perspectivas

Quinta-feira, 1 Abril 2010

A corrupção da democracia

Hannah Arendt distingue o sistema totalitário (nazismo, comunismo) do sistema autoritarista (Salazarismo, Pinochet, ditadura militar no Brasil, etc.). O sistema totalitário é por ela comparado a uma cebola com as suas diversas camadas a partir do centro onde funciona o comando do sistema.
O sistema autoritarista é por ela comparado a uma pirâmide social em cujo vértice se encontra o escol ou o ditador, cuja legitimidade de poder é outorgado por uma realidade que transcende a própria sociedade.

Julius Evola vê a coisa de outra maneira. Ele distingue entre o sistema totalitário e o sistema orgânico. O sistema totalitário de Evola é o sistema autoritarista de Arendt ― com sua pirâmide social que, segundo Evola, coarcta qualquer grau de liberdade e limita a autonomia dos seus membros ―, e o sistema totalitário Arendt é, sem tirar nem pôr, o sistema orgânico de Evola.
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Quarta-feira, 31 Março 2010

A intervenção directa da política na educação das nossas crianças

A classificação do bullying como crime público, por parte deste governo e da ministra da educação (que pertence à maçonaria feminina), revela a total e completa desorientação por parte do que se considera ser hoje a “civilização laica”. Estamos, de facto, a viver num mundo governado por gente totalmente louca.

A partir de agora, pode passar a ser comum a polícia entrar numa escola e prender um miúdo de 10, 11, 12 ou 13 anos. E a coberto desta decisão de transformar o bullying em crime público, pretende-se significar que se reforça a autoridade dos professores, quando essa decisão vai exactamente no sentido contrário: a partir de agora, o professor chama a polícia e tira o “problema” de cima das suas costas; a escola transforma-se cada vez mais em “ensino sem educação”, e a área da educação, que é por sua natureza, pré-política, transforma-se num espaço de intervenção da política. Está tudo louco. Em vez de se dar meios de actuação à escola e ao corpo de professores, mete-se a polícia e política lá dentro.
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Sábado, 6 Março 2010

Religião, tradição, autoridade

Se eu fosse militante do bloco de esquerda ou do partido comunista, defenderia essencialmente duas coisas: a primeira, a abertura total e inquestionada da imigração de origem islâmica; a segunda, a repressão de manifestações nos mídia por parte das igrejas cristãs. As esperanças dos novos totalitarismos gnósticos dependem muito do desenvolvimento político que o próprio multiculturalismo actual trará à Europa do futuro, e da repressão das expressões religiosas autóctones.

Um dos slogans atribuídos ao regime de Salazar era o de “Deus, Pátria, Autoridade” o que, em certa medida, coincide com a trilogia que dá o título a este postal. Porém, “autoridade” não é “autoritarismo”; um regime político autoritarista não é necessariamente promotor cultural da autoridade. Pelo contrário, o autoritarismo mina o fundamento da autoridade que é o da obediência sem o recurso à força da violência. Portanto, o Estado Novo apropriou-se de um conceito que não lhe pertencia. Por detrás do regime de Salazar existia claramente uma religião política. Aliás, o movimento que esteve na base da implantação do Estado Novo em 1926 era tão revolucionário como o movimento que implantou a república em 1910 ― Portugal tem vindo a sofrer várias revoluções gnósticas desde 1910.
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