perspectivas

Quinta-feira, 10 Setembro 2009

A asfixia democrática e a lei do mercado

jornal-e-oculosO fenómeno do Jornal de Sexta da TVI e de Manuela Moura Guedes (MMG) surgiu como reacção do mercado de televisão em relação à domesticação política por parte do governo socialista da informação televisiva tanto na RTP como na SIC. Por razões diferentes, tanto a RTP como a SIC obedeciam a orientações internas de auto-contenção em relação a notícias sobre o governo e sobre o partido socialista. A TVI simplesmente constatou a existência de um nicho de mercado importante e tratou de se demarcar da concorrência através do Jornal de Sexta com MMG.

Os socialistas socratinos em vez de perceberem esse fenómeno típico da concorrência em mercado aberto, passaram a hostilizar a TVI: recusaram convites para entrevistas, impuseram a rei da rolha a todos os militantes mais importantes do PS em relação àquela estação de televisão. Perante o blackout informativo radical por parte do governo socialista e do PS, a TVI retaliou com a insistência nas notícias mais “quentes” envolvendo eventualmente o PS, o governo e José Sócrates.
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Segunda-feira, 3 Agosto 2009

Isaltino Morais

Filed under: Política — O. Braga @ 10:45 pm
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Já “lixaram” um político. José Sócrates pode dormir descansado porque o caso Freeport vai ser arquivado. O importante era arranjar um bode-expiatório que também servisse a Fátima Felgueiras. É a força da Esquerda manipulada pela maçonaria ― que controla a PGR através do mação de Rio de Ovelhas ― que se manifesta em todo o seu esplendor.

Domingo, 24 Maio 2009

Não existe Bloco Central senão o próprio Partido Socialista

Filed under: josé sócrates,Política,Portugal — O. Braga @ 3:25 pm
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Fala-se em Bloco Central quando este é o próprio PS. A existência de oposição interna para-dissidente dentro do PS ― com Manuel Alegre, por exemplo ― cria a ilusão da alternância dentro do próprio PS, como se o país não precisasse de mais nenhum partido político; a alternância democrática estaria garantida pela própria sucessão dissidente dentro do PS, ou por correcções ideológicas e de rumo protagonizadas dentro do próprio partido por acção da dissidência interna.

O PS transformou o Estado português num Estado revolucionário através da sua partidarização, e criando a ideia de que a alternância no poder existe exclusivamente dentro do próprio PS como partido único.
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Sexta-feira, 1 Maio 2009

Mosquitos sobre cordas

Filed under: josé sócrates — O. Braga @ 9:49 am
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Jornal “Expresso” noticia que Charles Smith recebeu 80 mil euros por marcar reunião com Sócrates

O consultor Charles Smith terá recebido, em Janeiro de 2002, 80 mil euros como prémio de “boa fé” por ter conseguido marcar uma reunião entre o grupo inglês e o então ministro do Ambiente, José Sócrates, noticia o jornal “Expresso” na sua edição “online”.

Estes 80 mil euros (a câmbio da altura) são apenas a primeira das três tranches de 50 mil libras que Charles Smith referiu, no DVD, ter entregue como alegado suborno a um primo do actual primeiro-ministro para que o projecto do Freeport fosse aprovado. Esse pagamento faseado está descrito num contrato datado de 2002.

Para conseguir a reunião, Smith telefonou ao tio de Sócrates, Júlio Monteiro, que diz ter intercedido junto do sobrinho. Na reunião estiveram presentes os representantes do Freeport, o presidente da câmara de Alcochete, o presidente do ICN e José Sócrates – o primeiro-ministro assumiu ter participado no encontro que se realizou antes de ter dado entrada no ICN um novo estudo de impacto ambiental que já incluía alterações ao projecto original.

Embaixada inglesa envolvida no lóbi

A aprovação do Freeport de Alcochete não passava só por questões técnico-ambientais, mas também por “lóbi político”. A conclusão é dos advogados da Decherts, sociedade inglesa que investigou todos as alegações de Charles Smtih no DVD em que refere José Sócrates. A investigação inglesa cita uma nota escrita pelo gestor do Freeport Rick Dattani para o ex-presidente da administração Sean Collidge, de Novembro de 2001, em que é dito que “o lóbi político a favor do projecto melhorou em Lisboa após o seu [Sean Collidge] encontro com a embaixadora”.

Quarta-feira, 8 Abril 2009

Queixa-crime por tráfico de influências

Filed under: democracia directa — O. Braga @ 11:37 pm
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dd

O Movimento para a Democracia Directa – DD apresentou hoje, 7-4-2009, uma queixa-crime na Procuradoria-Geral da República para apuramento de eventuais responsabilidades criminais do primeiro-ministro José Sócrates, do ministro da Justiça, dr. Alberto Costa, e do procurador-geral adjunto presidente do Eurojust, dr. Lopes da Mota, relativas a alegadas pressões sobre os procuradores titulares do inquérito ao Freeport, dr. Vítor Magalhães e dr. Paes Faria, para o arquivamento do processo. Nomeadamente, a serem confirmados os graves factos denunciados, os alegados comportamentos destes dirigentes, tidos no exercício das suas funções, podem constituir a prática dos crimes de coacção agravada, tráfico de influências, favorecimento pessoal, denegação de justiça, prevaricação e abuso de poderes. Como fundamento da queixa estão as notícias, publicadas nas ultimas semanas em diversos media – CM, Sol, DN, Público, IOL Diário, 24 Horas, TVI, JN e outros -, de alegadas pressões, exercidas para o arquivamento do processo Freeport, sobre os magistrados titulares do processo Freeport.

