perspectivas

Quarta-feira, 29 Abril 2015

A ambiguidade do "papa Francisco"

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 12:18 pm
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Não devemos confundir ambiguidade, por um lado, com ambivalência, por outro lado. É certo que o “papa Francisco” não é ambivalente, mas sem dúvida alguma que é ambíguo. O “papa Francisco” sabe bem o que quer — a destruição da Igreja Católica através de uma nova heresia a que podemos chamar de Bergoglismo —, e por isso não é ambivalente.

Ao longo da sua história, mas principalmente nos primeiros 500 anos da sua existência, a Igreja Católica foi sujeita a vários tipos de heresia, por exemplo, a heresia sabeliana, o arianismo, pelagianismo, gnosticismo, simonismo ou simonia, donatismo, maniqueísmo, nestorianismo, monofisitismo, e o aftartodocetismo. O Bergoglismo é uma síntese moderna e ponderada de todas essas heresias.

Um católico não pode nem deve obedecer a este papa. A ambiguidade dele é semelhante à ambiguidade melíflua da serpente do Génesis. Não é uma ambivalência, porque ele sabe bem das valências das suas heresias: é uma ambiguidade diabólica que pretende sintetizar todas as heresias em uma só, e em nome de Jesus Cristo.

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Quinta-feira, 9 Abril 2015

A extraordinária coerência do "papa Francisco"

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 6:23 am
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«At the same time, however, Francis made a statement that seems without precedent for a pope, suggesting that parents may have a responsibility to limit the number of their children, saying: “This does not signify that the Christian must make children in series.”

papa-ambiguo-web2Telling the story of a woman he met in a parish in Rome several months ago who had given birth to seven children via Cesarean section and was pregnant with an eighth, Francis asked: “Does she want to leave the seven orphans?”

“This is to tempt God,” he said, adding later: “That is an irresponsibility.” Catholics, the pope said, should speak of “responsible parenthood.”

“How do we do this?” Francis asked. “With dialogue. Each person with his pastor seeks how to do that responsible parenthood.”

“God gives you methods to be responsible,” he continued. “Some think that — excuse the word — that in order to be good Catholics we have to be like rabbits. No.” »

Francis lambasts international aid, suggests Catholics should limit children


« “Muitas crianças, desde o início, são rejeitadas, abandonadas, privadas da sua infância e do seu futuro. Alguns atrevem-se a dizer – como que a justificar-se – que foi um erro fazê-las vir ao mundo. Isto é vergonhoso! Não descarreguemos as nossas culpas sobre as crianças, por favor! As crianças nunca são um erro”, disse na Praça de S. Pedro, perante milhares de pessoas. »

“As crianças nunca são um erro”, diz o Papa

Por um lado, os católicos reproduzem-se como coelhos e devem evitar ter muitos filhos. Mas, por outro lado, as crianças nunca são um erro. A coerência deste papa é extraordinária!

Sexta-feira, 20 Março 2015

"papa Francisco": « Non c’è punizione ma l’annullamento di quell’anima. »

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 1:19 pm
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Depois de ter feito  uma entrevista ao “papa Francisco”, o ateu Scalfari vai largando na imprensa o “Bergoglio Leaks”. A última notícia saiu no Repubblica do último fim-de-semana.

Scalfari perguntou ao “papa Francisco”:

“¿O que acontece, depois da morte, à alma que não se converte? ¿Será punida?”

ao que o cardeal Bergoglio respondeu:

“Non c’è punizione ma l’annullamento di quell’anima” (não é punição, mas anulação da alma).

Aqui, “anulação” é sinónimo de “extinção”. O que o papa Bergoglio quer dizer é que a alma não-convertida é extinta, deixa de ser, e deixa o Ser.

scalfariEm primeiro lugar, este conceito de “anulação” é herético. Vai contra a doutrina da Igreja Católica. O papa Bergoglio proferiu uma heresia que provavelmente será aplaudida pelo Frei Bento Domingues e outros que tais. Se o papa Bergoglio pretendia escamotear o conceito de “inferno”, haveria outras formas mais inteligentes de o fazer, por exemplo, através do conceito de “limbo”.

