perspectivas

Sexta-feira, 10 Fevereiro 2017

Em Angola, o Islamismo é uma seita, e não uma religião

Filed under: Islamofascismo — O. Braga @ 10:49 am
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nigeria-boko-haram-webBasta que olhemos para o que se passa hoje na Nigéria, por exemplo, para que compreendamos a atitude do governo de Angola em relação ao Islão. Relatos falam em 20 mesquitas destruídas, e outros em 80 mesquitas desmanteladas.

O Islão não é uma religião endógena em Angola; para além das religiões animistas, é o Cristianismo (seja luterano, seja católico) que é tradicional- e historicamente reconhecido como a religião universal em Angola.

Os islamitas angolanos não hesitarão em recorrer à violência para impôr os seus desígnios; aliás, Islamismo é sinónimo de violência, como podemos ver hoje na Nigéria do Boko Haram. O que não sabemos é quanto tempo um governo soberano, como o de Angola, vai resistir ao poder fáctico, global e imperial do Islão.

Sexta-feira, 6 Maio 2016

O José Pacheco Pereira e sanha contra Angola

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 10:39 am
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Na Quadratura do Círculo de ontem, até o Jorge Coelho teve que se desmarcar do Pacheco em relação a Angola. Por vezes dá-me a ideia de que, para o Pacheco, qualquer rico é corrupto; ele não o diz, mas pensa — a não ser que o rico seja mentor dele, como é o Bilderberger Pinto Balsemão: nunca ouvirão o Pacheco criticar Bilderberg ou o Chico dos Porsches.

¿Se há corrupção em Angola? Com certeza, assim como há corrupção em Portugal; e parece que o Partido Socialista de António Costa protege os corruptos, convidando-os para cerimónias oficiais de inaugurações.

Existem presos políticos em Angola? Sim, mas também existem presos políticos na França socialista do progressista e maçon François Hollande que o Pacheco tanto preza.

Boris Le Lay

Domingo, 3 Abril 2016

Herrare é um direito umano

 

1/ O José Pacheco Pereira, assim como o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista, não percebeu que uma coisa é ter opinião sobre a política angolana; e outra coisa é o parlamento português condenar o regime político angolano. São coisas diferentes.

¿Por que é o paralamento português não se pronuncia sobre o que se passa no Burkina Faso ou no Sudão ou na Síria, mas pretende determinar o que se passa em Angola?

Resposta: porque Portugal tem relações económicas estreitas com Angola. Por exemplo, Moçambique está praticamente em guerra civil; já viram o paralamento português pronunciar-se sobre o assunto? Resposta: não! E “não” porque Moçambique é irrelevante em termos de relações económicas e financeiras com Portugal.

Quando a Guiné Equatorial aderiu à CPLP (por causa do BANIF que foi pelo cano), ouviu-se do José Pacheco Pereira um gemido; quando existe um processo judicial polémico em Angola, o José Pacheco Pereira solta berros. Angola é uma obsessão para uma certa Esquerda liberal que inclui o José Pacheco Pereira; tudo o que envolva dinheiro, atrai a obsessão da Esquerda pelos direitos humanos; não havendo dinheiro envolvido, os direitos humanos tornam-se irrelevantes.

2/ o José Pacheco Pereira (e uma certa Esquerda) transformam os direitos humanos em uma política em si mesma; mas os direitos humanos não são uma política.

3/ o José Pacheco Pereira tem um mundividência que ele considera ser melhor ou superior em relação a outras mundividências em outras culturas diferentes da do liberalismo ocidental, e em nome dos “direitos humanos”.

É também em nome dos “direitos humanos” que o José Pacheco Pereira defende o aborto livre e a legalização da eutanásia — e provavelmente irá defender a legalização das "barriga de aluguer" em nome dos “direitos humanos” dos gueis.

Ele parte do pressuposto liberal do “universal como neutralidade” relativamente às concepções do Bem e aos estilos de vida que exprimem essa neutralidade ético-simbólica. Por outro lado, o José Pacheco Pereira entende o “universal” como simples forma ou processo jurídico que substitui os paradigmas axiológicos e teleológicos próprios de cada cultura.

A concepção liberal do universal como neutralidade (para ele, o Justo é universal, mas o Bem é privado) significa a abstenção de qualquer interesse prático particular fundado nos particularismos culturais. A interpretação liberal dos direitos humanos pretende expressar o ponto de vista do Homem enquanto tal, abstraindo qualquer determinação histórica — o que significa que essa neutralidade é ilusória, porque a construção de qualquer concepção acerca do Justo insere-se no contexto de uma tradição prática particular, que é detentora de critérios de avaliação que lhe são próprios, e é pressuposta por uma compreensão específicas do que é “racional” de um ponto de vista prático.

