perspectivas

Quarta-feira, 8 Fevereiro 2017

O José António Saraiva está a ficar senil

 

“A escrita é uma convenção.”José António Saraiva

A ideia (estruturalista/estruturalismo) segundo a qual a escrita é um conjunto de sinais (convenção) que podem ser mudados por decreto-lei e a bel-prazer pelas elites políticas, é uma barbaridade modernista.

A convenção opõe-se à Natureza.

Uma convenção é o resultado de um acordo explícito ou tácito; em epistemologia, uma convenção é uma regra imposta livremente (Poincaré). O problema destas definições é o de que não é racionalmente possível separar completamente uma língua escrita, por um lado, da sua etimologia, por outro lado: a convenção opõe-se à natureza, e a etimologia é a natureza da língua (escrita).

Além disso, toda a convenção pressupõe já a linguagem etimológica, e por isso mesmo pressupõe já a sociedade natural.

E convém não confundir “convenção”, por um lado, com “convencionalismo”, por outro lado.

Em filosofia política, o convencionalismo é a ideia absurda segundo a qual todas as instituições e práticas humanas são o resultado de convenções, sem qualquer contribuição da Natureza (“O homem é a medida de todas as coisas → Protágoras). É a partir da ideia de “convencionalismo” que o José António Saraiva diz que a escrita é apenas um conjunto de sinais aleatoriamente seleccionados (Saussurre) — quando, em boa verdade, a escrita de uma língua culta é um conjunto de símbolos.

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Sexta-feira, 25 Março 2016

Ponto de interrogação invertido: o Vitorino Nemésio era um iletrado

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:43 pm
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Eu uso o ponto de interrogação invertido, porque, segundo o Acordo Ortográfico, cada um escreve como quer; mas também porque, lendo livros antigos escritos em português, o ponto de interrogação invertido aparece amiúde: é o caso da tradução, a partir do italiano, da “Filosofia de Hegel”, de Benedetto Croce — tradução essa feita por Vitorino Nemésio em 1933.

Porém, parece que o Vitorino Nemésio era um iletrado. Vemos aqui em baixo exemplos dos pontos de interrogação e de exclamação utilizados pelo “analfabeto Vitorino Nemésio” (cliquem nas imagens para as ampliar).

ponto_interrogação_invertido_webponto_exclamação_invertido_web

Sexta-feira, 19 Fevereiro 2016

Não vamos exagerar na pureza da língua; ou então acabemos com a república

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:21 am
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Um leitor escreveu-me criticando o facto de eu ter escrito “a juiza”, e não “a juiz”.

Mas se consultarmos os dicionários portugueses segundo a reforma de 1945, já aparece “a juíza”. Eu tenho vários dicionários portugueses (e um brasileiro) com a reforma de 1945, e o feminino de “juiz” já lá está.

O problema é o de saber se devemos voltar ao tempo de antes da reforma de 1911, no tempo em que phoda se escrevia com ph. Eu até concordaria com a obliteração de todas as reformas desde que a república fosse obliterada com elas.

Claro que podemos dizer “senhora doutora juiz” (soa melhor, ao ouvido). Mas a verdade é que, com a reforma de 1945, iniciou-se a destruição da língua portuguesa. E segundo essa reforma, “a juiza” é legal.

Terça-feira, 12 Janeiro 2016

Eu escrevo o português de Angola

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:00 pm
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Quando eu escrevo o português de Angola, sinto-me mais angolano do que português. Portugal é hoje uma colónia, e não um país soberano.

 

Sexta-feira, 13 Março 2015

A mania republicana de apanascar

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:25 am
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“E daqui remeteu-se Portugal a uma dignidade serôdia mantendo uma ortografia com regras fabricadas em larga medida em 1945 por brasileiros que logo as renegaram com pregão à falsa fé, até hoje, de ser aquela uma ortografia… lusitanizante! — Pois não havia de sê-lo nada, nem um só pedacinho?!…

E para cúmulo flagelar-se disso Portugal por complexo de não sei quê, rebaixando-se a uma indignidade imprópria por tornar ainda a negociar com os párias do português, tomando-lhe agravos como se nada fossem, indo a ponto de descurar o valor diacrítico das consoantes etimológicas para a linguagem escrita e falada dos portugueses apenas e só porque os brasileiros esquizofrènicamente as desprezam como desprezam o que seja português.