Em segundo lugar, a ideia de “anulação da alma” é panteísmo naturalista  1 ou anda lá muito perto. Pressupõe que a alma (que deveria ser aqui entendida como “espírito”, como é óbvio) morre da mesma forma que o corpo físico morre. O papa Bergoglio supõe que a consciência (humana, neste caso) se extingue. É assim também que pensam os esbirros do “papa Francisco”, como por exemplo o Frei Bento Domingues.

No caso do conceito de inferno, o que o papa Bergoglio poderia dizer sem ser herético, é que o inferno é um símbolo da má consciência que auto-inflige sofrimento ao espírito que não se reconciliou com Deus. O inferno é o estado de espírito daquela consciência que não pode deixar de se ver tal qual é, depois da morte. Temos aqui uma exegese do conceito de inferno que não fere essencialmente a ideia tradicional e histórica de “inferno”.

Mas o pior é a ideia segundo a qual “a alma que não se converte: extingue-se ou é extinta por Deus”. Para quem se diz defensor das periferias terrenas, parece que, para o “papa Francisco”, o conceito de “periferia” não se aplica no Além.

Nota
1. em contraponto aos monismos panteístas orientais, que não são naturalistas

Terça-feira, 3 Março 2015

O circo da Igreja Católica do "papa Francisco"

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 10:02 am
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Se isto é a Igreja Católica, vou passar-me para a Igreja Ortodoxa Russa.

Sexta-feira, 23 Janeiro 2015

A linguagem politicamente radical do papa Bergoglio

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 7:21 pm
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A associação alemã de produtores de coelhos protestou contra o papa Bergoglio por este ter comparado os seus coelhos aos católicos; diz a associação que os seus coelhos merecem respeito: o papa que trate os católicos como quiser mas que deixe os seus coelhos em paz.


O tipo de linguagem do papa Bergoglio é muito parecida com a do Bloco de Esquerda ou do MRPP.

O exemplo que o papa Bergoglio deu da mulher com oito filhos e sete cesarianas  — à  semelhança da mulher com sete maridos do Livro de Tobias — é um caso-limite. E os casos-limite são frequentemente utilizados pelos radicais do Bloco de Esquerda ou do MRPP, com o  intuito de introduzir  no discurso um conceito que force um sentimento de simpatia por parte da populaça ignara, provocando uma atenção especial em relação a uma situação extraordinária, por um lado, e por outro  lado eliminando da mente das pessoas a noção de juízo universal.

Pela primeira vez na história da Igreja Católica temos um papa que defende claramente o nominalismo. O tipo de linguagem deste papa não se distingue da de Francisco Louçã.

Quarta-feira, 31 Dezembro 2014

A burrice da Inês Pedrosa

 

Não conheço a Inês Pedrosa e nem quero conhecer!. Sei que ela escreve umas coisas nos me®dia; e sei que é mulher. E sei ´que a Inês Pedrosa, a julgar por este texto, é burra (e loura).

“A frontalidade tem, no Vaticano como no resto do mundo, um escasso clube de fãs, pelo que o som dos aplausos a este discurso papal foi quase inaudível: os cardeais aos quais Francisco puxava as orelhas acusaram o toque prendendo o burrinho, não às estacas da caverna de Belém onde nasceu Jesus, mas uns aos outros.”

bdc-pbVamos fazer uma analogia que todos os portugueses podem perceber; e a analogia passa por uma pergunta: o presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho, quando foi para o FaceBook criticar violentamente o treinador e os jogadores do clube, ¿será que ele usou de frontalidade?

(more…)

Sexta-feira, 26 Dezembro 2014

O papa Bergoglio quer acabar com a Guarda Suíça

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 5:21 pm
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Depois de, na véspera de Natal, o “papa Francisco” ter desancado na Cúria do Vaticano, nomeando todos os defeitos e mais algum dos membros da Cúria — esquecendo-se de mencionar, contudo, quais seriam as suas próprias virtudes; talvez, um dia destes, o papa Bergoglio se dirija à  Cúria desfiando o rosário das suas (dele) virtudes —, o “papa Francisco” pensa agora em acabar com a Guarda Suíça do Vaticano.

Os membros da Cúria que aguentem os insultos dele: afinal, também foram eles que elegeram a besta! Mas que o papa Bergoglio queira acabar com a Guarda Suíça, que existe no Vaticano desde 1506, o assunto já não é apenas nem do papa Bergoglio nem da Cúria.