Ora, acontece que a razão prática é histórica.

A crença do José Pacheco Pereira e dos liberais na possibilidade de princípios e regras universais independentes das tradições práticas, não exprime senão o ponto de vista da tradição liberal que tem a particularidade de se considerar superior a todas as outras tradições. A tradição liberal individualista, como qualquer tradição prática, possui os seus próprios modelos de justificação racional. O universalismo liberal é uma tradição particular, ou seja, exprime uma concepção particular da justiça (que corresponde às condições da economia de mercado) que nada mais é do que a reprodução contínua da ordem social e política liberal.

4/ Ou o Bem e o Justo coincidem (o que não é o caso da opinião do José Pacheco Pereira), ou então o que o José Pacheco Pereira e quejandos pretendem impôr a Angola é a superioridade de uma determinada mundividência.

Sexta-feira, 1 Abril 2016

A Raquel Varela e a Primavera Árabe em Angola

 

A Raquel Varela defende para Angola uma espécie de Primavera Árabe.

Os românticos adoram ver a beleza e a força do tigre; o problema é quando o tigre foge da jaula — mas os românticos nunca pensam nessa possibilidade: Carpe Diem. O romantismo do século XVIII voltou a estar na moda em Portugal.

A capacidade de previsão de factos é sinal de inteligência; mas, hoje ser inteligente é sinal de estupidez. O romantismo inverteu os pólos do QI.

Quinta-feira, 31 Março 2016

A classe política portuguesa não tem que se meter no que se passa em Angola ou no Brasil

Filed under: Política — O. Braga @ 6:31 pm
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A assumida “superioridade moral” de uma certa classe política portuguesa é irritante (Bloco de Esquerda + Partido Socialista): querem decidir o que se passa em Angola e no Brasil. É bom que essa gentalha assuma que Lisboa é hoje a capital-do-império-que-já-não-existe, e meta a viola no saco. Puta-que-os-pariu!

“Líder parlamentar anunciou que bancada votará contra os votos de condenação propostos por PS e BE. E recorda posição do BE sobre Brasil”.

PSD vota contra no caso Luaty Beirão. "É uma ingerência"

Quarta-feira, 13 Agosto 2014

A traição dos intelectuais da lusofonia

 

O que se está a passar hoje em Angola é um processo político semelhante ao que aconteceu no Brasil de finais do século XIX, através da desconstrução da História por “intelectuais” que, em nome de um pretenso nacionalismo, tentaram desligar a história nacional da História. Vemos isso espelhado no último livro do escritor angolano José Eduardo Agualusa (aconselho a leitura deste verbete).

Outro intelectual de urinol, um burro carregado de livros, é este aqui. Escreve, o asno:

“Rui Veloso respondeu às tresleituras disparatadas da sua entrevista ao DN – e anunciou disco novo em 2015. Uma horda de patetas apareceu nas “redes sociais” para lamentar o adeus de outro músico desiludido com o país, retirado e amargurado; este é o habitual discurso da banalidade e da queixinha barata.”

Tresleituras?! Mas o Rui Veloso não disse o que disse?! Dirá o burro: “você interpretou mal!” — assim como o Agualusa pode invocar que “a História de Angola foi mal interpretada”, e que por isso é necessária uma nova narrativa.

Que o Rui Veloso queira “deitar água na fervura” e “dar o dito por não dito”, eu compreendo. Que um burro venha dizer que “o Rui Veloso não disse o que disse” é equivalente (ressalvadas as proporções das burrices) a que se diga que não foram os portugueses que introduziram em Angola o milho, a mandioca, o café, a cana-de-açúcar, o ananás, o tomateiro, a batata, os citrinos, o feijão, o cacau, a bananeira, o tabaco, o amendoim, as galinhas, os porcos, o gado caprino e bovino, etc..

Segundo os intelectuais de urinol, o que conta é a interpretação independente dos factos.

Sábado, 26 Julho 2014

O Jornal de Angola e o jornalismo de mentecaptos

 

Ao longo dos últimos anos sempre defendi as posições do Jornal de Angola contra as opiniões da Esquerda e não só: por exemplo, contra as opiniões de José Pacheco Pereira. Mas isto ultrapassa o razoável: um artigo assinado por um tal Artur Queiroz. Não se trata ali e agora de defender a liberdade de Angola como país soberano (o que é razoável): trata-se de um chorrilho de asneiras e de insultos com os quais se pretende assumir uma qualquer razão.

