perspectivas

Quarta-feira, 25 Maio 2016

São estas as ideias que nos governam. Precisamos urgentemente de uma libertação

 

“Está ínsito na ideia de criarmos núcleos familiares que querem crianças, que vão amar as crianças, que vão protege-las e que não vão, como muitos casais heterossexuais violá-los, matá-los, mutilá-los, ofendê-los e impedi-los de ter uma saúde mental e física que lhes permita terem uma integração social útil”, afirma Eurico Reis, presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida.

Conselho de Ética fez um parecer unanimemente negativo, mas a esquerda aprovou a lei da "barriga de aluguer". Rita Lobo Xavier duvida da legalidade da medida, que considera inaceitável.

Naquela frase de Eurico Reis podemos ver a essência da argumentação do politicamente correcto em relação à procriação medicamente assistida para toda a gente, e em relação às "barriga de aluguer":

1/ as excepções à regra são propositadamente hiperbolizadas (falácia da mediocridade). O raciocínio induzido é o seguinte: “Há ‘casais heterossexuais’ que maltratam as suas crianças? Há! Por isso, qualquer forma de família alternativa à família natural é tão boa ou mesmo melhor para as crianças”.

2/ a afirmação da utilidade (utilitarismo) do Comportamentalismo (behaviourismo) na avaliação intrínseca da criança.

O materialismo behaviourista (behaviourismo) contesta a existência do espírito — e por esta via, recusa a liberdade humana e a subjectividade humana —, uma vez que tudo o que poderíamos observar seria o comportamento exterior que corresponde literalmente ao comportamento animal que, no caso do ser humano, inclui o comportamento linguístico. A sociobiologia é a expressão contemporânea do behaviourismo em todo o seu esplendor.

A teoria ética do behaviourismo é tenebrosa, porque parte da teoria do condicionamento do reflexo condicionado (Pavlov), que alegadamente explica todo o comportamento humano através do adestramento positivo e negativo (neste caso, das crianças).

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Terça-feira, 3 Maio 2016

A religião oficial de “intelectuais” como o José Pacheco Pereira ou Isabel Moreira

 

Quando chegamos à conclusão de que a “democracia está cansada”, (“nós”, os que pensam como eu), não o fazemos com gáudio ou prazer. Fazemo-lo com tristeza. É triste constatar que a democracia está exausta.

A principal causa da exaustão da democracia é a ideia laicista segundo a qual o Direito Positivo substitui a ética: acredita-se que se os valores da ética forem sujeitos a regulação jurídica, então tudo é regulável.

Ou seja, na democracia cansada, a lei pretende substituir a ética. Mas, sendo que os valores da ética só se impõem através do sacrifício do interesse próprio, esses valores impõem-se por intermédio da religião; mas, na democracia cansada, a religião foi afastada da praça pública pelo Poder político; a democracia cansada acredita que a lei substitui a religião.

A democracia cansada acredita que a vigilância da polícia tem o mesmo efeito prático do sacrifício do interesse próprio que os valores da ética impõem. Segundo a democracia cansada, basta que se regule por lei, por exemplo, a eutanásia ou as "barriga de aluguer", para que a eutanásia e a "barriga de aluguer" se tornem eticamente legítimas. É como se os valores da ética se esfumassem e fossem substituídos por uma norma policial.

No caso da eutanásia, a democracia cansada acredita que, regulando-a por lei, se evitam assassinatos. Sendo que os valores da ética são eliminados e substituídos pelo Direito Positivo (por normas policiais), os democratas cansados acreditam que é possível regular a eutanásia de modo a evitar homicídios. E quando esses homicídios não são evitáveis, os democratas cansados dizem que se tratam de “danos colaterais”. O assassínio passa a ser um dano colateral, em nome do sacrifício radical da ética e da sua submissão ao império do Direito Positivo.

No caso das "barriga de aluguer", a democracia cansada fractura a maternidade em três partes: biológica, gestacional e social.

Tal como uma prostituta é reduzida ao sexo, a mãe da "barriga de aluguer" é reduzida aos seus atributos físicos e à capacidade de ter filhos. E a criança fruto da "barriga de aluguer" é reduzida a um objecto que se compra e se vende. E a democracia cansada acredita que, através da regulação do Direito Positivo, a transformação da mulher e da criança em objectos são perfeitamente legítimos por via da norma legal, e por isso, os valores da ética se tornaram obsoletos e anti-modernos. A ética passou a ser um fenómeno anacrónico.