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Sexta-feira, 19 Dezembro 2014

O "papa Francisco" vai comemorar a Reforma luterana

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 10:11 am
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Em 2017 fazem 500 anos que Lutero declarou a separação em relação à Igreja Católica; e o papa Bergoglio pretende celebrar o cisma. Fica-lhe muito bem: tamanha benevolência não deixa qualquer margem à hipocrisia!

Mas há dois eventos que o papa Bergoglio não pretende certamente celebrar: em 2018 fazem 30 anos que o Arcebispo Marcel Lefebvre fundou a SSPX, e não consta que o papa Bergoglio esteja para celebrações.

E em 2017 fazem 100 anos das Aparições de Fátima, mas o papa Bergoglio não simpatiza com o culto mariano, e não consta que ele tenha preparada qualquer visita a Portugal, fazendo jus à sua coerência e aversão à hipocrisia.

Sexta-feira, 12 Dezembro 2014

O papa Bergoglio diz que “os animais vão para o Céu”

Depois que eu ouvi dizer que o “papa Francisco” acredita que “os animais vão para o Céu”, já começo a crer que ele seja canonizado rapidamente, e que a família dele seja toda beatificada; e a burra que o amamentou também estará certamente sentada à sua direita no Paraíso.

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Adenda: correcçãoCorrecção sobre o papa Bergoglio e “o Céu para os animais”

Segunda-feira, 8 Dezembro 2014

Mais uma bacorada do papa Bergoglio em uma nova entrevista

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 10:48 am
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“Um político corrupto pode ser padrinho de baptismo de uma criança só porque ele se casou pela Igreja Católica; mas um qualquer divorciado recasado já não pode! É preciso mudar as coisas, as escalas de valor”

papa Bergoglio

francis-insane2_medEm primeiro lugar, era preciso saber se o político é mesmo corrupto, porque a classificação de “corrupto” não depende da opinião pessoal do papa Bergoglio.

Depois, o facto de o dito político ser mesmo corrupto, não tem nada ver com o casamento católico dele.

Um político pode ser corrupto e ser bom marido, fiel à esposa, e até bom pai. Não tem nada a ver o cós com as calças. Ou seja, o papa Bergoglio incorre na falácia lógica conhecida por Ignoratio Elenchi.

O papa Bergoglio pretende utilizar a casuística para destruir qualquer nexo que possa existir na tradição da Igreja Católica e no Direito Canónico, que, por sua vez, se baseia nos Evangelhos.

Dizendo que “cada caso é um caso”, na prática todos os casos passarão a ser equivalentes.

E passando a não existir uma bitola de referência porque todos os casos são equivalentes, o tal político corrupto poderá divorciar-se à vontade porque continuará candidato a padrinho de baptismo de uma qualquer criança.

Quando o papa Bergoglio fala, faz-me lembrar um militante do Bloco de Esquerda: “¡Alles muss Anders sein!” — chega mesmo ao ponto de querer mudar os Evangelhos, nomeadamente Mateus 5, 31-32 e Lucas 16,18.

Um dia destes vamos ter um “Evangelho segundo o papa Bergoglio” (com a ajuda do Frei Bento Domingues).

O Frei Bento Domingues e a salvação dentro do mundo

 

O Frei Bento Domingues, na linha do pensamento do “papa Francisco”, tem uma aversão inconfessável à  clausura católica. Por exemplo, é conhecida a sanha do “papa Francisco” em relação aos franciscanos da Imaculada; mas não só: os monges em clausura, em geral, incomodam sobremaneira os modernistas ditos “católicos”.

Nesta linha de pensamento, o Frei Bento Domingues escreve na sua crónica dominical no jornal Púbico:

“O Natal significa que no cristianismo a salvação não se atinge pela fuga ou desprezo do mundo, embora seja essa uma das tentações que, periodicamente, o assaltam.”

Jesus Cristo na montanhaA “táctica” do Frei Bento Domingues — assim como a do “papa Francisco” que segue a Nova Teologia que é uma forma de politização da religião  — é a de criar uma falsa dicotomia entre aqueles que alegadamente “vivem dentro do mundo”, e os outros, que andam enganados, que “vivem fora do mundo”.