Quinta-feira, 2 Abril 2009

A parcialidade do Ministério Público no caso Freeport

Filed under: josé sócrates,Justiça — O. Braga @ 1:08 pm
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O inglês Smith disse que Sócrates é corrupto. Vejamos as hipóteses que temos:

  1. O Smith mentiu à Freeport. Abotoou-se com o dinheiro que alegadamente disse servir para comprar favores políticos. Sócrates e o seu primo não são tidos nem achados.
  2. O Smith mentiu ao primo de Sócrates. Disse ao Freeport que havia dinheiro na jogada, sacou o dinheiro e não pagou ao primo do Sócrates, que entretanto tinha agido por sua conta e risco e sem conhecimento de Sócrates.
  3. O Smith não mentiu ao Freeport e pagou o dinheiro ― em todo ou em parte ― ao primo de Sócrates, que contudo tinha agido sem conhecimento ou cumplicidade de Sócrates.
  4. O Smith não mentiu. Pagou ao primo de Sócrates que estava em conluio com este último.

Todas as hipóteses são possíveis, na medida em que o que é possível pode ser, independentemente de ser ou não. A hipótese possível não é absurda (Lógica). De igual modo, todas as hipóteses são verosímeis (verosimilhança) o que aumenta o grau de credibilidade de cada uma delas.

O problema verifica-se quando passamos à probabilidade. O Ministério Público parte do princípio de que, entre estas quatro hipóteses, a última é a única que não é provável, mesmo sem ter investigado o caso, isto é, sem ter constituído o Sócrates como arguido. Portanto, o ministério público assume uma improbabilidade sem ter elementos que justifiquem a sua posição senão a probabilidade de tomar parte no processo.

Sábado, 7 Fevereiro 2009

A actuação do mação de Rio de Ovelhas

Filed under: josé sócrates — O. Braga @ 3:59 pm
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A maçonaria actua no caso Freeport: Procurador envolve SIS no caso Freeport.

Quarta-feira, 4 Fevereiro 2009

A famigerada “Carta Rogatória” sobre o Freeport circula na internet

Filed under: josé sócrates — O. Braga @ 4:59 pm
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Não pude conter uma gargalhada (PDF).

Terça-feira, 3 Fevereiro 2009

Who framed Roger Rabbit?

Filed under: josé sócrates — O. Braga @ 5:14 pm
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roger-rabbitNo programa “Prós e Contras” de ontem, José Miguel Júdice fez de advogado do diabo, e a carga dramática que colocou no seu discurso só é comparável ao das “forças ocultas” que se conjugaram para “tramar” José Sócrates ― as mesmas “forças de bloqueio” que se juntaram para expor o curso de engenharia sanitária que Sócrates tirou na UNI com o exame final realizado a um domingo.

Eu estou perfeitamente à vontade para falar, porque ao contrário de José Miguel Júdice que passou paulatinamente ― ele lá saberá as suas razões ― de um apoio militante ao PSD para uma ligação política estratégica subreptícia ao partido socialista, eu nunca fui adepto da iniodimia na política, nunca fui comprado nem vendido, e sei que ainda existem muitos políticos democratas em Portugal que resistem à iniquidade normalizada que assola o País.

Sob a capa da “defesa da democracia”, Júdice defendeu uma espécie de feudalismo moderno imbuído de uma concepção hobbeseana de Estado, em que o soberano é intocável e os súbditos não podem revogar o pacto pré-estabelecido com o dono do leviatão. José Miguel Júdice defendeu ontem claramente a ideia de Hobbes de que o Estado não pode de forma alguma estar sujeito às leis do Estado, tese que tem como argumento de base a ideia de que o Estado não se pode obrigar nem para com os cidadãos ― cuja obrigação é unilateral e irreversível ― nem para consigo próprio porque ninguém pode contrair uma obrigação senão para com outro da sua igualha.
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Segunda-feira, 2 Fevereiro 2009

Vergonha!

Filed under: josé sócrates — O. Braga @ 5:21 pm
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Sexta-feira, 30 Janeiro 2009

As responsabilidades políticas de José Sócrates no “caso Freeport”

Filed under: josé sócrates — O. Braga @ 9:30 am
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No chamado “caso Freeport”, há vários factos que são incontestáveis, a ver:
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Quinta-feira, 22 Janeiro 2009

El Segundo Nombre: “Let’s look at the trailer”

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 3:43 pm
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Não é novidade para ninguém que o PS controla os me®dia. Porém, o que pode surpreender é a profundidade desse controlo. Se o PSD fosse governo e o PS oposição, um escândalo como o do Freeport de Alcochete seria assunto diário da narrativa jornaleira-militante. Tratando-se do PS no governo, o escândalo foi noticiado um dia destes (como não poderia deixar de o ser) e depois foi estancada a atenção do público.


Totalmente a despropósito e aproveitando o ensejo deste postal, ver no Do Portugal Profundo a crítica ao filme “El Segundo Nombre”, de Paco Plaza, realizado em 2002. Eu não vi o filme, mas segundo consta, “El Segundo Nombre” conta a estória de alguém que, por ser segundo e vivendo à sombra do primeiro, acabou por contribuir com as suas acções para prejudicar o primeiro protagonista do filme, que se queixou de alegadamente se encontrar numa situação “pantanosa” e acabando por se retirar, amargurado, para um convento beneditino, de onde acabou por sair para ser o mordomo de uma família da alta nobreza do século 18.

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