perspectivas

Sábado, 13 Dezembro 2014

Aquilo que o socialista António Costa não diz em público

 

1/ a política económica e financeira de um possível governo socialista liderado por António Costa não será certamente diferente da do actual governo de Passos Coelho. A Alemanha não deixa. O António Costa, assim como o François Hollande, fará aquilo que Angela Merkel mandar.

As “reformas” de António Costa serão na área da cultura fracturante, tal como fez o amigo dele José Sócrates.

2/ a legalização da eutanásia será uma “reforma” de António Costa.

3/ a procriação medicamente assistida — que gera os novos filhos de pai incógnito — para toda a gente e sem qualquer controlo, será outra “reforma” de António Costa.

4/ a adopção plena e sem quaisquer restrições de crianças por pares de invertidos.

5/ a legalização das “barrigas de aluguer” para pares de invertidos, ou seja, a normalização do comércio de crianças.

6/ proibição de uso de símbolos religiosos em locais públicos; esta será outra “reforma” de António Costa, que por exemplo incluirá a proibição ou restrição de exibição de presépios públicos na época natalícia.

Portanto, entre António Costa e Passos Coelho, prefiro o mal menor: prefiro Passos Coelho — porque a política económica será a mesma!

Sobre a privatização da TAP

Filed under: Europa,Passos Coelho,Política,Portugal — O. Braga @ 7:24 am
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O IV ReichPassos Coelho acredita que a TAP pode ser privatizada e continuar a ser uma companhia aérea de “bandeira” nacional. Eu penso que ele, ou é burro, ou é ingénuo. Ou então é maquiavélico, tal como o seu antecessor José Sócrates — espero que Passos Coelho não acabe no banco dos réus.

Mais vale que Passos Coelho seja honesto para com os portugueses: “somos obrigados pela União Europeia (controlada pela Alemanha) a privatizar, e é certo que vamos perder a ‘companhia de bandeira’”.

Mas ser honesto, na política portuguesa, é sempre colocar em causa a União Europeia — e isso não convém. A União Europeia da Alemanha é sacrossanta: substitui hoje o Sacro Império Romano-Germânico.

Quarta-feira, 3 Dezembro 2014

Luís Mira Amaral e os talibãs ecológicos

 

Terça-feira, 18 Novembro 2014

O governo está a matar o mercado de arrendamento

Filed under: Passos Coelho — O. Braga @ 12:38 pm
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O governo de Passos Coelho diz que tem dinamizado o mercado de arrendamento; mas com os impostos tão altos, qualquer pessoa com dois dedos de testa verifica que (se puder) mais vale não arrendar.

aluga-sePor exemplo, com uma renda de 500 Euros para um bom apartamento, 40% deste valor vai para o Estado — imposto IMI cada vez mais alto, imposto de selo de 10% de uma renda, IRS de 15% — e para as despesas de condomínio. Ou seja, o bom apartamento fica realmente alugado por 300 Euros.

Ora, quem não precisar de alugar, mais vale ter as suas casas fechadas. Ou então terá que aumentar os preços das rendas, e se o mercado não pagar, então, fecha-se o apartamento até aparecer alguém que pague o valor.

Este exemplo também se aplica a um apartamento mais modesto alugado com uma renda, por exemplo, de 250 Euros — uma vez que as despesas são proporcionais: 100 Euros vão para o Estado, o que significa uma renda líquida de 150 Euros !

Ou seja, o governo está a matar o mercado de arrendamento.

Quinta-feira, 13 Novembro 2014

Passos Coelho é incansável

Filed under: Passos Coelho — O. Braga @ 6:57 pm
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Já deu cabo da Portugal Telecom, e agora prepara-se para destruir a TAP. O rapaz tem genica! 

Sexta-feira, 7 Novembro 2014

O mercado dos ministros da república também é “internacional”

Filed under: Passos Coelho — O. Braga @ 5:10 pm
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“O ministro da Saúde considerou hoje natural a saída de médicos de família para países como a França, onde os ordenados rondam os 15 mil euros mensais, uma vez que o mercado de trabalho é internacional.”Mercado de trabalho dos médicos ‘é internacional’

paulo-macedo-kodachrome-web

Quinta-feira, 30 Outubro 2014

A brutalidade e a desumanidade de Passos Coelho

Filed under: josé sócrates,Passos Coelho — O. Braga @ 7:11 am
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“A casa onde vive com três filhos e duas netas vai hoje a leilão por uma dívida do Imposto Único de Circulação.

Ana Dias (nome fictício) deve 1.900 euros ao Fisco, de Imposto Único de Circulação (IUC), porque há cerca de cinco anos mandou abater os dois carros da família e não deu baixa nas Finanças. “Eu sei que a culpa é minha, que devia ter dado baixa dos carros nas Finanças. Mas na altura nem me lembrei disso, não tive o cuidado de pedir os papéis na sucata. Não foi por mal”, justifica.

