perspectivas

Quarta-feira, 20 Julho 2022

Pós-modernismo, sintetizado em uma frase

Filed under: Pós-modernismo — O. Braga @ 10:49 am
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individualismo sem individualidade web

“O individualismo sem individualidade”

→ [Theodore Dalrymple]

Terça-feira, 5 Julho 2022

Outra Marcelada idiota (passo a redundância)

Filed under: Marcelo Rebelo de Sousa,marxismo cultural,Pós-modernismo — O. Braga @ 10:59 pm

Há ideias tão estúpidas que até tenho preguiça de as comentar aqui — porque tenho a sensação de estar a perder tempo; e tanto faz que essas ideias venham do meu vizinho como do presidente da república.

Felizmente, o Coronel Brandão Ferreira deu-se ao trabalho de comentar a visão abstrusa do Marcelo acerca da competência das mulheres (em geral) nas Forças Armadas.

 marcelada mulher incompetente web

É a competência que traz a igualdade, e não a incompetência.

Ora, a ideia segundo a qual a igualdade entre os sexos só se adquire (socialmente) mediante a verificação in loco da incompetência dos protagonistas de ambos os sexos, só pode vir de uma mente ilógica — ou de uma picareta ideológica contaminada por uma forma suave de marxismo.

Uma mente normal, diria exactamente o contrário:

“Só quando uma mulher competente chegar ao topo [das Forças Armadas], haverá verdadeira igualdade nas Forças Armadas”.

É a competência que traz a igualdade (igualdade de condições de acesso, e não necessariamente a igualdade de desempenho), e não a incompetência.

Dou o exemplo da competência de Margaret Thatcher: depois do consulado dela como primeiro-ministra do Reino Unido, o estatuto ontológico de “líder político” de um qualquer país mudou radicalmente.

Marcelo nivela por baixo, o que é uma tendência ideológica que caracteriza profundamente o arquétipo mental pós-moderno (marxismo cultural). Neste aspecto, o Marcelo em nada se distingue da Catarina Martins, do Pureza ou do Rui Tavares. É tudo a mesma merda!

marcelada imigrantes na tropa web

O político pós-moderno (marxista cultural), em busca da igualdade, passa uma bitola sobre a humanidade, para cortar o que diferencia: a cabeça. “Decapitar” é o rito central da missa do Terreiro do Paço e do Palácio de Belém.

O político pós-moderno começa por pedir a “igualdade de oportunidades”, mas acaba sempre por exigir que se penalize o cidadão bem-dotado [por exemplo, o caso do IL (Iniciativa Liberal)].

Para o político pós-moderno, dito “liberal”, a igualdade é a condição psicológica prévia das matanças científicas e frias — por exemplo, com a instituição liberal do aborto como um “direito à igualdade da mulher”. As matanças do Pós-modernismo pertencem à lógica do próprio sistema político obcecado pela “igualdade”.

O Pós-modernismo igualitarista ignora a diferença entre verdades e erros: apenas distingue a diferença entre opiniões populares e opiniões impopulares.

Em nome da “igualdade”, o político pós-moderno degrada a liberdade antes de a estrangular; o igualitarismo pós-moderno (marxismo cultural) não suprimiu os ricos e os poderosos: apenas acabou com os ricos e poderosos que eram pessoas decentes.

Se a cultura antropológica é a expressão da alma colectiva — sendo que a civilização é o propósito do intelecto humano —, a cultura pós-moderna que caracteriza o arquétipo mental do Marcelo espelha a merda em que se transformou o espírito humano.

Sábado, 21 Maio 2022

Os casos de Varíola do Macaco em Madrid, a sauna gay, e a mundividência anti-científica

Em Madrid, foram confirmados 30 casos de Varíola do Macaco, sendo que 95% dos casos tiveram origem em uma sauna gay, que entretanto foi fechada.

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Porém, a Esquerda e a "Direita Liberal" ficam escandalizados se alguém diz que “a Varíola do Macaco é uma doença propalada por gays” — e a principal razão deve-se a uma limitação cognitiva do cidadão pós-moderno, que consiste em uma extrema dificuldade em categorizar a realidade e em elaborar intelectualmente em juízo universal: a esta dificuldade cognitiva pós-moderna, chamamos de “nominalismo radical” que se traduz em uma predisposição psicológica dogmática e acientífica.

O nominalismo pós-moderno é um niilismo, que é favorável ao totalitarismo porque torna a realidade objectiva inextrincável.


A ciência necessita de categorias (necessita de categorizar a realidade), e necessita de excepções que confirmem a regra imposta pelas categorias estabelecidas. Sem excepções à regra, uma proposição não pode ser considerada “científica” (ver: falsificabilidade).

Porém, o homem pós-moderno (em geral, ou seja, em juízo universal)  é intrinsecamente acientífico (para não dizer “anti-cientifico”), porque recusa categorizar a realidade para não ter que aceitar axiomas — sejam os axiomas de ordem cultural, moral, ética, etc..