Em primeiro lugar, o jornaleiro Artur Queiroz inicia o texto com insultos; ou seja, os insultos não são o corolário de uma análise (o que até poderia ser razoável), mas são o pressuposto dessa análise. Estamos perante um ad Hominem.

Depois entra na falácia Tu Quoque: a pena-de-morte na Guiné Equatorial é justificada porque os Estados Unidos também a praticam. Pela mesma ordem de ideias, o holocausto da minoria Tutsi no Ruanda seria justificável porque existiu o holocausto nazi em relação aos judeus.

Depois, o jornaleiro do Jornal de Angola confunde o Estado de Direito nos Estados Unidos, por um lado, com a ditadura da Guiné Equatorial em que não existe de facto um Estado de Direito.

Desde logo, nem todos os estados americanos têm pena-de-morte; e os que a praticam têm apoio popular através de eleições livres. Podemos criticar a pena-de-morte em alguns estados federais americanos (existem 15 estados americanos que aboliram a pena-de-morte por iniciativa dos cidadãos através de eleições), mas fazer uma comparação entre a Guiné Equatorial e os Estados Unidos não lembra a um mentecapto. Mas lembra ao jornaleiro do Jornal de Angola.

A seguir, em vez de falar da língua portuguesa, o jornaleiro do Jornal de Angola entra pela falácia do espantalho, quando faz considerações de natureza económica acerca de Portugal; é que, de facto, não tem nada a ver “o cu com as calças”. Depois de uma guerra civil em Angola em que dezenas de milhares de crianças morreram de fome, e milhões de pessoas foram deslocadas, o jornaleiro do Jornal de Angola vem dizer que em Portugal “as crianças morrem à fome”! Deve estar a ver em Portugal o seu próprio país.

Angola — e o Jornal de Angola, que é de facto um órgão oficioso do governo de Angola — tem tido uma grande compreensão por parte de uma maioria da população portuguesa que não se identifica com a esquerda radical que inclui uma parte do Partido Socialista.

Mas o que se torna cada vez mais intolerável é a ideia, agora propalada pelo Jornal de Angola, de que Portugal tem que se submeter aos desejos de Angola por causa da “culpa da sua herança colonial”.

A ideia do Jornal de Angola — e do governo de Angola — pode ser resumida da seguinte maneira: “Portugal tem uma culpa histórica por causa da colonização de Angola, e por isso tem que ‘baixar a bolinha’ e fazer o que Angola manda!”

É tempo dos portugueses terem orgulho da sua herança histórica, incluindo a sua herança colonial; e quem não gostar, “problema dele”!

E quanto à CPLP: se o Japão, a União Indiana, a China e outros que tais, entrarem para a CPLP, Portugal deveria sentir orgulho em sair da organização — porque não faz sentido uma CPLP (Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa) em que se fala chinês, japonês, um qualquer dialecto hindu e/ou árabe.

Segunda-feira, 25 Novembro 2013

Angola considera o Islamismo uma seita ilegal

Filed under: cultura — O. Braga @ 6:57 pm
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Angola não quer seguir o exemplo da Nigéria: proibiu o Islamismo, alegando que não se trata de uma religião, mas antes de um princípio de ordem política.

«According to several newspapers, the tiny African country of Angola has become the first country in the world to ban Islam and Muslims.

The Angolan Minister of Culture, Rosa Cruz e Silva was quoted by news agencies and Angola newspapers as saying, “The process of legalisation of Islam has not been approved by the Ministry of Justice and Human rights, their mosques would be closed until further notice.”

As part of the ban, the Angolan government ordered the demolition of the mosques in the country.

According to Silva, the decision was the latest in a series of efforts to ban “illegal” religious sects in the country. Silva’s statement was made during her appearance last week at the 6th Commission of the National Assembly.»

Read more at: Angola ‘bans’ Islam, Muslims, becomes first country to do so : Rest of the World, News – India Today

Quarta-feira, 30 Outubro 2013

A dialéctica de José Pacheco Pereira

 

«Poucas coisas são hoje tão venenosas para a nossa democracia e para a nossa liberdade como o modo como se está a discutir a questão de Angola. O espectro de represálias, a atitude subserviente, a aceitação da força alheia e perda de dignidade da nossa, o abandono dos mais basilares princípios do que é uma democracia e do que é a liberdade, cria um ambiente de medo no debate angolano que poucos são capazes de romper.