Mas são os mesmos que defendem o anacronismo da ética que pretendem regular os offshores através do Direito Positivo.

Pensam que através da repressão policial o mundo se tornará perfeito; e que a ética não é necessária para nada, e a religião também não. A nova religião da democracia cansada é o Direito Positivo, e a nova Bíblia é o Código Penal. Esta é a religião oficial de “intelectuais” como o José Pacheco Pereira ou Isabel Moreira.

A democracia cansada está doente. Ou acabamos com ela, ou ela acaba connosco.

Quarta-feira, 20 Abril 2016

Os filhos-de-puta voltaram a estar na moda

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:17 am
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Em 1978 saiu uma lei da Esquerda (apoiada pelo Partido Comunista e pelo Partido Socialista) que proibia os filhos de pai incógnito: todas as crianças teriam que ter pai conhecido. Entretanto, a Esquerda evoluiu: passou a defender a existência de filhos-de-puta.

Do ponto visto ético, a lei de 1978 não se pode aplicar, na medida em que o espírito da legislação é contraditório. O Estado não tem legitimidade para exigir que um homem assuma a paternidade de uma criança quando simultaneamente aprova a procriação medicamente assistida e as "barriga de aluguer" para toda a gente. Ou os filhos-de-puta são legítimos, ou não.

Quinta-feira, 14 Abril 2016

¿Você sabia? Eu não sabia!

 

“Sabia o leitor que as barrigas de aluguer vão hoje a votos no parlamento? Pois é, não sabia. Só sabemos e só discutimos aquilo que o BE e a ala jacobina do PS colocam na agenda dos noticiários.”

Ainda vamos a tempo

A democracia de Esquerda é assim: sub-informação e pseudo-informação.

Sexta-feira, 1 Agosto 2014

A irresponsabilidade do Partido Social Democrata na questão das "barriga de aluguer"

 

A Esquerda Cultural portuguesa (Partido Social Democrata, Partido Socialista, Bloco de Esquerda e Partido Comunista) pretende abrir em Portugal uma caixa-de-pandora com a lei da “barriga de aluguer” que o Partido Social Democrata se prepara para apresentar no parlamento. Já não chega a questão da adopção de crianças por pares de invertidos: o Partido Social Democrata quer ir mais longe: permitir por lei o negócio sórdido da “barriga de aluguer”.

Patthraramon JanbuaA propósito, lemos aqui uma história de um casal australiano que “alugou uma barriga” de uma mulher tailandesa de 21 anos de seu nome Patthraramon Janbua. Os australianos verificaram que Patthraramon estava grávida de gémeos (um menino e uma menina), e que o menino sofria de síndroma de Down. ¿E o que fizeram os australianos? Ficaram com a menina e deixaram o menino deficiente entregue à mãe “barriga de aluguer”.

Porém, durante a gravidez, os australianos exigiram que Patthraramon abortasse as duas crianças — porque uma delas era deficiente, ao que a mãe “barriga de aluguer” recusou por ser budista.

É isto que o Partido Social Democrata pretende ver em Portugal, ao abrir a porta às “barriga de aluguer”.

Segunda-feira, 14 Julho 2014

Os da “Direita liberal” são os “idiotas úteis” da Esquerda

 

A convergência de posições da Esquerda e da chamada “Direita liberal”, no que diz respeito à legalização das “barriga de aluguer” (por exemplo, e entre outras posições), decorre da adopção de uma ética utilitarista (utilitarismo), ou daquilo a que Karl Marx chamava de “moral de merceeiro inglês”. E até o actual Partido Comunista já adopta a “moral de merceeiro inglês”!.

O utilitarismo, à Direita, é o de Stuart Mill: incoerente e contraditório; à Esquerda, é o utilitarismo de Bentham: um instrumento de minagem de uma ordem cultural.

O utilitarismo é sempre, nos dois casos, baseado no darwinismo: não é por acaso que Peter Singer tenha proposto que a Esquerda abandonasse provisoriamente o marxismo (“metesse o marxismo na gaveta”) e adoptasse Darwin. Portanto, tanto na Esquerda como na dita “Direita liberal”, o utilitarismo manifesta-se através de uma qualquer forma de darwinismo social. E a “barriga de aluguer” é uma forma de darwinismo social.