O único axioma que o homem pós-moderno aceita é o de que “não há axiomas” — assim com a única verdade aceite pelo homem pós-moderno (em juízo universal) é a de que “a verdade não existe” (relativismo axiomático) .

Esta recusa de categorizar factos da realidade concreta, transporta o homem pós-moderno (em geral, ou em juízo universal) para o tempo dos sofistas da Grécia Antiga: o novo sofismo traduz-se na recusa pós-moderna de aceitar como válido qualquer tipo de juízo universal.

Sábado, 19 Setembro 2020

O chamado “crime-de-ódio” é uma contribuição política para a transformação paulatina da União Europeia em uma espécie de “China” (sinificação)

gay-police-webNa Suécia, uma jornalista vai a tribunal por ter publicado na sua página da Internet um artigo de outra pessoa que questionava a probidade profissional dos muçulmanos proprietários de farmácias.

Em resumo: 1/ uma grande percentagem dos proprietários de farmácias na Suécia é constituída por muçulmanos; 2/ os muçulmanos, por princípio, obedecem à lei da Sharia que dá prioridade aos outros muçulmanos no fornecimento de medicamentos em caso de escassez no mercado; 3/ portanto, a pergunta é pertinente: em caso de escassez de medicamentos, ¿será que os proprietários muçulmanos das farmácias irão dar prioridade de fornecimento a outros muçulmanos?

Ora, a referida jornalista apenas publicou um artigo (que não era da autoria dela) que colocou em questão o problema da fidelidade dos muitos farmacêuticos muçulmanos em relação à lei da Sharia. E apenas por ter publicado esse artigo, foi acusada de “crime-de-ódio” e sujeita agora a dois anos de prisão.


É neste contexto de criminalização da opinião e restrição neomarxista da liberdade de expressão na União Europeia que se situa a escolha de Ursula von der Leyen para líder da União Europeia — eu assumo o meu enorme preconceito em relação às mulheres na política: a Margaret Thatcher foi uma excepção à regra, mas ainda assim foi uma defensora acérrima do aborto.

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A Ursula von der Leyen vem agora com uma putativa campanha contra os “crimes-de-ódio”, à moda da Suécia. Mas ela própria não sabe bem o que é um “crime-de-ódio”, nem interessa saber: o conceito de “crime-de-ódio” é apenas um pretexto para impôr condicionalismos culturais e tiques totalitários aos povos da Europa.

Sexta-feira, 18 Setembro 2020

Bárbara Reis, uma criatura burrinha todos os dias (Graças a Deus!)

Uma criatura que dá pelo nome de Bárbara Reis escreveu o seguinte no jornal Púbico (a propósito da oposição à obrigatoriedade das aulas de “Cidadania e Desenvolvimento”):

“A objecção de consciência refere-se a acções, não a ideias. Implica agir, fazer uma coisa”.


Antes de mais, vamos saber o que significa “ideias” (quando começamos a definir, o esquerdalho começa a fugir).

A ideia é aquilo através do qual o pensamento se relaciona com o real (Espinoza).


Embora eu não goste de Espinoza, é impossível recusar esta definição (dele) sob pena de sermos ainda mais burrinhos do que a Bárbara Reis.

Para a Bárbara Reis (como para todos os marxistas!), o ser humano é livre porque age; a Bárbara Reis aproxima-se ontologicamente da realidade dos animais irracionais, categoria a que ela pertence por mérito próprio.

Para nós, outros que discordamos dela, o ser humano age porque é livre: a liberdade é anterior à acção, por um lado, e por outro lado a acção livre depende das ideias que temos.

Ora, para sermos livres temos que nos distinguir dos animais irracionais (de tipo “Bárbara Reis”) e temos que ter ideias.
As ideias são a condição da acção livre (utilizando uma linguagem kantiana).

Sendo que a ideia é “aquilo através do qual o pensamento se relaciona com o real”, não é possível qualquer tipo de acção livre — repito! Livre! — sem as ideias que a condicione.

Por isso é que é perfeitamente legítimo — por exemplo e imaginando aqui o absurdo — a objecção de consciência em relação a aulas que ensinem às crianças as putativas “virtudes do holocausto nazi”.

A objecção de consciência em relação às ideias dos nazis é a condição da prevenção da repetição histórica da acção hedionda que matou milhões de pessoas inocentes.


E por isto tudo é que a Bárbara Reis é uma criatura burrinha todos os dias (Graças a Deus!).

O pós-modernismo como evolução do marxismo

Filed under: marxismo,marxismo cultural,Pós-modernismo — O. Braga @ 3:41 pm

Quando1 a “construção da realidade” do “marxismo científico” falhou2, os marxistas optaram pela desconstrução da Realidade (pós-modernismo: Derrida, Foucault, Bloco de Esquerda, etc.)


Notas
1. Na esteira da influência cultural Iluminista.
2. porque essa construção marxista foi baseada em uma
ideologia e não na ciência, como o demonstrou Karl Popper através do princípio da falsificabilidade.

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