Às dívidas do IUC, não mais de 500 euros, somam-se agora as coimas avultadas. Diz que não tem ninguém que lhe possa emprestar esse dinheiro. Ana Dias tem 52 anos, é viúva e mãe de seis filhos. A casa, onde vive com três dos filhos e mais duas netas, é posta à venda hoje às 10 horas. A notícia chegou-lhe há um mês.”

Fisco vende hoje casa de família por dívida de 1.900 Euros


A Passos Coelho não chega o julgamento político nas próximas eleições: o que ele fez ao país, nomeadamente na área dos impostos, tem contornos criminosos.

Qualquer pessoa de bom-senso vê que a acção do fisco é desproporcionada — não só neste caso, mas em geral. “Sacar” uma casa de família por 1.900 Euros é uma brutalidade política, só comparável com a acção discricionária do Estado nos regimes totalitários.

Haveria outras formas de pagar a dívida, nomeadamente através de serviço comunitário. Mas a brutalidade do sistema fiscal, protagonizado por Passos Coelho, optou pela desumanidade própria dos regimes mais brutais que a História conheceu.

Passos Coelho representa o terrorismo de Estado em Portugal. E é nessa condição que ele tem que ser levado a tribunal por cidadãos organizados (como José Sócrates deveria ter ido a tribunal, embora por razões diferentes).

José Sócrates e Passos Coelho são duas faces da mesma moeda: gente sem escrúpulos e moralmente deficiente; psicopatas alcandorados ao Poder. Gente sem planta nenhuma, sem estrutura ética e intelectualmente débil.

Quarta-feira, 22 Outubro 2014

Um capitalismo errado tomou conta de Portugal

Filed under: Passos Coelho,Política,Portugal — O. Braga @ 9:33 am
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Antes de entramos no tema, aconselho a leitura de três artigos:

O “capitalismo errado” é o neoliberalismo que se traduz na ideologia política que orienta o governo de Passos Coelho. O exemplo vem de cima.

Há cerca de dois anos fui contactado para assumir funções de Director Comercial de uma empresa; foi-me dito pelo dono da empresa que eu teria que despedir mensalmente o pior vendedor do mês, mesmo que ele tivesse sido o melhor vendedor do mês imediatamente anterior. Ou seja, todos os meses seria despedido um vendedor e admitido um novo vendedor. Isto é o neoliberalismo em todo o seu esplendor. Recusei a oferta.

Em nome da produtividade, o neoliberalismo mina e destrói a produtividade. Os ganhos são a curto prazo. Tal como acontece com o jogo na Bolsa, a gestão neoliberal das empresas vive apenas o momento imediato. O futuro e a sua construção não interessam. Não há futuro. As pessoas tornam-se absolutamente intermutáveis, o que significa que a especialização e a experiência do trabalhador são negadas pelo neoliberalismo empresarial.

Uma coisa é não deixar o trabalhador acomodar-se e/ou ganhar vícios (e aqui, estou de acordo). Outra coisa é tentar transformar um ser humano em uma máquina — o que é uma contradição em termos, porque uma máquina tem sempre os vícios inerentes à sua programação, seja qual for. Só o ser humano consegue corrigir vícios e evoluir por si mesmo.

Mas a Esquerda — por exemplo, o antropólogo João Carlos Louçã — não tem autoridade moral para criticar o neoliberalismo empresarial: a intermutabilidade do ser humano, nos seus papéis sociais, é uma característica de esquerda. Por exemplo, a ideologia de género, característica da Esquerda e recuperada pelo neoliberalismo, é uma ideologia de intermutabilidade do ser humano. A Esquerda também está metida na merda neoliberal até ao pescoço.


A ler: Ruthless narcissists churned out by The Apprentice aren’t fit for the real business world

Quinta-feira, 16 Outubro 2014

Com este Orçamento de Estado de Passos Coelho, o Partido Comunista só precisa de afinar a táctica

Filed under: Passos Coelho — O. Braga @ 6:52 am
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Existe uma táctica que poderá permitir ao Partido Comunista ultrapassar largamente a fasquia dos 15%: deixar Jerónimo de Sousa entregue ao Alentejo, e entregar Lisboa, Porto, Braga e Coimbra ao João Oliveira e ao Bernardino Soares. Depois, há zonas mistas: Viseu, Aveiro, Douro interior e Trás-os-Montes, Guarda, que podem ser “trabalhadas” em conjunto.

Se o Partido Comunista tiver esta flexibilidade interna, é verosímil que ultrapasse largamente os 15% de votos nas próximas eleições, porque o povo já se apercebeu que António Costa é “papel carbono” de Passos Coelho, o CDS/PP está “amarrado” a Passos Coelho, o Livre quer apenas chegar ao Poder, o Bloco de Esquerda está em liquidação, e Marinho e Pinto vai ser recuperado pelo sistema (como aconteceu com o defunto PRD).

A alternativa ao avanço natural do Partido Comunista seria uma renovação interna no Partido Social Democrata — o que me parece quase impossível face à dinâmica natural dos partidos políticos.

