perspectivas

Sexta-feira, 7 Setembro 2012

Sobre a nova administração da RTP e Alberto da Ponte

Quando o novo administrador da RTP, que é da confiança política de Miguel Relvas, vem dizer publicamente que Passos Coelho é o melhor primeiro-ministro de Portugal desde há 40 anos — é de desconfiar. O pássaro traz água no bico.

Se Passos Coelho é, ou não, o melhor primeiro-ministro de há 40 anos a esta parte, é apenas uma opinião non sequitur que não é sustentada nem sustentável epistemologicamente. Por exemplo, também há quem diga que Vasco Gonçalves foi o melhor primeiro-ministro depois de 1974, mas não há nada de racional que sustente essa opinião.

O que é surpreendente no discurso do novo administrador da RTP (Alberto da Ponte) é que a sua opinião, desprovida de nexo causal, seja de tal forma considerada importante que ele faça questão de a tornar pública.

Quinta-feira, 20 Janeiro 2011

Esquerda propõe trocar “raça” e “sexo” por “etnia” e “género”

«O deputado do PSD Marques Guedes afirmou que “pode-se admitir a vantagem de uma certa modernidade de linguagem e de conceitos”, mas frisou que “só continua a haver sexo masculino e feminino”»

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Segunda-feira, 31 Maio 2010

O delírio interpretativo e a sociopatia de Vital Moreira

« Ilude-se quem atribui consequências políticas à zanga da direita radical com Cavaco Silva por causa da promulgação da lei do casamento das pessoas do mesmo sexo (a que aliás não poderia fugir).

Na hora de decidir, a direita não entrega as cartas. Como é evidente, as eleições presidenciais (e as outras) ganham-se ao centro, e é aí que o actual inquilino de Belém conta ganhar vantagem, podendo mesmo dar-se ao luxo de alienar os lunáticos da direita ultramontana. »


Deste texto de Vital Moreira, podemos retirar algumas ideias-base :

  1. Quem é contra o “casamento” gay é da “direita ultramontana”;
  2. Quem é contra o “casamento” gay é “lunático”;
  3. As eleições ganham-se ao centro, mesmo que esse “centro” esteja politicamente chegado ao Bloco de Esquerda;
  4. Um “centro” que esteja mais perto do CDS do que do Bloco de Esquerda, é um “centro da direita ultramontana”.

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Terça-feira, 30 Março 2010

O bloco-central-que-não-existe

A interpretação que eu faço da vitória de Passos Coelho nas recentes eleições internas no PSD, é a de que a base militante do PSD se identifica social e ideologicamente cada vez mais com a base militante do PS, ou vice-versa ― a ordem dos factores é arbitrária. Tanto Passos Coelho como José Sócrates defendem uma economia de direita e uma cultura de esquerda ― ou seja, defendem a quadratura do circulo que tem feito Portugal num oito e transforma a Europa num espaço politicamente híbrido, populista, amorfo e a-ideológico. Uma economia de direita e uma cultura de esquerda só beneficiam, a médio prazo, a esquerda marxista económica e/ou cultural; é esse o trabalhinho que tem sido feito pela pseudo-direita portuguesa.
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Segunda-feira, 4 Janeiro 2010

A família é o que a gente quiser e nos der na real gana

« Família é muito mais que consanguinidade, é muito mais que um padrão, é muito mais do que papéis perfeitamente definidos e encaixados, é muito mais do que um matrimónio ou o que se vende nos magníficos anúncios dos automóveis familiares.

Família é afecto, é carinho, é compreensão, é aceitação. Há famílias de todos os géneros e estruturas, famílias em que se estabelecem relações de conjugalidade (seja qual for a orientação sexual) e famílias em que isso nem sequer acontece entre os seus membros. »

Pois é. Eu tenho muito afecto, carinho e compreensão pelo Manuel, pelo José, pela Joaquina, pela Maria, pelo António e pelo Carlos. Vamos todos constituir uma família. Uma noite durmo com o Manuel, outra noite com o Zé, outra noite faço um filho à Joaquina, etc. E os filhos são de todos. E vamos ser todos casados. Vamos ser todos uma família. E você, caro leitor, se “pega de empurrão”, adira à nossa família, porque há sempre lugar para mais um.

