perspectivas

Sexta-feira, 1 Abril 2016

Os portugueses e a Krazy Kat

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:27 am
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“Um estudo feito a nível global pela WIN/Gallup International mostra que Portugal é o país onde o Papa Francisco é mais apreciado. Mais de 63 mil pessoas fizeram parte deste estudo, que abrangeu 64 países, e visou perceber qual a personalidade mais apreciada no mundo inteiro”.

Francisco superstar, em Portugal

Os portugueses fazem lembrar a Krazy Kat (ver vídeo): quanto mais o rato branco (o papa-açorda Francisco) lhe bate, mais ela gosta dele.

É de notar, porém, que o papa-açorda Francisco é apreciado também por ateus e marxistas, o que revela um pacto com o diabo.

 

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Sexta-feira, 25 Março 2016

O papa-açorda Francisco e o Islamismo

 

O papa-açorda Francisco lavou os pés a um grupo de “refugiados”: cinco católicos, três muçulmanos, três cristãos coptas, e um hindu. Ou seja, transformou o símbolo religioso do Lava-pés Pascal em um sinal político.


Na sequência dos atentados de Bruxelas, os chefes religiosos muçulmanos da Bélgica recusaram recitar o versículo do Alcorão «Al-Fatiha» em homenagem às vítimas inocentes dos atentados — porque as vítimas não eram muçulmanas.


Penso que a Igreja Católica “já era”. Há que encontrar alternativas, e uma delas é, talvez, a Igreja Ortodoxa Russa.

A Igreja Católica transformou-se em um partido político; tornou-se em uma comunidade hipócrita, mundana, politizada, imanente, destituída de simbolismos. Já não existe a possibilidade de uma iniciação cristã, conforme S. Paulo. O papa-açorda Francisco reduziu a Igreja Católica a cinzas.

papa-sozinho

Sábado, 19 Março 2016

Na próxima Páscoa, o papa Francisco vai lavar os pés de ursos polares

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:06 pm
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Mas só na Páscoa de 2017. Este ano, o papa-açorda Francisco vai lavar os pés a um conjunto de 12 refugiados. Os ursos polares podem esperar.

Porém, podemos ter uma certeza: o papa-açorda Francisco não lavará jamais os pés às mulheres suecas que foram violadas este ano por refugiados, porque as suecas vivem no hemisfério norte — e no hemisfério norte só contam os ursos polares.

papa-freak-web

Domingo, 13 Março 2016

O João César das Neves e o papa-açorda Francisco: a visão política vem depois da ética

 

O João César das Neves, em um livro recentemente publicado, faz uma interpretação do comportamento (palavras, actos) do papa-açorda Francisco.

¿O que é uma “interpretação”?

"Interpretar" pode ter basicamente três sentidos:

  1. tornar claro, encontrar um sentido escondido, hermenêutica;
  2. deformar, desfigurar;
  3. abordar um tema ou uma obra de maneira a exprimir-lhe sentido; exegese.

A interpretação do João César das Neves em relação ao comportamento do papa-açorda Francisco está de acordo com o sentido de “hermenêutica”, “encontrar um sentido escondido”. Mas em ética, a interpretação deve ser sinónimo de “exegese”. E o papa não é um ocultista, ou pelo menos não é essa a sua principal função: não temos que fazer a hermenêutica das suas (dele) acções e palavras; devemos fazer a exegese das suas palavras e actos.

Assim como o João César das Neves interpreta hermeneuticamente o papa-açorda Francisco, assim o papa-açorda Francisco interpreta o Novo Testamento, desta feita deformando e desfigurando-o (no sentido do ponto 2) à luz de concepções políticas modernas. O problema da análise do João César das Neves é o de que ele se dissocia das consequências éticas da acção do papa-açorda Francisco, concentrando-se apenas na área da teoria económica. Ou seja, o João César das Neves cai na armadilha ideológica que o papa-açorda Francisco preparou minuciosamente.

A leitura parcial das escrituras

O papa-açorda Francisco dá especial atenção a determinadas passagens das escrituras cristãs, e escamoteia outras que não se coadunem com a sua mundividência ética. Por exemplo, nunca ouviram nem ouvirão (tenho a certeza) o papa-açorda Francisco referir-se a S. Paulo ou a um qualquer texto deste. Ora, as escrituras têm um conteúdo holístico, global, e um papa não deve instrumentalizar uns textos e escamotear outros.

O primado da intencionalidade na ética

Vou dar um exemplo introdutório: se queremos cozinhar, podemos ter que acender o fogo; mas não devemos acender o fogo muito perto de palha seca. Ou seja, temos que ter em consideração as consequências dos nossos actos, e a ignorância da lei ou da norma não inocenta quem a viola. O povo português traduz este conceito mediante de uma noção notável: “de boas intenções, está o inferno cheio”.

A ética do papa-açorda Francisco parece ser intencionalista; não tanto no sentido do imperativo categórico de Kant, mas sobretudo no sentido do intencionalismo de Abelardo (intencionalismo medieval, que voltou a estar na moda na nossa contemporaneidade).