Domingo, 12 Outubro 2014

Passos Coelho aplica a Teoria da Relatividade de Einstein à economia portuguesa

Filed under: A vida custa,Passos Coelho — O. Braga @ 7:30 am
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Na Teoria da Relatividade, a realidade do universo, o espaço e o tempo dependem da posição e da velocidade do observador. A genialidade de Passos Coelho foi a de adaptar a Teoria da Relatividade à economia portuguesa: os números da economia dependem da interpretação do observador.

Isto significa que Passos Coelho descobriu que, em economia, não existe qualquer número absoluto, e por isso todos os números estão correctos na medida em que dependem da posição do observador no contexto da urdidura do espaço-tempo. E mais: os números da economia dependem da curvatura do espaço-tempo determinada pela massa dos corpos: quanto mais massa está em questão, mais curvos são os números da economia. E quando se trata de uma pipa de massa, Passos Coelho cria um buraco negro que absorve não só a luz como qualquer tipo de informação.

Cheguei à conclusão de que o comité Nobel ainda não deu um prémio a Passos Coelho porque não tem a certeza se lhe conceda o da economia ou o da física — porque Passos Coelho criou uma nova disciplina: a economia quântica. Para além da Teoria da Relatividade, Passos Coelho foi mais longe e aplicou a quântica à economia. Por exemplo: ¿quanto custam os salários dos reformados ao país? Aplicando o princípio de Kant segundo o qual devemos interrogar a Natureza, Passos Coelho partiu para a investigação científica. E chegou a várias conclusões:

Assim como uma partícula elementar subatómica não é uma coisa, mas antes é uma relação abstracta entre acontecimentos, Passos Coelho descobriu que 1 Euro não é uma coisa, mas antes é uma relação abstracta entre Euros. E mais descobriu que a destruição de 1 Euro pode ser virtuosa na medida em que 1 Euro destruído pode multiplicar-se em diversos Euros idênticos — tal como acontece com a colisão subatómica entre partículas elementares: uma colisão entre dois electrões, por exemplo, destrói os dois de uma forma virtuosa, na medida em que dessa destruição surgem novos electrões iguais aos dois destruídos, ou até maiores.

A teoria da economia quântica, de Passos Coelho, teve os seus seguidores e criou escola: por exemplo, com João César das Neves. Criou um novo paradigma: quem não aceita a economia quântica pertence à Esquerda. Neste sentido, por exemplo, Adriano Moreira, Bagão Félix ou Miguel Mattos Chaves passaram a ser esquerdistas perigosos.

Este último, em particular, passou a ser um radical de esquerda, porque raciocina ainda em termos da física clássica newtoniana, quando chegou à conclusão de que as despesas com pessoal do Estado e com as reformas constituem apenas 15,5% do PIB e cerca de 34% das receitas dos impostos.

Ora, esta visão de Miguel Mattos Chaves é hoje considerada retrógrada e ultrapassada, na medida em que é uma visão absoluta da dimensão do espaço-tempo aplicada à economia que não tem em consideração a posição do observador na urdidura do espaço-tempo.

Ou seja, Miguel Mattos Chaves não segue o paradigma — porque, segundo Passos Coelho, quanto mais uma partícula elementar da economia está confinada no espaço, mais velocidade ganha! Assim, os Euros confinados nos espaços exíguos das empresas subsidiadas pelas autarquias do Partido Social Democrata, e das PPP (Parcerias Público-privadas) dos amigos de Passos Coelho, por exemplo, ganham uma velocidade tal que tornam os seus corpos opacos e, por isso, determinam a impenetrabilidade da matéria económica. Passos Coelho aplica aqui o princípio da força gravitacional à economia.

Não é por acaso que Angela Merkel considera Passos Coelho um génio em matéria económica. E foi por obra do Espírito Santo que o ex-ministro das finanças, Vítor Louçã Rabaça Gaspar, foi parar ao FMI: também ele seguiu a genialidade do guru Passos Coelho. Estamos todos, portanto, bem entregues!: só temos que ter fé no determinismo da economia quântica.

Adenda: para que eu não seja considerado de Esquerda pelos meus leitores, vou também abraçar a teoria da economia quântica de Passos Coelho. Nunca se sabe se não me calha um “tacho” qualquer.

Sexta-feira, 10 Outubro 2014

Passos Coelho não deixará saudades e será rapidamente esquecido

Filed under: Passos Coelho,Política,Portugal — O. Braga @ 9:37 am
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Desde que Passos Coelho chegou ao governo, tenho visto miséria social como nunca tinha visto em Portugal (nem no tempo do Escudo) desde que aqui cheguei em 1975. A crise não justifica tudo. Houve uma opção política miserável de Passos Coelho.

Se Sócrates será lembrado como o primeiro-ministro que levou Portugal à bancarrota, Passos Coelho será lembrado — se alguém se quiser lembrar dele — como o primeiro-ministro que se aproveitou da bancarrota para propositadamente tornar Portugal em um país miserável.

homem lixo

Segunda-feira, 6 Outubro 2014

Protegido: Cuidado com as burlas da empresa FINSOLUTIA S.A. !

Filed under: Justiça,Passos Coelho,Política,Portugal — O. Braga @ 10:18 pm

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