perspectivas

Sábado, 9 Junho 2018

Este blogue irá ser encerrado pela União Europeia.

Filed under: liberdade,liberdade de expressão,totalitarismo,União Europeia — O. Braga @ 12:25 pm

Em resultado da aprovação, no paralamento de Estrasburgo, do artigo 13 da chamada “directiva de direitos de autor” da União Europeia, a WordPress.com anuncia que os blogues europeus que usem esta plataforma terão que ser encerrados por falta de meios de fiscalização do material publicado.

Ou seja, este blogue irá ser encerrado pela União Europeia.

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Sexta-feira, 1 Junho 2018

A União Europeia dá mais um passo em direcção a um totalitarismo orwelliano

Filed under: totalitarismo,União Europeia — O. Braga @ 9:42 pm

 

Os “direitos de autor” são apenas um pretexto para a acção política totalitária: o que a União Europeia pretende é impedir a circulação de informação que não seja aquela que é controlada pelos grandes monopólios de comunicação (o Miguel Sousa Tavares deve ficar feliz!)

A elite que comanda a União Europeia (que inclui o monhé António Costa) já perdeu a vergonha: querem impedir que o cidadão normal partilhe informação, sob pena de correr o risco de pagar uma taxa. A União Europeia passou já à fase de intimidação penal sobre o cidadão: “Se abres a boca, podes discricionariamente apanhar uma multa!”.

Acerca deste assunto ver este artigo no Insurgente.

Quarta-feira, 2 Maio 2018

O pequeno Alfie e o novo totalitarismo

 

goya- saturn-devouring-one-of-his-children-webQuem ler este artigo do Juan Manuel de Prada pensará que eu o copiei quando escrevi estoutro; mas a verdade é que eu escrevi o meu em uma data anterior.

« El asesinato del niño Alfie Evans ha servido para que, desde algunos ámbitos, se haya señalado la crueldad ensañada de una nueva forma de totalitarismo, que no tiene empacho en decidir sobre nuestra vida y nuestra muerte. Pero este enfoque nos parece erróneo, pues se acaba identificando el moderno Leviatán con formas de totalitarismo antañón, como el comunismo, que no tenían empacho en destruir vidas para llevar a cabo sus designios. Lo cierto es que el moderno Leviatán es mucho más maligno que aquellos totalitarismos antañones; pues, como nos recuerda el Evangelio, no debemos temer a quienes matan solamente el cuerpo, sino a quienes matan el cuerpo y el alma. »

Juan Manuel de Prada diz, com verdade, que o moderno leviatão destruiu já o poder paternal (o que é o mesmo que dizer “destruição do poder da família natural”), e que o assassinato do pequeno Alfie traduz a demonstração de um poder total sobre o cidadão por parte do novo Estado totalitário que se vai construindo na Europa sobre os escombros dos antigos totalitarismos do século XX.

“O leviatão moderno fez em fanicos o poder paternal mediante a anatematização do patriarcado e da conversão das escolas em corruptórios oficiais”.

É disto que fala, por exemplo, a deputada socialista Isabel Moreira quando diz que “o Direito deve ser anti-natural” (ver PDF): trata-se da construção de um novo totalitarismo que tende a separar total- e arbitrariamente a Natureza, por um lado, do Direito, por outro lado — e que pretende que se dê a um Estado plenipotenciário o poder de vida e de morte sobre os cidadãos.

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Quarta-feira, 14 Março 2018

O anti-capitalismo corporativista da nova “Esquerda”, e o corporativismo “capitalista” da “Direita”, alimentados pela plutocracia globalista

 

A União Europeia está a entrar por uma deriva totalitária; há sinais mais ou menos difusos de um crescendo totalitário coordenado por uma União Europeia obediente à agenda globalista.

O que nos confunde é o papel e a função actuais da chamada “Esquerda”: o “farol” da Esquerda, por assim dizer, deixou de ser a Rússia ou a China, para se centrar nos Estados Unidos do partido Democrático; Obama, Hillary Clinton, a elite de Hollywood e comandita, representam hoje a simbologia de uma Esquerda que alia o internacionalismo trotskista, por um lado, ao globalismo plutocrata, por outro lado [obviamente que existem várias esquerdas; por exemplo, o Partido Comunista distingue-se do Bloco de Esquerda; mas, ultimamente, o Partido Comunista tem emulado / imitado o Bloco de Esquerda].