Se não é isto mania, fixação obstinada, prazer mórbido em servir de capacho, não sei o que seja.”

De «preguntar»…

O Acordo Ortográfico vai ter que ser cobrado politicamente

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 9:06 am
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É bom que se saiba quem, na classe política, foi a favor do Acordo Ortográfico que desfigurou a língua portuguesa, porque o povo português terá direito a um ajuste de contas com a História.

Desde logo e em primeiro lugar, todos os ministros da Educação desde 1990: quem cala, consente. Depois, todos os primeiros-ministros desde essa data; todos os presidentes da república e principalmente o actual que era primeiro-ministro quando Santana Lopes — o dos “violinos de Chopin” — assinou o acordo com as “santanetes” brasileiras.

É preciso que mantenhamos a memória; e preciso não esquecer e legar a memória da desgraça às gerações futuras.

Nunca a liberdade é tão grande quando no-la querem tirar, quando nos pretendem oprimir; e não há maior opressão do que aquela que nos pretende retirar a identidade. E, neste sentido, a III república tem sido uma tirania, não só alienando a soberania portuguesa e fazendo ajoelhar a pátria, como chegando ao ponto de sonegar ao povo a sua própria identidade.

“A imposição do Ministério da Educação desagrada a muitos alunos e professores e, na Escola Secundária de Camões, em Lisboa, os estudantes criaram uma comissão que está a lutar pela tolerância. Uma das primeiras medidas da Comissão Estudantil para a Tolerância quanto ao AO90 nos Exames foi o lançamento de uma petição online.”

Acordo ortográfico: a luta já chegou aos alunos

Segunda-feira, 9 Dezembro 2013

António Emiliano: “Os Linguistas não são donos da língua”

Filed under: acordo ortográfico — O. Braga @ 12:21 pm
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Antonio emiliano

Podem ver o vídeo aqui, ou escutar o som aqui em baixo.

Sexta-feira, 29 Novembro 2013

É tempo de mandá-los apanhar onde apanham as galinhas!

Filed under: acordo ortográfico,cultura — O. Braga @ 10:12 pm
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lingua brasileira

 

É mandá-los tomar no cu, abolir o Acordo Ortográfico, e seguir em frente porque o mundo não acaba!

Os ‘adetos’ da nova ortografia

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:23 am
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adetos do acordo ortografico web

Clique na imagem (daqui) para ampliar.

Terça-feira, 19 Novembro 2013

Corrector de língua portuguesa para o OpenOffice (anterior ao Acordo Ortográfico)

Filed under: cultura — O. Braga @ 1:34 pm
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Descarregar aqui.

O suicídio cultural brasileiro

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:05 am
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«Há no A.O. de 1990, simultaneamente, servilismo e ignorância relativamente ao Brasil. Pois o diálogo luso-brasileiro é em grande parte um diálogo assimétrico. Ele situa-se num eixo que Eduardo Lourenço qualificou lapidarmente: «ressentimento e delírio». A maneira como nós vemos o Português é própria de um povo que fala e sempre falou a sua própria língua e a difundiu pelo mundo, o mundo de um «império» que no plano mítico-ideológico parece não ter terminado ainda.

No Brasil, o  Português é a língua do colonizador. Não é, portanto, a mesma, nem poderia ser, a visão da «língua comum», pois os brasileiros parecem sobretudo interessados em acentuar divergências, quer na ortografia quer na sintaxe, afastando-se, muitas vezes conscientemente, da norma culta, procurando factores de diferenciação específica. O próprio preconceito brasileiro relativamente aos falares portugueses [é o] que se reflecte na legendagem de tudo o que é português no Brasil e, no plano da escrita, na tradução de livros ou de notícias de jornais portugueses […]»

Para vergonha de servis e ilustração de ignorantes – Bic Laranja

Domingo, 17 Novembro 2013

A "metaistória" é a história dos metais?

Filed under: Tirem-me deste filme — O. Braga @ 6:56 am
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«Pelo que expliquei anteriormente, a grafia só poderia ser uma: “meta-história”. Certo? E-rra-do! Como os dicionários brasileiros disponíveis online que consultei não registam nem “meta-história” nem “metaistória”, recorri ao VOLP da Academia Brasileira de Letras.»

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