E se você gosta de menage a trois, ou a quatre, ou a cinque, ou à six, etc, adira já à nossa família: escreva um email para a distrital do PS de Odivelas.

Quinta-feira, 24 Dezembro 2009

Heraclito dizia que “a mesma água nunca passa duas vezes por baixo da mesma ponte”

Sempre me causou confusão o embotamento dos nossos políticos de esquerda quando consideram as previsões políticas como certezas científicas. Esta visão científica do devir, essa certeza do futuro que se estabelece em função dos factos passados ― factos estes que, por sua vez, são passíveis de uma reinterpretação altamente subjectivista, ― e que caracterizam a mente do político esquerdista pós-moderno que se preze, passou já para o lugar comum do cidadão vulgar. Senão reparem neste texto que recebi em comentário (PDF).

Estar aqui a explicar porque é que a situação do primeiro governo de Cavaco Silva (1987) é diferente da situação do segundo governo de José Sócrates (2009), dava-me uma trabalheira de todo o tamanho. Porém, os crentes indefectíveis do socretinismo são capazes de ir buscar exemplos à monarquia constitucional do século XIX (ou até ao princípio da nacionalidade) para validar paralelismos políticos convenientes.

Desde logo, com Cavaco Silva sucedeu-se uma maioria absoluta do PSD a um governo minoritário, enquanto que com José Sócrates sucedeu-se um governo minoritário depois de uma maioria absoluta. Mas os crentes do devir científico acreditam que a ordem dos factores, aplicada às situações concretas, é arbitrária, quando se trata de prever a “certeza científica do futuro”.

Depois, em 1987, Cavaco Silva não estava sujeito ao escrutínio (velado e politicamente encapotado) da justiça em vários escândalos políticos tornados públicos. A partir destes dois factos, poderíamos desmultiplicar a argumentação, ao longo de muitas páginas, que demonstrasse racionalmente que o futuro nunca pode ser uma certeza revolucionária. Mas enquanto houver gente que acredita na certeza do futuro cientificamente definido, todos nós, conscientes do fenómeno ou não, sofremos as amarguras decorrentes da loucura, que se reflecte na acção política, de uma pequeníssima minoria.

Sexta-feira, 18 Dezembro 2009

A direita deve incluir nos seus programas eleitorais o banimento da lei socialista do “casamento” gay

Os partidos da “não-esquerda” que não optarem por uma estratégia política fabiana “ao contrário”, tornam-se cúmplices do partido socialista.

Para o cidadão normal português, que tem a sua família e os seus filhos, e que não frequenta os círculos sociais decadentes do Parque Mayer, de Monsanto, ou não faz incursões noctívagas no parque Eduardo VII ― em suma: para a gente séria de Portugal, porque ser-se uma pessoa séria e idónea não se limita ao pagamento de impostos ―, dizia que para o cidadão normal português é difícil compreender a agenda cultural da esquerda, embora muita gente acabe por votar na esquerda somente por causa do seu “canto da sereia” em matéria de medidas económicas e sociais de classe.

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Quinta-feira, 30 Julho 2009

Mais uma palhaçada de Sócrates

Conta Poupança Futuro “medida divertida” que “não serve”

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas acusou hoje o PS de “não perceber nada” de incentivos à natalidade ao apresentar “medidas divertidas” como a conta poupança futuro de 200 euros “que não serve para rigorosamente nada”.

O programa eleitoral do PS, que vai ser apresentado hoje, propõe a criação de uma conta poupança futuro de 200 euros por cada bebé nascido no país, cujo depósito só poderá ser levantado quando a criança completar 18 anos.

Em declarações à Lusa, o porta-voz do PS, João Tiago Silveira, defendeu que esta medida tem quatro “vantagens”: “incentiva a conclusão do ensino obrigatório”, porque só aí pode ser mobilizada, “incentiva a criação de hábitos de poupança”, “permite que o jovem se possa autonomizar” e é também uma “medida de apoio à natalidade”.

Já para o presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), Fernando Ribeiro e Castro, esta proposta “mostra que o PS não percebe rigorosamente nada do que se está a passar”.

Lembrando que a taxa de natalidade em Portugal é de 1,3, Fernando Ribeiro e Castro considera que a atribuição de “200 euros para uma conta não serve para rigorosamente nada”, já que “os pais precisam de apoio quando têm os filhos a seu cargo”.