Portanto, a salvação adquire aqui um padrão que se aplica a todos como se não existisse a individualidade; a salvação assume aqui a natureza de uma espécie de “receita médica” que se baseia em um qualquer nexo causal fundado no método científico. O Frei Bento Domingues, que tanto defende a diversidade cultural, quando se trata da “salvação” atira a diversidade às malvas.

Ninguém vive fora do mundo.

Mesmo aqueles que se isolam, seja no misticismo ou no seu egoísmo, vivem dentro do mundo. O próprio Jesus Cristo isolou-se na montanha para enfrentar os assaltos do fautor do egoísmo mundano. E quando Jesus Cristo sentiu a necessidade de se isolar, não esteve fora do mundo: pelo contrário, foi ali, isolado na montanha, enfrentando as tentações do mundo, que Ele se encontrou com o mundo.

Ao contrário do que escreve o Frei Bento Domingues, a História (com maiúscula) não é a narrativa de Deus — porque isso seria negar o livre-arbítrio que Deus nos deu. Há muito determinismo no pensamento do Frei Bento Domingues. Deus pode influenciar a História quando quiser, mas não a limita ou reduz a uma Sua narrativa.

A ideia segundo a qual  “a História é uma narrativa de Deus” denota uma visão hegeliana (e, por isso, monista) do mundo, em que o mundo e Deus coincidem de algum modo (Deus sive Natura); é uma forma de ateísmo Espinoziano.

E se é falsa a ideia (porque é falsa a dicotomia de que parte o raciocínio do frade) de que existem uns que “vivem fora do mundo” — os Hílicos do Frei Bento Domingues, que não têm direito à salvação —, e os outros — os Pneumáticos do Frei Bento Domingues — que “vivem no mundo” e por isso podem ser salvos, então segue-se que a crítica do Frei Bento Domingues ao aforismo “fora da Igreja não há salvação” deixa de fazer sentido: quando um princípio está errado, toda a teoria que nele se baseie não pode estar certa. A conclusão do frade acerca da salvação fora da Igreja Católica é non sequitur.

O Frei Bento Domingues é um gnóstico da Antiguidade Tardia virado do avesso: para ele, os que se salvam são os que vivem no mundo (os Pneumáticos na versão do Frei Bento Domingues), e os que não se salvam são os que não vivem no mundo (os Hílicos). É este maniqueísmo infundado do Frei Bento Domingues que transforma a religião em ideologia política; o Bloco de Esquerda não conceberia melhor o cristianismo.

(ficheiro PDF da opinião do Frei Bento Domingues)

Domingo, 13 Julho 2014

A Igreja Católica sofrerá provavelmente uma cisão

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 10:52 am
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Uma cisão não é apenas um cisma político semelhante ao que aconteceu no passado; é mais do que isso: é uma divisão inultrapassável. Um cisma político pode ser resolvido a contento; uma cisão contém em si divergências doutrinárias de tal grandeza que tornam praticamente impossível qualquer reconciliação. Uma cisão foi o que aconteceu, por exemplo, com a separação definitiva da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa Grega.

As posições doutrinárias do “papa Francisco” e as da Sociedade S. Pio X, por exemplo, são de tal forma divergentes que já não podemos afirmar que pertencem à mesma comunidade religiosa. E não nos devemos esquecer que o “papa Francisco” foi escolhido pela elite da Igreja Católica Apostólica Romana.

O “papa Francisco” e os acólitos que o elegeram pretendem alterar a doutrina da Igreja Católica, e para conseguirem esse desiderato, necessitam de censurar algumas das escrituras cristãs, como por exemplo as epístolas de S. Paulo — porque só é possível modificar o Direito Canónico rasurando e censurando a mensagem cristã original. O “papa Francisco” e os seus acólitos elitistas pretendem desconstruir a mensagem cristã original que passa também pelas epístolas dos apóstolos de Jesus Cristo.

É de crer que a Sociedade S. Pio X será apenas uma pequena parte de um novo movimento católico mais abrangente que recusa a desconstrução do catolicismo, movimento esse que será mais vasto entre a comunidade católica que repudia o processo de paganização e regionalização do catolicismo encetado pelo “papa Francisco” e pelos seus acólitos cardeais.

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