De acordo com Abelardo, apenas a intenção moral (subjectiva) é susceptível de qualificação moral, qualquer que seja o acto exterior. O acto exterior — sendo sempre moralmente indiferente enquanto tal — é bom ou mau em função da intenção que o anima, pro intentionis agentis [“Ethica sive scito te ipsum”]. Segue-se, segundo Abelardo e o "papa Francisco", que nenhuma acção pode ser dita má a priori, “não sendo importante que este respeite o que se faz, mas antes o espírito no qual se faz” [“Dialogus”].

Se uma pessoa comete um grave dano mas não era essa a sua intenção, está inocente (Abelardo e o papa-açorda Francisco): “plurimum nocens, plurimum, ut nosti, sum innocens” (idem). Inversamente (segundo Abelardo e o papa-açorda Francisco), acontece muitas vezes que fazemos o que Deus quer que façamos, sem que a nossa intenção seja cumprir a vontade divina: neste caso, não agimos bem ainda que se realize alguma coisa boa. De acordo com a doutrina da indiferença dos actos externos, por mais que um homem faça o que Deus quer que ele faça, somente a boa intenção (subjectiva) torna a acção boa.

Por isso é que o papa-açorda Francisco afirmou, em relação ao comportamento homossexual, “¿quem sou eu para julgar?” — quando é certo que Jesus Cristo não fez outra coisa senão emitir juízos de valor.

A ética do papa-açorda Francisco é diametralmente oposta à do papa Bento XVI que se baseia em S. Tomás de Aquino (ética racional e consequencialista).


É em função da sua mundividência ética que o papa-açorda Francisco determina a sua visão política. Quem segue S. Tomás de Aquino não pode chegar às mesmas conclusões éticas e políticas a que chega o papa-açorda Francisco. É a mundividência ética que determina a política e, subsequentemente, a visão acerca da economia — e não o contrário disto. Por isso, saber se o papa-açorda Francisco é marxista ou não, é absolutamente irrelevante, porque o que devemos criticar nele é a sua concepção ética.

Terça-feira, 2 Fevereiro 2016

O papa-açorda Francisco e a capitulação ética da Igreja Católica

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 2:40 pm
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“Everyone is aware of how sensitive the Church is to ethical issues but perhaps it is not clear to everyone that the Church does not lay claim to a privileged voice in this field…,”

Pope: Church does not claim privileged voice in bioethics field

papa-burro-webO papa-açorda Francisco defende a ideia segundo a qual a Igreja Católica deve abdicar de juízos de valor em matéria de ética; ou, pelo menos, defende a ideia de que os juízos de valor éticos da Igreja Católica não são importantes. Estamos em presença de uma capitulação civilizacional.

É muito difícil caracterizar este papa, porque estamos em presença de um burro que diz, em uma mesma circunstância, uma coisa e o seu contrário. Cheguei à conclusão de que não se trata apenas de ambiguidade: ele é mesmo burro, tem limitações intelectuais graves.

Se o burro papa-açorda Francisco retirasse conclusões daquilo que afirmou, verificaria que a opinião dele (acerca da não-importância da Igreja Católica em questões éticas) não tem importância nenhuma — e por isso mais valeria que ele estivesse calado.

Sábado, 9 Janeiro 2016

Os sofismas do Anselmo Borges acerca do “futuro de Deus”

 

“Nos últimos séculos, a fé cristã teve falta de inteligência, e a inteligência cristã teve falta de fé”. (Nicolás Gómez Dávila)


Sofisma nº 1

“há o perigo de esquecer que, contra o que frequentemente se pensa, antes do século XIV, a Europa, segundo, G. Duby, não apresentava senão "as aparências de uma cristandade. O cristianismo não era plenamente vivido senão por raras elites”. ( Anselmo Borges)

Em primeiro lugar, passa a ideia segundo a qual, depois do século XIV, o Cristianismo passou a ser melhor vivido do que era antes; em segundo lugar, passa a ideia segundo a qual terá havido na História períodos em que o Cristianismo foi vivido plenamente não só por raras elites.

O que o Anselmo Borges escamoteia é a cultura de raiz cristã, que é marca de uma civilização, e que está para além da forma subjectiva de “como” o Cristianismo foi ou é vivido. Por exemplo, antes do século XIV, S. Bernardo, que era presumivelmente parte dessa rara elite, defendia a casuística que é uma forma pouco cristã e mais judaica de conceber Deus.

Dizer que “o cristianismo não era plenamente vivido senão por raras elites” requer que se defina, em primeiro lugar, o que é “viver plenamente o Cristianismo”, e para além da sua influência na cultura antropológica.