“Esta é uma medida divertida”, concluiu o presidente da ANFN, sugerindo que o executivo devia “perguntar a quem sabe” e “olhar à sua volta”, seguindo os exemplos de sucesso que já foram aplicados na Europa.
A Associação de Famílias Numerosas enviou aos partidos políticos uma lista de 10 medidas que julgam essenciais para incentivar a natalidade: “Esperamos que as analisem e, se estiverem de acordo, que as coloquem no seu programa eleitoral”.

Na lista consta a obrigatoriedade de todos os livros escolares “sem excepção” serem reutilizáveis e a atribuição de um abono de família de 100 euros mensais por filho, independentemente da idade da criança e rendimento e estado civil dos pais.
“Na Europa, as famílias recebem em média cerca de 150 euros por mês por cada filho”, concluiu Ribeiro e Castro.

(fonte DN)

Primeiro, o inginheiro sanitário diz que o aborto é coisa boa; depois, antes das eleições, vem com esta palhaçada.


Email me (espectivas@nullgmail.com)

Quarta-feira, 24 Junho 2009

José Eduardo Moniz vale 150 milhões de Euros (no mínimo)

Filed under: josé sócrates,Política,socratinices — O. Braga @ 10:36 pm
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Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, afirmou hoje entrevista à SIC que seria “verdadeiramente escandaloso” e uma “interferência num órgão de comunicação social” se a PT comprasse parte da Média Capital, do grupo espanhol Prisa, e José Eduardo Moniz deixasse o cargo de director-geral da TVI.

Ferreira Leite diz que seria escandaloso se a PT entrasse na TVI e Moniz saísse


O “trespasse” de Moniz ultrapassa os 16 milhões de contos da transferência de Cristiano Ronaldo do Manchester United para o Real Madrid. O director da TVI vale quase o dobro. Só que, neste caso, quem paga o luxo da arrogância socratina são todos os contribuintes portugueses, que sustentam a golden share do Estado na Portugal Telecom.

Sócrates é o dono do Estado português; ele gasta o dinheiro com os amigos, e nós todos pagamos.

Terça-feira, 23 Junho 2009

Os erros ortográficos da directora da DREN

Uma forma de aferir o nível a que chegou a nossa educação é avaliar a capacidade dos representantes políticos desta área, nomeados ou delegados por “cunha” política pelo governo de José Sócrates. Podem ler aqui (PDF) um email enviado pela actual responsável pela DREN (Direcção Regional de Educação do Norte), Margarida Moreira, às escolas da sua jurisdição.

É este tipo de gente, que se constitui como uma elite cultural de esquerda, que defende o actual Acordo Ortográfico ― e as razões estão à vista: se não existirem regras na língua escrita desaparecem as possibilidades da escrita errada.

Quinta-feira, 9 Abril 2009

A ler

Filed under: Blogosfera,socratinices — O. Braga @ 4:09 pm
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José S. processou judicialmente um cronista de jornal, João Miguel Tavares. Segundo consta e foi anunciado, é um processo-crime por ofensas à honra e consideração pessoais… do cidadão José S, escritas num artigo de opinião no jornal Diário de Notícias. O gabinete do PM esclareceu que é na qualidade de cidadão que José S. processa outro cidadão que escreve em jornais.

Para além desse processo-crime, José S. processou ainda, em modo cível, pedindo pesada indemnização, três jornalistas do Público, incluindo o seu director.

O ministro Alberto Costa, para não ficar atrás, prometeu processar o jornal Sol. Espera-se o esclarecimento acerca da natureza da acção.

O advogado de José S. nestes procedimentos e preparos, parece que é Proença de Carvalho. A revista Sábado desta semana, adianta já a inocência do acusado Tavares: “a crónica não ultrapassa nenhum limite, muito menos algum que seja punido por lei- e Sócrates sabe seguramente disso. Portanto, este processo só pode ter um objectivo: intimidar.” No Público, outro Tavares, segue na mesma senda.

via PLUTO: PROCESSOS A TORTO E DIREITO.

Temos que acabar com os excessos socratinos e kafkianos dos serviços de Finanças

Filed under: A vida custa,Fisco,socratinices — O. Braga @ 6:23 am

Recebi o seguinte comentário neste blogue, cujo autor está devidamente identificado por email:
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