perspectivas

Segunda-feira, 17 Junho 2013

Nem sábios, nem Esquerda, nem esta Direita

«Um sábio, que não seja bacharel, recebe esse grau de uma universidade, e os de licenciado e doutor, para poder entrar nessa universidade, que é hábil e competente para o fazer, por ter capacidade de saber, e por ser devido apenas a circunstâncias especiais que o sábio não possuía nenhum diploma científico oficial. Mas, sem dúvida, pareceria muito paradoxal, e até muito ridículo, que um grupo de indivíduos sem diplomas universitários conferissem a alguém, por exemplo, o grau de doutor em matemática. A competência por colação dos incompetentes não tem certamente senso comum.»A competência por colação

Um grau de uma universidade não produz necessariamente mais competência. Por isso é que Marinho Pinto (e muito bem!) exige um exame da Ordem dos Advogados para os novos licenciados em Direito. Um grau de uma universidade pode conceder a alguém um estatuto social que possibilite exactamente essa competência por colação de que nos fala a citação supra, por um lado, e por outro lado, o grau de uma universidade pode produzir alvarás de inteligência. Acontece que a concessão de um alvará de inteligência a um cidadão, por uma universidade, não tem senso-comum, porque a inteligência não é coisa que se compre, se venda, ou que se concessione à exploração comercial por alguns anos.

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Domingo, 9 Maio 2010

O novo totalitarismo português suave

A estratégia política da esquerda é a de “libertar” o indivíduo para o poder, depois, oprimir sem resistência. Esta estratégia é mais visível no Bloco de Esquerda e no Partido Socialista do que no Partido Comunista que segue uma linha mais ortodoxa e não tanto libertária. Mas se virmos com atenção, podemos ver no Partido Social Democrata de Passos Coelho alguns tiques deste libertarismo inserido em uma estratégia política que coloca o indivíduo sozinho e isolado contra ou face ao Estado.
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