No Prós e Contras da RTP ouviram-se as mais absurdas das coisas, e, com excepção de uma defesa por Ricardo Costa da "obrigação" jornalística de pereira apcheco marx web 600-2dar as notícias que tanto inflamam a elite angolana, o debate foi um retrato de como o veneno da chantagem angolana funciona. Como acontece muitas vezes os "especialistas" que são chamados à televisão trabalham em Angola, têm interesses angolanos e recebem salários do governo de Angola. É o caso do antigo Ministro Martins da Cruz, que para além de ter sido "ministro dos negócios estrangeiros" de Luís Filipe Meneses na Câmara de Gaia, é, segundo o seu currículo, "membro do conselho de administração de empresas em Portugal, Espanha e Angola" e "consultor do Governo de Angola". Ou seja, para efeitos daquele debate, está do lado de lá.

E mesmo Louçã, um "internacionalista", disse que não discutia a "origem do dinheiro angolano porque isso era um problema dos angolanos". Como assim? Ele que não se coíbe de discutir os dinheiros dos americanos, ingleses, franceses, a política interna de todos os países do mundo, subitamente pára às quatro rodas naquele debate e, perante aquela plateia, onde o que era vitalmente preciso dizer é que é a origem do dinheiro angolano o principal problema, dinheiro roubado a um povo na miséria, por uma clique de políticos e generais do MPLA, e "lavado" em Portugal, fica calado.»

"O Veneno de Angola"

Quinta-feira, 17 Outubro 2013

Um exemplo da narrativa puritana, falaciosa e totalitária da Esquerda radical

 

“O Ministério Público iniciou uma investigação a vários altos dirigentes políticos e económicos (é quase o mesmo) angolanos.

Apesar de alguns serem conhecidos por um enriquecimento que nem os cargos públicos que ocupam, nem fortunas de família podem explicar, e que muitos dos seus negócios passam por Portugal, ninguém sabe se estas investigações têm ou não fundamento. Isso, apenas aos magistrados responsáveis por este processo diz respeito.”

E mais adiante, escreve o radical Daniel Oliveira:

“Que não se enganem os angolanos: a razão porque o governo português pede desculpa nada tem a ver com respeito por eles ou pelo seu governo. É pura necessidade. Há um Portugal que precisa do dinheiro dos angolanos. E, movido pela necessidade, quer agradar ao seu ditador e aos que roubam ao seu povo.”

dabiel oliveira chePrimeiro, o Daniel Oliveira começa por dizer que “ninguém sabe se estas investigações têm ou não fundamento”, ou seja, ninguém sabe se existem indícios suficientes de crime para sustentar uma acusação.

Mas logo a seguir, o pristino marxista, vetusto totalitário e puritano Daniel Oliveira diz que os portugueses querem “agradar ao ditador” (refere-se a José Eduardo dos Santos, presidente da república de Angola, que foi eleito pelo povo angolano) “e aos que roubam o seu povo”.

Portanto, fiquei sem saber se, afinal, “as investigações” do Ministério Público português, em relação a determinados representantes da ruling class  angolana residentes em Portugal, tem, ou não, fundamento — porque os dois raciocínios não podem ser colocados em conjunto sem se cair na falácia lógica da interrogação, por exemplo:

Pergunta o polícia ao cidadão detido: “¿Onde é que escondeste o dinheiro que roubaste?”. O polícia não sabe se o cidadão roubou de facto, mas sempre vai perguntando e acusando-o de um crime, e sem estar fundamentado para fazer essa acusação implícita. O marxismo é isto!

Os socialistas portugueses e Angola

Filed under: Política — O. Braga @ 8:19 am
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socialistas portugueses e angola

Quarta-feira, 16 Outubro 2013

Com um vestido preto, nunca me comprometo

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 7:23 am
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O verdadeiro intelectual coevo português — para além da “adûção”, sem “excêção”, do Acordo Ortográfico — tem um discurso redondo, pretende dizer tudo mas sem dizer nada. Neste caso concreto, entre a alegada "condescendência" e o putativo "despeito" da ruling class portuguesa em relação a Angola, o intelectual português que se preze não toma posição: em vez disso, alardeia — discretamente, como convém — uma certa imparcialidade superior.

O verdadeiro intelectual português analisa, mas recusa a síntese: a síntese é própria dos sub-humanos. Recusa assumir quaisquer consequências morais da sua posição, preferindo criticar a moralidade dos outros. Faz sempre uma introdução geral a qualquer tema, mas nunca entra no tema propriamente dito: entrar no tema é próprio de gente especializada, vulgar. O verdadeiro intelectual português é politicamente correcto fazendo de conta que não é.

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