perspectivas

Quinta-feira, 13 Maio 2010

Um exemplo de propaganda gayzista nos me®dia

Este artigo do conhecido blogueiro gayzista Andrew Sullivan (via Portugal Contemporâneo) sobre a nova juíza do supremo americano, tem basicamente as seguintes características:

  1. Mistura a noção de raça de uma pessoa com o comportamento humano, neste caso com o comportamento sexual.
  2. Parte do princípio de que as relações heterossexuais são idênticas às relações homossexuais, tanto no que diz respeito ao seu papel social como na sua essência.
  3. Transforma o comportamento e desejo sexuais de uma pessoa na sua exclusiva identidade pessoal, sem o qual a pessoa deixa de existir como ser humano.

Estão aqui resumidos três dos grandes e principais traços ideológicos da Vulgata gayzista. Vamos à análise dos argumentos.

Primeiro argumento: “Se uma pessoa é judia e, ocupando um cargo público de grande relevância, assume publicamente que o é, sendo gay deveria assumir também que o é”.

  • Este argumento transforma a condição homossexual em casta, porque enquanto a raça pode ser determinada por factores objectivos (cor da pele, características físicas congénitas determinadas pelo ADN, etc), a homossexualidade é por natureza subjectiva.

    Esta “confusão” lógica entre raça e o comportamento sexual é propositada e muito perigosa. Por um lado, pretende reduzir o comportamento de uma pessoa — neste caso o comportamento gay — a uma categoria equiparável ao de uma raça. Ser gay seria a mesma coisa que ser português, israelita, branco ou preto. Por outro lado, pretende-se que o comportamento sexual de uma pessoa seja tão normal como ser alemão, inglês ou suíço. Pretende-se equiparar de uma forma igualitarista o comportamento de uma pessoa — que é sempre subjectivo — com a objectividade própria da raça.

  • Enquanto que o racismo dos nazis e outros grupos é um racismo positivo — porque é afirmativo —, o gayzismo utiliza o argumento do racismo negativo, porque parte do argumento positivo do racismo para justificar o comportamento sexual subjectivo de uma pessoa. Trata-se de uma forma diferente e negativa de racismo.

Segundo argumento: “As relações entre gays tem a mesma índole e essência que as relações naturais entre homem/mulher, e por isso devem ter a mesma relevância social”.

  • Este argumento parte do princípio de que as relações sexuais entre um homem e uma mulher são tão promíscuas na sua essência e natureza como as relações gay.
  • Por outro lado, defende a ideia de que a natureza dos dois tipos de comportamentos sexuais são idênticos. A mensagem é subliminar e feita em nome da abstracção ou abstraimento do conceito de “amor”.

    Se o amor passa a ser um conceito não passível de definição, e existe um esforço político consciente para não o definir, o amor passa a ser tudo aquilo que um homem quiser que seja. Por exemplo, um militante do Bloco de Esquerda escreveu um dia no seu blogue que “o aborto é um acto de amor” (naturalmente que ele se referia ao casal, e não à criança abortada). Por aqui vemos no que resulta a intenção maliciosa de abstrusão da noção de amor, mantendo o conceito vago e sem limites ideológicos definidos e fixos. Em nome do “amor” sem definição e dependendo da afirmação ideológica através de pura retórica, tudo passa a ser legítimo.

  • A ideia gayzista é a de que tudo o que existe na vida humana é indefinido e relativo, e a aceitação lógica e ética de um conceito depende apenas da pura persuasão política: se alguém me convencer de que sou um cão, passo a andar de quatro patas, e não deixo, por isso, de ser normal.
  • Por último, a questão da continuidade e da sobrevivência da sociedade através das crianças, é escamoteada através da construção da noção de “determinismo da condição gay” — noção que não existe como tal. A ideia determinística segundo a qual o comportamento humano não pode ser de outra forma senão aquela que o indivíduo adopta por alegadas condições biológicas a priori (que não são passiveis de demonstração científica), é semelhante àquela do assassino que diz em tribunal ao juiz que “a culpa do acto homicida é dos meus genes, e não poderia, por isso, ter-me comportado de outra forma”.

    A noção determinística em relação ao comportamento do ser humano é essencial e imprescindível para a agenda política gayzista. Sem ela, toda a estrutura ideológica gayzista desaba. A partir desta noção de determinismo do comportamento do ser humano, o gayzismo separa o comportamento humano da cultura da sociedade, o que é de extrema importância para a afirmação niilista da sua doutrina. A partir do momento em que o comportamento humano e a cultura da sociedade estão devidamente separadas nas cabeças das pessoas em geral, cria-se a ideia generalizada de que “o comportamento dos outros não me afecta”.

    A partir do momento em que, através de uma prestidigitação retórica, política e ideológica, se deduz erroneamente que os actos dos indivíduos nada têm a ver com a cultura da sociedade como um Todo — e portanto, os comportamentos não são passíveis, de modo nenhum, de contágio e de mimetismo culturais — e que esses actos são determinados, à partida, por uma simples e difusa noção de “determinismo comportamental”, então a questão das crianças e da sobrevivência da sociedade deixa de ter relevância na discussão, porque se parte do princípio de que a conservação da sociedade também segue regras e leis determinísticas.

Terceiro argumento: “O comportamento sexual é imprescindível para a definição da identidade do ser humano”.

  • Se imaginarmos um homem normal e heterossexual que fizesse do seu desejo e comportamento sexual a sua própria identidade, teríamos um tarado sexual a precisar de ser urgentemente internado num hospital psiquiátrico, porque através da exteriorização contínua, obstinada e obsessiva dos seus apetites sexuais, passaria a fazer depender exclusivamente a sua identidade da exteriorização compulsiva do seu desejo sexual.

    Porém, se este comportamento sexual obsessivo — que faz depender a identidade do exemplo do heterossexual referido da sua expressão do desejo sexual — é própria de um maluco, tratando-se de um gay já é considerado absolutamente normal e pacífico entre a psiquiatria cientificista (e não científica; ciência é outra coisa).

  • Para um ser humano normal, o desejo sexual é apenas uma das muitas componentes da sua identidade; para um gay, o desejo sexual subjectivo é a sua própria identidade, sem o qual ele deixa de existir como ser humano — e por isso é que a afirmação constante e obsessiva do desejo sexual gay é uma questão de vida ou de morte. Trata-se de um desvio ou de uma parafilia.

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Sexta-feira, 9 Abril 2010

Um “gayzista cristão” é truque político

Em termos gerais, estou de acordo com este texto de Pedro Arroja. Contudo, e em relação a Kant, há que distinguir a homossexualidade como distúrbio psicossomático (uma anormalidade), do movimento gay organizado politicamente (gayzismo). Por exemplo, é hoje claríssimo que Nietzsche tinha um distúrbio mental de tipo paranóide que se agravou com a sífilis (Nietzsche era sifilítico); porém, nem por isso esse distúrbio mental de Nietzsche afectou outras áreas da sua actividade, como a de literato. De forma idêntica, a alegada homossexualidade de Kant era um distúrbio psicossomático que não o impediu de ter uma actividade produtiva, assim como os esquizofrénicos, se forem tratados, podem ter uma vida muito próxima da normal.
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