perspectivas

Sábado, 19 Abril 2014

¿A Suíça é um Estado socialista?!

 

nacionalismo webNa Suíça, vai acontecer brevemente um referendo para aprovar um salário mínimo nacional 25 Euros / hora. A julgar pela ideologia neoliberal de Passos Coelho e, por exemplo, dos blogues Corta-fitas ou do Blasfémias, a Suíça é um país socialista!.

Há um fenómeno social e político que os “liberais” de pacotilha da nossa praça não compreendem: o nacionalismo.

A Suíça é nacionalista, e por isso é que restringe a imigração, controla as importações, faz aumentar a influência da classe média na economia, e mantém assim a coesão social. Aliás, o que nos valeu, nesta crise económica, foi o nacionalismo que é intrínseco ao povo português, e à revelia dos estúpidos que controlam este país.

Para a “tropa” do PSD do Pernalonga, falar-lhes em “nacionalismo” é como tentar explicar a um analfabeto o que é um soneto decassilábico.

Quinta-feira, 20 Março 2014

A esquizofrenia política da governança de Passos Coelho

 

Albuquerque portugal niveis salariais 2011 webbancos recusaram renegociar emprstimos web

Estas duas imagens acima (clique nelas para ler as notícias) são eloquentes e falam por si: revelam a filha-da-putice do regime coelhista. Se as pessoas auferiam um determinado nível salarial e assumiram compromissos com a Banca na compra de habitação própria, a ministra das finanças vem agora dizer que “O problema não é meu! Desenrasquem-se! Debaixo da ponte também se dorme!”

Um governo não serve apenas fazer correcções orçamentais ou para reduzir o défice. Um governo existe em função das pessoas, dos cidadãos. Para fazer o que a ministra das finanças está a fazer, bastaria um qualquer contabilista. Ora, não é um qualquer contabilista que pode ser ministro das finanças de um país — a não ser que estejamos já em uma ditadura e não nos tenhamos dado conta.

o-grande-lider-web

Domingo, 13 Outubro 2013

Os me®dia portugueses e a espiral do silêncio da coelhada insegura

 

que se lixe a troika 2

Ontem comprei o jornal “i” e qual foi o meu espanto quando li um artigo, da autoria de Tiago Mota Saraiva (¿por que é que os lisboetas assinam quase sempre com três nomes?!) acerca de uma Manif a realizar em Lisboa no dia 26 de Outubro próximo.

Manif ?! Mas como é que eu não sabia da Manif?! O Tiago Saraiva dá a explicação:

“Durante esta semana, alguns subscritores a manifestação deram uma conferência de imprensa, num local em que Passos Coelho discursava, anunciando os mais de 650 subscritores (da Manif). Os jornalistas estavam lá. Gravaram. Numa televisão passou como mais um protesto à passagem do primeiro-ministro. Noutros telejornais, a informação não passou.”

A informação não passou; e por isso é que eu não sabia de nada. São os me®dia a colaborar na espiral do silêncio imposta pelo PSD do Pernalonga acolitado pelo Partido Socialista do (in)Seguro. Naturalmente que eu não vou fazer 700 quilómetros para ir à Manif. Mas se vivesse perto de Lisboa, ia.

Segunda-feira, 30 Setembro 2013

Passos Coelho foi derrotado nas eleições autárquicas de ontem

Filed under: Passos Coelho,Pernalonga,Política,Portugal — orlando braga @ 10:41 am
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A derrota de ontem não é do Partido Social Democrata, enquanto tal: é de Passos Coelho e de uma certa forma de fazer política que mantém o país em golpe-de-estado permanente, que reduz Portugal a um estado-de-sítio. Esta forma de fazer política não é inevitável, e corresponde a uma idiossincrasia ideológica de Passos Coelho e da entourage que actualmente controla o Partido Social Democrata.

Uma coisa é hostilizar a Troika (como têm feito o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda); outra coisa é pactuar com a Troika (como tem feito Passos Coelho); e outra coisa é negociar com a Troika (como tem feito, por exemplo, Paulo Portas). O pacto de Passos Coelho com a Troika tem origem ideológica, e esta ideologia mantém cativo o Partido Social Democrata, por um lado, e mantém Portugal em um estado-de-sítio político, por outro lado.

A derrota de ontem é pessoal e tem um nome: Passos Coelho. E foi o único que não a assumiu.

Sexta-feira, 27 Setembro 2013

O novo igualitarismo: o da “convergência”!

 

Hoje comprei o Jornal de Negócios e li o editorial de Pedro Santos Guerreiro, com o título “Os Inadaptados”. O artigo ataca implicitamente o Tribunal Constitucional sem dar explicitamente razão a Passos Coelho: é aquilo a que podemos chamar de “ataque implicitamente explícito”.