Afirmar que a “barriga de aluguer” será gratuita (não será um negócio), é uma falácia que nos insulta a inteligência. Por exemplo, primeiro começaram com as uniões civis gays; depois exigiram o “casamento” gay sem a adopção de crianças; depois disseram-nos que o casamento, segundo a Constituição, implica necessariamente a adopção de crianças; e agora dizem-mos que as “barriga de aluguer” não podem ser um negócio até que “a realidade exija que o negócio seja regularizado”.

Se compreendermos isto, não acharemos nada de estranho no que se relata neste texto.

Segunda-feira, 23 Junho 2014

O negócio das "barriga de aluguer" está a matar mulheres na Índia

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 6:31 pm
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O que é quase incompreensível é como a Esquerda, que se diz arauto do feminismo, da justiça e da igualdade, defende a legalização das “barriga de aluguer”. É quase incompreensível; quase.

Deixa de ser incompreensível quando se verifica que a Esquerda tem que escolher entre afrontar uma ética baseada na Lei Natural (como é o caso da ética católica, por exemplo) que define a moral como sendo independente do Poder de Estado, por um lado, ou, por outro lado, ter que defender os direitos naturais da mulher. Neste caso, a Esquerda prefere afrontar a ética baseada na Lei Natural, sacrificando a defesa dos direitos naturais da mulher.

O negócio das “barriga de aluguer” está a matar mulheres na Índia.

“In a normal reproductive cycle, a single egg matures during ovulation. Assisted reproductive technologies inject gonadotropin, a hormone, to produce multiple eggs. Since there is no standard protocol on gonadotropin dosage or limits on the number of eggs that should be retrieved, some doctors use a dangerously high dosage that allows them to harvest as many as 50 eggs in surgeries that require anesthesia, heightening the risk of the procedure.”

Donor Deaths in India Highlight Surrogacy Perils

Sexta-feira, 20 Junho 2014

Avó e neto apaixonados vão ter um filho de "barriga de aluguer"

 

O Partido Socialista, o Partido Social Democrata de Passos Coelho e o CDS/PP de Paulo Portas, coordenados pela maçonaria, deveriam realizar um workshop acerca deste case study, tendo em vista o progresso da humanidade, a evolução dos direitos dos indivíduos, e o respeito pelos sentimentos e pelo amor.

Grandmother and grandson to have child together: a 72-year-old grandmother is to have a child with her grandson.

avo e neto barriga de aluguerIsto é o progresso que orgulha a esquerda: a “barriga de aluguer” ao serviço do incesto. Já estou a ver a deputeda socialista Isabel Moreira dizer que “Portugal é um país subdesenvolvido”; o socialista António Costa dizer que “a direita é conservadora”. Provavelmente vai ser criada uma comissão parlamentar para estudar o direito à “barriga de aluguer” entre pais e filhos.

Repete-se a história de Lot, do Génesis: as duas filhas embebedaram o pai e deitaram-se com ele, garantindo as suas proles. Só que desta vez ninguém precisa de estar bêbedo: é tudo feito com orgulho e em “livre consentimento entre adultos responsáveis”.

Trabalha-se afincadamente para a eliminação do último tabu: o incesto. Depois da sociedade pós-moderna, teremos a sociedade pós-incesto, e então talvez voltemos aos tempos bíblicos em que as mulheres eram raptadas e violadas para se justificar o casamento.

Tudo isto é progresso, e só os reaccionários conservadores católicos não conseguem perceber a beleza do amor.

Segunda-feira, 16 Junho 2014

Acerca dos comentários negativos ao artigo de Helena Matos “Os pénis de aluguer e os testículos de substituição”

 

Primeiro comentário negativo:

comentario 1

Antes de mais nada: A Ordem dos Médicos de França considera que a “barriga de aluguer” é prejudicial para a criança, tanto nos aspectos éticos, médicos, sociais e jurídicos. Não há nenhuma razão objectiva por que a Ordem dos Médicos de Portugal não siga o mesmo critério senão por colagem ideológica e política ao Partido Socialista (e à ala esquerda do Partido Social Democrata).

Não é só o útero da mulher que é “alugado”: é o corpo dela inteiro que é “alugado”! (ver este vídeo).

Portanto, a primeira objecção no comentário (se é ou não prejudicial às crianças) está respondido — a não ser que os médicos franceses sejam uns “ignorantes” (essa gente trata toda a gente que os contraria de “ignorantes”).

A segunda objecção do comentário é o do “julgamento dos outros”: o comentarista julga (faz um juízo de valor acerca da Helena Matos) a Helena Matos alegadamente por esta “julgar os outros”. Ou seja: só ele tem o direito de “julgar os outros”.