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« Vale a pena ler este decálogo de 19 pontos (antigamente os decálogos tinham dez pontos agora as contas devem ser outras) publicado na revista de um sindicato espanhol que entre outras coisas propõe “Prohibir el fútbol en los patios de recreo.” e ” Eliminar libros escritos por autores machistas y misóginos entre las posibles lecturas obligatorias para el alumnado. Ejemplos de libros y/o autores machistas a eliminar de los temarios: Pablo Neruda (Veinte poemas de amor y una canción desesperada), Arturo Pérez Reverte y Javier Marías (cualquiera de sus libros).” … »

gay-police-smlEste fenómeno (que a Helena Matos retracta neste texto) não é só “de Esquerda”: é também fomentado e financiado pelos mais ricos do mundo (o que inclui o Google e o FaceBook, por exemplo). A plutocracia internacionalista (bem representada pelo intocável George Soros) e a Esquerda trotskista (também ela internacionalista) e marxista cultural, aliaram-se para submeter os diferentes povos do mundo a uma Nova Ordem Mundial que mais não é do que um novo tipo de fascismo “regionalizado” e corporativista à escala global (sinificação).

Ora, é este papel da actual Esquerda que nos deixa perplexos; seria suposto que a Esquerda se dispusesse sistematicamente contra os ricos; mas não é bem assim: a Esquerda actual é corporativista (ver “corporativismo” no Google), no sentido em que adopta um novo tipo de fascismo, que tem o regime chinês como referência global de práxis política.

Os sinais da deriva totalitária (ou, pelo menos, uma deriva autoritarista) na União Europeia estão por todos os lados, embora aparentemente sem uma conexão lógica entre si. Por exemplo, a protecção que quase todos os países da União Europeia adoptam em relação ao Islamismo (que é uma ideologia totalitária, e não uma mera religião) é um dos sinais dessa deriva totalitária.

« On March 1, The European Commission — the unelected executive branch of the European Union — told social media companies to remove illegal online terrorist content within an hour, or risk facing EU-wide legislation on the topic. The ultimatum was part of a new set of recommendations that will apply to all forms of "illegal content" online, "from terrorist content, incitement to hatred and violence, child sexual abuse material, counterfeit products and copyright infringement." »

EU: More Censorship to "Protect" You

Ora, é isto que a Não-esquerda europeísta que vota no Partido Social Democrata da Helena Matos não compreende, ou então essa Não-esquerda está em estado de negação. A agenda política (europeísta) que a Helena Matos defende é hoje contrária à liberdade — esta é uma realidade insofismável.

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Las autoridades británicas permitieron el abuso de otras 1.000 niñas por no parecer racistas

Para não parecerem “racistas” (como se o Islão fosse uma “raça”… !!!!), as elites políticas (estamos a falar, por exemplo, do regime político da “conservadora” Theresa May) dos diversos países europeus toleram perfeitamente uma cultura bárbara (a islâmica), ao mesmo tempo que reprimem e censuram a opinião de cidadãos conservadores cristãos.

Todas as manifestações políticas que, de certo modo, alimentem a receptividade popular em relação de uma cultura política totalitária, são incentivadas pelas elites europeias (de “esquerda” e de “direita”) a mando da (ou, pelo menos, coordenada por) plutocracia globalista.

silly-billy-web

Hoje, o que os partidos da Não-esquerda confundem propositadamente é “capitalismo”, por um lado, e “corporativismo”, por outro lado.

A Esquerda (isto é, Bloco de Esquerda + Partido Socialista) assume claramente (como válido) um corporativismo anti-capitalista, e a Direita (Partido Social Democrata + CDS) faz de conta que “corporativismo” e “capitalismo” são a mesma coisa. E por detrás da Esquerda e da Direita está o globalismo plutocrata, representado pelas maiores fortunas do planeta.

Por muito que custe à Helena Matos, os globalistas não têm propostas de incentivo à liberdade. Por isso é que a “direita” portuguesa já entrou em dissonância cognitiva — como podemos ver com o Partido Social Democrata de Rui Rio, e com o CDS de Assunção Cristas e de Adolfo Mesquita Nunes.

