perspectivas

Quinta-feira, 4 Fevereiro 2016

A hermenêutica académica

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 3:38 pm
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“A totalidade social não tem vida própria acima do que é por ela concatenado, e de que ela própria é constituída.

Ela produz e reproduz-se através dos seus momentos singulares. Tão pouco é de dissociar esse toda da vida, da cooperação e do antagonismo social, tão pouco pode um elemento, qualquer que seja, ser entendido meramente no seu funcionamento, sem o discernimento do todo, que tem a sua própria essência no movimento individual. Sistema e singularidade são recíprocos e só podem ser entendidos na reciprocidade”.

→ Habermas, “Polémica do Positivismo”


Vamos “traduzir” este trecho de Habermas:

A sociedade é constituída por relações sociais. As diferentes relações produzem, de qualquer modo, a sociedade. Entre essas relações encontra-se a cooperação e o antagonismo; e uma vez que a sociedade é constituída por tais relações, não pode ser dissociada delas. O inverso é igualmente válido: nenhuma relação pode ser entendida sem as outras.


Uma característica da academia, em geral, transformada em missão, é a de complicar aquilo que é simples e de dificultar o que é fácil. Vejam, por exemplo, este texto da Helena Damião: foi assim que ela aprendeu, e é assim que ela escreve e ensina.

Terça-feira, 21 Agosto 2012

O tal Jorge Martins Ribeiro e a recusa da paternidade

«A lei portuguesa devia reconhecer aos homens o direito de recusar a paternidade de um filho nascido contra a sua vontade. A tese está contida na investigação A igualdade na decisão de procriar, defendida por Jorge Martins Ribeiro, no âmbito do mestrado em Direitos Humanos na Universidade do Minho.

Na óptica do investigador, é uma questão de igualdade. “Do mesmo modo que a mulher tem o direito legalmente reconhecido de abortar ou não abortar, perante uma gravidez não planeada, o homem deve poder decidir se quer ou não ser pai”, sustenta.»

via Homens devem poder recusar paternidade – Sociedade – PUBLICO.PT.

Estamos a falar de um indivíduo que está a tirar um putativo mestrado, embora de “mestrado” só tenha o nome. Por vezes, neste país confunde-se “mestrando” com “menstruado”.

A lógica do “menstruado” é esta: uma injustiça dá sempre direito a outra injustiça. Neste caso, o utilitarismo do crápula Ribeiro já não se aplica apenas e só ao aborto do nascituro: é também extensível à criança já nascida. Com jeitinho, o cabrão acaba a defender o infanticídio.

A cultura da irresponsabilidade faz parte intrínseca da academia. Academia = irresponsabilidade. Salvo raras excepções, quando se olha para um académico vislumbramos hoje o aborto intelectual, a besta humana, a cavalgadura doutorada, o facínora imaginativo e o psicopata com um alvará de inteligente.

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