Segundo comentário negativo:

comentario 2

A primeira parte está respondida — a não ser que os médicos franceses sejam “ignorantes”.

A ideia de “contrato exclusivo entre adultos” ignora dos direitos da criança — como é evidente. Mas há gente que não vê ou não quer ver. Ademais, a Declaração dos Direitos da Criança diz que “uma criança, salvo condições excepcionais, não deve ser separada da mãe” (biológica).

“Pergunto-me se também pensa proibir que uma mãe entregue uma criança para adopção? Não seria isso um acto “pior” que este que deseja proibir?”

Aqui, o argumento é uma falácia da mediocridade: segundo este raciocínio, pelo facto de existirem assassinos em série, o assassínio qualificado deveria ver a sua pena reduzida ou ser mesmo despenalizado. Pega-se em uma situação extrema e de desgraça de uma mãe que, por quaisquer razões, abandona o filho, e depois tenta-se a generalização dessa situação para justificar qualquer outro comportamento ou atitude em relação às crianças em geral.

Terceiro comentário negativo:

comentario 3
Em primeiro lugar, compara-se a “barriga de aluguer” com os bancos de esperma; ou seja, o esperma e o embrião e o feto são colocados no mesmo plano de valor. Um espermatozóide é considerado a mesma coisa que um feto.

Em segundo lugar, considera-se implícita ou explicitamente que os bancos de esperma são uma coisa positiva — o que é altamente controverso.

Em terceiro lugar, utiliza-se o conceito de “liberdade” levado ao limite do Notrecht (direito de necessidade): alguém que passa fome, por exemplo, é “livre de trabalhar todo o dia para comer uma côdea”. E esta gente é de esquerda!!

Em quarto lugar, a liberdade não é só negativa: também é positiva. (ver liberdade negativa).

Finalmente, a ideia segundo a qual “não me cabe a mim legislar sobre os sentimentos alheios”. Aqui, o raciocínio é semelhante àqueloutro que diz que “a Helena Matos não tem o direito de fazer julgamentos sobre os outros, e apenas eu tenho o direito de fazer julgamentos acerca dos julgamentos da Helena Matos”. Ou seja, parte-se de um pensamento circular ou de uma falácia Petitio Principii: recusa-se o juízo de valor a quem não concorda com a comentarista, mas ela própria emite um juízo de valor ao recusar qualquer juízo de valor à Helena Matos.

Quarto comentário negativo:

comentario 4

Aqui, a falácia é ad Hominem — o que é muitíssimo comum na esquerda: insultam-se as pessoas e julga-se que através do insulto passam a ter razão.

E fico-me por aqui. Os argumentos dos comentários negativos são tão pobres que não merecem melhor atenção.

Domingo, 4 Maio 2014

A maternidade é um símbolo, antes de ser gestação física

 

Retirado da vida religiosa, o sagrado permanece activo através do simbolismo. Um símbolo religioso transmite a sua mensagem mesmo se já não é integral- e conscientemente compreendido — porque um símbolo dirige-se ao ser humano na sua totalidade, e não apenas à sua inteligência.


“Para os católicos, o mês de Maio é o mês de Maria. Para os cardíacos, Maio é o mês do coração. Para os deputados, este Maio não vai ser de Maria, nem do coração, mas das “barrigas de aluguer” ou, melhor dizendo, da “maternidade de substituição”.

maria-e-o-menino-jesusA maternidade não se esgota na sua acepção biológica e, por isso, a Igreja reconhece que a Mãe de Jesus também o é, em sentido espiritual, de todos os fiéis. As religiosas que se entregam aos doentes, aos órfãos e aos pobres, bem como as mulheres que adoptam crianças enjeitadas, exercem uma análoga maternidade. Não geram, não são “barrigas”; mas amam, porque são “corações”. Não são “de aluguer”, mas dão-se, porque são verdadeiras mães.

É verdade que ser mãe não é ser “barriga” mas, sobretudo, “coração”. Mas onde há barriga, há coração. Ninguém nasce de uma “barriga”, mas de uma pessoa que se envolve física, psíquica, afectiva e espiritualmente na gestação do novo ser. A dona do útero em que se aninha a nova criatura é muito mais do que um mero receptáculo, porque o filho recebe da progenitora uma parte importantíssima do seu património genético e com ela guarda, desde a concepção, uma relação filial insubstituível.

