perspectivas

Sábado, 22 Agosto 2009

O PS e as suas ideias e propostas

ps-ajuda

Um indivíduo está de férias, acorda e ainda estremunhado liga o laptop, e dá de caras com esta notícia: Ferreira Leite tem falta de ideias e propostas, acusa Santos Silva. Para além de estremunhado fiquei estupidificado; fui tomar um café bem forte.

Portanto, de acordo com o caceteiro do PS, a governação de um país resume-se a “ideias e propostas”. “Quer-se-dizer”: a gente faz uns brainstorms aqui no bairro, inventa umas ideias porreiras, e está feito: ficamos aptos para a governação.

E depois há pelo menos uma coisa que de facto separa o PS de José Sócrates do PSD de Manuela Ferreira Leite: o nível de intervenção do Estado na sociedade civil. As ideias e as propostas do PS ― para além de serem muitas delas promessas de mau pagador [aperta-me as mamas!] ― têm como alvo a asfixia da sociedade civil e o condicionamento por parte do Estado em relação às empresas e aos cidadãos.

As únicas ideias boas que um governo pode ter são aquelas que se destinam a facilitar a organização autónoma da sociedade, e nunca aquelas que pretendem intervir directamente na sociedade de forma a condicionar a sua auto-organização. Simplesmente não queremos um governo que se meta na nossa vida privada com as “ideias e propostas” da sua lavra.

Eu espero que Manuela Ferreira Leite siga Alberto João Jardim na recusa dos chips electrónicos nas matrículas dos automóveis que são privados porque pertencem aos cidadãos. O meu automóvel é privado, não pertence ao Estado, e portanto não tem que ser localizável discricionariamente pelas forças policiais a seu bel-prazer, e contra a minha vontade. A colocação obrigatória dos chips electrónicos de controlo dos automóveis privados não faz absolutamente nenhum sentido e pode constituir um precedente extremamente perigoso. Se querem estabelecer portagens nas SCUTS que construam pontos de portagem tradicionais.

Quarta-feira, 29 Julho 2009

Não voto no PSD

Filed under: economia,Perguntas a MFL,Política — O. Braga @ 9:34 pm
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Manuela Ferreira Leite diz que não vai baixar impostos, não obstante o wishfull thinking de um dia poder vir a baixá-los. O problema do “monstro” estatal vai continuar e, com Sócrates ou com Manuela Ferreira Leite no futuro governo, os impostos vão aumentar para alimentar a bulimia insaciável de um Estado super-consumista e desperdiçador.

O problema do Estado bulímico só se resolve com a redução de impostos, o que iria forçar uma mais eficiente gestão de recursos por parte do Estado. Com menos recursos, o Estado vai ter que escolher entre as mordomias da nomenclatura da “capital-do-império-que-já-não-existe”, e o apoio às autarquias; entre as cunhas dos amigos para os tachos nos institutos estatais da “cidade prostituta” (como lhe chamou Eça de Queirós) e, por exemplo, o serviço nacional de saúde; e por aí afora.

Com a redução de impostos, estarão criadas as condições para a “solução definitiva” deste país, no sentido da clarificação política e a definição do traço de um rumo saudável para Portugal.

A ideia propalada segundo a qual a baixa de impostos vai reduzir as despesas com a educação e saúde, é uma falácia de uma esquerda que vive a expensas de um Estado gordo e que gasta à fartazana. O recente episódio “Joana Amaral Dias versus José Sócrates” é a prova da existência de um Estado bulímico, em que os cargos públicos são garantidos em troca de favores políticos, e tudo isso à custa dos contribuintes portugueses.


Email me (espectivas@nullgmail.com)

Sexta-feira, 3 Julho 2009

Perguntas à futura primeira-ministra de Portugal

Filed under: Perguntas a MFL — O. Braga @ 6:40 am
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Segunda-feira, 29 Junho 2009

Perguntas à futura primeira-ministra de Portugal

Filed under: Perguntas a MFL — O. Braga @ 8:31 pm
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