perspectivas

Terça-feira, 30 Agosto 2011

Vem aí novamente o Real de Água?

Entre 1580 e 1640, Portugal esteve sob domínio da dinastia filipina espanhola, e em 1632 o juiz do povo de Lisboa enviou um relatório ao governo de Madrid onde demonstrava, com números e estatísticas, que os impostos pagos pelo povo português eram relativamente os mais altos em todo o império espanhol — o tal império onde nunca o Sol se punha.

Entre os impostos exorbitantes pagos pelo povo português à potência estrangeira constava o chamado “Real da Água”: os espanhóis chegaram ao ponto de cobrar um imposto aos portugueses por estes beberem água ― o chamado “real de água”; o simples facto de os portugueses serem obrigados a beber água das fontes públicas ou naturais deu azo a mais um imposto estrangeiro em Portugal.

Apesar da degradação da economia devido à delapidação espanhola dos nossos recursos, os impostos sobre o povo português aumentavam a cada ano que passava. O povo permanecia em um desespero silencioso, vergado pela brutalidade dos impostos vindos do estrangeiro que manifestava sistematicamente atitudes de desprezo, vexame e novas extorsões.

Foi então que se deu a revolução: a Restauração da Independência em 1640; se os espanhóis não tivessem sido tão gananciosos e estúpidos, possivelmente Portugal seria hoje uma província espanhola, mas a verdade é que um espanhol é naturalmente estúpido e ganancioso; está-lhe no sangue.


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