“A evolução do dogma cristão é menos evidente que a evolução da teologia cristã. Nós, católicos, com muito pouca teologia acreditamos hoje na mesma coisa que converteu o primeiro escravo em Éfeso ou em Corinto”. (Nicolás Gómez Dávila)


Sofisma nº 2

“Lutero também escreveu: "Temo que haja mais idolatria agora do que em qualquer outra época." Daí que Delumeau acentue a importância da actualização, também para se não cair em idealizações e dogmatismos. Por vezes, é preciso "desaprender", não idealizar o passado”. ( Anselmo Borges)

Quando o Anselmo Borges confunde dogma, por um lado, e teologia, por outro lado, incorre num sofisma. Através da evolução da teologia, Anselmo Borges defende a “desaprendizagem” do dogma por intermédio daquilo a que ele chama de “actualização”. Assim como os modernos dizem que “a lógica evolui”, assim o Anselmo Borges diz que o dogma evolui.

Sofisma nº 3

Qual é o grande mal do cristianismo? A sua ligação ao poder. "Pelas suas consequências, uma das mais trágicas falsas vias para as Igrejas cristãs foi, depois do fim das perseguições, a ligação entre o poder imperial romano e a hierarquia eclesiástica, simbolizada e fortificada pela coroação de Carlos Magno pelo Papa." (idem)

É impossível que uma religião — qualquer que seja — não tenha uma ligação ao Poder. Negar que o Cristianismo possa ter uma ligação ao Poder é negar a própria Natureza Humana. O que é importante é racionalizar a ligação da religião ao Poder, como aconteceu na Europa ocidental em que a Igreja Católica e o Poder se separaram, e ao contrário do que aconteceu na Igreja Ortodoxa e com o luteranismo.

Sofisma nº 4

Dever-se-á perguntar: como foi possível o movimento iniciado por Jesus ter hoje um Vaticano?! Seja como for, digo eu, a história é o que é e o que se impõe é uma revolução, para modos democráticos de governo eclesial, para a simplicidade, a transparência, o serviço. Cardeais e bispos não são "príncipes" nem podem viver como "faraós", diz Francisco. E as nunciaturas só poderão justificar-se enquanto serviços humildes de pontes para o diálogo e a paz mundiais. (ibidem)

Exactamente porque a Igreja Católica se separou do Poder, serviu durante séculos, de contra-poder. É exactamente este papel de contra-poder que é exercido pelo papa-açorda Francisco, mas que ele critica. Ou seja, ele exerce esse contra-poder e, simultaneamente, critica esse contra-poder — o que nos dá um vislumbre da irracionalidade do papa-açorda.

Quando Jesus Cristo disse “tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha igreja” (Mateus, 16, 18), Jesus quis dizer que a Igreja Católica teria uma hierarquia — porque qualquer edificação tem uma estrutura, e dentro da estrutura, as partes não são todas iguais. Ademais, o Anselmo Borges generaliza (falácia da generalização): a maioria dos cardeais e bispos não vivem como faraós: quando toma uma pequena parte pelo todo, o Anselmo Borges (assim como o papa-açorda Francisco) pretende condenar o todo.

Ao querer tornar a Igreja Católica inumana (no sentido de eliminar dela a Natureza Humana), o papa-açorda Francisco e os seus apaniguados (como o Anselmo Borges) pretendem destruir a Igreja Católica. É isso que essa gente pretende, em nome da criação de uma Igreja Católica perfeita, feita por homens perfeitos e por santos que ainda não morreram mas que (alegadamente) já fazem milagres.

Segunda-feira, 4 Janeiro 2016

O presépio do Vaticano vai ter um transsexual a representar a Virgem Maria

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 5:50 pm
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Na missa de ontem, o papa-açorda Francisco fez questão de que um dos Reis Magos fosse do sexo feminino (via).

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Já se diz por aí que, no próximo Natal, o presépio do Vaticano vai ter um transsexual a representar a Virgem Maria.

Sábado, 5 Dezembro 2015

Anselmo Borges e Maria, mãe de Jesus

 

« Quando perguntaram ao Papa Francisco, que não é beato nem cobarde, o que significava Maria para ele, respondeu: “Ela é a minha mamã”. »

Anselmo Borges

Ou seja: é Jesus Cristo no Céu, e o papa-açorda Francisco na Terra. Têm ambos a mesma Mamã.

Não sei se o papa-açorda Francisco não é beato nem cobarde; o que sei, objectivamente, é que não lhe ficava mal um pouco de humildade.


O Anselmo Borges faz uma referência ao versículo 49 do Cap. III do Alcorão, sobre Maria, a mãe de Jesus; mas esqueceu-se de referir o versículo 59 do mesmo capítulo do Alcorão:

“Jesus é, diante de Alá, igual a Adão, que criou do pó”.

Para os muçulmanos, Jesus Cristo é da mesma igualha de Adão; Jesus Cristo e Adão são da mesma espécie.

A verdade de Anselmo Borges é sempre parcial; esconde sempre alguma coisa, de forma propositada. Anselmo Borges é um político, e não um teólogo. Ele pode enganá-lo a você, caro leitor: mas não me engana.

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