Steve Bannon-web

Sexta-feira, 3 Novembro 2017

O Pacheco anda caladinho que nem um rato

 

“A cada compromisso do PS com a extrema-esquerda cresce a camada da burocracia e dos cargos para os discípulos do prof. Boaventura. O acordo do BE com o PS na CML é um exemplo do que pagamos e dos problemas que nos estão a ser criados para que o PS possa governar. O acordo PS-BE prevê como aqui já dissemos a criação de lugares à medida para que mais clientelas se instalem e a introdução de critérios que ninguém consegue avaliar mas que permitem aos oligarcas da CML escolherem quem bem quiserem recorrendo a argumentos ideológicos”.

CML, o soviete do BE e do camarada Medina

O José Pacheco Pereira nem pia; faz lembrar a estória do passarinho friorento: quando se está na merda, mais vale estar de bico calado.

JPP-ZAROLHO

Sexta-feira, 26 Maio 2017

Hannah Arendt e o Islamismo

 

O Paulo Tunhas escreveu um artigo acerca do xeique Munir (ou xeque Munir) que eu considero (o artigo) benevolente. É compreensível que assim seja, porque ele (o Paulo) não é um bloguista e, portanto, não tem a liberdade que nós temos em dizer a verdade acerca do Islamismo e do xeique de Lisboa.

MAOMERDAS-RADICAL-web

Hannah Arendt escreveu o seguinte (os sublinhados são meus):

«Em oposição quer aos regimes tirânicos quer autoritários, a imagem mais adequada do governo e organização totalitários parece-me ser a estrutura de uma cebola, em cujo centro, numa espécie de espaço vazio, está situado o líder; o que quer que este faça — quer integre o corpo político como numa hierarquia autoritária, quer oprima os seus súbditos à maneira de um tirano — fá-lo a partir de dentro, e não de cima ou de fora.

Toda a extraordinária diversidade de partes deste movimento — as organizações e as várias agremiações profissionais, os membros do partido e a burocracia do mesmo, as formações de elite e os grupos de polícia — estão relacionadas de tal como que cada uma forma uma fachada numa direcção e o centro noutra, ou seja, desempenha o papel de um mundo normal exterior numa das faces, e o de um radicalismo extremo noutra. A grande vantagem deste sistema é que, mesmo numa situação de governo totalitário, o movimento fornece a cada uma das suas camadas a ficção de um mundo normal e, ao mesmo tempo, consciência de ser diferente dele e mais radical.

Assim, os simpatizantes nas chamadas organizações de fachada, cujas convicções só em intensidade diferem das dos membros do partido, rodeiam todo o movimento e providenciam uma enganadora fachada de normalidade para o mundo exterior devido à sua ausência de fanatismo e de extremismo, ao mesmo tempo que representam o mundo normal para o movimento totalitário, cujos membros acabam por acreditar que as suas convicções só em grau diferem das crenças das outras pessoas e que, desse modo, nunca precisam de ser conscientes do abismo que separa o seu mundo do mundo que de facto o rodeia.

A estrutura em forma de cebola faz com que , do ponto de vista da organização, todo este sistema seja invulnerável à factualidade do mundo real. »

(“Entre o Passado e O Futuro”, 2006, página 113)


 


No Islamismo, o “líder”, por assim dizer, é o Alcorão, os Hadith e a Sira (a estória da vida do Maomerdas), por um lado, e, por outro lado, o Islamismo dito “radical” que está no “centro da cebola” da religião política totalitária.

O xeque munir desempenha o papel de um mundo normal exterior numa das faces da cebola, ao passo que o radicalismo extremo desempenha outro papel.

Assim, os simpatizantes nas chamadas organizações islâmicas de fachada (a que pertence o xeque Munir), cujas convicções só em intensidade diferem das dos radicais islâmicos, rodeiam todo o movimento islâmico e providenciam uma enganadora fachada de normalidade para o mundo exterior devido à sua ausência de fanatismo e de extremismo, ao mesmo tempo que representam o mundo normal para o movimento totalitário islamita, cujos membros acabam por acreditar que as suas convicções só em grau diferem das crenças das outras pessoas e que, desse modo, nunca precisam de ser conscientes do abismo que separa o seu mundo do mundo que de facto o rodeia.


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