, e não nos damos conta que o fenómeno alastra na Europa.
O governo autónomo da Catalunha anunciou há dias a sua adesão, como membro de pleno direito, à organização internacional ILGA (International Lesbian and Gay Association), tornando-se a Generalitat (o governo catalão) o primeiro governo do mundo a juntar-se a uma organização que promove a pedofilia. Zapatero e o governo socialista não se opuseram a esta adesão – e segundo a constituição espanhola, podiam tê-lo feito.
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