perspectivas

Segunda-feira, 4 Agosto 2014

José Pacheco Pereira: o profeta da desgraça

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 4:50 pm
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“Do nome do banco, já registado por outros, à coisa, tudo remendado, apressado, mal feito, enganador, enganador, enganador.

As únicas preocupações evidentes, foram a auto-justificação do Governador do Banco de Portugal e a elaboração de uma “narrativa” dolosa destinada a impedir que se diga o que aconteceu: o BES faliu e foi nacionalizado. Vai ser “limpo” com o nosso dinheiro e depois vendido barato. Alguém vai lucrar e muito. Tudo o resto é propaganda.”

Eu também não gosto de Passos Coelho e do Partido Social Democrata que ele representa — mas há os limites do razoável.

O “vai ser limpo com o nosso dinheiro” significa, segundo o José Pacheco Pereira, que o Estado (e os contribuintes) vai sair lesado de toda a operação de regeneração do BES. Ora, como se sabe, a probabilidade de isso acontecer é mínima. No limite, a desgraça é sempre possível, o que não significa que precisemos de profetas da desgraça para nos fazer lembrar dessa possibilidade.

E ¿“o Banco vai ser vendido barato”? Como é o José Pacheco Pereira sabe?! Temos que convidar o José Pacheco Pereira a jogar no Totoloto, ou a ser conselheiro do governo. Quem me dera ter os dons de previsão do José Pacheco Pereira: já estaria rico a jogar na Bolsa.

Sábado, 25 Maio 2013

O presidente do Banco BES diz que um milhão de desempregados não quer trabalhar

«O presidente do BES, Ricardo Salgado, disse na sexta-feira que os portugueses “não querem trabalhar” e que preferem viver à sombra do “subsídio de desemprego”.» (Via)

Esta besta não tem outra classificação possível, senão a de besta. Uma grande besta! Mas é com bestas destas que os portugueses têm que contar… ou não! É esta a “elite” que temos. Uma elite de merda. Uma besta deste calibre deveria ser desapossada dos privilégios que tem.

Segunda-feira, 11 Agosto 2008

Directo e sem rodeios: desembrulho!

Posso estar de acordo com a ideia deste postal: é preciso que a imigração seja contida dentro dos limites económicos e sociais que Portugal pode oferecer; não é possível “importarmos” imigrantes para depois não lhes darmos condições de sobrevivência condignas e segurança aos que já cá estão. Até aqui estou de acordo, e tenho-o escrito desde há 5 anos a esta parte.

Contudo, não concordo com a ideia de que os criminosos, por o serem, passem por isso à condição de sub-humanos (“Untermenschen”, para utilizar a terminologia nazi).

Desde logo, qualquer pessoa com dois dedos de testa se apercebe que se os assaltantes quisessem matar os reféns (todos ou algum) poderiam tê-lo feito, em vez de terem libertado quatro deles; tiveram a oportunidade e o momento para o fazer. Parece que a polícia não se apercebeu disso. Quando a polícia mata alguém nestas condições, é essencial que a intenção da pessoa abatida seja prévia e racionalmente avalizada.
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Nauseabundo

Filed under: Justiça — O. Braga @ 12:33 am
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É muito raro; mas por vezes, ao ler a blogosfera, chego a sentir náuseas.

« “Mais valia ter salvo os quatro”, parecem dizer alguns. Sejamos francos: ali só havia dois que careciam de ser salvos – aqueles que não se tinham lembrado de tomar reféns e de lhes apontar armas à cabeça.
O resto nem danos colaterais são.»

Parece que Fernando Pessoa afinal tinha razão.

Via

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