O que deixa baralhado é a novilíngua politicamente correcta neoliberal: termos como “ajustamento”, “imparidades”, “alavancagem”, etc., têm um estatuto quase esotérico. Mas o termo “convergência” é o mais cínico de todos. Escreve o Pedro Santos Guerreiro:

«Estes chumbos do [Tribunal] Constitucional agravam o clima político às portas do Orçamento [de Estado], quando os olhos estavam nos diplomas do horário da função pública para as 40 horas semanais e no corte das pensões [de reformas] do Estado (convergência entre público e privado).»

Na novilíngua neoliberal, “convergência” significa “nivelar por baixo”, eliminando a classe média.

Segundo os neoliberais, precisamos de um “ajustamento” que reduza as “imparidades” e que permita uma “alavancagem” em direcção à “convergência”… para a merda!

A sociedade “converge” quase toda para a pobreza, e à semelhança do que acontecia nos países comunistas da Europa de Leste, a sociedade fica dividida entre uma pequena elite de sibaritas que tem direito a Datchas e a outras sinecuras, por um lado, e por outro lado a massa enorme e inerme dos novos pobres, todos iguais na pobreza. É este o novo igualitarismo que Passos Coelho defende, aquilo a que eu chamei de sinificação da sociedade: um capitalismo que destrói a classe média é uma forma de fascismo.

Chegará o momento em que os neoliberais defenderão a “convergência” entre Portugal e o Burkina Fasso, em nome da “descida dos custos de trabalho por unidade produzida”.

E Pedro Santos Guerreiro continua:

«O FMI quer ainda mais flexibilização, despedimento ainda mais fácil, descida do salário mínimo, subsidio de desemprego mais curto, empregos transitórios e baratos para jovens. Não é masoquismo (1) , é o entendimento de que o desemprego só se ataca pela quantidade (mais desempregados) ou pelo preço (menos salários). E que portanto é preferível mais gente ganhar menos do que haver mais desempregados

Esta retórica parte do princípio (ilusório e falacioso) segundo o qual se os salários baixarem, o desemprego diminui automaticamente. Se isto fosse verdade, o Burkina Fasso não teria desempregados. Esta é a retórica enganosa de Passos Coelho. Ou seja, segundo os neoliberais, precisamos de um “ajustamento” que reduza as “imparidades” e que permita uma “alavancagem” em direcção à “convergência”… para a merda!

Paradoxalmente, é hoje o neoliberal Passos Coelho que defende uma nova forma “sovietizada” ou “chinezada” de igualitarismo: a esmagadora maioria do povo “converge” para a merda. Em vez de “classe média”, vamos ter uma “classe merda”.

(1) Pois não é masoquismo, não! O que poderia ser era sadismo!

Quinta-feira, 19 Setembro 2013

Aristóteles e Passos Coelho

O velho Aristóteles dizia que “a virtude de quem manda utiliza a virtude de quem é mandado” (in “Ética a Eudemo”, 1246 B 10; ou página 108, Edições Tribuna da História, 2005).

Ora, se num povo a virtude anda arredia, não admira que tenhamos o Passos Coelho a mandar.

Quinta-feira, 29 Agosto 2013

Passos Coelho, o bom aluno

Passos Coelho informa discretamente o FMI (Fundo Monetário Internacional) de que, na opinião dele, é preciso baixar os salários em Portugal. A seguir, o FMI emite um comunicado público em que diz que é preciso baixar os salários em Portugal, incluindo o salário mínimo. E depois, Passos Coelho diz que não tem nada a ver com esse comunicado do FMI : apenas segue ordens desse organismo.

Seria de esperar, de um governo normal, que este reagisse ao comunicado do FMI; mas apenas imperou o silêncio, o que demonstra que o comunicado foi encomendado pelo governo do Pernalonga.

(more…)

Quarta-feira, 21 Agosto 2013

O melhor amigo do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista é Passos Coelho

Filed under: Passos Coelho,Pernalonga — orlando braga @ 8:13 pm
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Conheço um caso de uma senhora que trabalha 4 horas por dia – em uma empresa multinacional líder de mercado na indústria editora e livreira – e ganha 150 Euros por mês. Ou seja, fazendo as contas, ela ganha 1,80 Euros por hora. Se ela trabalhasse as 8 horas diárias normais, ganharia qualquer coisa como 288 Euros, o que é quase metade do salário mínimo nacional. E este caso não é caso único: conheço muitos mais casos semelhantes.

