perspectivas

Quinta-feira, 14 Julho 2016

A filha-da-putice puritana do PAN (Pessoas-Animais-Natureza)

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 12:22 pm
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Segundo o PAN (Pessoas-Animais-Natureza), a rainha de Inglaterra pertence à barbárie.

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresentou um projeto de lei na Assembleia da República para proibir a circulação de veículos de tracção animal na via pública. O projecto de lei identifica como alvos da proposta as “carroças”, “charretes” e “carruagens”.

PAN quer proibir carroças e charretes na via pública

rainha-inglaterra-cavalos-web

Um dia destes, os animalistas irão proibir as rondas a cavalo da GNR.

gnr-cavalos

Caro leitor: torna-se impossível aturar esses filhos-de-puta que tratam as excepções como regras.

¿Há gente que maltrata os animais? Há, sempre haverá, como sempre houve. Os que os filhos-de-puta dos animalistas dizem é que as excepções constituem a regra; e, generalizando, entram em um puritanismo bacoco que pretende proibir, pelo simples prazer mórbido de proibir.

Thomas B. Macaulay escreveu o seguinte no século XIX (em relação a puritanismo dos Quacres) : “os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores”.

Quando os filhos-de-puta dos animalistas generalizam os maus tratos dos animais, não pretendem defender os animais, mas antes pretendem retirar o prazer humano da lide com os animais. É neste contexto que os filhos-de-puta dos animalistas pretendem proibir o voo da águia Vitória no estádio da Luz: os filhos-de-puta dos animalistas pretendem retirar aos adeptos do Benfica o prazer de ver a águia a voar no seu estádio.

Terça-feira, 3 Maio 2016

O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) quer acabar com os animais

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 9:35 am
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O PAN (Pessoas-Animais-Natureza), partido dos animais, chegou à conclusão de que a única forma de acabar com o abate de animais abandonados nos canis municipais é impedir que os animais se reproduzam, ou seja, é acabar com os animais. A conclusão do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) é lógica: se os animais não se reproduzem, então não será preciso abatê-los.

Segue-se que, segundo o PAN (Pessoas-Animais-Natureza), uma sociedade que respeite os direitos dos animais é uma sociedade em que não existem animais para desrespeitar.

Nesse documento é por demais evidente a filosofia na qual assenta a mesma ILC, propondo a esterilização de todos os animais presentes nos Canis Municipais e Centros de Recolha e a sua devolução às ruas, com a figura legal do "animal comunitário", sobre a (ir)responsabilidade de um tutor. Acrescentando publicamente, à mesma proposta, a necessidade de uma esterilização massiva de todos os animais de companhia, e ainda, acrescentando de uma forma veemente o fim da criação de animais domésticos de raça.

O PAN pretende, e as entidades que o apoiam, fomentar e organizar a extinção de qualquer cão ou gato doméstico num horizonte de curto e médio prazo, impedindo a reprodução e o apuramento de raças, com o propósito de terminar com os abates em canis municipais.

Pretendem, também, que todo e qualquer Português que queira ter um cão ou gato em sua casa, seja submetido a um enorme escrutínio burocrático, a licenciamentos e cursos de formação em bem-estar animal, retirando aos cidadãos o livre-arbítrio do direito de escolha do seu animal doméstico.”

Portanto, a solução do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) é radical: para que os animais deixem de sofrer, é preciso acabar com os animais. Se não existirem animais, eles não sofrem.

Quando observo a Esquerda portuguesa, lembro-me amiúde da noção de “imbecil colectivo”, de Olavo de Carvalho:

“O ‘imbecil colectivo’ é uma comunidade de pessoas de inteligência normal ou superior que se reúnem com o propósito de imbecilizar-se umas às outras”.

Quarta-feira, 17 Fevereiro 2016

Os cães tendem a desaparecer em Portugal

 

Lembro-me da anedota: a inspecção do Estado vai a uma granja no Alentejo e pergunta ao proprietário: “¿Qual é a alimentação que você dá aos seus porcos?” — ao que o alentejano responde: “Eu não dou alimentação nenhuma! Dou cinco Euros a cada um deles, e eles que comam o quiserem!”.