Não reconhecer a condição de mãe à mulher que gerou um filho é uma falsidade. Não se pode negar a ninguém o direito a ter por pais os verdadeiros progenitores.

Uma mãe não se aluga, nem aluga o seu corpo. Uma mulher que o faça ofende a sua dignidade feminina e a do ser que concebe nas suas entranhas.

Pode-se ter por filho quem não se gerou, mas só é mãe, em sentido pleno, quem concebe no seu corpo o ser que ama com o seu coração.”

(Padre Gonçalo Portocarrero de Almada)

Segunda-feira, 21 Abril 2014

As "barriga de aluguer", segundo o Partido Social Democrata e o Partido Socialista : para já é “excepcionalmente”

 

O Partido Social Democrata e o Partido Socialista chegaram a um acordo: as mulheres que nascem com uma anomalia congénita conhecida por “agenesia vaginal”, vão ter direito a recorrer à “barriga de aluguer”.

Segundo parece, e nos casos da agenesia vaginal, a “barriga de aluguer” terá que ser gratuita — ou seja, não pode haver negócio de compra e venda de bebés. Porém, parece também que o critério adoptado é o da “infuncionalidade do útero”, o que significa que o próprio critério aponta para a permissão das “barriga de aluguer” para além dos casos de agenesia vaginal (portanto, já não se trata apenas de acomodar na lei os casos de agenesia vaginal, mas antes qualquer “infuncionalidade do útero” terá direito a “barriga de aluguer”, e que se pretende que não seja um negócio).

Como é que se prova que houve negócio?

Fiquei sem saber se a mulher com agenesia vaginal e com direito a “barriga de aluguer” deve ser casada, ou não. ¿Qualquer mulher com agenesia vaginal tem automaticamente direito à “barriga de aluguer”? Em que circunstâncias uma mulher pode ter acesso à “barriga de aluguer”? O texto não nos diz nada sobre o assunto — e não diz de forma propositada, não conhecêssemos nós o pasquim Público.

Brevemente veremos o Partido Social Democrata e o Partido Socialista anunciar que o critério mudou: de “infuncionalidade do útero”, o critério passará a ser o da “ausência de útero”, para que os gays também tenham direito à “barriga de aluguer”. E ainda hei-de ver um ex-deputado do Partido Social Democrata a montar um negócio de compra e venda de crianças.

Quinta-feira, 15 Março 2012

A confusão anética das fertilizações in vitro

“An Israeli court has ruled that two lesbians who created a child through in-vitro fertilization are both biological mothers of the child, according to reports in the Israeli media.

The couple, which is not named, reportedly conceived the child in-vitro with the egg of one partner and the sperm of a male donor in 2006. The embryo was then implanted in the womb of the other lesbian partner.”

via Israeli court recognizes biological motherhood of two lesbians for one child | LifeSiteNews.com.

Eu sou de opinião de que as fertilizações in vitro [IVF] deveriam ser proibidas mesmo para casais [1] salvo em casos excepcionais que confirmem a regra. E a razão por que tenho esta opinião pode ser ilustrada pelo caso que se passou em Israel e de que nos fala a notícia supracitada.

Duas lésbicas arranjaram um dador de esperma, e uma delas forneceu o óvulo que, depois de fecundado in vitro, foi depositado no útero da segunda lésbica que deu à luz a criança. Em resultado desta “confusão de grelos”, as duas lésbicas reivindicaram a dupla “maternidade” da criança — a criança passou a ter “duas mães” — porque, segundo decisão do tribunal israelita, uma delas era a mãe biológica e a outra foi a mulher que gerou a criança e deu à luz.

Em verdade, e na minha opinião, a criança tem só um pai e só uma mãe biológicos, que são os que lhe deram o ADN. A criança é realmente filha do homem que doou o esperma e da mãe que doou o óvulo. Isto parece-me tão óbvio que se pode dizer que pertence ao senso-comum. O que poderia acontecer é que a mulher que pariu acabou por se afeiçoar à criança e, por isso, poderia eventualmente ter direitos de adopção. Nada mais do que isto.

Este caso não fará jurisprudência em Israel porque, entretanto, a lei foi mudada e já não são permitidas fertilizações in vitro por pares de lésbicas ou por mulheres solteiras nesse país.

[1]

“Casais” são sempre naturais, ou seja: uma mulher e um homem; duas lésbicas são “um par de lésbicas”.

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