Não percebo grande coisa de Direito do Trabalho, mas duvido que isto seja legal. Em vez de andarmos a gastar dinheiro com a ASAE, seria melhor empregar esse dinheiro na fiscalização das empresas, porque parece-me que os abusos laborais tendem a multiplicar-se sob a tutela de Passos Coelho.

Passos Coelho e a maioria parlamentar estão a trabalhar activamente para a subida eleitoral do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista.

Segunda-feira, 12 Agosto 2013

A minha merda é mais limpa do que a tua

«O BPN foi um bom negócio. Permitiu, a custo quase desprezável para o contribuinte (considerando os outros elefantes brancos), substituir acções de campanha eleitoral de promessas ocas via trauliteirismo clássico pela publicação gota-a-gota de transacções efectuadas pelos que não optaram por combinações de peixe congelado e alheiras.

Não foi tão barato como caixas de robalos congelados mas isso é demasiado pindérico para o país dos 10 estádios e dos 2500 km de auto-estrada.»

- O BPN nem é caro

A melhor definição de “politicamente correcto” é a seguinte:

“O politicamente correcto é uma doutrina promovida por uma minoria ilógica e desfasada da realidade, e radicalmente propagandeada pelos me®dia sem escrúpulos, que defende o princípio segundo o qual é perfeitamente possível agarrar um cagalhão pela sua parte mais limpa”.

O cúmulo do politicamente correcto é alguém pensar que há uns cagalhões com partes mais limpas do que outros cagalhões.

(*) A bovinotecnia é a arte de tratar do “gado” de uma forma tal que se consiga fazer crer aos “bovinos” que serão livres se abandonarem o seu estatuto de bovinidade.

Quinta-feira, 8 Agosto 2013

Isto é de loucos!

« O governo está a ponderar não substituir o secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, que ontem se demitiu do cargo na sequência da polémica em torno dos swaps. Ao que o i apurou, em cima da mesa está a possibilidade de Maria Luís Albuquerque reassumir, agora como ministra, a pasta do Tesouro – que tem a seu cargo a importante tarefa de preparar o regresso de Portugal aos mercados financeiros no pós-troika. »

Se não há necessidade de um secretário-de-estado do Tesouro, ¿ por que razão foi nomeado o Pais Jorge que se demitiu? Resposta: porque Pais Jorge continuará a ser secretário-de-estado do Tesouro mesmo sem o ser oficialmente.

O importante, para Maria Luís Albuquerque e Passos Coelho, é abafar o escândalo dos SWAPS; e para isso, ela conta com ela própria e com alguns telefonemas que pode fazer a alguns “conselheiros”, incluindo Pais Jorge que continuará a ser o secretário-de-estado do Tesouro fora do governo.

Passos Coelho tem um problema: disfarça mal ou é descarado. A isso, o povo diz que é burrice.

Quarta-feira, 7 Agosto 2013

Joaquim Pais Jorge não tem condições para continuar no governo

Das duas, uma: ou Passos Coelho é “fatal” no casting governativo, ou a escolha de Maria Luís Albuquerque para ministra das Finanças já previa a contratação de Joaquim Pais Jorge para secretário-de-estado do Tesouro.

A ideia de Passos Coelho, segundo a qual depois de ter sido eleito nas listas do Partido Social Democrata, pode fazer o que lhe der na real gana sem dar cavaco a ninguém, não é legítima e é mesmo abusiva. E se Passos Coelho se fia nas sondagens recentes, pode-lhe sair o tiro pela culatra.

A presença de Pais Jorge no governo é imoral. Traduz a imoralidade do regime. Revela a imoralidade da classe política. É mais um prego no caixão da democracia representativa.

Um aviso à direcção do CDS/PP

1/ Qualquer governo – seja este ou outro – só terá legitimidade para baixar as pensões de reforma – sejam públicas ou privadas – quando o Estado se desmarcar das PPP (Parcerias Público-privadas). O Estado tem duas opções: ou se desmarca das PPP (Parcerias Público-privadas) e deixa-as entregues ao sector privado, ou nacionaliza as PPP (Parcerias Público-privadas).

Enquanto essa demarcação não for feita, qualquer corte nas reformas dos cidadãos contribui para a morte acelerada do regime. O problema, antes de ser económico, é ético e moral.

2/ A privatização dos CTT transforma um monopólio do Estado num monopólio privado. Entre os dois males, é preferível o primeiro.

3/ A ideia segundo a qual “a História chegou ao fim“, e que o fim da História justifica tudo e mais alguma coisa, foi um dos erros políticos do espírito de cada tempo, sempre recorrentes desde Hegel. É impossível prever o futuro.

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