Um dias destes vai acontecer o mesmo com os cães. Ninguém vai querer ter um cão. A polícia pergunta ao cidadão: “¿Como é que você trata o seu cão?”; e o cidadão responde: “Eu não tenho cão! Encontrei esse aí na rua, por acaso!”.

 

Segunda-feira, 19 Outubro 2015

O líder do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) e o conceito de ‘pessoa’

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 11:32 am
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“O que é que define uma pessoa? A capacidade de pensar, a capacidade de sentir e a capacidade de interagir. Se sairmos do paradigma antropocêntrico, vamos perceber que há características mais humanas num chimpanzé ou num cão do que numa pessoa que está em coma, por exemplo. A capacidade de interacção é superior”.

líder do partido PAN (Pessoas-Animais-Natureza)via

Vivemos tempos difíceis, porque os cargos políticos estão a ser ocupados por gente ignorante, sem formação. Para “desmontarmos” analiticamente este tipo de argumentos politicamente correctos temos que recorrer à lógica e à metafísica — embora o senso-comum do cidadão normal utilize o bom-senso que a classe política, em geral, já não tem. Estamos entregues a uma classe política medíocre.

O que me surpreende é a contradição da Esquerda (que inclui uma parte do Partido Social Democrata), que se caracteriza por uma visão não-utilitarista em relação à economia (mais ou menos contra o cálculo económico do capitalismo), mas por outro lado adopta o utilitarismo na ética (alegadamente, uma pessoa em coma é menos humana do que um cão). A actual Esquerda aposta todas as fichas na promoção da dissonância cognitiva no povo através de contradições em catadupa.

Esta contradição é difícil de perceber pelo cidadão vulgar, e por isso é que a Esquerda actual é ainda mais perigosa do que a estalinista (porque estes eram minimamente coerentes com a sua doutrina e dogmas: não enganavam ninguém).

Os valores começam onde o cálculo acaba, porque o que conta realmente, para nós, são as coisas que não trocamos por outras (Roger Scruton). Não é possível ser não-utilitarista na economia e ser utilitarista em ética.

O utilitarismo teve origem no positivismo; andam de mãos dadas. Positivismo é sinónimo de cientismo. A Esquerda, para além de adoptar o positivismo  / cientismo, vê a espécie humana (excepto eles próprios, que são excepções à espécie) à luz do behaviourismo.


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Domingo, 30 Agosto 2015

O tonto Narciso Machado, e a proibição das touradas

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 12:57 pm
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“Os historiadores progressistas fizeram o possível para definir “civilização” como uma completa salvaguarda contra cerimónias cruéis. Nada mais falso.

Algumas das culturas mais civilizadas e melhor organizadas da História, como por exemplo Cartago no expoente máximo da sua riqueza, praticavam sistematicamente o sacrifício humano.

A cultura, assim como a ciência, não são protecção contra os demónios”.

(G. K. Chesterton)


Um tonto que dá pelo nome de Narciso Machado defende, no pasquim Púbico, a proibição das touradas (por lei, obviamente); isto numa altura em que a sociedade portuguesa legalizou o sacrifício humano através do aborto pago pelo Estado, e em que uma mulher que mata o seu próprio filho recém-nascido não vai para a cadeia.

Ou seja, todos os argumentos morais do tonto Narciso contra a tourada caem por terra, porque não passa pela cabeça de ninguém — senão pelas dos tontos — que a vida de um boi valha mais do que a vida de um ser humano.

Uma cultura sem tabus é um círculo quadrado.

O que se pretende com a proibição das touradas é a inversão cultural de tabus. Até há bem pouco tempo era tabu matar um ser humano indefeso, mas não era tabu espetar umas bandarilhas num touro.

O que as cavalgaduras como o Narciso pretendem é que passe a ser tabu lidar um touro na arena, mas que deixe de ser tabu matar um ser humano desprotegido — seja através do aborto, seja pela legalização do infanticídio, seja pela eutanásia compulsiva de idosos como já acontece hoje na Bélgica.

É esta a autoridade moral das bestas como o Narciso Machado na reivindicação da protecção dos direitos das bestas.

