perspectivas

Sexta-feira, 12 Dezembro 2008

A Educação e a estratégia de Esquerda

A política cultural socialista aplicada à educação é de uma importância crucial para a Esquerda em geral, que pretende a criação de “um homem novo, autónomo e livre”, mas com uma liberdade que não reconhece nem a condição humana nem lei moral, rumo a uma sociedade de Esquerda com laivos totalitários que deixará marcas de tal forma indeléveis na nossa sociedade que nunca mais dela poderá sair.

Muita gente ainda não compreendeu que a reforma educativa do PS de José Sócrates, como todas as reformas de Esquerda com reflexos na cultura, tem como objectivo estabelecer uma sociedade exclusiva e irreversivelmente de Esquerda. A colagem dos partidos de Esquerda ― como o Bloco de Esquerda e o PCP ― à posição dos professores só pode ser compreendida como uma estratégia de “controlo” político oportunista de modo a evitar que a classe docente se polarize e se fixe nos partidos à Direita do espectro político nacional.

À primeira vista, a divisão da docência em professores titulares e professores de “segunda classe”, parece ser uma estratégia de Direita que vai contra um igualitarismo característico da Esquerda, mas esta é a única forma que o PS encontra para romper um consenso cultural e profissional que marca a história da docência em Portugal, por forma a que as políticas culturais de ruptura sejam alcançadas sem grande resistência numa fase posterior. Trata-se de uma estratégia para-totalitária de terapia de choque para dissolver as resistências culturais que existam na classe docente.
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Sexta-feira, 21 Novembro 2008

Será que eu estou a ver mal o problema?

Se não há dinheiro do erário público para a educação e para uma avaliação justa dos professores, cortem nos ordenados principescos da manada que se refastela em volta da manjedoura do orçamento, poupem nas reformas e mordomias obscenas dos sibaritas que vivem à custa do tráfico político de influências e no sistema endémico das “cunhas” que infestam o Terreiro do Paço.

Eu sou bisneto de uma professora, neto de professora, filho de professora, casado com professora, tenho um filho que é professor e três irmãs professoras. Só não segui a carreira docente porque sempre fui “do contra”. 🙂

Posto, isto, agradeço que me ajudem a entender esta proposição:

«(…) Considerando uma carreira de 36 anos (mantendo-se ao longo dos anos a “transformação” de parte do tempo de trabalho (horário) de actividade lectiva noutro tipo de actividade e um objectivo de chegarem ao topo da carreira 1/3 dos docentes (…)»

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