Ou seja, os filhos da puta (na esmagadora maioria de Esquerda) são contra a tradição das touradas, mas pretendem introduzir na cultura antropológica a “nova” tradição sacrificial do desrespeito pela vida humana. E mais: invocam os Papas da Igreja Católica para legitimar a inversão dos tabus na cultura antropológica. São filhos da puta refinados!

Sábado, 29 Agosto 2015

Os animalistas e os direitos dos animais

 

Segunda-feira, 22 Junho 2015

Quando leio Peter Singer, fico com os cabelos em pé

Filed under: ética — O. Braga @ 5:53 am
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Neue Zuricher Zeitung: You do not consider an infant to be more worthy of protection than an embryo. On the other hand, you do not necessarily ascribe a higher status to humans than to animals.

Peter Singer: Belonging to the human species is not what makes it morally wrong to kill a living being. Why should all members of the species homo sapiens have a right to life, whereas other species do not? This idea is merely a remnant of our religious legacy. For centuries, we have been told that man was created in the image of God, that God granted us dominion over the animals and that we have an immortal soul.

Peter Singer ‘disinvited’ from German philosophy festival

Chegamos hoje ao absurdo de termos que nos questionar por que razão a vida de um ser humano é mais importante e valiosa do que a vida de um peixe, por exemplo. Peter Singer pergunta: “¿por que razão todos os membros da espécie homo sapiens têm direito à vida, e os das outras espécies não têm?”. E depois atribui a maior importância dada à vida humana à “herança religiosa”.


Desde o tempo do paleolítico — ainda não existiam as religiões universais — que a vida humana, na tribo ou no clã, era mais importante do que a dos animais caçados. Portanto, a ideia de Peter Singer segundo a qual “a maior importância dada à vida humana é uma herança religiosa” é uma estupidez de todo o tamanho — a não ser que os trogloditas e os palafitas já fossem cristãos!

Fico com os cabelos em pé ao constatar que Peter Singer é hoje considerado um “grande filósofo”!

A razão por que “a vida humana é considerada mais importante e valiosa do que a dos outros animais” é, em primeiro lugar, a de que o ser humano é um animal gregário (social). Tão simples quanto isto. É uma razão biológica e natural. Só tem a ver com religião por via das diversas diferenciações culturais que desde o tempo do paleolítico foram forjando novas religiões. O “ter a ver com religião” é uma causa secunda construída a partir da natureza humana fundamental.


Desconstruído o argumento da “religião”, vamos ao argumento absurdo principal:

“¿por que razão todos os membros da espécie homo sapiens têm direito à vida, e os das outras espécies não têm?”

Peter Singer parte do princípio da aceitação da superioridade moral do ser humano em relação aos outros animais — porque só o ser humano pode fazer a pergunta supracitada —, para depois negar a superioridade ontológica (a superioridade do Ser) do ser humano. Se Peter Singer não aceitasse a priori a superioridade moral do ser humano em relação aos outros animais, a pergunta não faria qualquer sentido.

A partir de uma assimetria moral (entre o ser humano e os outros animais), Peter Singer cria uma simetria ontológica (entre o ser humano e os outros animais) — porque os outros animais não são capazes de pensar o mesmo, em termos morais, em relação ao ser humano, e por isso não podemos colocar o ser humano e as outras espécies em um mesmo plano moral, ontológico e natural.

Assimetria moral → simetria ontológica = contradição em termos

Ou seja: para Peter Singer, o ser humano é moralmente superior aos outros animais, mas simultaneamente ele nega que a vida humana tenha mais valor do que a de um peixe.

Para Peter Singer, a superioridade moral do ser humano — que, no fundo, é uma forma de “domínio” — funciona como um instrumento de negação da superioridade ontológica do ser humano. Ora, se Peter Singer aceita a priori o primeiro tipo de superioridade, tem que logicamente aceitar o segundo.

Por maioria de razão, a assimetria moral permite ao ser humano proteger (ou não: trata-se do livre-arbítrio que o ser humano tem e os outros animais não têm) os animais; mas não implica, por essa razão, que o ser humano seja ontologicamente equivalente ou idêntico às outras espécies.

Por vezes, tenho a sensação de que Peter Singer tem sérias dificuldades com a Lógica.

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